Louca Obsessão
21 Punição
Notas iniciais
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21. Punição
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Engoliu em seco sentindo sua garganta protestar. Tomando toda a coragem que não sabia que possuía, foi que Rin retornou para casa pegando uma carona com sua concunhada. Encontrou Izayoi pelo caminho e foi surpreendida pelas inúmeras perguntas que sua doce vizinha lhe fizera. Muitas delas eram a respeito do estado de Sango, mas Rin conseguiu acalmá-la dizendo que Sango se sentia melhor e que não estava tão magoada como antes. Havia feito um grande progresso e até mesmo ela ficou surpresa com a sua capacidade de confortar as pessoas. Em meio á sua conversa, Izayoi deixou escapar que Sesshoumaru já havia retornado o que a fez ficar ainda mais ansiosa por vê-lo. Mas é claro que ele já voltara! Levando em consideração pelo horário que havia retornado, Sesshoumaru já estaria em casa.
E com a ansiedade lhe apertando a garganta, despediu-se de Izayoi e subiu as escadas apertando a alça de sua bolsa contra o ombro e a cada passo que dava seu coração batia forte dentro do peito. Sobressaltou-se quando dentro do bolso da calça seu celular começava a vibrar, tirou-o de dentro do bolso para só assim constatar de que havia recebido uma mensagem. O nome de Jakotsu reluzia sobre a tela de seu aparelho e ela se perguntou o que ele havia escrito para si. Mesmo com a ordem de Sesshoumaru em não entregar o numero de seu celular para ninguém, não pode negar quando seus amigos lhe pediram. E quando menos esperou Jakotsu já havia lhe enviado alguma coisa. Abriu a mensagem e não conteve um sorriso com o que leu.
Jakotsu:
SANGO VAI CASAR! ♥
Então sua amiga havia realmente se resolvido com Miroku, pensou ela. Bastava apenas saber agora por quanto tempo Miroku enrolaria até que a levasse para o altar, esse pensamento bobo a fez sorrir. Enfim o pervertido rapaz havia assumido seu amor pela amiga e agora estava agindo como um homem de verdade. Estava feliz por ela, era o que Sango desejava não é mesmo? Imaginou que tipo de expressão Sango havia feito quando Miroku a pedira em casamento. Sentiu-se bem em saber que tudo voltara ao normal e que tinha boa parte da culpa por isso, mas ainda assim seu coração estava agitado dentro do peito. A ansiedade de que a poucos metros encontraria Sesshoumaru, não havia abandonado-a. Estava começando a se preparar mentalmente pela nova repreensão que Sesshoumaru lançaria para si. E foi com esses pensamentos que Rin tomou toda a coragem do mundo para abrir a porta de seu aposento que dividia com o youkai e entrar. E foi naquele momento, quando colocou os pés dentro do recinto, seu corpo estacou no mesmo lugar.
Do outro lado do quarto, de frente para o closet, o enorme corpo do youkai se sobressaia em meio ao restante das coisas. A pequena soltou um ofego involuntário. Rin não conseguiu manter os olhos longe de Sesshoumaru, longe de seu corpo definido, de suas costas largas e de seus bíceps musculosos. Seus longos cabelos platinados estavam molhados e o denunciavam. Inferno, Sesshoumaru havia acabado de tomar banho e estava quente exibindo seus músculos enquanto usava apenas uma maldita calça jeans.
— Vi que trouxe suas coisas para cá. – Disse, sem se virar.
Ele não precisou voltar-se para a porta, sabia que sua menina acabara de chegar e que estava naquele momento o devorando com seus lindos olhos amendoados.
— Eu arrumei do meu jeito, espero que não se incomode. – Deu um passo á frente, diminuindo a distância entre eles, mas parou no segundo seguinte.
Sesshoumaru deu meia volta fixando seus olhos âmbares em sua imagem. A intensidade com que ele observava seus movimentos à fez sentir sua pele queimar sob o tecido de sua roupa.
— Onde você estava nessa manhã? Teve problemas com a empresa? – Rin arriscou perguntar.
Engoliu em seco. Os olhos levemente estreitos pareciam conseguir ver a sua alma. Sesshoumaru não a respondeu, no entanto manteve o olhar altivo encarando-a todo o momento como se buscasse em seu corpo algo de diferente. Estremeceu com a intensidade daqueles olhos sobre si. Havia algo ali que lhe despertava sua atenção, mas ela não sabia dizer o que era.
— Se está desse jeito porque fui até a casa de Sango, saiba que não tive escolhas. – Rin se defendeu.
A menção na casa de Sango o fez estreitar os orbes ainda mais. Estremeceu consideravelmente e suas pernas bambearam. Rin conseguia sentir seu centro pulsar com a forma que Sesshoumaru varria seus olhos por seu corpo fazendo-a se sentir completamente nua diante de si.
— Sua imprudência me fascina!— Ele lançou toda a sua ironia em uma única frase.
Mordeu o lábio inferior levemente para logo em seguida umedecê-los com a ponta da língua. Os ombros do youkai se tornaram rígidos e por um momento Rin se imaginou como seria passar a ponta de seus dedos por toda aquela extensão trabalhada.
Entre abriu os lábios, passando a respirar pela boca na intenção de controlar sua respiração. A expressão na face de Sesshoumaru alterou-se no mesmo momento em que fizera isso. O brilho de seus olhos amendoados o obrigou a mover-se, caminhando até onde estava. Quando a alcançou, elevou uma das mãos para o alto e capturou-lhe os lábios, arranhando-os suavemente com a ponta de suas garras.
— Não faça essa expressão para outra pessoa, é fodidamente sexy! – Rosnou entre dentes. – Pergunto-me se aquele maldito moleque já a viu fazendo isso, Rin.
E lá estava a razão! O porquê de Sesshoumaru se encontrar daquela maneira. O fato de que Kohaku estava presente não havia lhe agradado em nada. Sentiu um arrepio lhe percorrer o corpo quando ele deslizou suas garras por seu braço e envolveu sua mão entre as suas. Puxou-a de encontro ao seu rosto e foi inevitável não sentir as bochechas queimarem. A mão que ele segurava com tanta possessão, era a mesma em que Kohaku havia beijado. E pelos olhos nebulosos de seu youkai, Rin soube naquele momento que ele havia percebido isso. Imaginou que talvez o cheiro de Kohaku pudesse estar entranhado em seus dedos e em suas vestes.
— Aquele moleque não teme a morte! – Semicerrou os orbes e deixou os caninos aparecerem em sinal de perigo. – Não aprecio sua aproximação, não os quero com intimidades.
— M-Mas o que está dizendo? Kohaku é apenas meu amigo! – Tentou puxar a mão de volta, mas ele a segurava com firmeza.
Amigo! O fato de sua Rin considerá-lo como um o fez sentir seu sangue queimar dentro de suas veias. Um grunhido lhe escapou da garganta e para sua surpresa a ávida língua de Sesshoumaru percorreu seus dedos enquanto os lambiam como se procurasse apagar o rastro do cheiro de Kohaku deixado em seu corpo.
— Você pertence a este Sesshoumaru, doce Rin. – Olhou-a por cima de sua pequenina mão. – Se aquele fedelho tentar algo, serei instigado a cortar-lhe o que tem entre as pernas.
Engoliu em seco. Rin jamais iria duvidar das palavras de Sesshoumaru, conhecia-o bem para saber que deveria acreditar em suas ameaças. E quando ele dizia que faria algo, era melhor temer.
— Seu cheiro de excitação é como uma maldita droga, quanto mais o sinto mais anseio por estar dentro de você.
A primeira reação que teve foi esfregar suas coxas uma nas outras. Seu centro se contraiu e ela se sentiu quente em seu interior. Oh céus, ela também ansiava para que Sesshoumaru lhe invadisse, com toda a força e ferocidade.
— Sesshy...— Gemeu seu nome com urgência.
O desejo era recíproco, a vontade que aquele youkai possuía de marcá-la como sua era tamanha. Apenas o pensamento de que outro homem ousasse lhe tirar aquilo que já o pertencia, enchia seu corpo de ódio. Mataria o desgraçado que tivesse a audácia de se engraçar com a sua menina. Um rosnado alto lhe escapou dos lábios e com pensamentos tão possessivos, ele a puxou contra si e devorou-lhe a boca com sofreguidão. Com urgência, com desejo.
Gemeu contra sua boca e emaranhou seus pequeninos dedos em seus cabelos. Com um puxão rápido, suas pernas foram suspensas pelas enormes mãos do youkai e Rin tivera que envolvê-las em torno de seu quadril largo. Sua excitação era notória, seu majestoso eixo pressionava seu centro com urgência. E enquanto devorava-lhe os lábios, Sesshoumaru caminhava em direção á cama para sentar-se sobre ela sem quebrar o contato de suas línguas, mantendo sua doce menina sempre presa em seu quadril. Ela ofegou no momento seguinte em que teve suas nádegas fortemente apertadas por aquelas habilidosas mãos enormes.
— Você é minha Rin, e aquele fedelho jamais conseguirá fazê-la se sentir como este Sesshoumaru faz.
Ronronou em seus lábios. A impressão que possuía era que Sesshoumaru estava punindo-a por ter se aproximado de Kohaku. Foi inevitável não se perder na boca de Sesshoumaru que estava a centímetros de distância da sua. Estava sendo difícil manter sua boca longe da dele. Oh céus, como o desejava.
— Eu...— Tentou formular qualquer frase coerente. – Eu preciso de você!
Ela respirou com rapidez. Não podia mais negar o que sentia. Rin precisava daquilo, ali e agora.
— Este Sesshoumaru também!
— M-Mas eu acabei de chegar e preciso de um banho! Estou suja e... – Sua frase morreu no meio do caminho pela interrupção de Sesshoumaru.
— Gosto de tê-la suja em minha cama doce Rin!
Oh céus, revirou os olhos quando o ouviu dizer aquilo. Sabia que sua ansiedade era tamanha que nem mesmo ele estava conseguindo mais manter seu enorme eixo dentro das vestes. Passou a delicada mão por sobre a franja de Sesshoumaru afastando alguns fios dos olhos e inclinou-se sobre ele depositando um beijo casto em seus lábios, seus olhos em chamas começavam a lhe queimar a pele.
— Eu preciso senti-la. – Murmurou contra sua boca rosada e Rin balançou a cabeça em concordância.
Precisava dele tanto quanto precisava de oxigênio. E foi com esses pensamentos que a muito custo deixou o colo do youkai para atrever-se em se despir diante de seus olhos devoradores. Era a primeira vez que tomava a iniciativa, e sem nenhuma vergonha deslizava sensualmente o tecido de suas roupas pelo corpo, tirando-as do caminho. Sorriu de lado, deu meia volta na ponta dos pés e virou-se sabendo que teria a atenção dele totalmente voltada para as suas perfeitas nádegas. Em resposta a sua provocação, Rin recebeu um tapa estralado deixando sua pele avermelhada. Ela sobressaltou-se com a inesperada reação dele, mas manteve o sorriso na face.
— Está tão ansioso assim? – Sorriu por sobre o ombro, provocando-o.
O youkai rosnou alto. Seu membro deu um salto dentro das calças com a imagem de sua Rin. Sua deliciosa calcinha rendada se perdia por entre seu bumbum avantajado. Porra, ele sentia suas bolas doerem. Ele precisava estar dentro dela! Com urgência, os longos dedos daquele homem robusto enroscaram-se na lateral de sua calcinha e com um único movimento, Sesshoumaru a apanhou em sua mão quando a rasgou tirando-a do corpo de Rin. O minúsculo tecido quase desaparecia em sua enorme palma.
— Se continuar rasgando todas as calcinhas que uso, eu vou acabar falindo. – Fez um muxoxo de indignação, não aprovando o fato de ter sua calcinha mais uma vez destruída.
A primeira reação que o youkai tivera, foi levar a renda delicada até o nariz e inalar seu cheiro inebriante. Em seguida, espalmou sua enorme mão em seu ventre e a puxou obrigando seu bumbum a se aninhar por entre suas longas pernas. Seus dedos fizeram uma trilha invisível em sua barriga até que escorregaram por suas dobras e chegaram ao lugar que ele ansiava alcançar. Ela ofegou quando o sentiu tocar seu centro úmido. Sua outra mão desocupada subiu até o seio coberto pelo sutiã e ele o massageou por cima do tecido. Sim, ele era capaz de sentir o mamilo completamente enrijecido. Oh raios, sua menina estava tão úmida, tão quente e latejante, completamente pronta para si.
— Minha Rin está tão pronta! – Raspou os caninos por suas costas desnudas e seu hálito quente provocou uma serie de arrepios pelo corpo curvilíneo. – Tão molhada... Irei fodê-la com meus dedos.
Sim, sim e sim. Oh como queria que Sesshoumaru fizesse aquilo. Sentiu-se ser invadida e seu sexo apertado o envolveu. Estava úmida, excitada o bastante, o que o ajudou a acomodar-se em seu centro.
— Deixe-me prepará-la primeiro, este Sesshoumaru não quer machucá-la.
Contorceu-se com o primeiro movimentar de dedos. Seu canal estreito o acomodou e seu ventre se contraiu. Permitiu-se rebolar em sua mão, ansiando cada vez mais por seu toque e em resposta á sua ansiedade recebeu um rosnado em suas costas como aviso.
— Tão ansiosa minha Rin... – Mordeu o feixe do sutiã e o puxou com a boca, e quando voltou a soltá-lo ele atingiu a pele sedosa que aos poucos começava a avermelhar.
— Sesshy...— Ela gemeu seu nome com sensualidade.
E aquilo o excitou. Sua voz, seu corpo, sua Rin era sensual como o inferno! Apertou seus braços com força como se aquilo a ajudasse a aliviá-la. A cada estocada profunda, com a ponta de seu dedo ele sentiu o limite que conseguiu alcançar, seus dedos tocavam-lhe o colo do útero. Logo em seguida, Rin teve o clitóris rodeado pelos hábeis dedos de seu youkai e ela permitiu se contorcer diante da caricia em seu ponto hipersensível.
— I-Isso é... – Balbuciou em meio á um gemido e outro.
— O quê? – Instigou-a continuar a falar.
Mas falar estava sendo tão difícil. Rin estava ocupada demais gemendo em suas mãos que a estocavam sem intervalos.
— É-É muito bom! – Jogou a cabeça para trás, apoiando-a nos ombros largos de Sesshoumaru.
Seus lábios lamuriavam frases desconexas. A respiração forte batia em seu pescoço e um rosnado e outro era dirigido diretamente ao pé do ouvido. E foi naquele momento que ela desmanchou-se. Desmanchou-se em seus dedos, sentindo seu sexo se contrair e pulsar em torno de dos dedos dele.
— Chega... D-Desse jeito eu não aguento! – Protestou quando Sesshoumaru continuou a estocá-la.
— Quando chegar ao seu limite, gema meu nome doce Rin.— Ele provocou-a. – Diga meu nome quando estiver gozando em meus dedos.
Céus, mas ela já havia chegado ao seu limite.
— S-Sesshy...— Ele a fizera gozar em suas mãos, mas seus movimentos continuavam frenéticos. – S-Sesshy...— Seu sexo pulsava nos dedos do youkai, suas pernas estremeceram e suas forças começavam a se esvair. – S-Sesshy...— Seu gemido soou ainda mais fraco. – S-Sesshy... – Seu corpo convulsionava violentamente e o prazer crescia a cada nova estocada.
E ele só voltou a parar o movimento de seus dedos quando ela fraquejou e seus joelhos quase cederam de encontro ao chão.
— Imaginei que minha Rin fosse mais disposta! – Mordeu-lhe o ombro exposto fazendo uma trilha até a curvatura de seu pescoço.
— E-E eu s-sou... – Respirou com dificuldade, normalizando as batidas frenéticas de seu coração.
O sentimento de abandono a dominou quando lentamente Sesshoumaru tirou a mão de seu centro e fez menção de levá-la até os lábios, saboreando seu sabor. Pelo canto dos olhos, ela presenciou a melhor das visões.
— Sou viciado em seu gosto. – Lambeu cada dedo, chupando-o com avidez.
Deus, que homem era aquele? Por um momento ela se pegou pensando se era realmente merecedora de tal sorte.
— Ele a tocou Rin? Aquele maldito moleque atreveu-se em tocar no que me pertence? – Sua pergunta soara com rispidez.
— C-Céus, não... K-Kohaku é um amigo!
— Então porque sinto o cheiro dele em seu corpo? – Cheirou-lhe os cabelos úmidos de suor e torceu o nariz em sinal de desgosto. – O que ele fez?
— E-Ele não fez nada com sua Rin, ele... – Puxou o oxigênio pela boca achando que talvez isso a ajudasse a voltar a se recompor.
— Se não dizer-me irei voltar a torturá-la doce Rin, sabe que não aprecio mentiras.
Pelo canto dos olhos ela o viu lamber toda a extensão dos dedos, umedecendo-os para só assim voltar a dar atenção ao seu sexo pulsante. Seu clitóris foi dolorosamente pressionado e a sensação dos dedos úmidos contra sua carne hipersensível a fez estremecer.
— M-Meu Deus... – Revirou os olhos amendoados em completo êxtase.
— Diga-me pequena. – Ronronou em seu pescoço.
Oh céus, o que diria? Temia dizer algo que pudesse irritá-lo. E se Sesshoumaru fosse tirar satisfações com Kohaku? O encontro entre os dois não seria tão agradável quanto esperava. Imaginou no tipo de expressão que o irmão de sua amiga faria caso seu youkai cogitasse em enfrentá-lo.
— Não irá dizer-me? – Provocou-a intensificando a caricia e Rin quase se desmanchou mais uma vez.
— F-Foi apenas u-um... B-Beijo! – Revelou por fim.
Estava quase, mais um pouco e outro orgasmo a envolveria. No entanto, antes que pudesse gozar mais uma vez nas mãos de Sesshoumaru, a frustração lhe deu um tapa doloroso quando ele fez menção de abandoná-la antes mesmo que alcançasse sua libertação. Bendito seja Sesshoumaru, ele estava punindo-a. Sabia que estava!
— Um beijo? – Sua voz lhe soara ameaçadora.
Em suas costas, Rin conseguia sentir a respiração irregular de seu youkai. Seu enorme corpo ficou rígido e ela teve a impressão de que seus músculos estavam maiores. Oh não! O que tanto temia estava prestes a acontecer... Sesshoumaru mataria o irmão de Sango!
— E-Em minha mão... — Rapidamente se justificou. – Q-Que tipo de beijo está pensando? – Girou seu corpo entre os seus braços para fitar sua expressão de poucos amigos. – O que pensou que Kohaku havia feito?
— Aquele verme tocou em algo que é meu! – Rosnou entre dentes e seus caninos ficaram a mostra.
— É natural que ele tenha feito isso, são poucas as pessoas que sabem sobre nós. – Levou as pequeninas mãos em seu rosto e acariciou suas marcas nas bochechas.
— Então terei que deixar claro que você me pertence!
Mas ela já o pertencia, Rin havia se entregado de corpo e alma! E foi então que ela entendeu o sentindo de suas palavras. De dentro do bolso da calça, viu Sesshoumaru tirar algo e seus olhos ficaram presos no objeto que parecia sumir em meio as enormes mãos. Mas foi inevitável não sentir os olhos marejarem quando a minúscula caixa aveludada se abriu revelando um solitário dourado.
— É-É o que estou pensando que é? – balbuciou, não obtendo resposta por parte de Sesshoumaru. – Isso soa como um pedido de namoro!
— Eu não disse que não o era!
Rin arregalou os olhos. Havia entendido certo? Sesshoumaru estava realmente oficializando o relacionamento que mantinham?
— Então foi por isso que saiu hoje de manhã? – Seu queixo caiu, sem acreditar.
— Use-o. – Passou o cumprido nariz por seus cabelos sedosos, sentindo seu cheiro maravilhoso. – Quero que todos vejam que é minha, que me pertence.
Sorriu quando o escutou tão possessivo. Colou sua testa contra a dele e se perdeu na imensidão de seus olhos âmbares. Não ligando no fato de que ele lhe oferecia uma algema dourada.
— Eu sempre pertenci a você, desde o momento que o conheci. – Confessou.
Seu peito se comprimiu e seu coração martelou forte, uma, duas, três batidas. Segurou a respiração quando o material gelado do anel deslizou em seu dedo anelar e Rin conseguiu ter um vislumbre do anel mais de perto. Sua pedra era amarela, o que a fazia se lembrar dos olhos daquele que a havia presenteado. Se essa era a intenção de Sesshoumaru, ele havia conseguido. Porque sempre que pusesse os olhos naquela joia, Rin iria se lembrar dele.
— Obrigada, essa é a melhor punição que já recebi! – O provocou, deixando seu sorriso surgir em seu rosto de feições delicadas.
Puxou-o pelo rosto e depositou um beijo em seus lábios. Sua língua a invadiu e Rin teve seu centro novamente capturado pelas mãos habilidosas de seu youkai. Gemeu em sua boca sentindo a deliciosa sensação da nova chegada de mais um orgasmo.
— Sesshy...— Gemeu seu nome mais uma vez. – E-Eu não aguento mais...
Suas pernas fraquejaram tamanha era a intensidade de seus espasmos musculares e antes que não conseguisse sustentar o próprio peso de seu corpo, com a ajuda dos braços fortes de Sesshoumaru, ele a manteve presa enquanto girava seu corpo para fazê-la deitar sobre a cama. Olhou-o com expectativa, deixou suas esguias pernas completamente abertas o presenteando com a melhor das visões. Com ansiedade e pressa, Rin teve a perna suspensa e apoiada em um dos ombros largos de seu youkai e antes que pudesse protestas pela calça que ele vestia, em segundos a peça já se encontrava jogada na outra extremidade do aposento.
— Pare de me torturar! – Resmungou entre uma respirada e outra.
Ele gostava daquilo, gostava de vê-la suplicar por seus toques. E antes que ela soltasse para o alto mais um de seus protestos, ele afundou-se dentro de si. Arrancou-lhe mais gemidos, com sua língua lambeu-lhe a panturrilha que estava a centímetros de seu rosto e aproveitou para roçar os caninos em sua pele sedosa. Sua tortura apenas continuou. Seus movimentos eram lentos e ela rebolou o quadril instigando-o a aprofundar a ligação que possuíam. Sua Rin era quente, deliciosa e gostosa como o inferno!
Com um grunhido rouco, ele aumentou as estocadas e sentiu toda a extensão de seu canal estreito. Céus, como ela o apertava. Sesshoumaru apreciava a deliciosa sensação de ter o centro de sua Rin pulsante entorno de seu majestoso eixo.
— Malditamente gostosa! — Apertou-lhe um dos seios e arfou com o estimulo em seus mamilos enrijecidos. – E completamente minha!— Curvou-se sobre seu corpo e sussurrou rente ao seu ouvido.
— C-Completamente Sua! — Concordou com ele.
Sua concordância o fez se perder nas inúmeras expressões prazerosas que fazia. Oh céus, Sesshoumaru era uma maquina de prazer. Em suas mãos não sabia dizer quantos orgasmo já havia tido desde que o encontrara. Apoiou os cotovelos na cama e inclinou-se para frente assistindo seu enorme eixo invadir suas dobras rosadas. Seu corpo havia sido feito para Sesshoumaru, era incrível a forma como se encaixavam perfeitamente. Sesshoumaru a completava, em todos os sentidos. Seu corpo amoleceu e sua intimidade pulsou enquanto se contraia em volta do membro do youkai que continuava enterrando-se em seu corpo.
— A-Ah... E-Eu estou... De novo...
Aquilo o fez enlouquecer. A pequena revirou os olhos quando o prazer lhe arrebatou mais uma vez. Deslizou suas pequenas mãos por toda a extensão de seus ombros e costas e fez questão de cravar as unhas na pele do youkai quando o êxtase lhe atingiu em cheio. Arranhou suas costas largas e musculosas ao mesmo tempo em que sentia o contorno de seu corpo. Bendita montanha de músculos, ela pensava. Deixou-se cair para trás, completamente sem forças enquanto Sesshoumaru ainda estocava-a em busca de seu próprio prazer. Sua libertação veio logo em seguida, dentro de si ela sentiu-o rígido ao mesmo tempo em que a tornava completamente sua. As feições prazerosas no rosto de Sesshoumaru eram os tipos de expressões que ele mostrava apenas para ela quando estavam em seus momentos de intimidade.
Com cuidado o youkai deslizou para fora dela, a intensidade de sua libertação lhe preenchera e quando se viu livre, respingos de sêmen deslizavam pela parte interna das coxas e logo depois, inevitavelmente algumas gotas audaciosas atingiram o chão do aposento por entre suas pernas quando Rin se pós de pé.
— Controle é algo que este Sesshoumaru desconhece, desejo tomá-la novamente doce Rin. – Rosnou entre dentes.
Ela não se surpreendeu por ouvir isso. Sabia o quanto Sesshoumaru era insaciável e o quanto a desejava a todo o momento em que estavam juntos.
Ele pegou novamente seu centro com a mão em formato de concha, apertou os grandes lábios enquanto massageava a parte interna e espalhava ao mesmo tempo os resquícios que denunciavam sua ejaculação.
— Quero marcá-la e devorá-la por inteira! – Estreitou levemente seus olhos, sem desviá-los de sua expressão. – Deixe-me limpá-la, Rin.
Esfregou-lhe com suavidade e seu centro se contraiu nos dedos do youkai. Ainda estava extremamente sensível ali e ele não parecia se dar conta disso. Ou então fazia aquilo apenas para provocar-lhe.
— Venha banhar-se com este Sesshoumaru. – Roçou seus dentes por todo o seu ombro e ela encolheu-se.
Um banho com seu youkai seria extremamente prazeroso. Lembrou-se da ultima experiência que tivera dentro daquele Box e mordeu os lábios apreciando a ideia em sua cabeça.
— Mas você acabou de sair de um! – Riu por entre suas caricias, lembrando que o havia encontrado de banho tomado.
— Então vamos tomar outro, encontro-me completamente sujo agora!
Sentiu as insinuações em relação à ênfase que ele dera. Sujo, Rin compreendia bem o que Sesshoumaru queria se referir com aquilo.
Aceitando seu convite, com as pernas bambas ela foi guiada até o chuveiro. Desta vez Rin não sentia constrangida diante da intimidade que Sesshoumaru lhe impura. Lá estava ela, dividindo mais uma vez aquele minúsculo espaço com o enorme e tentador corpo de seu youkai. Sorriu com todo o cuidado que ele tivera consigo. Suas enormes mãos ensaboavam suas costas e acariciavam seus delicados ombros com suavidade. Ele estava cuidando-a, prezando-a da sua maneira, de seu próprio modo.
Quando estava enxaguando as madeixas enquanto mantinha o contato visual com seu youkai, algo lhe veio à mente. Ainda não havia resolvido sua situação de horas atrás. Não havia se esclarecido completamente sobre o que acontecera e não sabia se aquele seria o momento certo para iniciar aquela conversa, mas Rin arriscaria. Precisava deixar claro o porquê de ter deixado seus domínios sem pensar nas consequências. Sesshoumaru havia ficado daquele jeito justamente porque havia saído. A sensação de sentir-se como uma prisioneira a consumiu. Ela já estava cansada disso, cansada de se trancafiar com medo de que algo voltasse a lhe acontecer.
— Sabe Sesshy... – Ela começou. Raspou as unhas em seu antebraço forte chamando-lhe a atenção de alguma forma. – Eu passei muito tempo me sentindo aprisionada, por isso não gosto de ficar muito tempo em um único lugar. Ainda mais agora que estou começando a voltar a confiar nas pessoas!
Ele se manteve calado, prestando a atenção no que dizia e seu silencio apenas a incentivou a continuar a se esclarecer.
— Eu sei que agi por impulso hoje, mas entenda... – Ela continuou. – Toda essa situação me sufoca e você já sabe disso.
Fitou as próprias mãos, deixando seus olhos caírem diretamente para o anel em seu dedo. Rodou-o tendo um vislumbre da joia brilhando dependendo do ângulo em que a direcionasse para a luz acesa.
— Não deveria ter saído! – Sesshoumaru voltou a censurá-la.
Afastou alguns resquícios de espuma no peito do youkai passando as pequeninas mãos por seu peitoral malhado. E ele continuou ali, sem desviar o olhar de seu rosto de menina.
— Eu sei!— Sussurrou baixo, tão baixo que pensou que ele talvez não a ouvisse. – Eu sei que faz isso apenas para me manter segura.
E ela realmente sabia! Sesshoumaru era diferente, diferente de tudo o que já conhecera.
— Escute pequena, já tivemos esta conversa, mas enquanto não descobrirmos quem está por trás de tudo isso eu não a quero longe de meus domínios! – Agarrou-lhe uma mecha molhada de seu cabelo e brincou com ela por entre os dedos.
— E quando iremos descobrir? Eu não sei mais o que fazer! Sejamos realistas Sesshy, eles são espertos!
— Não tão espertos quanto este Sesshoumaru, eu suponho. – Sua voz saiu ríspida, tão ríspida que um calafrio percorreu a espinha de Rin.
— Até parece que está tramando alguma coisa... – Deixou os braços caírem ao lado de seu corpo. – O-O que você vai fazer? – Teve receio em perguntar.
— Ainda é cedo para agir.
— Eu não entendo... Juro que tento entender, mas não entendo! – Balançou a cabeça para os lados mantendo as sobrancelhas unidas. – O que tanto você está esperando? Está esperando que eles façam algum tipo de movimento?
Seu silencio foi sua confirmação. Rin entre abriu os lábios, completamente de mãos atadas. A frustração dominava suas entranhas. Queria a todo custo se ver livre, mas olhe só onde estava. Não sabia se ia para a direita ou mudava o rumo e seguia para a esquerda. Perdida, era exatamente assim que se sentia.
— Não sabemos com quem estamos lidando, isso é loucura! E se alguém se machucar?
— Este Sesshoumaru não permitirá que isto aconteça!
— Isso é algo inevitável Sesshy, eu estou tentando ser racional. – Passou as mãos por seus longos cabelos afastando os fios molhadas que lhe caiam no rosto. – Primeiro foi uma perseguição, o que farão da próxima vez?
Sua pergunta saíra como um murmúrio.
— Eu não quero que mais ninguém se machuque. Desculpe, mas não estou de acordo com isso. Não quero ficar de braços cruzados esperando a bomba vir me atingir se eu tenho a opção de desviá-la. – Confessou.
Teve os braços acarinhados pelas enormes mãos de seu youkai. Ele a trouxe para perto de si e a diferença de tamanho entre eles era notória.
— O que quer fazer Rin?
— Eu não sei! – Afirmou, desesperada o suficiente para demonstrar o quanto estava perdida. – Nem mesmo sabemos quem é o cúmplice de Suikotsu!
Se existisse algo que Rin pudesse fazer para impedir que mais alguém venha a se machucar, com toda certeza ela faria. Mas não havia nada, nenhuma luz em sua cabeça que pudesse ajudá-la a resolver aquela situação. Estava frustrada, seus perseguidores sabiam muito mais dela do que ela deles e isso a fazia se sentir mais uma vez acuada.
— Precisamos de provas que os incriminem, é isto o que está faltando.
— Então é sobre isso o que têm pensado em fazer! – Afirmou com veemência, sem desviar os olhos de Sesshoumaru. – Provas... Eu não sei nem por onde começar!
— Este Sesshoumaru sabe!
Franziu levemente o cenho. Afastou-se devagar para encarar os temíveis olhos âmbares de Sesshoumaru. Estremeceu diante de seu olhar no momento em que o fitou. Sua afirmação possuía tanta ferocidade que seja lá o que ele tivesse em mente, Rin tinha medo de descobrir.
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