Lost Pages
4 Bunko
Me sinto mal e não quero sair da cama hoje. Mamãe grita la fora que precisa ir pro trabalho mas não vai antes que eu saia.
— JÁ DISSE QUE NÃO VOU HOJE! – respondi e tampei meus ouvidos com as almofadas.
Takashi me perguntou se eu não ia. Eu não quero, não quero ver ninguém, não sinto vontade de caminhar, nem de comer. Me sinto perdida no mundo, tudo gira a minha volta.
Queria meu pai aqui comigo, eu quero meu pai. Começo a chorar, é desesperador essa dor que sinto. Por favor alguém me tire isso, eu imploro. Tudo é tao escuro!
Tao vazio!
Tao sozinho...
Sozinha, não quero ficar sozinha. Está doendo tanto, sinto como se eu fosse morrer de tanta dor que sinto. Dor física é ruim, mas acho que nada comparado com a dor da alma. Eu entendo, entendo perfeitamente porque as pessoas se cortam... por isso me tranquei no quarto. Não quero fazer isso, eu não posso. Preciso ser capaz de suportar, por eles.
Meu pai,
Mamãe,
Takashi.
Ouço alguém bater a porta, me viro de costas e encaro a parede. A pessoa insisti, eu grito:
— Já disse que não, sai daqui!
Entao ouço barulho de chaves, droga! Pensei que tivesse sumido com todas as copias do meu quarto, mas pelo visto mamãe tinha tirado mais uma sem eu saber. Destrancou, a porta se abriu devagar fazendo um pequeno rangido. Eu continuava olhando a parede quando ouvi:
— bunko, sou eu.
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