Notas iniciais
Primeiramente desejo a todos vocês meus amados, uma boa noite s2 Sei que demorei a atualizar mais do que o esperado, mas em compensação lhes trago um capítulo bem extenso e eu espero que o mesmo seja do agrado de todos s2 Meu problema com o meu roteador não voltou a persistir, porém a conexão não está das melhores D: Estou desde ás 18hs tentando atualizar para vocês e só agora consegui, então peço desculpas por isso amados, estou pesquisando a possibilidade de trocar o aparelho, quem sabe assim meu problema de fato não seja resolvido (o que me faria muito feliz rç) Ps:. Com medo de não conseguir postar hoje para vocês, o capítulo não foi revisado. Portanto, perdoem a autora caso encontrem algum errinho com o decorrer da leitura :C

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15. Promessa

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Apertou fortemente o aparelho celular contra sua orelha. Sesshoumaru sentia uma vontade imensa de matar Totousai pelo tamanho atrevimento que o mesmo tivera em telefonar para a sua residência. Deixara claro para que entrasse em contato apenas consigo e que deixasse de fora os interesseiros de sua família. Agora Izayoi começava a criar suspeitas em relação a sua ultima ligação e para evitar qualquer tipo de conversa a respeito do envolvimento de Totousai, o youkai optou em afastar-se do recinto a fim de procurá-lo e questioná-lo sobre a sua audácia em falar com a matriarca da casa.

A chamada parecia não ter fim, e ele se perguntava mentalmente o que diabos Totousai fazia para demorar tanto em atender sua ligação. Com mais alguns toques, rosnou no mesmo instante em que o outro atendera:

— Porque não me contatou? – Rosnou ele, não dando chances para que o idoso homem iniciasse a conversa.

Passei a manhã ligando em seu numero, mas por algum motivo você não atendeu minhas ligações.— Defendeu-se o outro. – Precisava entrar em contato com você de alguma maneira. Alias mande lembranças para Izayoi, não pude estender nossa conversa por muito tempo.

— Diga-me logo o que descobriu Totousai antes que este Daiyoukai acabe com a sua existência. – Sesshoumaru ordenou, com a voz ameaçadora.

Certo! Mas independente do que eu lhe disser, pare de rosnar.

O idoso homem recebeu como resposta um rosnado alto do outro lado da linha, lhe deixando claro de que Sesshoumaru não acataria seu pedido. Como ele possuía a ousadia de lhe pedir algo como isto? Aquele homem não possuía medo da morte!

Vasculhamos tudo e realmente não encontramos nenhum indício de que Suikotsu Shichinintai pudesse estar naquela região!

— lhe disse para ligar-me apenas quando o encontrasse. – Outro rosnado escapou de sua garganta.

Eu sei disso! Mas esse maldito homem fugiu como o diabo foge da cruz. Suikotsu evaporou da cidade, não há nenhum registro de que ele tenha se hospedado em algum hotel. Suspeito de que ele esteja muito bem escondido, mas fora do alcance de nossos olhos. – disse de maneira pensativa.

Sesshoumaru manteve-se calado, esperando que Totousai prosseguisse com suas suspeitas.

— Tenho a impressão de que ele é mais esperto do que imaginamos e que talvez esteja se passando por outra pessoa como você mesmo já havia suspeitado.— Continuou o investigador.

— Se possuí estas mesmas suspeitas, continue a procurar.

— O que você quer que eu faça Sesshoumaru? Que hackeie o sistema dos hotéis?— Totousai perguntou, indignado. – Já lhe disse que Suikotsu não está na cidade!

— Se isso nos levar até o maldito verme, faça-o. – Ordenou ele.

Isso é contra lei!— Totousai alarmou-se. – É totalmente contra os meus princípios.

— Apenas faça Totousai! – Exigiu. – E isto não é um pedido!

Estou vendo que esse verme vai me dar um baita de um trabalho!— Suspirou o investigador do outro lado da ligação. – Tem certeza de que é isso o que quer?

— Apenas faça! – Ordenou novamente, desaprovando a relutância por parte de Totousai.

Afastou o aparelho do rosto e finalizou a ligação antes mesmo que o outro retornasse a protestar. Maldito seja Totousai! O escolhera para efetuar aquele tipo de serviço não apenas por confiar no idoso homem, e sim porque tinha conhecimentos de sua capacidade. Entretanto, a impressão que possuía era que ele não se mostrava totalmente interessado no assunto. Se realmente estivesse, Sesshoumaru já saberia onde aquele verme se enfiara há muito tempo atrás.

Guardou seu aparelho dentro do bolso da calça e deu meia volta saindo de seus aposentos a fim de encontrar sua humana que deixara para trás juntamente com Izayoi. Sentiu seu doce cheiro impregnado em todos os cantos de sua residência, o mesmo cheiro que o entorpecia. Enquanto descia as escadas uma gostosa risada lhe invadiu seus ouvidos aguçados. Sempre reconheceria aquele som em qualquer lugar em que estivesse, a risada de Rin lhe proporcionava estranhas sensações.

Quando atravessou a porta da cozinha encontrou a imagem de uma Rin sorridente e uma Izayoi com ambas as mãos cobrindo a sua face. Não demorou para que sua presença fosse notada, e sem desviar o olhar de sua pequenina menina, pôde ver em seu semblante que ela compreendeu sua troca de olhar. O sorriso na face de sua humana sumia lentamente e uma expressão de preocupação lhe tomou o rosto.

— O-Obrigada pelo café Izayoi. – Ela agradeceu, timidamente. – Irei até minha casa para pegar algumas roupas e não demorarei a voltar.

Os olhos atentos do youkai a observou se levantar da cadeira. Izayoi tirou as mãos do rosto e lhe sorriu em forma de resposta. Ele sabia que Rin dissera aquilo apenas para fugir da matriarca da família. Pela sua linha de raciocínio, sua intenção era evitar que os residentes daquela casa fossem capazes de escutar suas conversas. Seu refugio parecia ser o lugar mais propício para abordar sobre o assunto denominado Suikotsu.

Com a respiração entalada dentro do peito, foi que seguiu até sua casa. E só questionou Sesshoumaru quando se viu longe o bastante de qualquer pessoa. Assim que colocou os pés dentro de seu refugio, antes mesmo que Sesshoumaru pudesse fechar o portão Rin o bombardeou de perguntas:

— O que está acontecendo? – Foi à primeira coisa que indagou. – Falou com Totousai? O que ele lhe disse dessa vez?

A ansiedade estava explicita em sua voz. Rin queria acabar com aquilo o mais rápido possível, ele podia ver claramente isso em suas entranhas.

— Veio até aqui apenas para conversarmos sem qualquer tipo de plateia, eu suponho. – Começou ele.

Oh, grande observador! O que não passava despercebido por aqueles olhos?

— Sim, você tem razão! – Soltou a respiração presa, procurando se manter calma. – O que ele disse?

Voltou a abordá-lo com a mesma pergunta. Sesshoumaru sabia perfeitamente de quem Rin estava se referindo.

— Totousai não encontrara nada. Suspeita na possibilidade daquele verme ter fugido e nunca ter se hospedado em nenhum dos hotéis. – Tocar no assunto Suikotsu, fazia o youkai enrijecer o corpo assim como sua mandíbula.

— Então estamos mais uma vez na estaca Zero!— Rin prendeu a respiração novamente.

Como aquilo era possível? Não fazia sentido algum! Bankotsu lhe dissera que Suikotsu havia saído da cidade, se ele houvesse retornado seu irmão saberia. Sendo assim, não teria motivos para Bankotsu abandonar sua família a fim de procurá-la. Aquilo só poderia justificar uma coisa: Suikotsu ainda estava por perto e provavelmente rondava aquela região. Só com este pensamento a pequena sentiu suas pernas amolecidas e seu coração descompassado dentro do peito.

— Isso é estranho! – Ela murmurou baixo. – Bankotsu veio até aqui, o que me faz pensar de que Suikotsu não retornou para casa.

— Aprecio sua linha de raciocínio. – Sesshoumaru a elogiou.

A pequena o encarou e percebeu que assim como ela, Sesshoumaru também possuía as mesmas suspeitas. Se Suikotsu não havia retornado, então onde diabos aquele rato se escondera?

— Não consigo pensar em mais nada! – Confessou ela, soltando um suspiro para o alto.

— Por hora, deixaremos as investigações nas mãos daquele velho.

— Tem razão! – Rin concordou. – Mas e se ele não descobrir nada?

— Se isto acontecer, este Sesshoumaru não se incomodará em procurá-lo.

Ofegou com suas palavras. Então seu youkai não pensava em desistir tão cedo. Não enquanto Suikotsu Shichinintai fosse capaz de respirar. Céus, onde fora se meter? Achou melhor não protestar, procurou não questioná-lo a respeito do que pretendia fazer caso Totousai não descobrisse nada. Na realidade, tinha medo. Seus medos e receios não haviam abandonado-a completamente e por mais que Sesshoumaru estivesse ao seu lado, Rin emanava insegurança.

Em meio aos seus conflitos internos ela se lembrou da mentira que contara a sua doce vizinha. Dissera que iria até sua casa para buscar roupas limpas, no entanto só fizera isso para se sentir mais a vontade em conversar com Sesshoumaru. Encarar seu refugio naquele momento estava sendo difícil, e a coragem de entrar em sua casa lhe sumiu no mesmo instante em que colocara os pés lá dentro. Não se sentia mais segura naquele lugar, não desde que Suikotsu a surpreendera dias atrás.

Mordeu o lábio inferior e soltou um suspiro demorado. Levantaria suspeitas caso não retornasse com alguma muda de roupa. Sendo assim, que escolha possuía?

— Preciso pegar algumas roupas. – Ela anunciou.

O youkai manteve-se quieto, aguardando seus movimentos. Mas Rin não se moveu, continuou inerte no mesmo lugar parecendo encontrar forças para entrar em sua residência.

— Porque se encontra relutante? – Sesshoumaru a questionou, tendo consciência de sua resposta.

Porque o responderia? Estava nítido o motivo de sua reluta!

— Sente-se desconfortável! – ele constatou.

Sim, sentia-se. Como sempre Sesshoumaru se mostrava um excelente observador. Ela girou nos calcanhares e desviou o olhar de sua casa para fitar-lhe o rosto másculo. Tomou coragem e prosseguiu:

— Acompanha-me?

Seu pedido não passara de um clamor. Ele conseguia sentir sua pulsação alterada, conseguia enxergar a insegurança e o medo nas profundezas de seus olhos amendoados e sua repulsa por aquele homem só se fez aumentar ainda mais. Sua pequenina humana possuía receios e ele estava disposto em acabar com todos eles. Será que Rin não compreendia que Sesshoumaru Taishou jamais permitiria que algo lhe acontecesse novamente? Que jamais a deixaria exposta para o perigo?

Com pensamentos como estes, ele aproximou-se. Fechou os olhos quando o sentiu tocar seu rosto e só os voltou a abrir quando o polegar dele acariciou seu lábio inferior. Sustentou a troca de olhares e ofegou com a tamanha intensidade que aquele homem a encarava. No mesmo instante, a segurança que emanava do corpo atlético de Sesshoumaru lhe dominou. Seu medo desapareceu e Rin sentiu-se segura como jamais se sentira antes.

— Obrigada. – Sorriu em agradecimento.

Tocou sua mão por cima da mão do youkai e inclinou a cabeça para o lado, sentindo um leve formigamento na região. Aproveitou que suas mãos estavam unidas e entre laçou seus dedos com os dele, mas antes de afastar a enorme mão de sua face instalou um suave beijo na palma do youkai.

Sentiu-se ser guiada para o interior de seu refugio. Sesshoumaru estava a sua frente, segurando sua pequenina mão enquanto a puxava com delicadeza. Quando aproximou-se da porta de entrada, seus passos cessaram no mesmo instante e por pouco não trombara com as costas largas do outro. Estranhando sua repentina atitude, Rin se questionou em pensamentos o motivo que o fizera recuar. E só foi entender quando direcionou os olhos para a sua porta.

Um rosnado deixou a garganta de Sesshoumaru e Rin encolheu-se enquanto segurava sua respiração. Seu tremular foi inevitável, suas pernas assim como suas mãos davam os primeiros indícios de seu nervosismo.

— E-Está... A-Aberta? – balbuciou ela.

— Mas não há ninguém! – Ele constatou por meio de seu olfato aguçado.

O alivio lhe dominou quando escutou aquelas palavras. Então a porta estava apenas entre aberta, Suikotsu não estava esperando-a como imaginara que estaria. No entanto sua mente custava em acreditar nisso. Nem mesmo Totousai havia localizado o doentio homem. O pensamento de que ele pudesse estar mais próximo do que ela desejava a fez estremecer. Estaria ele escondido todo este tempo em seu refugio? Aquilo seria lógico! Até porque não o encontraram em lugar algum.

— T-Tem certeza? – Procurou averiguar.

A pequena ainda se encontrava receosa. Não saberia como reagiria caso suas suspeitas estivessem certas, mas Sesshoumaru a tranquilizou quando novamente dissera que a casa estava vazia. Mesmo com a confirmação de que não havia ninguém em seu refugio, a pequena se permitiu encolher-se em seu próprio medo. O primeiro a tomar a iniciativa, foi o youkai. Que com passos firmes e suaves escancarou a porta de maneira ruidosa. Rin apenas o seguiu completamente em seu encalço, evitando ficar distante do enorme corpo de Sesshoumaru, a qual emanava a segurança que tanto almejava.

Vasculhou seu refugio com o olhar, e aparentemente tudo estava do jeito que havia deixado. Nada fora do lugar! Tudo menos sua porta que pelo o que constatara havia sido arrombada. Aquilo estava estranho! Se fosse uma invasão como qualquer outra, certamente que encontraria sua casa revirada e alguns pertences roubados, mas tudo estava no devido lugar. Seja lá quem invadira seu refugio, não entrara com intenções de roubar algo. Então por qual motivo arrombaram sua casa? O pensamento de que fora Suikotsu o suposto invasor ganhava vida a cada nova constatação. Estremeceu o corpo apenas com a ideia de que ele estivera ali, vasculhando suas coisas, invadindo sua privacidade.

Seguiu os movimentos de Sesshoumaru com o olhar, notou seu corpo tenso, enrijecido, com os músculos travados. Conhecia bem aquela sensação, havia algo de muito errado para seu youkai se portar daquela maneira, como se estivesse de guarda alta preparando-se para o futuro ataque que viria. O viu caminhar até a mesa de jantar e apanhar um envelope com rapidez. Ora, mas que diabos de envelope seria aquele? Não se lembrava de ter deixado-o sobre a mesa. E foi então que Rin captou o sentindo daquilo. Claro! Como não pensara antes? Agora as coisas pareciam se encaixar, a invasão e o envelope possuíam alguma ligação. E pelo seu tremular ela já imaginava do que se tratava aquele pedaço de papel.

— O-O que é isso? – Mordeu o lábio inferior com força e criou coragem para perguntá-lo.

Sesshoumaru ergueu uma sobrancelha, ainda analisando o material que tinha em mãos. Virou o envelope diversas vezes e não encontrara nada, nem mesmo um remetente.

— Não há nenhum indício de quem mandara isto, não há um maldito remetente.

Travou a respiração com a constatação. Oh não! Estava acontecendo de novo.

— E destinatário? Está endereçado á quem? – Com o ímpeto de descobrir do que se tratava aquele envelope, Rin se aproximou ficando ao lado do enorme corpo do youkai na intenção de analisar o papel mais de perto. – Não há nada escrito! – Observou.

Trocou olhares com o youkai, balançou a cabeça suavemente como se o autorizasse para que abrisse de uma vez por todas aquela carta. Queria se livrar da angustia que crescia em seu peito.

— Abra! – Pediu ela, com a voz trêmula e embargada.

Sua cautela estava nítida em seus olhos amendoados, Sesshoumaru conseguia notar isso. Rin não era apenas a única intrigada em saber o conteúdo daquela carta, o próprio youkai ansiava mais que tudo descobrir o que tinha dentro dela. Sem rodeios, rasgou o envelope e com agilidade retirou a carta. Seus olhos âmbares passaram por toda a escrita em forma de garranchos e um rosnado ficou preso em sua garganta.

“O medo é o sentimento que mais aprecio. Todo mundo sente medo de algo. Qual é o seu medo, Rin?” a carta dizia.

Naquela altura, Rin já sucumbia ao choro. Sentiu o estomago embrulhar com a tamanha ironia presente naquelas letras. Era uma ameaça! Não restava duvidas de que fora Suikotsu quem a deixara em sua casa. Seu passado que tanto fugia parecia querer voltar, e ela se sentia acuada, presa em um labirinto sem saída. Aquilo estava se repetindo! As ameaças estavam se repetindo! Oh céus, o que faria agora?

— F-Foi E-Ele... E-Ele esteve a-aqui... – Sentiu o lábio tremer violentamente e grossas lagrimas lhe escorriam pelas bochechas. – I-Isso não é apenas uma ameaça, Sesshy... S-Suikotsu fará algo... – Fungou em meio às lagrimas.

Viu quando Sesshoumaru amassou a carta por entre os dedos e soltou um rosnado rouco. Os nos de seus dedos ficaram brancos, tamanha a força que utilizava para massacrar o fino papel. Quanto atrevimento! Aquele verme estava brincando com sua paciência, pensava o youkai.

— Acalme-se. – pediu ele, procurando acalmá-la.

Ver as grossas lágrimas consumir os olhos que tanto apreciava, o incomodava. O jovem Taishou não gostava de ver sua humana aos prantos, principalmente se outro homem era o causador de sua angustia.

— E-Ele vai voltar! – Passou as pequeninas mãos por seus longos cabelos. – Eu quero sair daqui, eu quero ir embora! Eu preciso sair daqui!

Antes que ela pudesse girar nos calcanhares e disparar porta a fora, Sesshoumaru a impediu de correr. Agarrou-lhe pela cintura e a puxou de encontro ao seu corpo. Sob suas enormes mãos, ele sentiu os espasmos musculares dominar cada extensão de seu pequenino corpo. A muito custo tentou manter-se de pé e por pouco seus joelhos fraquejaram. Sentiu-se ser erguida e cuidadosamente seu corpo foi acomodado sobre a mesa de jantar. Agradeceu em pensamentos, teria ido ao chão se Sesshoumaru não tivesse amparado-a.

Suas lágrimas foram afastadas de seu rosto, Sesshoumaru lambeu-lhe o rosto dispersando as causadoras de sua angustia. Porém, seus soluços se tornavam ainda mais audíveis, como se torturasse os aguçados ouvidos do youkai.

— Acalme-se. – voltou a pedir.

Rin respirava com dificuldade, sentindo um gigantesco nó em sua garganta. Suikotsu ainda possuía domínio sobre seu corpo, suas reações denunciavam esse fato. Entretanto, agora não se encontrava mais sozinha. Sesshoumaru estava ao seu lado agora! Não havia o que temer, não enquanto ele estivesse disposto em ajudá-la.

Engoliu o choro e ergueu a cabeça procurando seus olhos, olhos estes que não desviavam de sua expressão. A troca de olhares foi intensa, a poucos centímetros de sua face estava um Sesshoumaru observador encarando suas feições enquanto procurava tranquilizá-la e lembrá-la de sua companhia. Seu choro cessara, suas lágrimas não mais deslizavam por seu rosto.

— Minha Rin sente-se mais calma? – Roçou o nariz contra o dela e a pequena ofegou com a aproximação. Não, não se sentia calma! Não enquanto Sesshoumaru a provocava daquela forma.

Inesperadamente o youkai capturou-lhe os lábios com urgência, sentindo o gosto de suas lágrimas salgadas em sua boca. Seu pequenino corpo se chocou contra aquela montanha de músculos, deixou-se ser guiada enquanto Sesshoumaru invadia sua boca com sua experiente língua e se não fosse pelo fato de estar sentada sobre a mesa de jantar, teria ido ao chão. Suas pernas ainda apresentavam fraqueza, e aquele beijo parecia não estar ajudando-a a se recuperar.

Sentiu os caninos do youkai roçando-lhe o lábio inferior e ofegou no momento em que Sesshoumaru se afastara para voltar a fitar-lhe o rosto avermelhado. Curvou os lábios em um sorriso, Sesshoumaru cuidava-a de seu próprio modo, de seu próprio jeito. E por um momento se sentiu amada diante de tantos cuidados que julgou não merecer.

Sua cabeça pendeu para frente e foi de encontro ao peitoral musculoso, passou ambos os braços ao seu redor e o abraçou. Ouvir as lentas batidas de seu coração, a acalmava. Sentir seu cheiro amadeirado, a acalmava. Sesshoumaru possuía um domínio sobre si que até mesmo ela se surpreendia.

— Esqueça isto! – Cheirou-lhe os cabelos sedosos. – O covarde só ameaça apenas quando se acha em segurança! — Soltou um rosnado em meio as suas madeixas.

Engoliu em seco. Sentiu certo ênfase na menção da palavra “segurança”, seja lá o que Sesshoumaru tinha em mente, ela possuía receio em descobrir.

— Eu tento esquecer, juro que tento! – Fungou ela em meio á definição de seus músculos. – Mas é difícil fazer isso depois de tudo o que aconteceu, é difícil esquecer toda a perseguição que sofri.

Sesshoumaru escutou-a calado.

— Suikotsu não se cansa em querer transformar minha vida em um inferno. – Prosseguiu ela. – E-Ele nunca estará satisfeito! Não enquanto não me ver ao chão, completamente destruída!

— Se sabe que é isso o que este verme planeja, porque então se deixa levar por suas míseras ameaças?

Cão que ladra não morde, eu sei o que está pensando! – Afastou-se do youkai para fitar-lhe o rosto quadrado. – Mas Suikotsu morde, porque isso não é apenas míseras ameaças. Quando menos esperarmos, ele irá agir!

— Aquele maldito não teria a audácia. – Trincou o maxilar e um rosado rouco lhe subiu a garganta. – Não tem consciência de onde se metera.

— Não podemos subestimá-lo, ele é capaz de tudo! Ele é doente! – lembrou-lhe.

Soltou um suspiro para o alto. Aquela situação já estava cansando-a, Rin desejava se sentir livre o quanto antes. Suikotsu já a sufocara por tempo demais.

— Chega! – Continuou ela. – Não quero falar mais dele, não quero tocar no assunto e tampouco me lembrar do que já aconteceu. Falar a respeito de Suikotsu me sufoca.

Ela passou as mãos por seus cabelos e os bagunçou levemente, Sesshoumaru seguiu seus movimentos e vê-la com os cabelos jogados para o lado o fez a achar sexy como o inferno.

— De fato. – A pequena arqueou as sobrancelhas quando o viu concordar. – Este Sesshoumaru está cansado de escutar a menção deste maldito nome.

Ela imaginou mesmo que estaria. Até porque quem o colocara nesta situação havia sido ela, não é mesmo? Ficou pensativa por alguns instantes, fixou o olhar em algum ponto interessante e se manteve calada. Só saiu de seus devaneios quando sentiu o nariz atrevido de Sesshoumaru se infiltrar por meio de seus cabelos até chegar em seu pescoço. Ele cheirou-a demoradamente e os pelos de sua nuca se arrepiaram.

Curvou os lábios em um singelo sorriso e por pouco não se derreteu com a carícia. Mas deteve-se. Com os recentes acontecimentos havia se esquecido do motivo que a levara a entrar em seu, não mais denominado refugio.

— Vamos. – Chamou ela enquanto cravou as unhas por entre os fios platinados. – E-Estamos demorando demais para alguém que veio buscar apenas algumas mudas de roupas. O que pensarão de nós? – Alarmou-se com o pensamento.

— Deixe-os pensar o que quiser! – Ronronou em seu ombro.

Corou de imediato, da cabeça aos pés. Céus, como faria isso? Não suportaria encarar os familiares de Sesshoumaru sabendo que fariam certas insinuações por parte dos mesmos. Até mesmo Sango e Kagome já haviam desconfiado de que algo acontecia entre os dois.

— Você é insaciável! – Riu de sua própria constatação. Envolveu o pescoço do outro com os braços e afagou seus cumpridos cabelos. – Vamos, já demoramos demais.

— Suas palavras não condiz com suas atitudes, Rin.

— O que quer dizer com isso? – A pequena franziu o cenho, confusa.

— Veja, continua a agarrar-me. – Referiu-se aos seus braços que ainda estavam em volta de sua cabeça. Aproveitou a aproximação para deslizar os lábios por seu pescoço sensível fazendo-a arfar.

— O quê? – Ela segurou o rosto de Sesshoumaru com ambas às mãos e o afastou de seu pescoço. Fitou sua expressão indecifrável, mas percebeu que seus olhos âmbares já se encontravam em chamas. – Não estou te agarrando! – Defendeu-se.

— Sabe que não aprecio mentiras, doce Rin.— Provocou-a.

Entre abriu os lábios, pronta para voltar a se defender, mas foi surpreendida pela boca de Sesshoumaru que se colou a sua de maneira faminta. O formigamento entre suas pernas se intensificou e pela maneira como ele grunhiu sobre seus lábios, ela percebeu que ele estava ciente de sua excitação. Bendito seja este homem delicioso, pensava ela. Previa que continuaria o que haviam parado no banheiro hoje mais cedo, sentia toda a rigidez dura daquele homem em seu centro e de maneira desavergonhada Rin remexeu-se friccionando seu sexo contra o dele.

— Quem está agarrando quem agora? – Sussurrou contra a boca do youkai que esmagava a sua com urgência.

— Não me provoque! – Grunhiu em aviso. – Vá logo, Rin. Pegue suas vestes antes que este Sesshoumaru a possua sobre essa maldita mesa. – Sentiu-o trilhar beijos por sua bochecha até alcançar sua orelha.

Mordeu o lábio inferior com força quando o escutou dizer aquilo. Seu sexo se contraiu naquele exato momento. Céus, naquela altura já deveria estar molhada. Completamente pronta para recebê-lo em seu interior. Apenas o pensamento de ser dominada de maneira bruta sobre a mesa onde estava sentada, já a deixava desarmada.

O viu afastar-se de si permitindo que voltasse a se manter de pé e o sentimento de abandono a consumiu. Rin não queria mantê-lo longe de seu corpo, pelo contrario, o desejava ardentemente. Um sorriso travesso surgiu em sua boca. Lentamente, deslizou os quadris sobre a mesa e se manteve de pé. Jogou as madeixas para trás e se pós a andar.

— Não vou demorar. – Anunciou, antes de caminhar em direção as escadas.

Seus passos eram firmes e ao mesmo tempo ousados, rebolou a cintura ao mesmo tempo em que caminhava e sorriu internamente quando sentiu que a atenção de seu youkai estava totalmente voltada para seu traseiro. O ouviu soltar um rosnado rouco atrás de si e seu sorriso só se fez aumentar. Seu plano de provocá-lo parecia estar dando muito certo. Subiu a escada da mesma forma sensual e antes de desaparecer por entre elas lançou um rápido olhar para Sesshoumaru, encontrando seus ardentes olhos dourados em sua direção. Sorriu vitoriosa, talvez quem sabe assim ele não vá se juntar a ela em seus aposentos para terminar o que antes haviam começado. A ideia a fez esfregar levemente as pernas procurando aliviar a tensão em seu centro pulsante.

Quando atravessou o corredor dos quartos, toda a sua excitação pareceu evaporar. Seu sorriso se desfez e as lembranças daquele dia lhe vieram com força. Arfou quando fitou o resquício de sangue cravado no chão e na parede. Aquele sangue era de Sesshoumaru, quando a protegera de levar um tiro de Suikotsu. Mas que diabos, há minutos atrás havia dito que não queria tocar mais no assunto denominado Suikotsu. E lá estava ela novamente, recordando-se do maldito homem.

Balançou a cabeça com força e fechou os olhos para não ver mais nada. De maneira apressada atravessou o corredor e só voltou a abrir os olhos quando se encontrou dentro de seu quarto.

Você disse que não demoraria Rin, seu youkai está esperando-lhe lá em baixo. – Enfiou algumas roupas dentro da primeira sacola que avistou e as lágrimas começavam a lhe transbordar dos olhos. – Não chore! Não seja fraca!

Elevou a cabeça para o alto e colocou ambas as mãos na cintura fina. Puxou a respiração com força e a soltou da mesma maneira. Ela não iria chorar, não mais. Não iria permitir que Suikotsu fizesse o que bem entendesse de sua vida. A partir daquele dia ela se tornaria uma nova Rin e passaria a superar seus medos e receios. Era uma promessa! Promessa esta que fizera para si mesma. Não deixaria Suikotsu afetar-lhe, não mais.

Afastou as lágrimas que sempre teimaram em lhe perseguir, apanhou a sacola com uma das mãos e endireitou a postura. Ergueu a cabeça e voltou todo o percurso que fizera, atravessando o corredor e ignorando as marcas e o cheiro metálico de sangue. Desceu as escadas lentamente, sem perder a compostura e quando seus olhos avistaram a figura de Sesshoumaru um enorme sentimento de carinho lhe invadiu. Estranhou a forma como ele a encarava, com os olhos levemente estreitos procurando algum resquício em sua face. E foi então que compreendera o significado de suas feições, por certo ele havia sentido o cheiro de suas lágrimas. Lágrimas estas que prometera não mais derramá-las.

— Podemos ir? – Prostrou-se ao seu lado e entrelaçou seus dedos com os do youkai. – Não me sinto bem estando aqui. – Confessou.

Tudo o que queria era manter-se longe de tudo que envolvia o nome Suikotsu, só assim conseguiria reiniciar sua vida. Recomeçar do zero.

— Minha Rin pegou tudo o que deseja?

— Sim, está tudo aqui! – Levantou a sacola, mostrando á ele.

Com um aceno firme de cabeça e sem desviar a atenção do rosto de Rin, Sesshoumaru a puxou com delicadeza e rumou em direção á porta de entrada. Até mesmo ele sentia-se desconfortável naquele maldito lugar. Quando firmou os pés na calçada, por um momento sentiu-se diferente. Com uma sensação de liberdade, talvez? Não sabia o que sentia direito, mas apreciava a nova sensação.

E quando fez os primeiros movimentos para se dirigir de volta para a residência de seu youkai, estacou no mesmo instante. Diferente dela, Sesshoumaru não moveu um único músculo para seguir com a caminhada, pelo contrário. Franziu o cenho quando o viu olhando para os lados com os olhos estreitos. Mas que diabos ele estava fazendo?

— O quê está fazendo Sesshy? – Indagou ela.

— Procurando! – Respondeu sem fitar-lhe o rosto.

Ora, mas é claro que estava procurando. Sua atitude o denunciava, o que realmente queria saber era: O quê? O quê tanto procurava?

— Procurando o quê? – Não conteve sua curiosidade. Seguiu seus movimentos também passando a olhar para os lados em busca de algo que nem mesmo tinha noção do que se tratava.

— Câmeras!

— Câmeras? – Arqueou as sobrancelhas, aparentemente confusa.

— Exatamente, e pelo o que parece o ângulo daquela ali está perfeitamente voltado para cá. – Indicou com a cabeça a pequenina câmera instalada de forma oculta no portão de seu outro vizinho mais á frente.

Por que raios Sesshoumaru estava interessado na câmera de seu vizinho? Onde diabos ele queria chegar com tudo aquilo? E então, como se um baque lhe acertasse, ela compreendeu o que se passava pela cabeça do outro. É claro! Sesshoumaru desejava vislumbrar algum indício de que Suikotsu havia voltado para aquele lugar.

— É uma boa ideia! – Rin o apoiou.

Aquilo poderia lhe dar uma boa pista para constatar se Suikotsu ainda se encontrava na cidade, pensava ela. Mas para isso precisaria das imagens daquela câmera, e para consegui-las teria que implorar para vê-las. Determinado em conseguir aquelas imagens, Sesshoumaru foi o primeiro a se manifestar e caminhar em direção á casa que encarava. Rin notando sua movimentação correu para alcançá-lo, acompanhando seus passos. Sem pensar duas vezes levou a enorme mão em direção à campainha e Rin perdeu a conta de quantas vezes Sesshoumaru a apertara.

A espera durou apenas alguns segundos, logo em seguida uma jovem bonita e ousada apareceu diante do portão. Rin torceu o nariz quando a encarou da cabeça aos pés. Usava um vestido preto demasiadamente curto, onde seus seios pareciam pular para fora e suas cumpridas pernas mostravam mais do que deviam. Sua maquiagem era carregada e seus lábios carnudos estavam tingidos de vermelho. Assim que a esbelta mulher colocou os olhos em Sesshoumaru abriu um grande sorriso passando uma das mãos por seu curto cabelo negro, aproveitando para enrolar alguns fios por entre os dedos.

— Olá vizinho! – Sorriu de maneira sinuosa. – Posso ajudá-lo?— Sua frase e seu tom de voz demonstrava malícia.

Que frase de duplo sentido era aquela? Rin a odiou por isso. A cretina nem mesmo se dera conta de sua presença, francamente.

— Sakasagami Yura, dê-me as imagens de suas câmeras. – Sesshoumaru fora direto ao ponto, ignorando completamente as insinuações por parte da outra.

Rin abriu um sorriso gigantesco, aparentando vitória.

“Toma essa meu bem, toma que é de graça!”— Pensava a pequena.

Mas o efeito foi totalmente o contrário. Rin pensou que ela se desiludiria pela forma como fora tratada, era evidente que Sesshoumaru não estava interessado na mulher toda produzida á sua frente. Porém, Yura apenas endireitou a postura e sorriu ainda mais quando escutou sua ordem.

Rin queria matá-la. Oh, como queria.

— E por qual motivo especial quer as imagens? – Sentiu quando ela dera ênfase na palavra ‘especial’.

E lá estava ela novamente, insinuando-se para o seu youkai. Sim, seu! Mulher atrevida!

Yura esperou pacientemente por uma resposta, resposta esta que não veio. Sesshoumaru fazia pouco caso de sua presença e só falava apenas o necessário com a moça. Responder tal pergunta impertinente estava fora de cogitação.

Já que deseja tanto isso, eu as dou para você vizinho! – A viu passar levemente a ponta da língua em seus lábios vermelhos, umedecendo-os. Rin sentiu o estomago revirar.

Mas que raios. Será que tudo o que essa mulher falava seria sempre no duplo sentido da coisa? De imediato, não havia gostado da bonita jovem que não parecia se cansar de jogar seu charme para cima de seu Sesshoumaru. O que precisava fazer para mostrar á ela que Sesshoumaru já lhe pertencia? Rin estava começando a se irritar com sua ousadia. A pequena se arrependia amargamente por ter concordado com Sesshoumaru em pegar-lhe estas malditas imagens. Que se dane as imagens, gritava sua mente.

— Desde que me acompanhe, eu as darei á você. Porque não entra?

Ah, aquilo foi a gota d’água para Rin. Segurou a respiração por alguns instantes antes de entre abrir os lábios e acabar com a graça da mulher, e pela primeira vez desde que estava diante de tal criatura, se manifestou:

— Não será necessário, aguardaremos aqui com o maior prazer! – Franziu levemente o cenho e recusou sua oferta nada tentadora.

Dando-se conta de sua presença, Yura virou a cabeça para encará-la. Fazendo pouco caso do que dissera, voltou sua atenção para Sesshoumaru. Ignorando-a. A pequena piscou os olhos sem acreditar. Havia sido ignorada? Era isso mesmo? Mas que mulherzinha filha de uma...

— E então? – Ela voltou a perguntar ao youkai, esperando ansiosamente que aceitasse seu convite.

— Desde que seja breve, este Sesshoumaru não possui muito tempo.

— Oh, não se preocupe. Levará o tempo que você quiser!— Afastou-se do portão e o escancarou para que Sesshoumaru entrasse.

Não sabia o que era pior. Ver Sesshoumaru aceitar seu convite, ou escutá-la flertar com ele. A expressão de Rin era de desgosto, estava nítido em suas feições. Se soubesse que tinha uma vizinha tão dada como ela, jamais teria concordado com aquilo. Ah, se arrependimento matasse...

O primeiro a entrar fora ele, mas quando Rin deu o primeiro passo mostrando que o acompanharia, por pouco a maldita não lhe fechara o portão em sua face. O que fez seu desprezo por aquela mulher crescer ainda mais. Como se ela fosse permitir que Sesshoumaru entrasse lá sozinho, idiota. A contra gosto ela estava ali, porque sua real vontade era de puxar seu youkai pela mão e o arrastar para bem longe dos olhos famintos daquela lambisgoia, mas antes que pudesse vir a tomar qualquer tipo de atitude tivera o prazer de desfrutar a expressão que a outra fizera quando Rin prostrou entre os dois enquanto caminhavam juntos para o interior da residência. Aparentemente incomodada com sua presença, Yura resmungou baixo. Em silencio os guiou para a sala de estar e ligou sua grande televisão de LED.

— Sente-se vizinho, fique a vontade. – Anunciou ela enquanto ligava a televisão.

Sesshoumaru sentou-se no sofá de dois lugares, seu lugar vago ao seu lado com toda certeza seria ocupado por aquela mulher, então antes que ela ousasse fazer um novo movimento, Rin se acomodou ao lado de seu youkai. Acabando com qualquer tipo de plano maligno que ela possuía em sua cabeça.

A viu configurar o aparelho e logo a imagem mudara, transmitindo o que acontecia ao lado de fora de sua residência. E lá estava sua casa! Sesshoumaru estava certo, a câmera captava perfeitamente as imagens de seu portão.

— O que procuram? – Ela mudou seu tom de voz, parando com as insinuações. Olhou para Rin sentada ao lado de Sesshoumaru e torceu o nariz desgostosa.

— Procuro informações, Yura. – Apoiou ambos os cotovelos em suas cumpridas pernas e inclinou o tronco para frente.

— Informações? – Ela piscou seus olhos avermelhados, confusa. – Que tipo de informações?

— Este Sesshoumaru deseja saber se alguém suspeito estivera nas redondezas. – Pelo canto dos olhos, Rin o viu semicerrar os orbes e enrijecer a mandíbula.

Aquela reação possuía um nome: Efeito Suikotsu!

Yura estralou a língua no céu da boca e balançou a cabeça em confirmação.

— E o que o faz pensar que este tal suspeito possa estar vagando por nossa rua? – Inquiriu curiosa.

— São apenas suposições!

— Interessante! – Ela sorriu de lado e passou uma das cumpridas unhas por seus lábios tingidos de vermelho. – Não sabia que havia mudado de profissão, vizinho.

Rin tinha vontade de arrancar aquele sorriso de seu rosto.

— Bem, então por onde devemos procurar? – Continuou Yura. Rin seguiu seus movimentos e não apreciou a maneira como ela se sentara no outro sofá vazio. – Alguma data especifica?

Data? Levando em consideração do tempo em que Rin permanecera em sua casa, era muito provável que Suikotsu dera o ar de sua graça durante este período.

— Os últimos dois dias.

— Tão recente assim? – Yura cruzou os braços, destacando seus seios fartos.

Se Rin não estivesse tão desesperada em se ver livre, não teria se dado ao trabalho de continuar com aquela situação. Mas por outro lado, estava gostando do que via. Sesshoumaru não parecia nenhum pouco interessado nos avanços ousados da moça. Comportando-se dessa forma, Yura poderia ser facilmente confundida com alguma mulher da vida.

— Certo. Desconfiam de algum horário especifico?

— Ele não apareceria durante o dia! – Rin murmurou para si, mas Sesshoumaru foi capaz de ouvi-la.

Ele apreciava sua linha de raciocínio, pensava assim como ela. Suikotsu não daria as caras durante o dia. Ele não seria tão burro em chegar a tal ponto.

— Mostre-nos as imagens do período noturno. – Ordenou ele.

— Okay, você quem manda!— Mordeu o lábio inferior sensualmente e Rin sentiu náuseas com a cena.

Essa mulher não se cansava? Pelo amor de Deus, ela realmente gostava de sofrer, porque Sesshoumaru não estava dando a mínima para suas investidas. Isso talvez fosse considerado algum tipo de sadomasoquismo? Sinceramente? Rin não ligava para suas preferências.

— Irei adiantar as imagens para ser mais rápido! – Avisou ela.

E assim o fez. As imagens passavam com rapidez e tudo o que viam era apenas um fluxo normal de veículos que vez ou outra passavam por sua rua. Mas nenhum deles ousou fazer uma parada na frente de seu portão. Poderiam estar equivocados, talvez. Quem poderia garantir que Suikotsu não deixara aquela carta no dia em que invadira sua casa? Ele não seria tão burro de voltar, pelo menos não tão cedo.

Evitando até mesmo piscar, Rin continuou a observar as imagens passando com rapidez. Mas sua respiração falhou. Soltou um gemido rouco em sinal de lamentação.

— Pare! – Ela pediu.

Yura apertou o controle remoto no mesmo momento e a imagem voltou a fluir mais devagar. Um carro prata havia estacionado em frente a sua residência. Empalideceu, Rin reconheceria aquele carro em qualquer lugar que estivesse.

— É o carro dele! – Afirmou ela soltando o ar devagar pela boca.

Sesshoumaru virou sua face para encará-la. Então suas suspeitas estavam certas, aquele desgraçado ousara voltar.

— Reconhece a placa? – Inquiriu o youkai com o maxilar travado.

— Nunca cheguei a decorá-la, mas reconheço o modelo! – Confessou entre um murmúrio e outro.

Precisava ter cuidado com as palavras. Yura estava por perto e qualquer informação que escapasse de seus lábios, poderia ser trágico.

— Sabe dizer-me se este verme possui algum tipo de sistema de rastreamento?

— Não sei, talvez sim! – Incerta, respondeu.

Continuaram a prestar atenção nas imagens, ao lado da tela o horário indicava ser mais de três horas da manhã. Não soube dizer quanto tempo o carro ficara daquele jeito, nenhum movimento havia sido registrado. Estranhou o porque da tamanha demora e antes que pudesse soltar algum comentário a respeito disso, algo aconteceu. A porta do motorista se abrira e lá estava ele, saindo de seu Maverick conservado. Agora não lhe restava duvidas, aquele era de fato o carro de Suikotsu.

Sentiu Sesshoumaru enrijecer os músculos ao seu lado ao mesmo tempo em que mantinha a carranca fechada. Seguiu os movimentos de Suikotsu pela tela, vendo-o dar a volta pelo veiculo e se dirigir para o seu portão. Mas algo estava muito errado naquela cena, Rin tinha a impressão de que...

— O carro está ligado! – Sesshoumaru observou, concluindo seu pensamento.

Rin entre abriu os lábios e ofegou logo em seguida. Aquilo só poderia significar uma coisa: Suikotsu não estava sozinho!

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Notas finais
Eu havia lhes dito no capítulo anterior que a tensão voltaria! Estão apreciando o rumo que a estória está seguindo meus amados ? Palpites e sugestões são sempre bem vindos s2 Estou curiosa para saber a opinião de cada um de vocês referente aos recentes acontecimentos que envolve nosso casal preferido C: E puxa, eu estou surpresa! Alcançamos a linha de 170 comentários já s2 Estou em prantos meus amados, sério. Agradeço á todos pela paciência meus amores, pelo carinho para comigo, por cada comentário, por cada sugestão s2 Vocês são fantásticos!! Não digo isso apenas para puxar o saco, não. Vocês são realmente fantásticos!! E eu só tenho a agradecer, obrigada. Um grande beijo amadinhos, espero que tenham gostado :* E se acharem que a fanfic é merecedora de uma Review, eu ficarei imensamente feliz em recebê-la s2