Louca Obsessão
8 Notícia
Notas iniciais
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8. Notícia
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Sentiu o rosto corar quando as lembranças da noite anterior lhe vieram à mente. A sensação dos lábios de Sesshoumaru contra os seus não lhe deixava. Céus, não acreditava que havia beijado seu vizinho. Não acreditava que por um momento de fraqueza havia se deixado levar por aquela montanha de músculos. Como iria encará-lo depois do que aconteceu? Provavelmente coraria, disso tinha absoluta certeza. Balançou a cabeça tentando afastar os pensamentos. Precisava se distrair, precisava fazer alguma coisa que não a faria pensar naquele beijo. Passara a manhã toda se lembrando do jantar, dos arrepios que lhe percorreu o corpo quando Sesshoumaru deslizava sua boca pela região sensível de seu pescoço. Ora, veja só... Estava novamente pensando naquilo!
Olhou para a sacola jogada sobre o canto de seu quarto, ainda não havia arrumado seu chuveiro e Rin precisava de um banho quente, só assim conseguiria fazer toda a extensão de corpo relaxar. Não sabia concertar nada, pedir mais uma vez a ajuda de Sesshoumaru estava fora de cogitação, além do que ainda não sabia como o encararia.
Suspirou cansada. Aquele maldito chuveiro estava lhe dando mais dor de cabeça do que imaginara. Arrastou os pés até a sacola abrindo-a em seguida. Decidiu arriscar-se e tentar sozinha fazer a instalação, quem sabe assim não tirava aquelas lembranças da cabeça. Caminhou até o banheiro e com a ajuda de seu banquinho de madeira conseguiu ficar na altura ideal para que pudesse fazer seu trabalho. Encarou o chuveiro queimado e franziu o cenho, não sabia por onde começar. Em meio ao processo quase se desequilibrara, espalmou ambas as mãos sobre o Box de vidro encontrando apoio para que não caísse. O coração acelerou na mesma hora e foi inevitável não sentir o frio na barriga ocasionado pela quase queda. Soltou um grito agudo quando se assustou com o barulho de algo caindo.
Olhou ao seu redor e percebeu o estrago que havia feito em seu banheiro, a base do chuveiro caíra! Aquilo não estava funcionando, era melhor desistir antes que quebrasse alguma parte de seu corpo.
Lentamente apoiou seus pés no piso, descendo do banco. Olhou ao seu redor e se martirizou, mas por outro lado estava aliviada, havia sido o suporte do chuveiro queimado que caíra e não o novo que comprara á pouco tempo. Estava tão entretida com o estrago que fizera que não percebeu um novo barulho invadindo seu quarto. Só se dera conta quando pelo canto dos olhos notara a presença de alguém.
Sobressaltou-se. Abafou um gemido na garganta e colocou as mãos em frente ao peito. Aquele era o dia dos sustos? Não sabia se a respiração ofegante era devido ao susto ou pela nova figura que a encarava parada. Deixou-se corar quando as lembranças lhe voltaram com tudo. Ainda não estava totalmente pronta para encarar seu vizinho. Sesshoumaru avançou em sua direção, o corpo enorme preenchendo todo o espaço do pequeno banheiro.
— O-O que faz aqui? – Conseguiu perguntar.
— Porque gritou? – Ignorando sua pergunta o youkai continuou a avançar em sua direção.
Havia entendido certo? Sesshoumaru a escutara e viera verificar o motivo de seu grito?
Para fugir de seu constrangimento a pequena olhou para baixo, seguindo seu olhar Sesshoumaru deparou-se com o que restara do antigo chuveiro e Rin não precisou respondê-lo para que ele entendesse o que havia acontecido. Ele soltou um fungado de desaprovação e esticou uma das grandes mãos para ela.
— Venha! – A chamou para que se aproximasse.
Rin encarou a grande mão estendida a sua frente, a mesma mão que lhe puxara pela cintura na noite anterior. Foi inevitável não corar, as lembranças lhe voltaram de forma arrebatadora. Sentiu um leve formigamento entre suas pernas e pediu aos céus para que Sesshoumaru não percebesse a enorme comoção que sua presença lhe causava.
— Largue isto, Rin. – Ele se referiu à ferramenta que ainda segurava.
Agarrou-lhe uma das mãos e a puxou levemente para que saísse de dentro do Box enquanto a outra mão apanhava a ferramenta em mãos.
Varreu o lugar com os olhos e encontrou o chuveiro novo sobre a pia. Então ela havia comprado um, exatamente como havia dito e provavelmente estava tentando trocá-lo sozinha. Sem sucesso, pelo o que observava. Outra coisa que não passou despercebido por Sesshoumaru, é que dessa vez Rin não deixara nenhuma de suas calcinhas sensuais jogadas pelo banheiro. O que certamente o frustrou.
— Pretende me ajudar Sesshoumaru? – Seguiu seu olhar e notou que ele encarava o chuveiro sobre a pia. Por um momento pensou que ele estava disposto em ajudá-la, o que a deixaria eternamente grata. – Eu pensei que concertá-lo seria fácil! Tudo o que eu quero é apenas tomar um banho, isso é pedir muito? – Confessou.
— Tenho outra ideia em mente!
— Ah, é mesmo? – Cruzou os braços em frente ao peito, mostrando interesse em suas palavras. – E qual seria?
— Seu chuveiro ainda está quebrado, porque não vêm até minha casa?
Aquilo era um convite? Não sabia ao certo qual seriam as intenções de Sesshoumaru com aquele pedido, mas tinha um leve pensamento.
— Sabe que não posso usar seu banheiro para o resto da vida! – Retrucou ela.
Sesshoumaru não se importaria nem um pouco de que Rin usufruísse de seu próprio banheiro, pelo contrário. Achava a ideia tentadora demais.
Apontou com a cabeça uma de suas bolsas sobre sua cama e Rin suspirou derrotada. Não precisou dizer nada, ela havia entendido perfeitamente o que Sesshoumaru queria dizer com aquele gesto. Sesshoumaru era um homem autoritário demais, o que dava a entender de que gostava que as coisas seguissem o seu próprio ritmo. Sendo assim, como recusaria uma ordem silenciosa como aquela?
Passou pelo seu enorme corpo ignorando sua presença, e saiu do cubículo que chamava de banheiro. Agarrou a mesma bolsa que Sesshoumaru lhe indicara e passou a colocar as primeiras peças de roupas que encontrou, desta vez não se esquecendo de nada. Suas costas lhe traíram, sentiu a quentura sobre a pele e bastou um olhar para trás para ser capaz de visualizar a figura enorme de Sesshoumaru encostado no batente de seu banheiro enquanto obsevava seus movimentos com atenção.
Voltou a arrumar a bolsa e aproveitou que estava de costas para corar. Como tiraria aquele beijo da cabeça? Sempre que o encarava a imagem de seu corpo colado ao seu lhe vinha na mente.
— Voltou a ter pesadelos, Rin? – A pergunta a pegara de surpresa.
Voltou-se novamente para trás e procurou sustentar o olhar antes de respondê-lo com convicção:
— Não! Porque a pergunta? – Aquilo não era nenhuma mentira. Não havia tido mais pesadelos, mas confessava que havia ficado intrigada com as razões de Sesshoumaru para perguntar sobre isso.
— Você ainda não disse a este Sesshoumaru o que é que tanto a incomoda. – E quando achou que estava livre, Sesshoumaru voltou a questioná-la.
— Foi apenas um pesadelo, esqueça isso! – Tentou fazê-lo desistir, mas sabia que Sesshoumaru era do tipo persistente.
— Sei quando algo a perturba, Rin. Apenas um pesadelo não a deixaria daquele modo!
Sesshoumaru estava jogando, instigando-a até que se cansasse e por fim lhe contasse. Mas não entraria em seu jogo, de jeito nenhum! Mudar de assunto e demonstrar que aquelas palavras a abalaram, só denunciaria o quanto ele estava certo.
— Acredite, foi um pesadelo como qualquer outro!
— Se é um pesadelo como qualquer outro, porque está tão relutante em me contar?
Bingo! Sesshoumaru 1, Rin 0.
— Justamente por isso! Se fosse realmente um pesadelo interessante eu não teria motivos para não contá-lo não é mesmo?
Ele pigarreou levemente. Rin estava enrolando-o, sabia disso. Maldita humana teimosa! Custava lhe responder as perguntas que fazia?
— Responda-me, qual é o problema? – Insistiu mais uma vez.
— Não existe problema algum! – Mordeu o lábio inferior com força, seu nervosismo começava a dar os primeiros sinais.
Rin estava mentindo! Sesshoumaru era capaz de saber disso pelo seu cheiro.
— Seu cheiro me diz o contrário! – Estreitou os olhos em sua direção, completamente desconfiados.
— Meu cheiro? – Não entendera o que ele quis dizer com aquilo. – Não sei o que meu cheiro tem a ver com isso e eu também não sei por que insiste tanto! – Fechou a bolsa com rapidez e colocou um sorriso no rosto antes de virar-se para encará-lo. – Estou pronta! Vamos? – Perguntou por fim.
Tinha consciência de que ele não havia acreditado em nenhuma palavra que dissera. Mas o que adiantava conversar com aquela humana teimosa se ela não respondia nenhuma de suas perguntas?
Passou por ele mais uma vez caminhando para longe a fim de trancar a janela do quarto. Se lembraria mais tarde de mantê-la sempre fechada, desse modo evitaria futuras invasões por parte de seu vizinho. Caminhou para fora do quarto e se permitiu averiguar se todo o restante da casa também estava trancado. E só assim foi capaz de deixar a tranquilidade que emanava de seu tão seguro refugio.
Sesshoumaru a acompanhou até sua casa, e Rin se pegou pensando se mais alguém estaria no imóvel. A lembrança da ultima vez que aceitara usar o banheiro do youkai ainda estava fresca, e ela sabia que não estava preparada para ficar mais tempo que o necessário junto a ele, não antes que seu corpo denunciasse a comoção que sentia por aquele homem. Apertou a alça da bolsa contra o ombro e se permitiu segui-lo para o interior de sua residência e bastou um único olhar rápido para ter certeza de que estavam sozinhos, o silencio constatava isso. A diferença é que dessa vez nenhuma tempestade iria impedi-la de retornar a sua casa. Tomaria seu banho e iria embora, simples assim.
— Estamos sozinhos? – Perguntou apenas para ter certeza.
— Sim! – Respondeu, curto e rápido. Como de seu costume.
Estava tão incomodada com o fato de estarem sozinhos, que seu incomodo apenas aumentou quando Sesshoumaru a levou até seu quarto. Segurou a respiração por algum momento antes de entrar, mas é claro que estaria desconfortável, como poderia agir como se nada houvesse realmente acontecido? A sensação daqueles lábios ainda estavam frescos sobre os seus.
— Não se contenha, já sabe onde fica o banheiro! – Pelo canto dos olhos viu Sesshoumaru se aproximar da janela.
Rin não o entendia. Diferente de si, ele agia como se nada realmente acontecera. Totalmente indiferente, como se aquele beijo não valera de nada. E por mais que não quisesse admitir, ela havia ficado triste com o pensamento de ter sido apenas mais uma na vida do youkai. Apenas mais um divertimento passageiro. A franja lhe cobriu os olhos, a última coisa que queria era encará-lo agora e mostrar sua frustração estampada em seu semblante.
— Obrigada! – Sem pensar duas vezes se enfiou dentro do banheiro e tocou a boca com a ponta dos dedos. Céus, como havia sido burra! Rin se martirizava enquanto arrancava suas vestes às pressas.
Enfiou-se de baixo do chuveiro e deixou a água morna lhe consolar. E foi então que percebera na enorme burrada que fizera. Abriu o Box apenas para averiguar de que sua bolsa não estava lá dentro o que a fazia pensar de que provavelmente havia deixado no quarto.
— Droga, não acredito!— Resmungou para si mesma.
Olhou para cima apenas para soltar um suspiro alto de frustração. Não, aquilo não poderia ficar melhor.
Sem opções tivera que usar novamente os produtos de seu vizinho, o que a irritava ainda mais porque desta vez havia se lembrado de pegar tudo, não se esquecendo de absolutamente nada. Mas o que poderia fazer quando seus pertences estavam do outro lado daquela porta? Se não tivesse entrado de baixo do chuveiro ainda teria chances de voltar para buscá-los, e pedir para Sesshoumaru trazê-los estava fora de cogitação.
Olhou diretamente para o shampoo e o condicionador, um ao lado do outro sobre a prateleira suspensa, e sem pensar duas vezes decidiu usá-los.
— Espero que ele não se importe.— Usufruí-los não faria nenhum mal não é mesmo? Até porque Sesshoumaru não dissera nada na ultima vez que usara seus pertences.
Com a consciência menos pesada, deu de ombros. Lavara seus longos cabelos como há tempos não fazia, a sensação de leveza a dominou o que a fez sorrir e por não estar em sua casa, limitou o tempo de seu banho. Enrolou-se na única toalha presente, e pelo tamanho só poderia ser de seu vizinho. Mas é claro que a toalha pertencia a Sesshoumaru, Rin. Por Deus, aquele era seu banheiro!
Tomou coragem para sair do quarto, de primeira havia aberto apenas uma fresta da porta e pelo ângulo em que olhava julgava que o quarto estava vazio. Sua intenção era apenas pegar sua bolsa e voltar para dentro do banheiro antes que alguém a visse, mas assim que colocou os pés para fora se assustou ao encontrar Sesshoumaru acomodado sobre sua cama bem arrumada.
— Ah! – Estacou no mesmo lugar, soltando o ar surpresa.
Droga, havia pensado que ele deixara o quarto para que se sentisse mais a vontade. Engano seu!
Deixou-se corar com a sua presença. Teve a leve impressão de ver os olhos âmbares escurecerem e se intensificarem. O viu fechar os olhos e inalar fortemente, apreciando o cheiro que emanava de seu corpo curvilíneo. Lembrou-se de que Sesshoumaru havia feito o mesmo na ultima vez que estava em uma situação semelhante.
Rin engoliu em seco e tentou se justificar:
— Esqueci minha bolsa! – Encarou-a jogada sobre os pés da cama, mais próxima de Sesshoumaru do que gostaria.
A ideia de que teria que se aproximar do youkai naquelas condições a fazia ruborizar. Ele abriu os olhos lentamente e Rin os encontrou totalmente em chamas voltados em sua direção. Lentamente, ela aproximou-se sem desviar o olhar enquanto mantinha a toalha presa rente ao corpo nu. Abaixou-se para pegar sua bolsa e involuntariamente sua toalha subiu.
Sim, ela o provocava sem que fosse capaz de perceber isso!
Rin mais uma vez estava com seu cheiro impregnado em todas as extensões de seu corpo e aquilo o deixava entorpecido. Assim que se levantou, ele aproveitou a aproximação de seus corpos para inclinar-se em sua direção. Rin estacou mais uma vez deixando-se levar pelo leve formigamento entre suas pernas.
— Se-Sesshoumaru... – Murmurou seu nome quando delicadamente ele levou o nariz cumprido em direção aos seus cabelos molhados, inalando seu cheiro tentador.
Sesshoumaru ainda era capaz de sentir seu suave perfume natural mesclando-se com o seu. Rin era cheirosa como o inferno! Rosnou com a nova constatação.
Seu nariz percorreu a curva de seu pescoço e ela arfou com o contato, estava difícil manter a toalha sobre o corpo e segurar a bolsa com uma das mãos, optou deixar a bolsa cair a ter sua toalha aos seus pés. Sesshoumaru a trouxe para mais perto, Rin o tocou nos ombros e não fora apenas à definição dos músculos de Sesshoumaru que ela foi capaz de sentir, sua rigidez estava nítida mostrando o quanto aquele youkai a queria.
— Vê o quanto este Sesshoumaru a deseja? – Rosnou por entre a curva de seu pescoço.
Arfou involuntariamente com o que ouvira. Mas ela não podia se deixar levar, um fio de consciência lhe passou pela mente. Aquilo estava errado! Sesshoumaru apenas queria se aproveitar, mas o que faria quando já estava totalmente entregue aquele homem?
— Sesshy... – Atreveu-se em lhe chamar pelo apelido.
— Desde que entrou no banheiro, algo a perturba. O que é? – Sentiu seu halito quente lhe proporcionar arrepios na medida em que ele sussurrava em seu ouvido.
Então ele havia percebido? Claro, o que não passava despercebido por aqueles olhos? Mas como diria a ele que estava insegura? Que apenas o pensamento de que para ele Rin não passava de uma diversão, a chateava profundamente.
— E-Está errado! – Conseguiu dizer, em meio a um arrepio e outro.
— Estou? – Ele ergueu sua cabeça para encará-la, a excitação presente em seu olhar.
Ele a desejava, Rin podia sentir isso. Levou as mãos ao seu rosto másculo e tocou levemente seu maxilar seguindo até os sinais das bochechas, trilhando por ultimo um caminho que a levou até os lábios dele, e com as pontas dos dedos sentiu o seu calor e o seu contorno.
— Ah! – Sobressaltou-se quando inesperadamente ele capturou com os lábios um dos dedos que o tocava. De maneira sensual, os mordeu delicadamente e ela pode sentir seus caninos roçarem sua pele.
Seus olhos estavam cravados naqueles lábios, os mesmos lábios que a devoraram na noite anterior. Sesshoumaru libertou seus dedos de seu aperto devagar e não dera tempo para Rin se sobressaltar mais uma vez, antes que ela pudesse protestar, com apenas um puxão ele colocou-a sentada sobre suas coxas musculosas, o que a fez sentir ainda mais o tamanho da sua rigidez espetando-lhe a lateral de seu traseiro, incrivelmente grande e duro. Seus delicados pés mal tocavam o chão.
Sem que percebesse, sua toalha subiu deixando as pernas totalmente expostas e aquilo o enlouqueceu. Não sabia que tipo de bruxaria Rin havia feito, mas Sesshoumaru estava viciado naquela humana. Sua vontade era de percorrer cada pedaço de seu curvilíneo corpo até alcançar seu centro, ele a queria molhada e totalmente entregue.
Sem pedir permissão, capturou sua boca de maneira faminta, chupando-a e mordicando seu lábio inferior. Rin suspirou em meio ao beijo quando sentiu a grande mão de Sesshoumaru acariciar a carne de suas pernas desnudas. Seu corpo tremeu de excitação e um rosnado ficou preso na garganta do youkai. A carícia se transformou em algo mais intenso, Sesshoumaru passou a apertar suas coxas deixando a região avermelhada.
Afastou-se lentamente e a muito custo ele foi capaz de abandonar os lábios rosados que conseguiam hipnotizá-lo. Estava ofegante com o coração descompassado dentro do peito, agora não restava duvidas de que aquele homem lhe tirava a sanidade. Sesshoumaru se aproximou novamente e colou sua testa contra a dela e tentou mais uma vez capturar-lhe os lábios inchados. Céus, estava totalmente entregue e envolvida por Sesshoumaru Taishou. Aquilo a assustava, estava fora de seus princípios e bastou se lembrar sobre isso para Rin se afastar das investidas do outro.
— Por favor...— Meneou a cabeça. Seu corpo ainda tremia, em êxtase.
— Está fugindo novamente, Rin! – Passou a mão pelos cabelos e soltou um rosnado inaudível.
— Não estou! – Respondeu de prontidão. Segurou o rosto másculo com ambas as mãos obrigando-o a encará-la. – É só que...
Não sabia como explicar aquilo a ele. Sua justificativa o faria questioná-la novamente e no momento estava fugindo de perguntas.
— É só que...— Ele incentivou-a a continuar.
A enorme mão lhe cobriu a sua, seu rosto esquentou quando o viu virar a cabeça para beijar o nó entre seus dedos. Céus, se Sesshoumaru estava tentando distraí-la para continuar o que faziam, estava funcionando.
— É só que... – Tentou dizer mais uma vez. – Estamos pulando algumas gigantescas etapas e isso me assusta. – Confessou ela.
E só então se deu conta de que sua frase o faria ter insinuações a seu respeito. Rin estava agindo como uma perfeita virgem. Ninguém em sã consciência conseguiria manter a classe, a elegância e a pureza diante de uma criatura como Sesshoumaru. Mas com ela era diferente, Sesshoumaru lhe despertava sentimentos até então esquecidos.
— E por qual motivo está assustada, minha Rin? – Estreitou os olhos com a confissão e ela engoliu em seco. – Não há o que temer quando estiver com este Sesshoumaru.
Aquelas palavras a pegaram de surpresa. Aquela possessividade a fez ofegar a contra gosto. Possuía lembranças ruins sobre isso e quando Sesshoumaru mencionou o fato de ela ser dele, não conseguiu controlar o tremor que se apoderou de seu corpo miúdo. Pediu aos céus para que ele não percebesse a maneira como suas palavras a perturbaram, pois sabia que cedo ou tarde ele voltaria a questioná-la sobre o assunto.
Tentou uma nova investida contra ela e mais que depressa Rin se afastou deixando-o com o cenho franzido.
— E-Eu... – Tentou não balbuciar, o que deixava claro seu nervosismo.
Ele soltou um rosnado rouco. Havia entendido perfeitamente o que a sua pequena estava tentando lhe dizer, mas ela não poderia deixá-lo naquela situação. Sua calça o apertava e aquilo era incrivelmente desconfortável. Apesar disso, ele concordou em não obrigá-la a nada, a última coisa que desejava era que Rin se sentisse pressionada e fizesse algo de que não queria.
— Certo! Este Sesshoumaru irá se contentar em apenas beijá-la. – Curvou seus lábios levemente, em um sorriso imperceptível.
Seu rosto esquentou. A maneira como Sesshoumaru falou deu a entender de que não iria deixar de beijá-la tão cedo. Desvencilhou-se dos braços do youkai e voltou a pegar sua bolsa, até então esquecida. Sentiu falta do calor que os braços de Sesshoumaru lhe proporcionavam, mas precisava colocar em sua cabeça de que ainda estava de toalha. Não queria imaginar como seria se alguém invadisse o quarto do youkai e os encontrasse daquele jeito.
Antes que pudesse voltar para o banheiro a fim de se trocar, seu vizinho a deteve:
— Não me importo que se vista na minha frente, Rin. – Provocou-a, o que a fez ficar roxa de vergonha. – Pelo contrario, a ideia me agrada e muito!
— Mas eu me importo! – Mostrou-lhe a língua como um ato infantil e entrou as pressas no banheiro.
Fizera questão de trancar a porta atrás de si. Colocou a mão sobre o peito e se permitiu sorrir, ele estava provocando-a? Além de lhe dirigir indiretas ele também apreciava provocações?
Tirou a toalha de seu corpo e arregalou os olhos quando olhou para suas coxas, avermelhadas e levemente arranhadas. Olhou para seu reflexo no espelho e se assustou com o que encontrou, seus cabelos estavam emaranhados e seus lábios inchados e vermelhos. Céus, o que acabara de acontecer? Por um momento pensou que se entregaria, mas na realidade já estava entregue. Oh, não estava entendendo mais seus pensamentos. Tudo estava tão confuso! Sesshoumaru a deixava confusa e Rin mal sabia o que fazer e como agir diante daquela montanha de músculos.
Com os pensamentos em um certo youkai, ela se trocou. Colocou uma calça jeans apertada que valorizava seu bumbum arrebitado e uma blusa levemente decotada. Escutou vozes do outro lado do quarto e arqueou as sobrancelhas confusa. Deu de ombros quando não foi capaz de entender o que conversavam. Devolveu-lhe a toalha que pegara emprestado e deu uma ultima conferida no espelho antes de deixar o banheiro.
Encontrou Sesshoumaru sentado sobre a cama esperando-a sair. Olhou-a de cima a baixo aprovando sua escolha pela calça apertada que marcava lindamente suas nádegas. Ela tentou fazê-lo desviar sua atenção de suas pernas criando um novo dialogo:
— Quem estava aqui? – Sua tentativa pareceu funcionar, ele ergueu o olhar e passou a fitá-la no rosto. – Escutei vozes!
— Era Izayoi avisando que havia retornado.
Então não estavam mais sozinhos, pensou ela. Por um lado se sentia aliviada, por outro se pegou pensando o que Izayoi pensaria a respeito de estar sozinha no quarto de seu enteado. Antes que fosse capaz de descobrir, achou que aquele seria o melhor momento para voltar para sua casa.
— Bem, acho que voltarei para casa! – Acomodou a bolsa sobre os ombros enquanto aproximou-se dele. – Obrigada por me emprestar novamente o seu chuveiro. – Sorriu.
Ergueu a mão para tocá-la no rosto e Rin inclinou sua cabeça para sentir seu toque tênue. Notou que seu olhar se intensificou, ele não queria deixá-la partir tão cedo. Sua vontade era de fazê-la se render inteiramente para que gemesse seu nome enquanto lhe tomava como sua. Seu próprio cheiro amadeirado em sua pele não ajudava em nada, Rin não tinha consciência da maneira como o deixava e pela primeira vez ele foi capaz de sentir essa assustadora atração por uma reles humana.
Rin havia o repreendido momentos atrás e antes que resolvesse ignorar seu pedido para tomá-la ali mesmo, achou melhor manter-se afastado. Levantou-se da cama e caminhou até a porta abrindo-a em seguida, Rin o acompanhou para fora em silencio.
Desceu juntos a longa escadaria, o barulho da televisão ligada deixava claro de que havia alguém no andar de baixo. Esparramado sobre o sofá, estava Inuyasha. Junto a ele, sua doce vizinha o fazia companhia. Assim que Izayoi a avistou, correu para abraçá-la ao pé da escada.
— Não sabia que estava aqui! – Abraçou-a forte, e em seguida deixou um beijo estalado em sua bochecha.
Sua doce vizinha era incrivelmente amorosa e acolhedora, isso a fazia se sentir em casa. Sentia falta de sua família e Izayoi conseguia diminuir sua saudade com um simples abraço.
— Peguei seu chuveiro emprestado Izayoi, espero que não se incomode. – Se desculpou baixinho. – Ainda não consegui consertar o meu! – Precisava arrumar seu chuveiro e rápido, tinha receio de que pensassem que Rin não passava de uma vizinha abusada.
— É claro que não me incomodo querida! – Izayoi a tranquilizou. – Sinta-se a vontade Rin, você é de casa!
E era exatamente dessa forma que se sentia, em casa. Sorriu em agradecimento, não merecia ser tratada daquela forma. Izayoi era realmente um anjo! Depois de sua mãe, era a mulher mais maravilhosa que conhecera. Não era á toa que todo seu carinho a fazia se sentir acolhida, como se estivesse realmente em meio a sua família.
Izayoi olhou de Rin para seu enteado e um sorriso cúmplice lhe brotou nos lábios. Procurou não corar, sabia o que aquele sorriso queria dizer e se corasse era como se afirmasse para sua vizinha que ela estava certa! Izayoi era realmente esperta ou se fazia de desentendida? Em alguns momentos mal percebia o que estava debaixo de seu próprio nariz, já em outros fazia insinuações silenciosas. No fundo sabia que cedo ou tarde isso aconteceria, só esperava que não fosse tão rápido.
— Olá Inuyasha! – Por um breve momento, desviou sua atenção de seu rosto sorridente para cumprimentar o hanyou que estava deitado no sofá assistindo algum noticiário qualquer.
— Olá Rin! – Desviou sua atenção da televisão para encará-la.
Acenou com uma das mãos para Inuyasha e ele lhe retribuiu com outro aceno.
Estava prestes a se despedir de seus vizinhos quando algo a fez estacar no mesmo lugar. A notícia que era anunciada no noticiário não chamou apenas a sua atenção, mas sim a atenção de todos os presentes. As cabeças se viraram em direção para a enorme tela de LCD e até mesmo Inuyasha sentou-se no sofá para que pudesse ver melhor.
Izayoi afastou-se lentamente, aproximando-se da televisão ligada e involuntariamente suas pernas a seguiram.
— A população está alarmada com os últimos casos de homicídios ocorridos na região.— A voz grossa do repórter a fez tremer. – Os investigadores suspeitam de que os crimes possam ter alguma ligação, já que ambas as vítimas eram mulheres e possuíam características muito semelhantes.
Mordeu o lábio inferior com força, controlou o tremular de seu corpo para que ninguém se desse conta do quanto aquela notícia havia mexido com ela.
— Semelhanças como: A mesma estatura, faixa etária, tonalidade de cabelos e olhos. — O repórter continuou. Prendeu a respiração quando uma foto das mulheres passava pelo noticiário. – Os corpos das vítimas foram encontrados em lugares isolados, segundo a perícia as mulheres foram torturas e por fim estranguladas. — Dessa vez o noticiário enfatizava o lugar e a região exata onde as mulheres foram encontradas mortas. – Os investigadores suspeitam de que o assassino se trata da mesma pessoa, mas até o momento nada foi apurado.
Dentro do peito, o coração estava descompassado. O que diabos aquele repórter estava falando? Sentiu seu estomago embrulhar e a náusea lhe dominou. Os olhos marejaram e seu corpo tremulou levemente, não era momento e nem hora para mostrar fraquezas. Respire fundo, Rin! É apenas uma notícia qualquer! Pegou-se pensando.
— Que horror! – Izayoi foi a primeira a se manifestar diante da notícia. – Que a policia descubra quem é o causador desses crimes e que ele seja punido por tudo que fez a estas jovens! É um absurdo não termos segurança alguma! – Balançou a cabeça, indignada. – Penso na família dessas meninas, devem estar traumatizados.
Traumatizados, sim. Com certeza estariam e provavelmente levariam tempo até que aceitassem o ocorrido. Fechou os olhos com força e controlou sua respiração ofegante. Precisava de seu refugio, precisava se sentir segura!
— Engraçado... – Inuyasha coçou o queixo enquanto mirava seus olhos da televisão para a sua vizinha parada em meio à sala.
— O que é engraçado Inuyasha? – Izayoi o perguntou.
— Rin têm as mesmas características das vítimas! – Continuou a coçar o queixo como se estivesse analisando algo em sua cabeça.
A pequena gelou. Aquelas palavras a fizeram arfar. O nó em sua garganta parecia crescer a cada instante e por um momento pensou que não suportaria e se derramaria em lágrimas. Olharam em sua direção e ao seu lado sentiu o corpo de Sesshoumaru ficar rígido. Encarou aqueles olhos âmbares e o viu trincar o maxilar, completamente incomodado com as palavras do meio-irmão.
— Agora que disse isso... – Izayoi parecia assustada, aparentemente pálida. – Inuyasha tem razão! – Um quê de preocupação se misturava no semblante assustado de sua doce vizinha. – Não saia sozinha a partir de agora Rin! Prometa-me que tomará cuidado querida?
— Ah! — Sentiu as mãos de Izayoi segurarem seu rosto com cuidado, a preocupação nítida em suas entranhas. – C-Claro! – Não sabia o que pensar e tampouco como agir, ainda estava em choque com o que acabara de escutar.
Precisava de seus calmantes, de sua cama quente e principalmente, precisava ficar em algum lugar que pudesse se trancar, que a faria se sentir segura. Com os punhos cerrados rente ao corpo, Sesshoumaru prostrou-se ainda mais ao seu lado, ela era capaz de sentir toda a sua rigidez dentro daquela montanha de músculos.
Como se ele fosse permitir que algo pudesse acontecer a sua vizinha.
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