Lost Wings

5 Uma fuga brilhante


Notas iniciais
Desculpem a demora para atualizar

O som do trompete da fada acordou Alecsander; apesar de ser pequeno, aquele trompete fazia um som muito alto. Ele acordou assustado, mas não pelo som do trompete e sim porque ele sabia de onde aquele trompete era. Alecsander foi rapidamente acordar seus companheiros de viagem. Havia um jarro de água em cima da mesa ao lado de Fabrício, Alecsander só precisou virar.

— AH! Mas o que é isso?!

Fabrício resmungou.

— Não reclama, temos que ir! Espera...

Alecsander olhava para todos os lados procurando Alicia, mas ela não estava ali.

— Cadê a Alicia?!

— Bom dia! Como passaram a noite?

Ballidag entrou animado pela porta.

— Ballidag, você sabe onde a Alicia se meteu?

Alecsander perguntou já nervoso depois de olhar para a janela e ver muitos fadas do lado de fora.

— Estou bem também, ela está com a rainha.

Ballidag respondeu.

***

— Você gostou desse?

Giu perguntou olhando para o vestido rosa que Alicia provava.

— Eu amei!

Alicia respondeu com um enorme sorriso no rosto.

— Então ele é seu. Você não é a primeira fada que vem aqui, tenho esses vestidos porque elas são esquecidas e o seu estava tão sujo.

Giu tagarelava sobre os vestidos quando um gnomo entrou na pequena casa.

— Senhora, tem uns fadas aí fora, são do reino da Delfim.

O gnomo falou cansado, provavelmente tinha corrido bem rápido para chamar a rainha; Alicia ficou pensando se seria algo sério.

— Volto logo.

Giu falou e saiu da pequena casa, instantes depois Alecsander e Fabrício passaram pela porta.

— Alicia, temos que ir.

Alecsander disse tentando segurá-la pelo braço.

— Ei espera! Não estou tão apressada.

Alicia resmungou.

— Alecsander, estão te procurando lá fora, o que você...

Ballidag entrou na pequena casa e já foi logo interrompido.

— Ballidag, você não pode contar pra ninguém que me viu, entendeu? Vai lá pra fora.

Alecsander falou e o gnomo saiu resmungando baixinho.

— Espera o que está acontecendo aqui?

Alicia perguntou confusa enquanto Fabrício olhava para o lado de fora pela janela.

— É uma longa história, eu não posso contar agora.

Alecsander deu uma olhada em volta e viu os vestidos.

— Tive uma ideia.

Nem era tão grave assim.

— Sim, ele esteve aqui, mas não o vi desde ontem, ele deve estar por ai podem procurar à vontade.

Giu deu as costas e voltou para casa.

— Ouviram pessoal, podem procurar à vontade! Quero esse garoto aqui o mais rápido possível!

Um dos fadas falou, devia ser o líder ou algo assim.

Dois fadas foram por perto da casa da rainha e quase esbarraram em duas fadas que passavam por ali. Uma delas era Alicia, com seu vestido novo e asas falsas, sendo erguida pela tal fada. No entanto você deve estar se perguntando quem era a outra fada, afinal a única fada que estava de passagem por ali era Alicia. Bom, lembram da tal ideia? Pois é, a ideia era o Alecsander com um vestido lilás super brilhante; ele nem precisou arrumar o cabelo encaracolado, os fadas nem perceberam que era ele todo trabalhado no brilho.

— Oh, queiram nos desculpar garotas.

Um dos fadas disse.

— Ah, não tem problema.

Alicia respondeu, porque se Alecsander abrisse a boca para falar, estragaria tudo. Os dois seguiram o caminho e os fadas foram em uma direção diferente procurar por Alecsander.

— Foi por pouco.

Alicia disse baixo.

— Depois você vai me contar essa história direitinho!

— ‘Tá bom, mas temos que sair daqui. Cadê seu amigo grandão?

Alecsander perguntou, impaciente.

— Ele foi para a floresta como você mandou.

Alicia respondeu.

— Ótimo, vamos!

Alecsander foi em direção à floresta, os dois acenaram com sorrisos simpáticos para alguns guardas parados por ali e seguiram para dentro da floresta.

— Fabrício!

Alicia gritou.

— Aqui!

Fabrício saiu de trás de uma árvore.

— Vem cá. Pra que tudo isso, Alecsander?

— Primeiro vamos para longe daqui, depois eu explico.

Alecsander respondeu.

Quando o sol ia se pôr, eles procuraram um lugar para passar a noite, acharam uma caverna que não parecia tão ruim. Fabrício foi pegar uns gravetos enquanto Alecsander se livrava daquele visual. Fabrício voltou e arrumou os gravetos no chão da caverna.

— Ok, mas como é que eu vou fazer o fogo?

Fabrício perguntou com uma cara de “você me fez sair por aí catando pedaço de pau em vão” para Alecsander, que por sua vez apontou as mãos para os gravetos e de repente o fogo estava lá.

— Como fez isso?

Fabrício retrucou surpreso.

— Você não disse que fadas não fazem mágica?

Olhou para Alicia apontando para o fogo.

— Eu não faço.

Alicia respondeu surpresa.

— Agora você tem mais uma coisa para explicar, Alecsander.

— A mágica é coisa de família e só para vocês saberem: eu não cometi nenhum crime ou algo assim... Eu só fugi da minha mãe e ela pirou, apenas isso. Agora ela mandou vários guardas me procurarem pela floresta.

— E por que fugiu da sua mãe?

Alicia perguntou.

— Espera... Sua mãe tem guardas?!

Fabrício perguntou logo em seguida achando aquilo legal.

— É, ela tem guardas, porque ela é a rainha... Ela queria que eu participasse de uma cerimônia para ser o sucessor oficial e blá blá blá, eu não quero fazer isso e pensar nessas coisas agora, eu quero explorar a floresta.

Alecsander explicou.

Alicia achou aquilo uma coisa tão boba, achou que aquela fuga toda foi desnecessária.

— Então quer dizer que você é um príncipe fada que está fugindo da mãe porque não quer ser rei? UAU!

Alicia tentou resumir do jeito dela.

— Eu não usaria essas palavras.

Alecsander disse e todos ficaram em silêncio por um momento.

— ‘Tá bom... Eu vou dormir.

Fabrício falou.

— Eu também... Ah, você ainda sabe o caminho pra chegar naquela árvore, né?

Alicia perguntou, se lembrando do que realmente estava fazendo ali.

— Claro que sei, eu nasci nessa floresta... Boa noite.

Alecsander pegou no sono e Alicia ficou acordada por um tempo observando as estrelas e se perguntando se ia realmente ter suas asas de volta, era o que ela mais desejava naquele momento: poder voar de novo e talvez voltar para casa e para sua antiga vida. Bom, isso ela só iria saber assim que chegasse à árvore das salamandras e eles ainda tinham um longo caminho pela frente.

Enquanto eles dormiam a fada metamorfo ia contar cada detalhe do que havia visto no dia para Paradis, que por sua vez ficou contente em saber que até agora o tal fada não havia se intrometido em nada. Ela tinha medo de que ele atrapalhasse os planos dela, mas agora ela estava um pouco mais confiante e não menos preocupada com o que poderia acontecer para atrapalhar a volta das salamandras.