Lost in the nigth

1 Capítulo 1 - A viagem


Notas iniciais
Estou Reescrevendo Lost In The Nigth e espero finalizar a história. Algumas partes, nomes etc foram modificados. Então, literalmente é uma nova história.

Em um dia típico de janeiro, quente e úmido, o rádio ligado e as conversas paralelas embalavam a viagem e as dúvidas do jovem motorista. Os pneus quicavam no chão levantando poeira e assim foi durante alguns minutos. Lisa desligou o rádio à medida que o burburinho vindo do banco de trás do carro aumentara.

— Engraçado... Eu não me lembro de passar por uma estrada de TERRA para chegar a Ubatuba. Carlos, estamos perdidos? – perguntou Beatriz.

— Nem eu, mas é só fazer o retorno pessoal! – respondeu Carlos.

De repente ouviram um barulho e logo após o carro parou abruptamente. Carlos e Tiago saíram para ver o que era.

— E aí mano, o que aconteceu? É outra pegadinha do grande Carlos, não é? – perguntou Bruno.

— Receio que não. – Sibilou Ricardo.

— Tenho quase certeza de que foi algo no motor. – disse Tiago – e... que não conseguiremos nada se ficarmos no meio dessa estrada. – Completou.

— E se formos andando? Quem sabe não encontramos ajuda? – sugeriu Lisa enquanto segurava a mão de Tiago seu namorado.

Todos os seis se entreolharam à medida que o sol os deixara. O lugar era extremamente vazio. Só o que era possível ver, era uma estrada de terra e algumas árvores. Começaram a caminhar. Por alguns longos minutos não viam nada de muito animador. Viram até um posto de gasolina. Talvez a ajuda estivesse ali. Em vão. O posto de gasolina estava abandonado e a loja de conveniência, que geralmente têm em postos como aquele, estava todo destruído. Um assalto, talvez. Mas não quiseram averiguar e seguiram caminho.

Já estavam cansados quando notaram, a alguns metros, algo que lhes deu uma ponta de esperança. Uma placa com os seguintes dizeres: CHARMAINE – PROPRIEDADE PRIVADA anunciava que logo adiante havia uma casa. Um sobrado velho de pintura mal-acabada num tom de cinza, mas definitivamente, era o que precisavam, se estivesse ocupada, pediriam ajuda ou se fosse uma casa abandonada, poderiam passar a noite ali.

Caminharam até a casa. Chamaram por alguém que talvez pudesse morara ali e sem nenhuma resposta, perceberam se tratar de uma casa abandonada. Abriram a porta com cautela e a observaram. Era velha, cheia de poeira e teias de aranha. Apenas uma noite! O que poderia dar errado? – pensou Lisa, que agora abraçava o namorado.

— Bom, acho que isso aqui dá para darmos um jeito na casa! – falou Ricardo com produtos de limpeza nas mãos.

Cada contribuiu no que podia e depois comeram lanches que tinham levado para a viagem. Era mais ou menos meia noite quando o grupo resolveu se dividir. Carlos, Bruno e Tiago fariam a vigia enquanto Ricardo tomava conta das meninas.

Tiago pareceu ouvir um ruído vindo do andar de cima, onde as garotas e Ricardo estavam e subiu para averiguar. Talvez a casa não esteja tão abandonada assim. – pensou. No andar superior tinham três dormitórios e mais adiante, um banheiro. O ruído ficara mais alto à medida que ele andava pelo corredor. A porta do banheiro estava entreaberta. Viu a última coisa que gostaria de ver naquele momento. Ricardo passava a mão delicadamente por entre as costas de Lisa enquanto se beijavam. O garoto notou a presença do amigo e parou o que estava fazendo. Ela virou e como num choque elétrico, empurrou Ricardo e foi atrás do namorado, que já descia as escadas.

Tiago já se sentava no sofá velho enquanto a garota tentava se desculpar. Vendo a situação, Carlos e Bruno os deixaram sozinhos.

— Pare de falar Lisa. Eu vi e não há nada que você possa falar pra apagar a minha memória! Acabou tudo, ou melhor, será que algum dia houve alguma coisa entre nós?

— Claro que sim, eu te amo! – sibilou a garota

— Que maneira legal de demonstrar!

Os dois fizeram um longo silêncio. Parecia um sussurro sombrio ao vento. Ou talvez um frio na espinha. Ou algo do tipo. Algo que apenas Tiago e Lisa pareciam ouvir.

Foi quando, irrompendo os pensamentos do casal, Bruno entra na sala com um ferimento visível na testa, anunciando que possivelmente não estavam sozinhos na casa.

Notas finais
Gostaram? Continuo?