Louca Obsessão
18 Relutância
Notas iniciais
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18. Relutância
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A cada passo que dava, seu coração palpitava fortemente dentro do peito. A poucos metros de si estava um Sesshoumaru impaciente, a qual tinha medo de descobrir que tipo de expressão carrancuda lhe dominava à face. Caminhava com passos lentos e pesados, arrastando suas pernas, e se continuasse naquele ritmo jamais alcançaria os aposentos do youkai.
Depois de uma tarde conturbada em busca de um vestido de noiva para Kagome, Rin e Izayoi retonaram para casa. E desde que ela dirigia pelas ruas movimentadas, Rin não deixou de olhar um só minuto nos espelhos a fim de constatar se estava sendo seguida novamente. Para seu alivio, nada de estranho aconteceu em seu regresso. E assim que colocou os pés dentro dos domínios da mansão de Sesshoumaru, uma sensação de tranquilidade lhe tomou. Havia voltado com vida, e sem nenhum arranhão. Por outro lado, o pensamento de que teria que encarar Sesshoumaru estava assustando-a. Não sabia que tipo de temperamento o dominava e mesmo que não quisesse, havia desobedecido-o demorando mais do que esperado para retornar. As palavras do youkai ainda estavam frescas em sua memória, ele havia deixado claro para que ela voltasse o quanto antes, mas devido à insistência de sua doce vizinha, tivera que permanecer por mais algum tempo dentro da loja de vestidos.
Arrastou suas pernas pelos corredores da casa e só parou quando finalmente chegou ao seu destino. Deu leves batidas na madeira maciça e não esperou uma autorização por parte de Sesshoumaru para adentrar seus aposentos, abriu a porta devagar, mas relutou antes de entrar. Respirou fundo e tomou toda a coragem do mundo para encontrá-lo. Deu o primeiro passo e quando se viu dentro do quarto escuro foi que fechou a porta atrás de si. Tentou acostumar-se com a fraca iluminação e por mais que o procurasse com ansiedade Rin não havia avistado-o em lugar algum. Engoliu em seco. Sua ausência só poderia significar algo... Ele fora atrás de si como prometera que o faria.
— S-Sesshy? – Ousou chamá-lo e o silêncio foi tudo o que escutara.
Então ele realmente cumprira com sua palavra. Claro que cumpriria! Como poderia subestimar Sesshoumaru Taishou?
Entre abriu os lábios novamente para chamá-lo, mas não fora preciso. Assim que percorreu o lugar com seus examinadores olhos, ela o encontrou sentado sobre a poltrona que ficava a poucos metros de frente para a cama. Sesshoumaru continuou quieto, na mesma posição que estava desde que ela entrara no quarto. Seu semblante não lhe dizia nada, porém seus olhos lhe diziam tudo.
Ainda receosa em aproximar-se do outro, Rin conseguiu mover as pernas em direção á cama, sentando-se sobre ela. Sentiu-se pequenina diante da tamanha intensidade com que aquele homem a encarava e ela não possuía coragem o suficiente para se aproximar mais do que aquilo. Não enquanto ele mantinha aqueles olhos febris sobre si, varrendo cada extensão de seu corpo até se convencer do fato de que ela voltara inteira para os seus braços, sem nenhum membro faltando, nem mesmo um mísero arranhão encontrara sobre as partes expostas de seu corpo.
— Este Sesshoumaru não aprova a sua demora, Rin! – Encolheu-se quando o escutou dizer aquilo. – Conte-me o motivo que a fez desobedecer a uma de minhas ordens.
Por pouco não soltara uma risada irônica para o alto. O que queria que ele fizesse? Que a recebesse com flores? É claro que Sesshoumaru a receberia com um extenso interrogatório.
— Izayoi me fez esperar! Ela custou voltar para casa sem antes ver Kagome assinar os papeis do aluguel do vestido. – Adiantou-se em se justificar.
— Dane-se o maldito vestido!— Viu-o mudar de posição ao mesmo tempo em que grunhia.
— Não a culpe por isso, Sesshy! Eu apenas não quis acabar com a felicidade dela, Izayoi estava tão...
— Não me refiro a isto! – Cortou-a antes que finalizasse sua frase. – Você ao menos possui consciência do risco em que correu?
Porque respondê-lo? Ele sabia de seus medos e receios. Sabia o quanto se expor lhe prejudicaria. Então por qual motivo lhe fizera aquela pergunta? Apenas para refrescar-lhe a memória de que sua vida se baseava em ficar trancafiada em sua casa? No entanto, não fora ele quem lhe dissera para sair?
— Pensasse nisso antes de me incentivar á sair! – Rin cruzou os braços frente ao peito, não gostando do rumo daquela conversa. – Não foi você quem disse para me distrair? Foi exatamente o que eu fiz!
— Não coloque a culpa em minha decisão Rin, este Sesshoumaru apenas deseja cuidar daquilo que lhe pertence.
Pega de surpresa por aquelas palavras, Rin suavizou sua expressão irritada e relaxou os braços cruzados. A quem estava querendo enganar? Sesshoumaru preocupava-se com seu bem estar, isso era notório.
— Desculpe! Estou apenas sufocada com tudo o que anda acontecendo e acabei descontando em você. – Olhou para suas próprias unhas evitando encará-lo nos olhos.
Escutou quando Sesshoumaru voltou a se mover sobre a poltrona mudando mais uma vez de posição. Quando fez menção de erguer o olhar, o encontrou com os cotovelos apoiados em suas coxas enquanto seus dedos se uniam á frente do queixo.
— A desaprovo por não ter me telefonado antes, Rin.
— Desculpe. – Voltou a se desculpar.
Droga. Ele ainda estava pensando sobre a ligação? Por um lado se sentiu culpada por não ter avisado-o assim que notara que estava sendo perseguida, mas pensou que se o avisasse provavelmente teria acabado com o dia de Izayoi, assim como o restante dos presentes com que passara à tarde.
— Conte-me o que aconteceu. – Exigiu ele.
Ela umedeceu os lábios com a ponta de sua língua antes de começar a falar e Sesshoumaru achou aquilo extremamente sensual.
— N-Notei que alguém me seguia quando estava chegando perto da loja de vestidos! Eu desconfiei, mas pensei que estivesse enganada e que talvez pudesse ser algo da minha cabeça.
Sentiu-o estreitar os olhos e enrijecer a mandíbula conforme lhe contava sobre o ocorrido de momentos atrás.
— Izayoi não pareceu notar, mas quando estávamos perto da loja só pensei em uma única coisa, tentar despistá-lo. E foi o que eu fiz! – Estremeceu levemente conforme se lembrava do que acontecera. – Acelerei o carro para manter certa distância e minhas suspeitas só aumentaram quando o vi tentar acompanhar-me. Mas consegui entrar no estacionamento da loja antes que me visse.
— Conseguiu ver quem era o verme que dirigia? – Rosnou em meio á suas palavras.
— Não! Os vidros eram escuros e além do mais, Suikotsu não me parece o tipo de pessoa que desfila por aí com um carro de luxo.— Disse o obvio.
— Um carro de luxo? – Estreitou os olhos procurando absorver todo tipo de informação.
— Exatamente! Não me recordo do modelo e muito menos da placa, foram as ultimas coisas que pensei em fazer naquele momento.
Sesshoumaru endireitou sua postura e encostou-se sobre o encosto da poltrona, levou uma das mãos em direção ao queixo como se estivesse arquitetando algo em sua cabeça.
— O-O que está pensando? – Rin teve receio em lhe perguntar. – Desconfia de alguém?
— Do maldito verme que está por trás de Suikotsu! – Respondeu, sem rodeios.
Mas é claro! Como pudera se esquecer disso? Agora o quebra-cabeça parecia começar a fazer sentido para Rin. Aquela hipótese não poderia ser deixada de lado, de jeito nenhum.
— Será que foi realmente ele? – Mordeu o lábio inferior e franziu o cenho em seguida, não deixando de desviar sua atenção de Sesshoumaru.
— Ainda possui dúvidas?
Não, ela não possuía. Aquilo era a única justificativa que encontrava perante a perseguição que sofrera. Além do mais, desconhecia o dono daquele veiculo.
— Isso está ficando cada vez pior! – Rin lamentou-se. – O que farão agora? – Perguntou-se com a ironia estampada em seu tom de voz. – Não sei como não me viram entrar no estacionamento! Não sei nem mesmo como consegui dirigir, minhas mãos estavam tão trêmulas!
Fixou o olhar em suas mãos e as encarou com repulsa. Malditas mãos trêmulas, maldito corpo indefeso. Nervosamente, levou-as em direção aos seus cabelos e passou-as por todo o couro cabeludo procurando acalmar-se, procurando espantar a irritação que se instalava em suas entranhas. Sesshoumaru nada dissera, apenas observava-a calado enquanto escutava suas lamurias inaudíveis.
— Não sei qual a finalidade de fazerem isso. – Rin continuou a despejar sua frustração para o alto. – Seja quem for essa pessoa sua intromissão me irrita, ela não tem nada a ver com minha relação com Suikotsu! Mas que inferno! – Esbravejou ela.
Sesshoumaru estreitou levemente os orbes na menção do nome do outro. Saber que sua Rin possuía, ou possuíra qualquer tipo de relação com aquele homem o enchia de repulsa.
— Hoje uma das vendedoras comentou que uma das vitimas era conhecida da recepcionista delas! – Encolheu os ombros quando contou isto á ele.
Sesshoumaru sentiu que sua voz daria os primeiros sinais de que começaria a embargar. Ela não demoraria a ter seus olhos marejados, tamanho o sentimento de culpa que carregava em suas costas.
— Me sinto mal por aquelas garotas. – Fungou, sentindo os olhos arderem. – Elas foram mortas sem motivos, e saber que eu sou a culpada de suas mortes me destrói por dentro!
Ergueu o olhar e o encarou, algumas lágrimas lhe escapavam dos olhos e deslizavam por suas bochechas até morrerem em seu queixo. Sesshoumaru continuou do mesmo jeito, calado, com as feições enigmáticas e com o olhar intenso.
— Eu me senti derrotada naquele momento Sesshy, impotente diante de toda essa situação. Uma fraca, uma inútil!
— Minha Rin não é fraca! – Se prontificou em corrigi-la.
Rin balançou a cabeça em negação. Era fraca sim! Uma fraca que não possuía forças nem mesmo para seguir em frente e esquecer o tormento que Suikotsu causara em sua vida. Mas como esquecer enquanto a praga insistia em lhe perseguir?
— Minha Rin é uma mulher forte que luta por sua liberdade! – Afirmou ele.
Ela soltou uma risada debochada quando o escutou dizer aquelas bobagens. Secou o rosto molhado e tentou manter os lábios firmes para que não voltassem a tremer.
— P-Pelo menos é que eu tento transparecer! – Abaixou a cabeça, não conseguindo fitar a face serena de Sesshoumaru. As lágrimas caíram em grande quantidade, chocando-se contra suas pequeninas mãos em seu colo. – Esta Rin está quebrada! Cansada por viver dessa forma!
Tampou o rosto com ambas as mãos abafando seus soluços. Seus ombros cederam ao seu desespero e por pouco não se jogara naquela cama e deixava-se afogar em suas lamentações. Onde estava a promessa que fizera? Prometera que jamais se deixaria levar por aquele homem, e olhe só como se encontrava agora. Aquela bendita promessa de nada valera. Tudo poderia ser tão diferente! Poderia perfeitamente deixar o passado para trás e começar uma nova vida naquele lugar, longe de Suikotsu e de qualquer ameaça que a fizesse recuar. Mas a vida lhe pregara peças, e lá estava ela, completamente rendida, completamente exausta.
— Então me permita consertá-la, Rin.
Sua voz grossa ultrapassou seus soluços, a menção daquelas palavras a fizera retirar as pequeninas mãos de seu rosto com lentidão. Por cima dos longos cílios, ela conseguiu vislumbrar a figura séria de seu youkai que parecia compenetrado em observá-la. Rin sentiu a boca seca e mesmo se bebericasse um copo d’água não conseguiria aliviar o nó entalado em sua garganta. Rin o olhou com carinho, com admiração. Sesshoumaru era completamente diferente de todos os homens que passara por sua vida. E mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com todos os seus problemas, ainda assim ele a aceitava.
— F-Faça-me esquecer, Sesshy. – Foi tudo o que dissera, foi tudo o que implorara.
Arfou. Sentindo o peito subir e descer com rapidez. Rin foi incapaz de desviar os orbes de seu youkai. Não quando acabara de lhe propor algo como aquilo.
— Tudo o que desejar, este Sesshoumaru fará!
Mordeu o lábio inferior com força apreciando a promessa que ele lhe lançara. O nó em sua garganta não mais existia, Sesshoumaru possuía o dom de fazê-la esquecer dos medos que a assombravam. Em seus braços, ela sabia que estaria segura.
Sua pele queimou por baixo de seu vestido, um fogo alastrou-se por seu corpo e Rin só se deu conta disso quando o notou percorrer os olhos por toda a extensão de seu pequenino corpo fazendo-a se sentir nua e completamente exposta. Roçou a coxa uma na outra sentindo seu sexo se comprimir diante da forma indecente com que Sesshoumaru a observava e ele parecia satisfeito por deixá-la daquele jeito. Completamente em êxtase, ansiando por ser tocada. Soltou o ar de seus pulmões com força e quando menos esperou já estava arfando mais uma vez. Céus, o que aquele homem fazia consigo? Tomando uma coragem que nunca possuiu, foi que ela então o questionou:
— Porque está me olhando desse jeito? – Com a voz tremula, não conseguiu conter a curiosidade.
— Estou apenas averiguando! – Respondeu com facilidade, sem demonstrar qualquer resquício do desejo que assolava seu corpo cheio de músculos.
— Averiguando o... Quê?
Esfregou as pernas novamente contra as outras enquanto apoiava o peso do corpo com ambas às mãos espalmadas sobre o colchão.
— Se minha Rin está machucada, mas com tanto tecido em seu corpo é impossível examiná-la!
Viu-o lamber os lábios finos umedecendo-os e Rin segurou a respiração com aquela visão. Respirar naquela altura do campeonato era a última coisa que se lembrava de fazer.
— Lembro-me perfeitamente de que dissera que me recompensaria por mais cedo. Minhas palavras refrescam-lhe a memória doce Rin?
Seu olhar faminto permaneceu em seu corpo. Escutá-lo dizer sobre a recompensa a deixou ainda mais excitada. Como se esquecer da promessa que fizera á ele? E lá estava ela, mais uma vez rendida por aquela montanha de músculos.
— Lembra-se disto? – Questionou-a novamente.
Sesshoumaru estreitou levemente os olhos em sua direção soltando um rosnado inaudível quando a viu morder o lábio inferior e assentir em confirmação.
— Então deixe-me examiná-la, Rin!
Seguiu seus movimentos o vendo cruzar as compridas pernas enquanto apoiava seu cotovelo no braço da poltrona e acomodava seu queixo por entre sua enorme mão. Cobriu a boca com os dedos e deixou seus caninos roçarem despreocupadamente por eles. Rin franziu o cenho sem compreender o sentido daquelas palavras. O que Sesshoumaru queria dizer com aquilo? Vendo que sua Rin estava alienada diante de seu pedido, Sesshoumaru procurou utilizar outras palavras que a fizesse entender:
— Abra-se pequena, deixe-me assisti-la enquanto se toca.
Seu queixo despencou, seus olhos amendoados se abriram e seu rosto se tingiu de vermelho. Mas que diabos de pedido era aquele? Era tão indecente e ao mesmo tempo tão excitante. E pensar que Sesshoumaru pedira aquilo com tamanha naturalidade, a assustava. Jamais fizera isso, jamais se tocara enquanto alguém a assistia e só o pensamento de fazer algo tão intimo como aquilo diante de alguém a deixava perdidamente constrangida. Percebendo que Rin não moveria nenhum músculo, Sesshoumaru voltou a instruí-la:
— Deite-se e abra-se para este Sesshoumaru, Rin.
Obedeceu-o, deixando-se cair para trás sentindo a maciez do colchão contra as suas costas. E agora céus? O que faria? Seu coração palpitava fortemente dentro do peito e suas mãos tremulas davam os primeiros sinais de seu nervosismo. Lentamente, abriu as pernas e por entre elas foi capaz de ver a figura de Sesshoumaru na mesma posição que o encontrara antes de acomodar-se na cama.
— Arranque este maldito vestido Rin, antes que eu o faça. – Soltou um rosnado rouco.
De maneira sensual, escorregou os dedos em direção á barra de seu vestido e o puxou até a altura da cintura. Ergueu os quadris para o alto dando-lhe uma visão melhor de seu monte coberto por sua calcinha rendada, e com certa dificuldade Rin tentou puxar o vestido para cima na intenção de tirá-lo pelos braços. Quando se viu livre do tecido, deixou-o de lado na outra extremidade da cama e arfou sem saber qual o próximo passo que faria. Ainda estava se sentindo desconfortável por fazer aquilo com uma pequena plateia a assistindo. Porém, ela teria que se acostumar com os avanços do outro, sua relação com o youkai estava mais do que intima naquela altura do campeonato.
Quando mirou seus orbes mais uma vez para Sesshoumaru, encontrou a ansiedade e a expectativa em seu semblante. Os olhos âmbares estavam em chamas, cravados em cada canto de sua pele exposta como se estivesse querendo gravar em suas memórias cada curva que ela possuía.
Deslizou a pequenina mão por sua barriga lisa até alcançar seu monte carnudo por cima da calcinha. Manteve os dedos no mesmo lugar, relutando em ultrapassar a barreira que a impedia de continuar. Sua relutância apenas o fez protestar enquanto soltava para o alto um grunhido rouco que evidenciava perigo.
Fechou os olhos e tentou-se imaginar sozinha. Só assim conseguiria fazer o que Sesshoumaru lhe pedira. Com um dos dedos, ela puxou o elástico de sua calcinha rendada para o lado ficando completamente exposta para o seu youkai. Seus ouvidos captaram outro rosnado de aviso, protestando diante de sua demora. Mordeu o lábio com força e prosseguiu, deslizando o dedo por sua fenda, tocando desde seu botão róseo até mesmo a sua entrada pulsante. Rin sentiu-se úmida, lubrificada, latejante e completamente pronta para acomodar o majestoso eixo de Sesshoumaru em seu interior.
— Abra os olhos Rin e os mantenha em minha direção! – Escutou-o dizer.
Seu peito subiu consideravelmente, a batida de seu coração falhou e em seguida corou no mesmo instante. Ela não conseguiria tocar-se enquanto estivesse olhando-o. Desesperou-se com a nova ordem e assim que voltou a abrir os olhos amendoados e os direcionar para Sesshoumaru uma onda de vergonha a dominou, obrigando-a fechar as pernas instantaneamente.
— S-Sesshy...— Chamou seu nome em forma de suplica.
O viu estreitar os olhos desaprovando sua atitude, mas demorou a voltar a instruí-la.
— Vamos pequena, permita-me ter a melhor das visões.
Encontrando a coragem que nunca tivera, ela continuou. Lentamente voltou a manter as pernas abertas ao mesmo tempo em que começava a acariciar-se. Circulou seu clitóris com as pontas de seus dedos e remexeu-se quando o sentiu sensível. Arfou diante de sua própria caricia. Vez ou outra ela dirigia o olhar para Sesshoumaru o encontrando com sua atenção voltada inteiramente para os seus movimentos. Sua vergonha começava a dissipar-se, ter Sesshoumaru encarando-a com tanta intensidade a fazia ficar ainda mais excitada. Rin o desejava, desejava desesperadamente que aquela montanha de músculos a tomasse novamente. Que a possuísse com urgência, forte e duro. Não sabia o que a fazia ansiá-lo daquela maneira, nunca se sentiu desse modo com nenhum outro homem. Estada rendida, e completamente perdida por Sesshoumaru Taishou.
— Mova seus dedos em seu interior. – Uma nova ordem lhe foi dita.
Por mais que estivesse longe, ele continuava no comando. Sesshoumaru era autoritário até mesmo na maneira com a qual se masturbava. Aquilo a fizera rir.
Sentindo-se mais confortável, Rin deslizou um dos dedos até sua entrada úmida e estimulou sua abertura com movimentos circulares. Empurrou para dentro e encontrou certa relutância pela invasão. Uma ideia travessa lhe passou pela cabeça e ela pensou como Sesshoumaru agiria se a visse fazer aquilo. De maneira sensual, umedeceu os lábios com a ponta de sua língua e com a mesma mão que se tocava, levou-a até a boca e lambeu-lhe o dedo. Sem desviar os olhos do corpo enorme do youkai, ela sustentou a troca de olhares enquanto o provocava. Se era um show que Sesshoumaru queria assistir, era um show que ela o daria. Sentiu seu gosto salgado e torceu o nariz com seu sabor exótico. Rin perguntou-se mentalmente onde diabos Sesshoumaru achava aquilo doce.
Viu remexer-se sobre a poltrona enquanto mudava de posição, continuou com sua provocação lambendo todo o cumprimento de seu dedo. Quando o sentiu úmido o suficiente, foi que o libertara de seus lábios para voltar a acariciar-se como antes. Com a ajuda de seus dedos molhados, Rin lubrificou sua entrada para só assim atrever-se em estocá-la.
— A-Assim? – Perguntou á ele. – Você quer desse jeito Sesshy?
Como resposta, Sesshoumaru rosnou. Um rosnado bruto e ao mesmo tempo coberto de excitação.
Ela era capaz de sentir a relutância de seus músculos internos. De inicio, Rin sentiu-se apertada porem com a ajuda de seus movimentos lentos, ela pode perceber sua cavidade dilatar permitindo que se acomodasse confortavelmente em volta de seu dedo.
— A-Ah...— Gemeu de maneira provocativa, na intenção de perturbá-lo.
E parecia que estava funcionando. Por entre suas pernas, Rin o encontrou com a atenção voltada inteiramente em seu sexo pulsante. Com a mão livre, passeou-a pela barriga lisa até alcançar o seio direito massageando-o por cima do sutiã rendado. Apertou-o devagar enquanto seus dedos trabalhavam em seu sexo quente. Suas pernas fraquejaram e foi inevitável não revirar os olhos quando a onda de prazer começava a lhe dominar. Intensificou os movimentos e arqueou as costas ao mesmo tempo tencionando seus seios fartos para o alto. A cada estocada profunda, com a ponta de seu dedo ela conseguiu sentir que havia alcançado o colo do útero. Sua vergonha havia se dissipado dando lugar para a sua ousadia, sentimento este que até então era desconhecido pela pequena. Era uma experiência única, ela jamais havia se tocado na frente de alguém.
De olhos fechados, sentiu seu sexo pulsar em seu dedo. Escutou o barulho dos movimentos de Sesshoumaru e julgou que talvez ele tivesse mudado de posição na poltrona no intuito de assisti-la por outro ângulo. Suas pernas estremeceram e sua intimidade protestou diante de sua própria invasão. Gemeu mais uma vez quando se sentiu pulsante em seu centro e ela só parou os movimentos quando enfim perdeu as forças. Seu corpo convulsionava violentamente com o prazer que ela mesma estava lhe proporcionando e Rin se sentiu preenchida. Aos olhos de Sesshoumaru, sua Rin estava quente, quente como o inferno.
Inevitavelmente, suas costas caíram de encontro ao colchão e a pequena procurou normalizar sua respiração ofegante. Seu sexo ainda estava sensível devido aos seus toques, mas ela desejava mais. Rin não se sentia totalmente satisfeita, ela precisava que Sesshoumaru parasse de assisti-la e tomasse alguma atitude, desejava fortemente que ele levantasse seu majestoso corpo daquela maldita poltrona e a tocasse com suas mãos fortes e másculas, ela ansiava por isso. E como se ele estivesse ouvindo suas suplicas, em questão de segundos Sesshoumaru já se encontrava aos pés da cama enquanto continuava a encarar seu centro que insistia em se contrair.
Arfou quando o viu e seu corpo se aqueceu com a nova aproximação por parte do youkai. Permaneceu na mesma posição, completamente exposta para ele, com sua fenda úmida que clamava por aquela deliciosa montanha de músculos.
— O que foi? – Rin o questionou, provocativa. – Por um acaso está apreciando a vista?
Não soube de onde tirara tanta ousadia para provocá-lo. Mas Rin o queria, Rin o desejava com a mesma intensidade que aquele homem a desejava.
— Este Sesshoumaru está cansado de assisti-la, doce Rin!— Rosnou entre dentes.
Os lábios entre abertos ajudavam-na a respirar com mais facilidade. Rin se encontrava ofegante, incapaz de normalizar a respiração. Também, como pudera? Era impossível manter a consciência limpa e não pensar em coisas sujas quando se tinha um homem igual à Sesshoumaru parado bem á sua frente enquanto lhe dirigia diversos rosnados de excitação.
— Então o que deseja fazer agora? – Arriscou perguntar, já imaginando qual seria a sua resposta.
— Desejo devorá-la!
Seu coração falhou uma batida naquele mesmo momento. Tentando controlar o alto grau de sua excitação, ela agarrou o lençol com as mãos e os apertou em punhos. Deslizou seu olhar por toda a extensão do corpo de seu youkai e deteve-se quando alcançou seu majestoso membro ainda coberto por suas vestes. Uma ideia travessa brincou em sua mente e mais que depressa Rin decidiu executá-la.
— Então o que está impedindo-o de fazê-lo?
Moveu uma das pernas e ergueu o pequenino pé com certa lentidão. O apoiou em seu abdômen definido e trilhou um curto caminho até alcançar seu cumprimento rígido. Rin o sentiu completamente duro, acariciou-o por cima do tecido da calça fazendo uma leve pressão em seu majestoso eixo. Soltou um gemido rouco quando o imaginou dentro de seu corpo, enquanto se movimentava com força.
— Ah!— Soltou um grito baixo no mesmo instante em que teve o pé capturado pela enorme mão do youkai.
Seu delicado pé era demasiadamente pequeno quando estava nas mãos de Sesshoumaru, constatou em pensamentos. Sem desviar os olhos de seu rosto, ela teve o pequenino pé guiado para o alto e Rin foi obrigada a esticar o corpo com o novo movimento feito por ele. Mordeu o lábio inferior aguardando o próximo movimento que Sesshoumaru faria e ela quase soltou uma risada quando sua barba por fazer deslizou por seu calcanhar lhe fazendo cócegas. Encolheu-se na cama o máximo que conseguiu e arfou quando o observou roçar seus caninos por seus dedos, mordendo-os com sensualidade. O viu deslizar a mão livre por sua perna grossa até se deter em sua maravilhosa panturrilha.
Inesperadamente, Sesshoumaru lhe girou o corpo obrigando-a a ficar de bruços. Virou o rosto de lado e pelo canto dos olhos Rin o vislumbrou atrás de si enquanto admirava suas perfeitas nádegas. Quando Sesshoumaru inclinou seu corpo sobre si, avidamente percorreu seus lábios por suas costas trilhando inúmeros beijos até alcançar seu monte arredondado e sem pestanejar, mordiscou-lhe a nádega direita com delicadeza.
— Permita-me devorá-la, Rin.
Seu sussurrar, seu contato, seu hálito quente contra seu bumbum arrebitado a fez estremecer enquanto ansiava avidamente que aquelas palavras se concretizassem o quanto antes. Impaciente, elevou o corpo a fim de chamá-lo a atenção e ele rosnou em resposta a sua ansiedade.
— Tudo ao seu tempo doce Rin. Este Sesshoumaru irá devorá-la com calma!
O peito arfante, os fortes músculos retraídos e o maxilar trincado intensificavam seu desejo que transbordava por suas entranhas. Pelo canto dos olhos, dessa vez quem assistia era ela. A pequena sentiu a enorme mão de seu youkai agarrar-lhe seu bumbum enquanto o apertava fortemente e mais que depressa ela voltou a elevar o quadril aprofundando o contato de seu toque. Sesshoumaru grunhiu em tom de aviso, inclinou-se mais uma vez sobre seu curvilíneo corpo e capturou seu ombro com os lábios, mordendo-os com suavidade para logo em seguida guiá-los para o feixe de seu sutiã e o abri-lo com os dentes.
— Quem está ansioso agora, hãn?— Rin soltou uma risada baixa com seu ato, que foi prontamente abafada pelo lençol.
Aquele som o obrigou a fechar os orbes âmbares, como Sesshoumaru apreciava o som de sua risada, de sua voz.
Ela sentiu toda a rigidez dura de Sesshoumaru contra seu bumbum empinado e de maneira desavergonhada ele esfregou sua ereção na região. Os olhos âmbares estavam febris, ele ansiava se enterrar dentro daquele corpo curvilíneo e tentador o quanto antes. Rin quando o sentiu tão perto de onde desejava, sentiu-se pulsante em seu centro o que a obrigou a soltar um gemido impaciente por seu toque. Apertou as pernas uma contra as outras procurando aliviar a tensão em sua intimidade úmida. Para Sesshoumaru, nada era mais maravilhoso do que seus gemidos. Ele apreciava sua risada, mas seu gemido ao pé do ouvido o desarmava.
— Precisamos ser mais espertos e atentos! Quando perceber outro movimento estranho, não hesite em me comunicar, Rin. – Ronronou próximo de seu ouvido. Segurou seu queixo com uma das mãos e a puxou para cima mantendo o olhar cravado um no outro. – Caso contrário, passarei a pensar se devo deixá-la sair sozinha sem a minha companhia. Você entendeu?
A forma como aquelas palavras foram ditas, parecia até que Sesshoumaru estava repreendendo-a por não ter o comunicado mais cedo. E ela sabia que ele estava fazendo exatamente isso. Ela moveu a cabeça para cima e para baixo balançando-a em confirmação. Claro que havia entendido! Compreendia exatamente o que Sesshoumaru queria dizer com aquilo e suas palavras não a desagradavam, pelo contrário. Ter Sesshoumaru em seu encalço seria tentador, já que poderia passar mais tempo ao seu lado. Vendo seu consentimento, ele soltou delicadamente seu queixo fazendo-a voltar em sua posição anterior. Ela capturou seu lábio inferior com os dentes e Sesshoumaru a achou terrivelmente sexy. Rin era sensual como o inferno!
Os olhos âmbares se tornaram ardentes. Ver sua doce menina ansiando por seu próximo movimento fez seu membro pulsar dentro de suas vestes. Mas que depressa, Sesshoumaru aliviou a tensão de seu membro abrindo os primeiro botões da braguilha de sua calça e como se seu eixo criasse vida, Rin o viu saltar apontando diretamente para o seu abdômen. Majestoso, forte e completamente duro.
— Sente-se ansiosa pequena? – Perguntou, notando o olhar febril que ela lançava por seu membro. – Está ansiosa por me ter dentro de você?
Estremeceu quando a ponta de seus dedos deslizaram por suas costas.
— É isto o que realmente deseja doce Rin? Que este Sesshoumaru se enterre dentro de seu corpo malditamente apertado?
Rin só não foi ao chão porque estava deitada, caso contrário suspeitava de que não seria capaz de sustentar o próprio peso do corpo se o escutasse dizer aquilo. Mas é claro que estava ansiosa por tê-lo dentro de si! Era o que mais queria no momento.
— Isso não é justo! – Choramingou a pequena.
— O que não é justo pequena? – Cheirou-lhe os cabelos, inalando fortemente seu cheiro doce.
— Você! – Ele estreitou levemente o olhar tentando entender o sentido de suas palavras. – Você ainda está todo vestido e eu estou... Desse jeito...
Sentiu-a que Rin estava procurando palavras para descrever a forma em que se encontrava, e que por isso passara a falar pausadamente, interrompendo-se enquanto se atrapalhava com sua frase.
— De quê jeito se encontra? – Arqueou o cenho, incentivando-a a continuar a falar. – Minha Rin está molhada? – Provocou-a.
Céus, Sesshoumaru só pensava nisso? Esse homem era realmente insaciável! Rin iria contra dizê-lo, porém ele tinha razão. Sim, ela estava terrivelmente molhada e ele tinha boa parte da culpa por estar assim. Antes que pudesse lhe responder, observou-o se adiantar em desabotoar os botões da camisa dando-lhe uma visão privilegiada de seu peito musculoso coberto por uma camada de pelos. Másculo! Sesshoumaru era másculo como o inferno!
— Também...— Sussurrou tão baixo que teve a impressão de que ele não a escutara.
Mas nada passava despercebido por seus ouvidos e saber que ele era o causador de sua excitação o deixava com os olhos febris, ardentes de desejo. Rin emanava excitação pura, seu cheiro o descontrolava, o desarmava completamente. E com a ansiedade estampada em seu semblante, foi que Sesshoumaru retirou sua camisa para logo em seguida jogá-la para longe. Sua calça também o incomodava e em questão de segundos também estava sendo jogada da mesma forma que sua outra peça de roupa.
Escutou-o grunhir atrás de si e no momento seguinte ele estava lhe roubando um novo gemido. Com um dos braços, Sesshoumaru enlaçou sua cintura e a puxou para o alto empinando suas nádegas para si. Seus longos dedos infiltraram-se pelo tecido rendado da calcinha que usava e lentamente Sesshoumaru a puxou para o lado, revelando sua fenda quente e úmida. Rin apreciou seu lento estimulo em sua vagina no momento em que ele decidira fazê-la ansiar por estar dentro dela. Pincelou-a com sua glande enquanto suas dobras acompanhavam os seus movimentos de vai e vêm. E por Deus, ele a enlouqueceria se continuasse com aquilo.
— S-Sesshy...— Gemeu seu nome em forma de suplica.
Apoiou a testa contra o colchão e fechou os olhos, quando voltou a abri-los foi capaz de vislumbrar a visão dos Deuses. Rin conseguia ver por inteiro o majestoso eixo de seu youkai brincando entre sua fenda rosada. Mordeu os lábios com expectativa, desejando fortemente que ele parasse de provocá-la e que a invadisse de uma vez por todas. Como se estivesse ouvindo seus pensamentos, não demorou a invadi-la com ansiedade e Rin o assistiu entrar por inteiro em seu interior.
Sesshoumaru não poderia esperar mais, com tamanha urgência a penetrou enterrando-se dentro dela, forte e duro, mas ao mesmo tempo com delicadeza. Sua glande larga chocou-se contra o colo de seu útero e ele estremeceu com a temperatura de seu canal estreito. Intensificou as estocadas fazendo-a contorcer-se debaixo de si. Seu corpo amoleceu e sua intimidade pulsou enquanto se contraia em volta do membro de Sesshoumaru que continuava enterrando-se em seu corpo. Aquilo o fez enlouquecer. A pequena revirou os olhos quando o prazer lhe arrebatou e entre abriu os lábios se permitindo gemer.
— Minha Rin não se cansa de ser deliciosa? Mas que inferno, o que fizeste para que este Sesshoumaru a deseje tanto?
Virou o rosto novamente para o lado, admirando-o pelo canto dos olhos. Escutá-lo dizer aquilo era o mesmo que ouvir uma confissão sair de sua boca. Os movimentos fortes fizeram com que boa parte de suas madeixas lhe caíssem sobre o rosto e por mais que Rin quisesse afastá-las para continuar a observá-lo, ela não possuía forças. Com delicadeza, Sesshoumaru as afastou permitindo que a troca de olhares não fosse quebrada.
— S-Sesshy...— Gemeu seu nome mais uma vez. – Faça-me sentir... E-Eu estou tão perto...
Oh, Sim! Sua Rin estava perto de sua libertação. Sem perder o contato de seus corpos, o youkai passou um dos braços musculosos por debaixo do pequenino corpo de sua humana puxando-a para cima. Suas costas se chocaram contra o peitoral malhado, seus seios expostos mais que depressa foram capturados pelas hábeis mãos de seu vizinho de janela enquanto seus bicos entorpecidos eram beliscados com suavidade.
— Você me pertence, doce Rin. Seu delicioso corpo anseia por este Sesshoumaru, não negue.
Gemeu em resposta. Sim! Pertencia á ele, e a apenas ele.
— Não relute, deixe vir. – Sussurrou em seus cabelos. – Goze para este Sesshoumaru.
Passou um dos braços atrás da nuca de Sesshoumaru e lhe agarrou os fios prateados com força. Deslizou sua mão até chegar ao rosto másculo e quando virou a face para o lado, puxou-o de encontro a si procurando colar seus lábios aos deles. Beijou-a com urgência, com ânsia. Provando-a de diversas formas possíveis.
Sua libertação estava próxima, ela podia sentir. Estava começando a perder as forças, seu corpo aos poucos desfalecia. Seu clitóris protestou e sua entrada se contraiu envolta do eixo de Sesshoumaru. Havia chegado ao ápice. Seu corpo estremeceu nos braços daquele youkai, um violento orgasmo a consumiu. O ouviu soltar um grunhido rouco no instante em que sua feminilidade se contraiu em volta de seu membro, pulsante e quente. Com mais algumas estocadas fortes, sentiu sua libertação chegar. Despejou-se dentro de sua menina, libertando-se por completo.
Quando suavizou a pressão de seus braços em volta de seu miúdo corpo, Rin fraquejou. Voltou a inclinar-se para frente, com a cabeça apoiada sobre o colchão enquanto normalizava o ritmo de seus pulmões. Sua intimidade ainda pulsava, em êxtase. Rin estava de bruços, largada sobre a cama, completamente exausta.
— Não canso de prová-la, doce Rin. – Inclinou-se sobre ela, apreciando seu próprio cheiro impregnado no corpo de sua humana.
Seus longos dedos se infiltraram por suas dobras e mais uma vez Sesshoumaru estava estimulando-a. A pequena arregalou seus amendoados olhos e o encarou surpresa. Contemplou seus olhos âmbares em êxtase, famintos por ela. E lá estava ele! O Insaciável Sesshoumaru!
— N-Não pode ser! Sesshy... N-Nós acabamos de... Você sabe...
— Já lhe disse, não sou um homem normal! Não sou como estes malditos humanos fracos. – Advertiu-a. – Minha necessidade por você Rin é maior do que qualquer vício, entenda isto.
— Mas... – Ela tentou protestar.
— Preciso senti-la mais uma vez! Deixe-me tocá-la. – Ronronou em suas costas e soltou um grunhido de prazer.
— Céus, desse jeito meu corpo não irá aguentar! Você me deixará anêmica – brincou ela.
Quantos orgasmos tivera no dia? Levando em consideração da sua ultima visita ao escritório de Inu no Taishou, Rin julgava que se aproximava dos cinco.
— Desejo levá-la de volta a cama. – Escutou-o dizer de forma decidida, enquanto suas mãos apertavam a lateral de suas coxas com firmeza.
Mas já estavam nela, Rin pensou. Apesar disso, compreendeu perfeitamente o que ele quis dizer com aquilo. Amuou-se quando um pensamento bobo lhe assombrou, tentou manter o semblante sério sem transparecer de que algo a incomodava, mas sua tentativa foi em vão. Uma ponta de tristeza a dominou, vendo-o dizer daquela forma parecia até que...
— O que foi? – Sentiu-o perguntar em suas costas, notando claramente de que algo estava errado.
Não sabia se deveria dizer á ele ou se continuasse quieta. Optou então em permanecer em silêncio, o que o obrigou a erguer a cabeça em busca de respostas. Sesshoumaru estreitou levemente seus maravilhosos orbes âmbares, demonstrando seu desagrado por ter sido ignorado. Algo estava errado e ele não apreciava o silêncio de sua humana.
— O que está incomodando-a? – Instigou-a a falar.
Um suspiro foi tudo o que deixara escapar por sua boca. Ele não desistiria facilmente, não enquanto não lhe contasse o que tanto a incomodava.
— Isso faz parecer que você só quer meu corpo! – Murmurou contra o lençol, o que fez com que sua voz saísse abafada, inaudível.
Mas Sesshoumaru a escutara. É claro que a escutaria!
Rin escondeu a cabeça na roupa de cama, envergonhada por sua atitude. Confiança era a base para se manter um bom relacionamento, então, caso não se abrisse para Sesshoumaru e lhe contasse todos os seus desejos e receios, que tipo de relacionamento estava tendo com aquele homem?
No instante seguinte, ela surpreendeu-se quando teve seu corpo virado com rapidez pelos braços de Sesshoumaru. Seu rosto a centímetros de distancia do dele, a aproximação a impedia de se esconder o que a fez encarar a face máscula do youkai. Estava sendo difícil esconder sua expressão magoada dele e por pouco seus olhos não voltaram a umedecer, denunciando-a completamente.
— Não compreende o quão possessivo sou a tudo que lhe diz respeito Rin? – Arfou quando sentiu o contato da testa do youkai contra a sua. – Entenda de uma vez pequena, meu desejo vai além de qualquer noite. Não desejo apenas o seu corpo, desejo-a por inteiro.
Arfou. E foi inevitável controlar as lágrimas. Sua respiração mesclou-se com a dele, estavam tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Rin ansiava ter aqueles lábios sobre os seus.
— É natural desejá-la como eu a desejo, sou um youkai afinal. – Esclareceu. – Uma grande parte deste Sesshoumaru é possessiva com aquilo que lhe pertence. E você, sempre será minha Rin.
— Eu não sou nenhum objeto, Sesshy. – Sua respiração se tornou ofegante e dentro do peito o coração palpitava forte.
— Não, não é. Você é minha fêmea. É minha mulher, Rin!
A intensidade com que aquelas palavras lhe foram ditas, a fez estremecer. Aos poucos Sesshoumaru diminuía a distancia de suas faces e delicadamente passava o nariz contra o dela em um gesto sensual. Apreciou seu toque aproveitando cada nova sensação que aquele homem lhe proporcionada. Fechou os olhos suavemente, mal acreditando no que escutara e não pensou duas vezes antes de buscar sua boca com a sua. Ele a considerava sua mulher, e Rin nunca se sentiu tão completa e amada por ninguém, como naquele momento.
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