Notas iniciais
Tcharam!! Quem é vivo sempre aparece s2 *sorriso amarelo* Sério meus amores, me perdoem pela imensa demora em atualizar a fanfic gente!! Eu sei o quanto estou sendo displicente com vocês e eu me sinto grandemente culpada por essa imensa demora com as postagens. Tá tudo tão corrido que vocês não imaginam, depois de quase um mês foi que eu consegui escrever o capítulo... Isso porque prometi que até o final do ano estaria finalizando-a, o que pretendo cumprir com toda certeza!! Então por favor, não desistam dessa autora complicada que ama vocês acima de tudo s2

~~

27. Conectados

~~

A ansiedade lhe arrebatava o corpo com força. Rin sonhou com aquilo desde que se mudara de cidade e quando Sesshoumaru anunciou o motivo para estar ausente, com rapidez ela arrumou suas malas assim que chegou a seus domínios. Estava a ponto de enfartar tamanha a sua empolgação. Mas ela tinha os seus motivos para estar feliz, afinal, Rin retornaria para os braços de sua família que há tempos não os via.

A ordem para que organizasse seus pertences a pegara de surpresa. Por outro lado, ela entendia porque seu youkai fazia aquilo. Ela não iria voltar em definitivo como sempre desejou, sua ida até a cidade possuía apenas um motivo: investigar mais a fundo sobre Suikotsu Shichinintai. E qual lugar mais perfeito para desvendar aquela mente doentia que sua própria cidade natal? Onde crescera, onde passara boa parte de sua vida e onde o inferno se transformara da noite para o dia.

Aquele de fato não era o melhor dos motivos, mas quem se importava? Ela veria sua família! Não havia nada que a enchesse de alegria como aquilo. Mesmo que por um momento, um único instante, ainda assim reencontraria as pessoas que tanto amava. E foi pensando neste reencontro que ela organizou seus pertences procurando não se esquecer de um único objeto. A viagem de volta seria longa e fora Sesshoumaru quem assumiu o volante, pegando a estrada principal que os levaria para a capital naquela mesma noite. Ignorando os protestos de Rin por dirigir pela madrugada, ele a fez entrar no carro.

Era inevitável não sentir os olhos pesarem à medida que a noite caia, assim como a temperatura. O dia havia sido extremamente cansativo e seus orbes pesavam dolorosamente. Sentia-se a cada dia mais cansada, resultado de toda a tensão que vinha passando. Encostou-se no vidro fechado e apagou, não sabendo por quanto tempo havia adormecido e só abrira os olhos quando sentiu um suave afago em suas coxas. Correu as mãos pelo rosto afastando a sonolência e fixou o olhar em Sesshoumaru que dirigia ao seu lado. A claridade dos raios solares machucava sua vista e ela tivera que levar um tempo até que se acostumasse com eles. Não preciso interrogar Sesshoumaru, o dia havia amanhecido e consequentemente seu youkai passara a madrugada toda dirigindo. Perguntava-se que horas seriam agora...

Quando conseguiu manter a visão nítida, Rin deixou o queixo pender quando reconheceu onde estava. Aquela era a sua cidade! Reconheceria aquele lugar de olhos fechados. O fluxo de pessoas e veículos que percorriam as ruas movimentadas a faziam se sentir em casa.

— Há quanto tempo nós chegamos? – remexeu-se sobre o estofado de couro, sentindo as costas doer pela posição desconfortável com que dormira.

— Não faz uma hora. – respondeu, prestando atenção nas inusitadas reações de sua menina. – A partir daqui terá que dizer que caminho seguir.

Então o motivo do afago em suas coxas fora este. Sesshoumaru a acordara para que o instruísse em que direção deveria seguir.

— Não estamos muito longe.

De esguelha, ele a pegara olhando para as ruas, observando os edifícios altos e as residências modernas como se ainda não acreditasse que estava realmente ali.

Minha Rin está ansiosa?

— Depois de muito tempo eu voltarei a ver a minha família, é natural que eu esteja. – suas palavras soaram com extrema doçura.

A ansiedade lhe subiu o peito. Sentia-se como há tempos não se sentira, era uma sensação boa que aquecia seu interior e a enchia de coragem.

— Não ficaremos por muito tempo! – Sesshoumaru refrescou-lhe a memória.

Sim, ela sabia que não permaneceriam. Mas o pouco tempo que passaria ao lado de sua família já era o bastante para amenizar sua saudade.

— Eu sei! – respondeu simplesmente. – Você tem seus assuntos com a empresa de seu pai e também não queremos que outra bomba se exploda neste tempo em que estamos fora.

— O casamento de Inuyasha também é outro maldito motivo.

Tem razão, Rin pensou com um sorriso. O casamento de Inuyasha e Kagome se aproximava e ela estava tão ansiosa quanto à noiva.

— Isso me fez lembrar de que Kagome me convidou para ser madrinha junto com você.

— Entrará com este youkai? – ele olhou-a de soslaio.

— Se isso não o incomodar. – deu de ombros, deixando no ar um leve divertimento na voz.

— Você nunca será um incomodo doce Rin.

Sua resposta a fez contrair o rosto em alegria, mas quando seus pensamentos a levaram de encontro aos últimos acontecimentos, seu sorriso morreu. Como será que Jakotsu estava? Fazia exatos um dia que o inferno caíra sobre o amigo e Rin nunca o vira tão mal como ontem. Jakotsu era sempre alegre, um pouco inconveniente na maioria das vezes, mas aquele era o seu jeito e nunca mudaria.

— Fico me questionando como andam os avanços na investigação de Jakotsu... – seus pensamentos soaram alto demais.

— Em breve saberemos. – garantiu.

— Ninguém contou a Izayoi o que aconteceu, não é mesmo? – Apontou para a direita instruindo para que lado Sesshoumaru devesse ir.

— Ela ainda não soube, mas não devemos esconder por muito tempo. Por mais que desejam poupá-la, é inevitável. Ela descobrirá cedo ou tarde.

Meneou em afirmação. Só espera que isso demorasse a acontecer, porque conhecendo sua doce vizinha como a conhecia, sabia que ela se abalaria no final das contas. Continuou guiando-o por todo o percurso e o bairro que adentravam fez seu peito pular descontroladamente. Aquele era o seu bairro, aquelas ruas lhe traziam tantas lembranças e no momento Rin se lembrava de apenas das boas. Esquecendo os motivos que a fizera se mudar dali em algum canto isolado do cérebro. A sensação de que em breve veria sua avó Kaede e seu irmão Bankotsu parecia querer sufocá-la de alguma forma. A mesma sensação insistiu em acompanhá-la até que Sesshoumaru estacionasse sua Audi em frente a uma casa de portões altos cercados por cercas elétricas. Estava em casa!

Não esperou nem mesmo o motor do automóvel ser desligado, antes disso, ela se encontrava em pé na calçada enquanto vasculhava dentro da bolsa suas chaves que há tempos não usava. Destravou os portões e esperou Sesshoumaru apanhar suas bagagens. E só assim colocara os pés nos domínios de sua própria casa.

— Seja bem vindo. – ela cantarolou por cima dos ombros, transbordando de felicidade.

Vê-la tão radiante quanto o sol daquele dia o fez pensar de que deveria trazê-la mais vezes para aquele lugar que lhe fazia tão bem.

Levando as malas sem qualquer dificuldade, ele a seguia enquanto sua menina ia logo á sua frente lhe mostrando o caminho. E quando estavam quase alcançando a porta de entrada, a mesma se abrira revelando uma rechonchuda senhora de idade que limpava ambas as mãos no guardanapo de pano. Seus cabelos eram grisalhos, suas rugas bem marcadas por conta da velhice e em um dos olhos usava um tampa-olho escuro que indicava que havia perdido a visão com o tempo. Sua primeira reação assim que os avistara foi de completo espanto, mas não demorou a um sorriso largo surgir, seguido de inúmeras lagrimas.

— Querida? – a idosa perguntou, apenas para ter certeza de que não estava ficando louca.

— Surpresa! – até mesmo sua voz demonstrava alegria.

Rin sentiu os olhos arderem e o impulso de abraçar sua avó foi maior. Abraçou-se a ela com força sentindo seu cheiro e o calor que emanava de seu corpo. Como sentiu falta daquilo!

— Rin? Você voltou? – os braços de sua querida avó que a criara com tanto carinho eram demasiadamente acalentadores. – Como você tem passado? Porque não nos ligou mais? Seu irmão e eu ficamos preocupados...

Sem dar chances de ela falar, sua avó continuou a bombardea-la enquanto a balançava de um lado para o outro.

— Eu estou muito bem, melhor agora que estou aqui! – desfez-se do abraço apertado para envolver o rosto cansado de sua avó com as mãos, ao mesmo tempo em que beijava-lhe as bochechas gorduchas.

Pela forma como ela agia, pensou que talvez seu irmão não houvesse lhe contado de que Suikotsu descobrira onde estava. Era melhor assim, Rin não queria preocupá-la mais do que já um dia a preocupou. Inesperadamente sua avó girou o rosto e gritou por cima dos ombros:

— Bankotsu venha até aqui!

— Bankotsu está em casa?

Seu ultimo encontro com o irmão não havia sido um dos melhores. Desde então não conversara mais com ele e aparentemente ainda estavam brigados. Qual seria sua reação quando a visse ali? Surpresa? Raiva, talvez?

Observando as linhas de expressão de sua avó, notou quando ela olhou para um ponto atrás de si. Especificamente um corpo grande e forte que carregava duas bagagens pesadas. E no calor do momento se esqueceu de que sua avó ainda não o conhecia.

— Vó Kaede, quero que conheça uma pessoa. – Segurou-a pelas mãos puxando-a com delicadeza. – Este é Sesshoumaru Taishou, filho da vizinha que lhe falei.

Rin os apresentou e o brilho em seus olhos doces quando ela o indicou com as mãos estava ali. Kaede conhecia bem aquele olhar. Sua menina havia encontrado a pessoa por quem desejava se dedicar por toda a sua vida.

— É um prazer. – a senhora o saldou. – Obrigada por cuidar de Rin neste tempo em que ela esteve longe.

Com um meneio de cabeça seu youkai a cumprimentou, mas ergueu o olhar dirigindo para algo mais longe. Seguindo a direção que olhava, Rin girou nos calcanhares e encontrou a imagem de um Bankotsu estático, que deixava o olhar cair de um para o outro. Como havia suspeitado, suas feições eram uma mistura de choque com revolta. Seus olhos faiscaram ao mesmo tempo em que seu peito subia e descia de maneira desenfreada.

— Bom saber que ainda está viva. – ironizou.

Seu ombro se encolheu com o ataque do irmão. A forma como estava sendo recebida cortava-lhe como navalha afiada. Sesshoumaru não gostara de sua atitude e tampouco se deixou abalar por seu cunhado. Estreitou os olhos em forma de aviso, esperando que ele continuasse com as provocações. E por Deus, se ele não fosse irmão de sua humana já o teria matado há muito tempo.

— Se lembrou de que tem família e uma casa? Sentiu saudades e decidiu que era hora de voltar? – sua voz soou ríspida e seu veneno jorrava por cada silaba que dizia.

— Rin tem o direito de voltar quando quiser. – Kaede a defendeu, o que fez Bankotsu dar de ombros. – Viajaram durante toda a madrugada, não é? – adivinhou. – Deixem as malas lá dentro e junte-se a nós para tomar um café.

Tocando-lhe as mãos, Kaede a puxou para dentro. Bankotsu continuava prostrado frente à entrada, não abaixando o olhar desafiador de Sesshoumaru. Seu youkai atravessou a porta e parou a poucos metros de si, medindo-o com os orbes. Com seu olhar intimidante, ele o encarou. Mas Bankotsu não era de recuar, nem tampouco se deixar abalar por seu tamanho e por seus músculos enrijecidos.

— Precisamos conversar. – Rin anunciou, na primeira oportunidade que tivera quando viu Kaede se afastar em direção a cozinha.

— Isto inclui a presença da nossa avó? – deixou de lado sua costumeira ironia assim que notou a maneira séria como aquilo soava para si.

Se sua irmã estava ali era porque tinha seus motivos, por mais que não aprovasse seu relacionamento com o outro.

— É melhor não envolvê-la. – pediu.

— Por que voltou Rin? O que está acontecendo? – ele não foi capaz de esconder sua preocupação na voz.

Os passos de Kaede ecoaram pela sala. Ela clamou para que sua avó não escutasse o que discutiam. Colocou um sorriso na face quando ela retornou da cozinha e sussurrou apenas para que Bankotsu a escutasse.

Depois conversamos.

Seu irmão soltou um impropério ao alto, recebendo de sua avó um olhar de repreenda. Kaede chamou-os para que se juntassem á ela na mesa e de bom grado, Rin aceitara. Seu estomago começou a dar os primeiros sinais de sua fome, e imaginar a comida de sua vó deixou-a ainda mais com o sentimento de nostalgia. Correu os olhos pela sala bem limpa e organizada e por Deus, como sentia falta daquela tranquilidade que apenas sua residência a fazia sentir. Seu youkai deixou suas bagagens sobre o sofá a pedidos de Rin, seguindo-a logo em seguida como se lhe fosse sua sombra.

— Ainda não consigo acreditar que está aqui! – Kaede a acomodara em uma das cadeiras e chamou Sesshoumaru para que se sentasse ao seu lado.

— Eu também não. – admitiu com sinceridade.

— Você está feliz naquele lugar? – Kaede lhe entregou um par de xícaras brancas.

Feliz? Apesar de tudo... Sim, ela estava feliz e sabia muito bem a razão. Olhou de soslaio para Sesshoumaru e confirmou com veemência.

— Mais do que imagina vó. Como jamais pensei um dia estar.

Bankotsu fechou o cenho quando a ouviu dizer aquilo e quase revirou seus profundos olhos negros, quase.

— Eu suponho o porquê. – Sorriu a idosa mulher, dirigindo o olhar em direção á Sesshoumaru.

— Você precisa conhecê-los. São pessoas maravilhosas! – o sorriso chegou aos olhos, Kaede reconhecia isso de longe.

Há quanto tempo que não a via desse jeito? Sentiu que sua neta estava voltando a vida, renascendo aos poucos. A razão para isso estava bem a baixo de seu nariz, especificamente, sentado ao lado de Rin.

— Eu acredito em você. Um dia irei lhe visitar querida, só não deixe de me mandar noticias suas. – exigiu.

— Prometo não me ausentar novamente.

Viu sua avó cortar duas fatias de seu famoso pão recheado e Rin quase desfalecera quando percebeu o que ela havia feito. Sonhou intermináveis noites com o gosto daquele pão. A primeira mordida foi como o paraíso. Fechou os olhos com força quando sentiu o recheio derreter em sua boca.

— Como senti falta disso! – revelou. – Experimente Sesshy.

Cortou um pedaço com seu próprio garfo e os empurrou para Sesshoumaru prová-lo. O youkai entre abriu os lábios e sensualmente capturou o pedaço que sua Rin lhe oferecia. Mordeu o lábio inferior quando viu seus magníficos olhos âmbares pregados em seu rosto. Sua língua umedeceu sua boca e a intensidade da tensão sexual que emanava do corpo de seu youkai fez seu centro se contrair deliciosamente. Um pigarro proposital por parte de seu irmão mais velho a fez desviar o rosto evergonhada por ter sido pega de surpresa, exatamente como uma criança que fora pega fazendo alguma trevessura.

— Sentiu falta apenas da minha comida? – Kaede fingiu-se estar magoada.

— Não, claro que não! Também senti sua falta! – o que não era nenhuma mentira.

Deu mais uma garfada farta, ainda se deliciando com o mix de sabores que borbulhavam em sua língua. Não satisfeita, Rin não conteve o ímpeto de repetir o prato. Aquela era uma de suas culinárias favoritas e fazia tempo que não a degustava. Agradeceu sua querida avó pelo agradável desjejum que a proporcionara e anunciou que descansaria um pouco, visando o fato de que Sesshoumaru passara a noite dirigindo. Passou pela sala rumando em direção a escadaria. Em seu encalço, Sesshoumaru a seguia ao mesmo tempo em que trazia consigo as bagagens que trouxeram. Guiou-o até seus antigos aposentos, atravessando o corredor dos quartos com maestria. Jamais se perderia naquele corredor, Rin seria capaz de atravessá-lo de olhos fechados.

Com ansiedade, continuou sua caminhada e quando abriu a porta de seu quarto, tudo estava do jeito que deixara antes de partir. E a primeira coisa que fizera foi correr em direção a cama e se jogar sobre ela enquanto seu peito explodia em risadas. O som de seu riso se alastrou por todo o recinto e Sesshoumaru nunca a viu agir daquela forma. Deixou suas malas no chão e sorrateiramente aproximou-se dela. Com delicadeza lhe tirou os sapatos enquanto ela o assistia cuidar de si.

— Então este é o verdadeiro aposente de minha Rin. – massageou-lhe a planta dos pés fazendo-a relaxar. – Não me surpreendo.

— O que não o surpreende? – quis saber.

— A decoração. – revelou. – É exatamente como você. Delicada e transparente.

Rin franziu as sobrancelhas. O que tinha demais com seus pertences? Tudo ali era rosa demais, com pelúcias demais e porta retratos demais. Perguntou-se desde quando que ele pensava isso sobre si. Entre abriu os lábios para respondê-lo, mas uma batida na porta a fez se calar. Os dois se viraram avistando a figura de Bankotsu encostada no batente da porta.

— Este é o melhor momento para conversarmos? – seu irmão inquiriu, ignorando a forma intima com que os encontrara.

Rin não se surpreendeu por encontrá-lo ali. Bankotsu possuía o dom de querer interrogá-la. Sentou-se sobre sua cama e pediu um gesto de mãos para que ele fechasse a porta atrás de si e que adentrasse em seu quarto. Sem hesitar, Bankotsu fez o que pediu e com passos cautelosos se aproximou.

— Vai me dizer por qual motivo deixou sua vida de princesa para retornar para a masmorra?— Alfinetou-a com sarcasmo, recebendo em troca um rosnado de Sesshoumaru que foi prontamente ignorado.

— Talvez se você parar de destilar tanta ironia, nós podemos conversar. – retrucou. Cansada o bastante da forma como estava sendo tratada. – Não acredito que continua assim por causa do nosso ultimo desentendimento. Não depois de tanto tempo. Pensei que fosse menoscabeça dura do que isso, Ban.

— Sejamos práticos Rin, eu sei que não voltou aqui apenas para fazermos as pazes. Seja lá o que estiver acontecendo, eu exijo que me conte.

— Eu já esperava que não fosse recebida com flores, não de você. – suspirou baixo. – Mas ainda assim isso não me faz perder as esperanças de concertar esse clima entre nós dois. – se abriu, com o pensamento crente de que suas palavras amoleceriam o coração de seu irmão.

— Então você pensa mesmo em voltar para aquele lugar! – não era uma pergunta. Bankotsu afirmava de pés juntos.

— Ainda tenho assuntos a serem resolvidos por lá. – não mentiu. Rin estava disposta em abrir o jogo para o irmão.

— Esse assunto se chama Suikotsu?— disse o nome do outro com escárnio na voz. – Foi por isso que resolveu voltar?

Rin meneou em confirmação. Bankotsu queria socar alguma coisa. Cerrou os punhos rentes ao corpo e enrijeceu os músculos. Por quê? Porque maldito motivo referente a Suikotsu a fizera retornar? Sesshoumaru endireitou-se sobre a cama, esperando a próxima reação de seucunhado.

— O que vieram fazer aqui afinal de contas? – rosnou entre dentes.

— Suikotsu voltou a atacar pessoas do nosso meio social como forma de me atingir.

Sem rodeios, Rin revelou. Aquilo o fez franzir ainda mais o cenho. Não retrucou desta vez, esperou que ela continuasse a falar.

— E ele não está sozinho! Recentemente descobrimos que há um cúmplice junto a ele. – continuou.

— Andou investigando sobre ele? – o choque cruzou seu rosto.

— Queria que eu continuasse de braços cruzados enquanto ele fazia da minha vida um inferno? – respondeu com uma pergunta a altura. – O foco no assunto é que há alguém junto a ele e nós não sabemos quem está ajudando-o.

Rin viu o rosto do irmão se suavizar, assim como o aperto de suas mãos. Ele coçou o queixo ainda processando o que acabara de descobrir.

— A razão de estarmos aqui é para coletarmos provas de que o incrimine. De que o façam mandar diretamente para a prisão!

Seguindo a linha do raciocínio de sua irmã, Bankotsu soube naquele instante de que não haveria lugar melhor para procurar, do que ali. A cidade onde aquele fodido de merda crescera, onde haveria muitos de seus podres para serem revelados. Apenas não sabia dizer onde, especificamente, sua irmã começaria a procurar.

— E onde pensa em começar? – curioso, quis saber.

— No lugar onde há muito de Suikotsu! – pela primeira vez, Sesshoumaru se pronunciou desde que seu cunhado entrara nos aposentos de sua Rin. – E que lugar seria mais apropriado do que seu maldito domínio?

Bankotsu sustentou seu olhar perigoso. Aquilo fazia sentindo! Não haveria lugar ideal do que a residência de Suikotsu Shichinintai.

— Pensa em invadir? – Dirigiu a pergunta diretamente para o youkai.

— Se for preciso... – deixou as intenções no ar.

Seu irmão voltou a coçar o queixo pensativo. Era loucura! No entanto, não havia alternativas. Mudou o olhar de sua irmã para Sesshoumaru, ambos sentados em sua cama. E foi ali, naquele momento que Bankotsu percebeu o quanto aquele homem estava se arriscando por sua irmã, envolvendo-se em seu tremendo problema que não lhe dizia respeito algum. E o quanto estava sendo um tolo por tratá-los com desprezo, quando tudo o que o youkai fazia era tentar trazer a liberdade de volta para Rin. Engolindo seu orgulho, ele concordou. Aceitando suas escolhas e vontades. Tudo o que Bankotsu queria era vê-la feliz, aquilo era pedir muito?

— não é uma má ideia...

— Então está de acordo Ban?

— Se isso a fará resolver o problema denominado Suikotsu, então sim!

Rin entre abriu os lábios em choque. Esperava qualquer tipo de reação por parte de seu irmão, mas não aquela. Piscou os olhos ainda processando tudo aquilo. Bankotsu acertara tudo muito rápido...

— O que o fez mudar de ideia?

Bankotsu deu de ombros, como se não tivesse escutado-a. Não poderia viver em pé de guerra para o resto de sua vida. Se aquilo iria livrar sua irmã das constantes perseguições de Suikotsu, então que assim seja! Sem mais exigências, ele deu o assunto como encerrado, aproximando-se de sua irmã para bagunçar-lhe os cabelos sedosos.

— É bom vê-la de novo! – repuxou a boca em um sorriso.

Lá estava seu velho irmão de volta! Com suas palavras doces e carinhosas. Como sentiu falta daquilo... Viu-o curvar-se para si até que o sentiu colar sua boca em sua testa, beijando-a com suavidade. Sim, também havia sentindo falta de seus beijos.

— Isso quer dizer que estamos bem agora? – com cautela, Rin o abordou.

— Com toda certeza irmãzinha!— continuou o suave afago em seus cabelos. – Sou assim porque me preocupo com você.

— Eu sei...

— Me desculpe por tratá-la desse jeito, eu apenas quero a sua felicidade. – ele se abriu. – E vendo-a nessa situação eu percebi que não existe pessoa melhor para estar ao seu lado do que este homem. – torceu o rosto ligeiramente, indicando Sesshoumaru com a cabeça.

Segurou a risada quando viu a careta que Bankotsu fazia quando estava enfim ultrapassando as barreiras de seu próprio orgulho para lhe admitir um fato. Sim, seu youkai a fazia bem! Extremamente bem!

— Cuide-a Sesshoumaru. – Bankotsu pediu. – Tudo o que peço é para que a faça feliz!

E dizendo isso, se afastou. Caminhando até a porta dos aposentos para deixá-los sozinhos. Encarando o percurso que seu irmão se encaminhara, ela se permitiu emitir um suspiro carregado de alivio. Era como se um enorme peso saísse de suas costas. Sua relação com Bankotsu aparentemente havia se estabelecido, Rin havia resolvido com êxito mais um de seus assuntos.

— Isso me surpreendeu. Não achei que ele fosse entender tão rápido, mas por um lado não estamos mais em pé de guerra. – olhou para o esmalte em suas unhas, amaldiçoando-o por começar a descascar. – O que espera achar na casa de Suikotsu? – mudou de assunto rapidamente.

— Este Sesshoumaru não quer pensar sobre isso, não agora.

Soergueu o olhar deparando-se com seus intensos olhos, havia algo neles que despertava sua curiosidade. A forma como a olhava, correndo por todo o corpo como se estivesse avaliando-a.

— Por que está me olhando assim? – sustentou o olhar buscando neles algo que o denunciasse.

— Minha Rin está diferente! – analisou-a.

— Diferente como?

Fechou os orbes quando o sentiu tocar suas maças do rosto com suavidade. Em seguida ele passou a dar atenção para o contorno dos lábios rosados, detendo-se com a ponta dos dedos em sua carne macia. Seus lábios eram como a perdição!

— Como se a felicidade a rodeasse. – disse com rouquidão.

Sua boca se curvou em um sorriso bem abaixo de seus cumpridos dedos. Sesshoumaru era demasiadamente observador.

— Eu estou feliz. – confessou. – Obrigada por me permitir ver minha família novamente, mesmo que seja por um curto período de tempo.

— Quando este inferno acabar você terá todo o tempo do mundo. – prometeu-a.

Inclinou o rosto para o lado apreciando o toque de suas enormes mãos em contraste com sua pequenina face. Ela se permitiu sorriso, presenteando-o com o mais puro dos sorrisos.

— Você gostou daqui? Gostou da vó Kaede?

Inesperadamente, a pergunta saiu dos lábios rosados de sua doce menina. E desde que chegara algo ali despertou a atenção de Sesshoumaru.

— Seus parentes são apenas Kaede e Bankotsu?

Ela piscou algumas vezes. Sabia bem onde seu youkai queria chegar com aquela curiosidade. Mas Rin não se incomodou de respondê-lo, já se acostumara com perguntas como aquela.

— Kaede me criou desde sempre. Desde que meus pais faleceram deixando a mim e a Bankotsu aos seus cuidados. Ela se tornou minha mãe e minha avó ao mesmo tempo.

Não havia nenhum resquício de magoa na voz de Rin, longe disso. Ela falava de sua avó com extremo carinho e admiração. Conversar sobre seus falecidos pais era um assunto delicado, era verdade. Todavia, Sesshoumaru achou-a ainda mais forte por superar seus medos e traumas do passado. O que via ali, não era um gato assustado, não mais. Diferente de quando a avistara no dia do aniversario de seu meio-irmão, quase a beira de sua piscina, Rin demonstrava transformação agora. E ele gostava de poder presenciar suas mudanças, admirava-a em silencio ao mesmo tempo em que percorria seus observadores orbes por seus traços delicados parecendo ver sua alma.

— Você está fazendo de novo! – ela riu, tendo os dedos de Sesshoumaru como barreira, abafando o maravilhoso som que saia de sua boca e que ele tanto apreciava. – Me olhando assim...

— Deixe-me admirá-la, doce Rin. – roçou o cumprido nariz por seu queixo.

— Então sente admiração por mim? – brincou. – Desde quando?

— Desde que este youkai a viu. – afundou o nariz na linha de seu pescoço e ali ficou, inalando seu cheiro adocicado.

Arrepiou-se quando delicados beijos salpicaram a pele sensível da região de seu pescoço. Sesshoumaru a fazia levar até a borda. Soltou um suspiro inaudível e deslizou suas pequenas mãos pelos ombros fortes e largos que compunham a estrutura daquele corpo que conhecia tão bem. Rin estava completamente entregue por aquele homem. De corpo e alma, e só fora agora que se dera conta deste fato. A dependência que possuía por Sesshoumaru chegava a assustá-la, por um lado, agora ela era capaz de compreender o que a fazia se sentir assim. Ela o amava. Diferente de qualquer sentimento que já sentira por alguém antes. Sesshoumaru era a razão que a mantinha viva, liberta das marcas do passado e das amarras que a prendiam no presente.

— S-Sesshy...— seus olhos arderam levemente, e o primeiro sinal de que suas lagrimas viriam começaram a aparecer.

O aperto no peito aumentou, a garganta travou como se um imenso bolo a impedisse de falar. Ela precisava dizê-lo. Sesshoumaru tinha o direito de saber dos sentimentos que nutria por ele.

— Por qual motivo minha Rin chora? – ronronou em seus cabelos.

E só percebeu que estava realmente chorando quando as primeiras lágrimas quentes correram por sua bochecha até que morreram em seu queixo.

— Não posso esconder mais esses sentimentos... – murmurou contra o peitoral forte de seu youkai.

O coração saindo pela boca. Palpitando com força. Ela se pegou pensando de que se não estivesse acomodado no colchão macio teria ido facilmente de encontro ao chão. Céus, suas pernas pareciam gelatinas!

— Não posso ignorá-los... – continuou a murmurar, como se repetisse aquelas palavras para si mesma. Como um sagrado mantra. – Ignorar estes sentimentos seria o mesmo que mentir! E eu não quero mais mentir... Para ninguém mais! Não quero esconder nada de ninguém...

— Então não esconda! – a voz grave de Sesshoumaru a acalentou de seu próprio julgamento, salvando-a novamente. – Não permita que alguém a faça agir da forma que não deseja. Não os deixe impedi-la de ser feliz, doce Rin.

— Mas eu sou feliz! – afastou-se de seu peito, olhando diretamente para as profundezas daqueles olhos que tanto amava. – Agora eu sou!

E realmente era! Porque o homem que estava a sua frente havia lhe devolvido a vida. E lembrando-se de como suas palavras soaram, ela respirou fundo e revelou o que há tempos estava tentando dizer:

E-Eu...— vacilante, buscou forças. – E-Eu amo você Sesshy...

Sentiu as maças do rosto aquecer, arfando em seguida quando teve o vislumbre dos orbes de seu youkai sobre si. Tentar descobrir o que se passava em sua cabeça era como um terrível desafio. Em sua expressão não soube dizer se sua confissão o abalara, ou tampouco o surpreendera pegando-o desprevinido. Tudo o que notou foi quando os observadores olhos se estreitaram novamente, deixando-a nervosa por não obter nenhuma resposta em troca.

— Diga outra vez.

Soltou a respiração que estava travada dentro do peito. Tomou outro gole de coragem e repetiu com mais firmeza desta vez:

— Eu amo! Amo você!

Desfez-se em seus braços, enlaçando o pescoço grosso com ambas as mãos. Afagou os fios de sua nuca, perdendo-se naquele mar platinado.

— Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida! – puxou a cabeça de Sesshoumaru, sentindo seu cumprido nariz se chocar contra o seu.

O corpo musculoso se enrijeceu abaixo de seus toques delicados. Ele estava tão afetado quanto a fazia deixar, Rin soube disso pelas reações que provocava em seu corpo. Colou sua testa contra a dele sem desviar o olhar de seus olhos, de suas expressões e reações. Tudo nele a fascinava. Tocou-lhe o lábio contra o seu, sentindo sua respiração se chocar com a umidade de sua boca entre aberta. Beijá-lo era inevitável quando até mesmo ela ansiava por isso com tamanha fome e urgência. Entrelaçou sua língua com a dele e se permitiu sentir o que nenhum homem fizera. Seu coração se derreteu dentro do peito com o pensamento que borbulhou em sua mente não a deixando processar de que havia tomado coragem e entregado seus sentimentos para o único homem que realmente a merecia.

Foi puxada com rapidez para o colo do youkai, não evitando um suspiro em sua boca quando teve ambas as nádegas agarradas com força e sutileza ao mesmo tempo. Se ele a correspondia com tanta paixão e urgência, significava que correspondia seus sentimentos com a mesma intensidade. Caso contrário a afastaria no segundo seguinte que resolvera abrir a boca. Arfou quando o sentiu moer seu desejo lascivo contra seu centro pulsante. Se Sesshoumaru pretendia fazê-la enlouquecer, ele estava conseguindo.

Sesshy...— sussurrou contra a boca de seu youkai voltando a capturar-lhe os lábios, chupando-os com avidez.

Com um impulso, ele se manteve em pé ao mesmo tempo em que a prendia em seus fortes braços. Percorreu o quarto ainda com Rin presa contra si, aparando-a pelo seu traseiro farto enquanto a levava de encontro ao banheiro. Sem quebrar o contato de suas bocas exigentes, o enorme corpo invadiu o banheiro e ela não soube como ele conseguiu chegar até lá sem se trombar contra alguma coisa pelo caminho. Mas o que diabos estava pensando? Era de Sesshoumaru Taishou de quem estava falando! Se atrapalhou com os botões de sua camisa, suas mãos tremiam de antecipação. Desfez o contato de seus lábios para conseguir abrir todos os botões. Sesshoumaru estava com suas mãos ocupadas então este trabalho teria que ser feito apenas por ela.

— Não sente sono? Você dirigiu durante toda a noite. – deslizou a palma das mãos por todo o seu tronco forte, deliciando-se com os ombros largos, absurdamente másculos.

Oh céus, sentia que sua calcinha não aguentaria por muito tempo.

— Ainda dá tempo de um banho? – perguntou enquanto beijava seu peitoral incansáveis vezes. – É claro que dá! – respondeu por ele, sem ao menos dá-lo a chance de falar.

Sua ânsia o fez achar graça. Distribuiu beijos por seu peito subindo por seu pescoço grosso, detendo-se ali por algum tempo. Vez ou outra lhe lançava olhares provocativos a fim de ver sua expressão, e havia algo nos olhos de Sesshoumaru que a despertou. Algo diferente, um brilho até então desconhecido por ela. Puxou a camisa de lado revelando um dos ombros e arfou quando o sentiu apertar seu traseiro com força, o desejo fervilhava por entre suas veias, um calor gostoso lhe subia o corpo e Rin tivera que tirar a própria roupa para conseguir conter-se. Sua blusa já se encontrava ao chão e os seios fartos massageavam o tronco do youkai com suavidade.

— Ponha-me no chão Sesshy. – pediu.

Porem, ele não queria soltá-la. Não queria separar seu tentador corpo recheado de curvas do seu. Sesshoumaru a queria ali, presa em suas amarras, em seus próprios braços. Com relutância, ele a deixou. O pedido de sua Rin era por uma boa razão. Ele conseguia sentir sua vontade de arrancar-lhe as vestes as pressas. E a visão de sua menina despindo-se bem á sua frente nunca foi tão maravilhosa.

— Você é linda doce Rin. – seu eixo dando um salto dentro das vestes, clamando por sua libertação.

Ela corou com o elogio, o rosto de menina deixava-a ainda mais sensual. Sesshoumaru tivera que rosnar em seu ouvido por perceber isso.

— Malditamente linda. – deteve o olhar em seus seios, agora expostos.

Sem que o terrível sutiã o impedisse de apreciá-los, suas enormes mãos os cobriram. Massageou-os com delicadeza sentindo os mamilos de Rin se enrijecerem em suas palmas. E quando um gemido tórpido lhe escapou pelos lábios aquilo o deixou ensandecido. Era o melhor gemido que seus ouvidos já haviam captado. Isto porque ele vinha diretamente de sua humana e saber que era o motivo do prazer que a dominava, deixava-o ainda mais entorpecido para se enterrar dentro dela. Coberta pela deliciosa sensação, Rin queria senti-lo ainda mais. Tomou o impulso de acariciá-lo por cima das vestes e não foi sua surpresa quando se deparou com seu eixo pronto para tomar-lhe tudo de si. Um grunhido de aviso soou e ele se afastou de suas mãos antes que explodisse dentro das calças.

— Ah! Não faça isso comigo! – lamuriou-se, esfregando as pernas uma nas outras procurando aliviar sua excitação.

O gesto chamou sua atenção, a sombra de um sorriso cruzou sua boca. Ela adorava vê-la tão entregue para si, entorpecida de tesão, pedindo para ser tocada.

— Quer que este Sesshoumaru dê atenção para o que têm entre as pernas, doce Rin? – inclinou-se sobre seu corpo, cheirando-lhe os cabelos úmidos de suor.

Ah Deus! Sim, sim e sim. Como ela queria! Sesshoumaru a levava até a borda. Sentia-se quente e demasiadamente úmida.

— Você me deixa assim...

A confissão veio seguida de um arquear de costas. Seus seios foram projetados para frente, intensificando a fricção das mãos de Sesshoumaru contra eles.

— Excitada? – provocou-a, enquanto moía seu volume contra seu ventre.

— T-Terrivelmente excitada... – engoliu um coaxo. – Ah Deus, estou tão molhada Sesshy... Eu preciso de você!

E como se comprovasse o que dizia, ele deslizou sua enorme mão por entre seu ventre liso até que alcançasse seu monte carnudo. E raios, sua Rin estava tão pronta!

— Você me quer aqui?

— O-Oh sim... – gemeu quando o sentiu circular seu clitóris com o dedo. – E-Eu preciso senti-lo.

Inesperadamente, ela agarrou a mão que a torturava e sem desviar os olhos que a fitavam de volta, Rin envolveu a língua por toda a extensão dos cumpridos dedos que a tocava, saboreando o próprio gosto impregnado na pele de Sesshoumaru. Chupous seus dedos o mais sensual que conseguira ser e quase sorrira quando viu suas provocações surtirem efeito no youkai. Bastou aquele gesto para que o fogo ascendesse. Sua boca e a língua quente de sua menina, ele pegou-se imaginando como seria a sensação de tê-la mais uma vez com aquela maldita boca entorno de si. Em questão de segundos, os botões de sua calça explodiram, voando para algum canto do banheiro. E antes que outro gemido saísse daquela boca quente como o inferno, Rin teve uma das pernas suspensas ao lado do quadril de Sesshoumaru. Seu centro voltou a pulsar quando ele a provocava com sua enorme glande que deslizava por entre suas dobras, como se estivesse preparando-a para o que viria a seguir.

— I-Isso... É t-tão bom... – gemeu contra sua boca, apertando-lhe a nuca para trazê-lo para mais perto de si.

— Era isto o que minha Rin ansiava? – encontrou sua entrada estreita e arremeteu-se para dentro dela.

— A-Ah sim... E-Eu ainda o q-quero... – admitiu, sem qualquer constrangimento.

Moeu-se contra ele fazendo-o se afundar mais alguns centímetros. Sesshoumaru compartilhava da mesma pressa que a sua, o que o obrigou a deixar as provocações de lado para intensificar o contato de seus sexos. Arremeteu-se com urgência, apreciando a maneira lasciva com que gemia em seus braços.

— Minha Rin não se cansa de ser tão apertada? – ele rugiu, encontrando dificuldade para preenchê-la. Deveria ter mais paciência para umedecer-lhe os rosados lábios, pensou ele.

Os músculos de seu canal se alargaram, acomodando-o completamente e um novo movimento a fez gemer de encontro ao seu peitoral.

— P-Pra você... S-Sou assim a-apenas para v-você! – Estava entregue. Entregava-se de corpo e alma para ele.

É claro que era! Ele não apreciava o pensamento de sua Rin com outro homem, ela se mostraria apertada apenas para ele. Ela era sua, totalmente sua. E ele estava disposto em deixar claro para qualquer bastardo que se atrevesse em cruzar o seu caminho.

— Você me pertence! – ele grunhiu. – A mim, apenas a mim.

A-A você...— ela confirmou. – S-Só você S-Sesshy... Eu te amo!

— Deixe-me marcá-la Rin. – ronronou em seus cabelos bagunçados. – Seja minha!

Abaixou a cabeça percorrendo o nariz por seu pescoço, permitindo saboreá-la com a língua. Lambeu-lhe a região do pescoço sentindo o gosto de sua pele. Roçou os caninos afiados dando-lhe arrepios por todo o corpo.

— Deixe que todos saibam que você me pertence... – rangeu os dentes, apertando o maxilar com força. – Confie neste Sesshoumaru e me permita marcá-la.

Voltou a lamber-lhe o pescoço e com um leve acenar de cabeça, ele a mordeu. Marcando-a para toda a vida. A imensa ardência e dor a dominou e ela choramingou tentando se afastar. Os caninos afundara-se em sua carne, ela sentiu-se fraca por um momento e se não fosse pelos braços de Sesshoumaru e pela parede que a sustentava atrás de seu corpo teria desfalecido. Ela arfou, resmungando pelo desconforto. Suas pernas fraquejaram e seu youkai envolveu-a pela cintura fina erguendo-a do chão para que o rodeasse com suas formosas pernas. Deixou-se afundar em seus ombros largos enquanto a região que ele a mordera queimava como fogo em brasa.

— S-Sesshy... – ela choramingou contra sua pele do ombro.

Porque se sentia assim? Por qual motivo Sesshoumaru cravara seus dentes em seu fino pescoço. Infernos, como queimava! Fechou os olhos enquanto suas mãos pendiam para baixo. Contorceu-se em seus braços quando os caninos perfuraram ainda mais a sua carne. Um gemido esganiçado a deixou e Sesshoumaru soube naquele momento que precisava libertá-la. Soltou-a de sua mordida e percorreu a língua pelo local onde suas garras a feriram, limpou-a, sugando o filete de sangue que escorria pelas marcas de seus dentes.

— A dor passará minha Rin. – prometeu-lhe nos ouvidos.

Ela encolheu-se em seus braços. O pescoço latejava ao mesmo tempo em que formigava. Pelo canto dos olhos o viu perfurar o pulso direito com os dentes e oferecer-lhe em seguida. Ela olhou de seu pulso para o seu rosto sem entender o significado de tudo aquilo.

— Beba. – ordenou. O filete de sangue escorria-lhe o pulso e atingia o piso do banheiro. Aproximou o pulso de seu rosto incentivando-a. – Beba para que a dor passe doce Rin. – pediu com a voz mansa. – Confie neste youkai.

E ela confiava, mas é claro que confiava! Com sua ajuda, ergueu a cabeça de seu ombro largo e sugou o liquido carmesim, fazendo uma leve careta quando o ingeriu. O pescoço pulsou em resposta e a dor se suavizou dando lugar para apenas um leve formigamento.

— Como se sente? – ele ronronou sobre o lugar onde a mordera.

B-Bem...— Rin encontrou sua voz para respondê-lo.

Olhou para o ombro se surpreendendo de que não havia nenhuma marca de suas presas. No lugar, a marca se transformara em uma meia-lua arroxeada. Exatamente como os sinais do rosto de seu youkai.

— Somos... Iguais...

— Não, somos apenas um só!— corrigiu-a.

Arremeteu-se novamente dentro dela, despertando-lhe o fato de que continuava enterrado em seu interior. Seus sentidos pareciam muito mais aguçados, e o prazer que lhe subia o ventre era demais para suportar. Jamais se sentira também nos braços de Sesshoumaru como naquele momento. Era como se seu prazer aumentasse consideravelmente e ele parecia sentir o mesmo que ela.

— C-Céus... E-Estou tão p-perto...— anunciou, sentindo os primeiros sinais de sua libertação.

Gemeu. Seu centro se contraiu e uma onda de prazer a envolveu. Sesshoumaru fechou os olhos e pendera a cabeça para trás, vindo junto com ela. Aquela era a visão mais linda que já vira. Estavam conectados, agora, muito mais do que antes.

~~

Notas finais
AI MDS s2 Eu estou super ansiosa para saber o que vocês acharam desse capítulo *-* Sinceramente ? Eu li pouquíssimas fanfics onde o nosso youkai dlç marcava sua Rin. Então se eu escrevi alguma baboseira, relevem. Mas os pedidos para que ele a marcasse foram tantos que acabei realizando-os, então espero que gostem s2 Acredito que o próximo capítulo não demore a sair, então amados me aguardem que eu trarei muito mais de LO para vocês s2 Mil beijos no kokoro, a Anny ama vocês s2