Lost Or Found
2 First day at Hogwarts
Notas iniciais
Fui seguindo o cheiro e quase desmaiei quando eu vi. O castelo de Hogwarts. Mas tipo, não era o da Disney. Como eu sei? Porque o da Disney não tem um lago e nem barquinhos levando o povo do primeiro ano e nem o Hagrid guiando todos no primeiro barquinho. Eu. Acho. Que. Vou. Morrer.
–UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUL AHAM, AHAM, AHAM, UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUL, AHAM, AHAM, AHAM- fiz minha dancinha da vitória. Mas, depois de menos de um minuto percebi, não é possível eu estar em Hogwarts, Hogwarts de verdade... Só há uma explicação racional para essa situação, que eu sai gritando por ai:
–AI MEUS DEUSES, MERLIM, TUDO O QUE HÁ DE IMPORTANTE DESSE MUNDO, EU MORRI? É ISSO? EU TÔ NO CÉU? É ISSO? – disse me jogando no chão e abrindo os braços tipo o corcovado.
–Hã... Ér... Você tá bem? – perguntou uma voz masculina atrás de mim. Me virei para encará-lo e minha boca se formou em um O bem redondinho.
– aham- murmurei, estava chocada. Quem estava na minha frente não era ninguém mais, ninguém menos que Draco Malfoy, com o uniforme de Hogwarts, ou melhor, o uniforme da sonserina.
–Tem certeza? – disse olhando-me com de forma preocupada. Também, não era pra menos, não é todo o dia que ele deve ver uma menina ajoelhada no chão e gritando para o além.
–aham- murmurei de novo. Estava muito ocupada olhando cada traço do seu rosto para dizer alguma coisa. Uma ideia estranha veio a minha mente, mas já que está na chuva né... bora se molhar- Posso fazer uma coisa?- ele assentiu- Você não vai correr nem achar que eu sou louca?- ele hesitou, mas assentiu. Fiz a coisa que eu queria fazer desde... Bem... Desde quando eu comecei a ler Harry Potter. Corri e me joguei em seus braços, ele me segurou meio vacilante, mas, creio que por causa do quadribol, conseguiu me segurar com tranquilidade. Beijei todo o seu rosto, e ele continuava estático. Abracei ele o mais forte que eu podia e fiquei lá, abraçada com ele, o que por mim podia ser pra sempre. Muito gentilmente ele me afastou e me olhou com aquele olhos azuis, tão claros, tão lindos e abriu um sorriso, ou melhor, O sorriso. Ai, acho que eu to babando.
–Acho que você mentiu pra mim- disse ainda com aquele sorriso no rosto.
– Menti, é?- disse, sem saber o que eu tava dizendo. Estraaaanho.
–Aham, você disse que estava bem, e eu tenho fortes razões pra duvidar que você esteja em seu juízo perfeito – disse dando uma gargalhada de leve no fim, não consegui não rir também. –Vamos, agora você vai fazer uma visitinha a Madame Pomfrey.
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Entramos no castelo e fomos em direção a enfermaria. Não antes de eu ir tagarelando todo o caminho, de como o castelo é perfeito e igual e como a J.K é diva por ter inventado uma coisa perfeita dessa. Quando disse isso Draco parou e me olhou com curiosidade:
–Como assim? Essa tal de J.K não inventou Hogwarts não... Quem inventou foi o Godric Griffindor, Salazar Slytherin, Rowena...
–Revenclaw e Helga Hufflepuff, eu sei, eu sei. Mas foi a J.K que inventou eles. Eu estou em um sonho, não percebe? Esse lugar não existe, você não existe...
–Hey, eu existo tanto quanto você e isso não é um sonho...
–Aham, você ta querendo me enganar, isso sim...
Finalmente chagamos a enfermaria e Papoula disse que estava tudo certo comigo, talvez eu tenha ficado meio (MEIO? EU FIQUEI SUPER HIPER MEGA ULTRA POWER...) nervosa com a viagem e tudo mais, mas logo eu ficaria “boa”.
–Então, é isso. Eu preciso ir para o salão principal, agente ainda vai se encontrar não é? – disse me olhando em expectativa.
–Bem, eu espero que sim- disse sorrindo, o que o fez sorrir também. Nossa, esse homem é um Deus Grego, ai Merlim, ai Merlim.
–Que bom! Então... Até logo- disse dando uma piscadinha, que eu só posso definir como super sexy, e saiu.
Mas, o que eu vou fazer? Daqui a pouco eu irei acordar ou... Não consigo cogitar que isso possa ser verdade... Não pode ser, não pode. Mas, de um jeito ou de outro, eu vou ter que passar pelo chapéu seletor né? (HSVHJQKJSBHCGYUIQJKNSBXCGDYUIJKNSCGDYUIJKSNCVUIWJSK SONHOOOOOO) Então, como eu nem queria ver em que casa eu vou, fui pra sala da McGonagall, onde, graças aos livros, eu sabia onde se localizava. Expliquei minha situação pra ela, quer dizer, inventei uma história deslavada falando que meus pais são bruxos americanos, e eu estava cursando a escola de lá, mas eu sei todos os feitiços e poções que um aluno precisa saber, assim ela me colocou no quarto ano mas eu teria que fazer a cerimônia do chapéu seletor, o bom é que eu posso fazer o que eu quiser, eu estou sonhando mesmo! Tenho certeza que quando eu dormir no sonho eu vou acordar lá, digo, na Disney, isso é fato, então vou aproveitar o sonho, porque sonho bom como esse eu não tenho a éons.
Abri a porta do salão principal com tudo, cheguei chegando. Todos se viraram pra me olhar e, eu juro, eu quase chorei quando meu olhar se encontrou com o do Harry Potter. O HARRY POTTER. O MENINO QUE SOBREVIVEU. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH. Do seu lado estava ninguém mais, ninguém menos que o Ronald Weasley, em pessoa. E ao seu lado, Hermione, a bruxa mais inteligente da nossa geração, estava lá, há poucos metros de mim.
Sentei na cadeirinha na frente de todos, e percebi as minhas roupas e, nossa, eu estava ridícula. Com um shorts minúsculo e camiseta regata, as roupas que eu estava na Disney. Como o sonho é meu, imaginei-me com outra roupa, uma mais comportada de preferência, mas não surgiu efeito algum, continuei com as mesmas roupas. Estranho. Às vezes esse sonho é especial né, não da pra mudar de roupa...
McGonagall me anunciou como uma menina nova que entraria no quarto ano e percebi os olhares mais intensos do trio de ouro e tive uma certeza: eles estavam no mesmo ano que eu.
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