Lost Soul

3 Incontrolável


Notas iniciais
Finalmente um capítulo grande hehehe. Então gente, só para vocês não se confundirem. Esse capítulo é uns anos depois do que acontece com a Penny, ok? Vou parar de enrolar e podem ler, hahaha. Aproveitem!

Londres, Inglaterra

1994

Penny POV

Depois de dois meses dormindo em paz, novamente o despertador terá a função de me acordar do meu magnifico sono. Independentemente disso, eu até que estou animada com a escola, bom, você sabe, rever os amigos, inimigos e ferrar a vida dos professores novamente.

Eu nunca fui dessas que morre de amores pela escola, mas eu faço de tudo para ir bem.

Hoje, meu último dia de férias, eu vou sair com Loren e Cynthia, obviamente, minhas melhores amigas. Elas tem o dom de me alegrar quando meu mau-humor constante me domina, sabe como é, sou uma pessoa de pavio curto.

Assim que comecei a me arrumar para encontrar as meninas na casa de Loren, minha mãe bateu na porta do meu quarto, e como de costume ela não esperou minha resposta e entrou, logo me atacando:

— Onde você pensa que vai com essa roupa, e PRA ONDE você vai? — o olhar indignado me fitava

— Eu não vejo nada de errado com a minha roupa, e como sempre, eu vou para a casa da Loren. Qual o seu problema hoje? — não demorou muito e me arrependi de ter dito aquilo. Quase 100% de certeza que estava fudida.

— QUAL O SEU PROBLEMA, PRA FALAR ASSIM COMIGO? PENSA QUE EU SOU UMA DE SUAS AMIGAS, É, MENINA? E VOCÊ SABE QUE EU ODEIO QUANDO VOCÊ SAI DE CASA! VOCÊ SABE MUITO BEM O POR QUE! -o grito dela até incomodava os meus ouvidos.

E como sempre ela fala do mesmo assunto, sempre martelando na mesma tecla. Será que ela não cansa de falar que morre de medo quando eu saio, porque quando morávamos em Winchester eu fui sequestrada, e depois fui encontrada com uma tatuagem no pulso e bla bla bla. Estou cansada de ouvir isso. Eu nem sequer lembro daquele dia, a única coisa de que estou lembrada é que no dia seguinte de eu ganhar o triciclo, Eleanor estava desesperada ajeitando as coisas da mudança enquanto meu pai acertava as coisas com o carreteiro. E só. Mais nada relacionado a isso. Estou cansada de pedir para ela ir à um psicólogo resolver esse trauma doentio que ela tem.

— E ela começa com a histórinha da pobre filhinha que foi sequestrada por uma seita maligna e bla bla bla. Mãe, pelo amor de Deus, para vai. Essa história tá mais ultrapassada que blusas indianas. Agora se atualiza e inventa uma história sobre uma banda de rock famosa for fazer um show no meu quarto. — Eu SEI que passei dos limites, mas realmente estou farta.

Nem deixei ela terminar de falar e logo fui para o banheiro fazer minha maquiagem. Ela que fique gritando, não sou eu que vou dar atenção, não.

Até agora não entendi o que ela viu de errado com a minha roupa. Eu estava com uma saia preta de babados que vai até o meio das coxas, uma blusa branca básica com um cinto rosa, e uma sapatilha rosa, também. Tudo bem normal. Essa mulher tá louca mesmo.

Maquiagem finalizada, cabelo arrumado e eu estava pronta pra sair. E assim como eu esperava, ao passar pela sala só se ouvia uma voz meio "Eleanorística" pelo aposento. Eu ligo? Não.

A caminhada até a casa de Loren foi bem calma, já que ela mora a apenas 3 quadras da minha casa. O périodo de tempo em que eu toquei a campainha e o momento em que uma certa Cynthia e Loren estavam pulando em mim não foi muito curto, e assim como eu imaginei, elas tinham novidades sobre seus respectivos namorados/amantes.

— Penny, eu PRECISO te contar a novidade! Você NÃO IMAGINA o que o Trevor falou para mim!

— Que te ama, que quer casar com você e ficar com você a vida toda? — ironia fazia parte do meu cotidiano.

-NOSSA! COMO VOCÊ SABE? — e eu acabei acertando o palpite, no fim das contas.

-Chega uma hora em que eles querem sexo, e essa é a desculpa universal dos garotos. Em que planeta você vive para não saber disso, hein, Cynthia? — eu já esperava tamanha lerdeza da parte de Cynthia, ela nunca foi a mais inteligente de nós três, mas eu sempre tive fé que ela não fosse tão boba e ingênua quanto parecia.

— NOSSA PENNY, CLARO QUE NÃO, QUE MENTE SUJA A SUA! ELE REALMENTE ME AMA! POR QUE É TÃO DIFICIL PARA VOCÊ ENTENDER ISSO?

— Sinceramente, não to nem ai pro seu relacionamento. Se você quer abrir as pernas pra ele, abra. Tanto faz pra mim. — cansei da Cynthia e sua ingenuidade.

— Penny, poderia vir aqui um minuto? — Loren sempre foi uma pessoa tímida e direta. Porém algo está diferente com ela hoje. Será que… Não. Não pode ser, deve ser algo relacionado ao Jared.

— Claro.

Ela me levou até seu quarto, enquanto Cynthia estava concentrada no filme que estava assistindo na sala.

— Tudo deu certo. — o mistério em sua voz era algo totalmente anormal.

— MEU DEUS! SÉRIO! NOSSA LOREN EU TE AMO! — eu não parava de pular de alegria e ficar dando abraços violentos em Loren, que estava totalmente desconfortável com aquela cena.

— Ok, ok, agora vamos parar de "oi-eu-tenho-8-anos-de-idade-e-estou-feliz" e voltemos a sala, eu IMPLORO. — sarcasmo quando usado comigo é algo que me deixa realmente nervosa e eu preciso retrucar.

— Olhem só! A muda sabe falar! Mas todos sabem que ela é bem melhor quando está quieta. — terminando essa frase eu me virei e fui em direção à Cynthia que estava em uma posição aparentemente confortável no sofá.

Por mais que pela minha última fala pareça que eu estou brava, eu não estou. Pelo contrário, estou amando Loren neste exato momento. Ela conseguiu fazer o que pedi pra ela e nunca estive tão grata quanto estou agora.

— Vem Cynthia, hora da operação "vamos fazer nossa comida" agora. — nenhuma emoção em minha voz poderia ser notada.

— EBA!

— Sinceramente Cynthia, você é tão criança às vezes.

Enquanto eu estava fazendo os ovos mexidos, e as meninas os outros elementos do nosso delicioso cardápio, se ouve uma Loren gritando:

— AI PELO AMOR DE DEUS PENNY, PARA DE FAZER ISSO, VOCÊ JÁ TÁ ME IRRITANDO — fiquei confusa por dois motivos: raramente se via Loren brava, e eu não fazia ideia do que ela estava falando. Só sei que após esse grito que ela deu, o lugar onde minha suposta "tatuagem" fica começou a arder um pouco.

— FAZER O QUE MINHA FILHA? EU HEIN!

— ISSO AÍ COM A MÃO.

-ISSO AÍ O QUE?

— ISSO AÍ, OLHA!

Assim que olhei para o meu braço direito, vi que meus dedos estavam se atrofiando e se pressionando contra minha mão, a cortando um pouco e causando um sangramento leve. O choque foi tanto, por eu estar fazendo algo que não queria que eu dei um grito estrondoso. Minha mão continuava a se mexer e eu não fazia ideia de que porra era aquela que estava acontecendo.

Notas finais
Bom, não é um capítulo NOSSA que capítulo grande, MEU DEUS, mas é grande né haha. Então é o esquema de sempre, sem reviews, sem história. Espero empenho da parte de vocês. Caso tudo de certo, daqui 2 dias eu volto a postar.