Lost Memory

19 Literalmente um Gato


Notas iniciais
Entãaao... Não demorei quase meio ano dessa vez mas ainda assim demorei um pouco ne? '3' Não recebi nenhuma mensagem com ameaça de morte para que eu escrevesse logo, o que é uma surpresa >.> não que eu esteja reclamando '-' Enfim, vai acontecer algumas surpresas bem legais nesse capítulo :) Uma começa com K, e a outra com O hehehe Eu sei que quase ninguém lê isso aqui '-' acho que estou falando com as paredes :v maas, mesmo assim desejo a todos uma boa leitura :D

–Já acabou?- Era Isshin quem entrava no quarto. — Agora me diz o que foi aquilo.

–Aquele era meu pai... Eu acho que aquilo é o que ele vem fazendo comigo os últimos vinte e sete anos, apesar de eu não me lembrar de nada antes dos quatro. — Suspirei. — Não sei direito, mas ouvi ele dizer ser uma pesquisa para criar super humanos.

–Então é isso... — Ele disse pensativo, passando as mãos no cabelo meio nervoso. Mas, quem está nervoso sou eu! Como assim "então é isso"?

–O que?!

–Eu já sabia Grimmjow, de tudo.

–O que você quer dizer com “já sabia de tudo”? Você está brincando comigo? Não fode comigo Isshin!- Eu gritei, mas logo me arrependi. Minha cabeça voltou a doer.

–Não, eu... Eu realmente já sabia.

–Oh que maravilha!- Eu levei as mãos ao rosto sem nem mesmo notar, jogando os cabelos para trás com elas e depois levantei o dedo polegar para ele.- Obrigado por ter tentado fazer alguma coisa! Me ajudou muito sabia?

–Não fale assim comigo, moleque! Acha que fiquei parado vendo tudo acontecer? Acha mesmo que não tentei denunciar aquele homem depois que descobri as atrocidades que fazia? Não só com você como já fez com outros.

–Adiantou muita coisa... — Suspirei fechando os olhos e me forçando para frente, conseguindo me sentar finalmente.

–Masaki realmente tentou, ela descobriu primeiro, como eu não faço ideia, mas descobriu. — Abri meus olhos e podia ter quase certeza que seus tamanhos tinham dobrado, eu lembrava, sabia como ela tinha descoberto, e também lembro de ela prometer guardar segredo...

–Ela disse que não contaria a ninguém... — Suspirei mais uma vez.

–Ela não me disse por vontade própria, eu a forcei, mas isso não vem ao caso. Grimmjow, nós tentamos, tentamos mesmo, mas eles diziam que não podiam fazer nada...

–Claro que não, Aizen é licenciado... Ele pode fazer isso. Acha que eu também não tentei? Quantas vezes fugi daquele maldito laboratório e cada vez ficava pior... Isso não aconteceu só comigo. Aconteceu, está acontecendo e vai acontecer com crianças do mundo todo, e nem elas nem ninguém pode fazer nada para impedir, porque essa maldita pesquisa é licenciada!

–Quando Masaki viu que não poderia fazer nada, te adotou, e você ficou morando conosco por um tempo.

–Foram os melhores meses da minha vida, você não sabe quanto. Mas só piorou tudo... Foi a gota d’agua para Aizen, ele me levou embora, me impediu de ver Ichigo, prendeu minha mãe para impedi-la de me ajudar, e me torturou até eu dizer chega... — Ele ficou em silencio, parecia começar a compreender.

–E-eu sinto-...

–Não sente não!-Ele se arrependeu, mas eu estava pouco me fodendo para isso!- Ele me levou para o exterior, eu implorei para que me deixasse explicar a Ichigo, mas ele se negou, eu escrevi uma carta e pedi para entregar a ele, ele disse que faria e eu fui idiota o suficiente para acreditar! Ele me forçou a estudar medicina, me ameaçou, dizendo que se eu não fizesse o que ele queria, que ele mataria Ichigo! Eu pensei que fosse um blefe...

–Você o que?!

–Eu pensei que ele estava blefando porra! E então eu volto e... E Ichigo tinha perdido todas as memórias sobre mim... Então não venha me falar que sente! Pois se sentisse mesmo, diria a ele sobre mim! Sobre nós! Onde vocês estavam com a cabeça?!

–Você sumiu Grimmjow! Desapareceu! Você sabe o quanto nós tivemos que aguentar? O quanto ele teve que aguentar?! Ichigo entrou em depressão depois de duas semanas, e não quis sair mais depois de um mês, um mês e meio depois nem para a escola ele ia! Dois meses depois não saiu mais do quarto! Dois meses e meio depois, quando ele finalmente saiu, quando achamos que tinha finalmente superado, eu recebo um ligação dizendo que ele estava no hospital depois de um acidente!

–Dois meses e meio?- Algo passou rápido por minha memória. Gin... Era Gin com o braço engessado... — “apenas um acidente de carro”... Oh Deuses... — Eu repeti o que ele tinha me dito anos atrás. Olhei para Isshin espantado, esperando sua reação.

–Ichigo te disse?

–Filho da puta... Oh Deuses vou mata-lo...

–Do que está falando? Você sabe quem foi?! Diga alguma coisa!

–Cale a boca! Cale a porra da boca! Você teve a sua chance de fazer algo e não fez! Você não estava protegendo Ichigo de sofrer, estava protegendo a si mesmo! Você não contou a ele sobre mim! Pediu a todos para esconderem dele tudo sobre mim e preferiu confiar naquele babaca do Renji!

–Renji esteve sempre aqui, do lado dele! Conversando, brincando e aconselhando! Ele nunca fez algo de mal a Ichigo! Eles eram os melhores amigos até você voltar!

–Oh é mesmo? Então tentativa de estupro não é algo mal? Desculpe por nunca ter tentado isso então! Só fiz o que ele quis, quando ele quis. — Disse sério olhando profundamente em seus olhos, ele abriu e fechou a boca algumas vezes antes de sua voz estrangulada sair.

–Renji o que?!...- Ele se sentou em uma poltrona não se aguentando mais em pé. Levando seus próprios cabelos para trás dessa vez, olhando para o teto como se fosse algo muito interessante. — Eu realmente, realmente achei que você estivesse morto...

–Então você deveria para de achar. Tenha mais certeza das coisas antes de fazer uma merda dessas de novo. — Respondi colocando as pernas para fora da cama.

–Eu tenho que pedir muitas desculpas...

–Eu espero não estar junto quando fizer isso. — ele riu fracamente e olhou para mim.

–Aquilo ontem... Foi horrível.

–Teve piores. Quando eu fugia por exemplo, ele me castigava e além da dor da injeção tinha a do "castigo".

–Se soubesse que era assim tão ruim teria tentado mais... Depois que Masaki descobriu sobre isso ela não conseguiu esconder por muito tempo, eu suspeitei das suas atitudes e a forcei a falar. Ela então me contou e tentamos varias vezes denunciar, mas era em vão...

–Como eu disse as pesquisas estão licenciadas, em posse do governo, descobri isso aos 12 anos.

–Nós acabamos descobrindo isso também, então, sem nem mesmo me falar nada Masaki te "adotou" e você começou a morar lá em casa, ate que um dia você desapareceu.

–Eu não estava brincando quando disse que foram os melhores meses da minha vida quando morei com vocês...

–E-eu realmente sinto muito...

–Passei dez anos da minha vida pensando em como Ichigo estaria, se me esperaria, caso tivesse lido a carta, ou se desistiria de mim e seguiria sua vida... — Eu me levantei, com uma dificuldade que tentei a todo custo disfarçar e segui até o banheiro.

–Acho que não, tenho certeza que ele te esperaria mesmo se não tivesse lido a carta. Se ele se lembrasse de você, pelo menos, tenho certeza que ele te esperaria, não importa quanto tempo você demorasse.

–Eu sei... — Sorri, mesmo não querendo, eu sorri. — E apesar de gostar de ouvir isso, acho que realmente foi bom ele ter perdido as memorias sobre mim. — Antes que um novo assunto se iniciasse eu entrei no banheiro, fechando a porta e me encostando na mesma. Do lado de fora a porta se fechou e tive certeza que ele foi embora. Eu suspirei e entrei do boxe, depois desse banho, com certeza pediria ferias.

–----------

Estou nervoso, não consigo negar isso. Vai ser a primeira aula que darei, e se não ir bem será a ultima também, pelo menos lá. Consegui preparar tudo ontem com a ajuda de Rukia e Karin, será uma aula ótima se eu não estragar tudo.

Estava quase chegando ao prédio, provavelmente uma hora antes do combinado, mas eu queria dar uma boa impressão, então chegar cedo já conta.

Andava rápido, sem conter o nervosismo, mas fui obrigado a parar quando alguém parou a minha frente, fui para um lado e pro outro tentando desviar ele mas o cara parecia estar dançando na minha frente, ele me acompanhava a cada passo que eu dava, aquilo me irritou.

–Me da licença cacete! — Bradei empurrando o sujeito, mas este pegou em meu braço e me puxou, já estava pronto para mirar um soco em sua cara, mas ele segurou minha outra mão... Assustado, olhei para seu rosto, ele era no mínimo familiar.

–Sabia que era você! Só tem uma pessoa que conheço que tem o cabelo laranja! — Caçoou e então me soltou. Agora fiquei intrigado, ele me conhece, mas eu não o conheço, ótimo, mais um ex-namorado que não me lembro?

–Quem é você? — Perguntei meio desconfiado voltando a reparar nele, olhos e cabelos castanhos, alto, mais do que eu, pelo menos 5 centímetros mais alto, mas menor que Grimmjow. Tinha um sorriso que mesmo que quisesse não conseguiria disfarçar e os braços praticamente abertos davam sinal que queria um abraço, que eu não daria, pelo menos não até descobrir quem diabos é esse homem.

–Ora Ichigo, não brinque! — Esse maldito sabe meu nome! – Eu sei que você esqueceu de algumas coisas... Mas sou eu, Keigo! Asano Keigo.

–Keigo? Hahaha só pode ser brincadeira...

–Por que não acredita em mim? Ora, sou eu...

–Mentira... O Keigo que conheço era alguém baixinho e feioso.

–Ow... Isso machuca Ichigo... Sabe, as pessoas mudam muito em 12 anos, menos você, você parece o mesmo!

–Eu ainda não acredito, não, espera! Me diz uma coisa que só o Keigo sabe!

–Hm... Ah! No nosso oitavo ano eu comprei duas pulseiras, era o ano que eu iria embora então queria que você ficasse com algo pra se lembrar de mim, eu te dei um com as letras "Aho" e você me xingou muito por isso.

–Não acredito! Essa pulseira arrebentou, esta guardada... Keigo você... Você simplesmente não parece você! Eu realmente não te reconheci!

–E pensei que não reconheceria mesmo, sabe, por causa da perda de memoria...

–Ah... Eu não me esqueci de tudo, só de uma certa pessoa... Mas isso não importa agora. Eu não iria te reconhecer mesmo! Você não mandava nenhuma foto ou coisa parecida, redes sociais existem sabia?

–Ah isso não é muito minha praia, eu prefiro não mexer muito nessas coisas, mas, eu estava ansioso pra te encontrar. Não consegui falar com você então já estava indo pro meu curso, mas acho que estou bem adiantado então decidi andar um pouco, ai te encontrei.

–Isso e coincidência demais! Tá fazendo curso de que?

–Vou começar hoje, é de musica, só pra passar o tempo. E você?

–Eu vou dar aula de música! De instrumentos na verdade, vou começar hoje também.

–Sério? Okay isso não é mais coincidência, é destino. — E me abraçou rindo, eu retribui com um sorriso também. Estava feliz, depois de Rukia, Keigo é meu melhor amigo, ou os dois estão empatados. Eu o conheço praticamente desde que nasci, mas quando tínhamos treze anos os pais dele se separaram e ele foi morar com o pai no exterior, continuamos conversando por mensagens, mas agora ele voltou e estou feliz, simples assim.

–Esta morando aonde?

–Com a minha irmã em um apartamento aqui no centro. Ela virou cozinheira, o que nunca imaginei, e eu vou começar como barman hoje a noite. E você, onde mora?

–Hum... Não sei se você lembra, na nossa antiga escola um cara marrento de cabelo azul.

–Sei, aquele de nome estranho.

–Grimmjow. Então, eu estou morando com ele. — A boca dele abriu de surpresa, ou de choque, não sei dizer, eu estou com receio, não sei se devo contar que nós estamos juntos, mas ele é meu melhor amigo, acho que vai entender...

–Não acredito! Sei que você sempre foi tão brigão quanto ele, mas chegar a se tornarem melhores amigos assim... Tô até com inveja.

–Não é bem “melhores amigos”, nós meio que estamos juntos.

–Juntos?

–Juntos.

–Ora mas é claro que estão juntos, estão morando na mesma casa. — Eu ri.

–Cresceu, ficou mais bonito, mas não deixa de ser tapado.

–Hey!

–Nós estamos juntos, Keigo, namorando. — Agora eu tenho certeza que a boca dele abriu de choque, ele começou a gaguejar algo, mas nada saiu e eu pude ver suas bochechas ficarem levemente rosadas com o passar dos segundos. Por fim ele soltou um "argh!" e voltou a falar normal.

–Eu não sabia que você... Lembro de você ter começado a namorar com a Orihime quando eu estava indo embora.

–Sim... Mas não lembro o que aconteceu... — Fiquei emburrado, era desconfortável, no mínimo, não lembrar do meu próprio passado. — Por fim, eu conheci Grimmjow. Tem muita coisa que não sei ainda, muito o que lembrar. Mas... Você não liga? Sabe, por eu ser gay? Vai mudar alguma coisa?

–Mudar? Claro que não! Ichigo eu não me importo com a sua orientação sexual. — Ele riu. — Se eu me importasse com esse tipo de coisa não conversaria mais com Mizuiro.

–Mizuiro?! Ele esta com alguém?

–Sim, vão se casar na verdade. Mas isso não vem ao caso agora. Acho que vamos chegar atrasados no curso.

–Ah! Se você não ficasse dançando na minha frente e apenas me seguido não chegaríamos tarde!

–Ah mas ai você iria achar que sou um stalker.

–Isso é verdade. — Eu ri gostosamente, era bom esse tipo de conversa, esse tipo de conversa que tenho apenas com ele e Rukia.

Keigo se sentou bem na frente, não sei se pra me tranquilizar ou me deixar mais nervoso, e por fim a sala foi enchendo. Comecei meio duro, meio envergonhado, mas quando um dos alunos pediu para eu tocar algum instrumento foi como se todo meu corpo tivesse relaxado.

Sem me importar muito com o que iria tocar, me sentei de frente para o piano, meio relutante, antes de Rukia me contar que eu havia não só tocado piano como "cantado lindamente"- o que soou meio estranho...- eu nem sequer sonhava em tocar este instrumento. Respirei fundo, e como se por magica eu aprendesse a tocar piano as notas saíram numa melodia bem serena, uma melodia que eu não sabia distinguir o que era, eu apenas toquei.

No final todos aplaudiram, e pediam esbaforidos para lhes ensinar. A aula foi bem relaxante depois disso e por fim quando todos saíram sobrou apenas eu e Keigo na sala, que voltou a aplaudir apenas para me perturbar.

–Quem iria imaginar que você começaria a dar aula?

–Eu não, mas, nada mais me interessava, e a musica me relaxa, eu não me arrependo de ter feito esta faculdade.

–Você sabia que o que tocou, é algo que você criou quando éramos pequenos? Nós sempre íamos para aquela sua casa de campo, eu você e Rukia, sua mãe te ensinou a tocar brilha-brilha estrelinha, depois disso você mesmo foi treinando e escreveu essa musica.

–Eu não me lembrava disso... — Disse sorrindo, meio bobo, toquei minha própria música e não sabia. Ficou um silêncio gostoso na sala até uma moça vir dizendo para sairmos pois ela queria limpar. Recolhi minhas coisas e nós saímos, já estávamos andando distraídos na calçada de neve quando Keigo espirrou.

–Bem, o que acha de um café quente?- Perguntou sorrindo.

–Eu prefiro um chocolate quente, por minha conta.

–A vontade- Ele riu e eu acabei rindo também, entramos na primeira cafeteria e eu pedi o chocolate e o café. Ele me contava melhor sobre a vida dele com o pai. Não era ruim, mas ele sentia falta da irmã e da mãe depois da separação, mas conseguiu aguentar tudo.

–Sabe, eu me formei em fotografo e designer gráfico, estava trabalhando com isso lá nos Estados Unidos, mas não aguentei mais ficar lá e vim pra cá morar com minha irmã. Procurei em vários lugares mas não esta contratando agora.

–Que pena! Traga suas fotos depois, vou adorar ver. — E voltamos depois a conversar.

O sol já ia se pondo do lado de fora, o café e o chocolate já estavam frios, mas ainda tinha conversa pra mais de metros, mas teria que deixar para conversar mais depois, não conseguia falar com Grimmjow de jeito nenhum e também já ia começar a ficar tarde, não queria voltar para aquele lugar estranho sozinho e a noite.

Peguei seu endereço e ele o meu, nos despedimos e eu fui embora.

Tive a sensação de estar sendo observado por todo o caminho mas por fim cheguei. Karin estava sentada no sofá agarrada à pantera, que nem sequer ligava pro agarramento, apenas ronronava pro carinho. Joguei as bolsas de roupa em qualquer lugar e me joguei no sofá junto a ela, roubando o gato de seu colo e o abraçando, ele apenas ronronou e lambeu meu queixo com aquela língua áspera que me deu arrepios.

–Grimmjow já voltou?- Perguntei colocando o gatinho no chão, mas ele pulou no colo de Karin novamente.

–Quando cheguei ele estava dormindo, isso faz 5 horas...

–Eu vou ver... — Disse me levantando e pegando as bolsas, ouvindo Karin espirrar atrás de mim antes de voltar a ver tv.

Entrei no quarto e tranquei a porta, qualquer coisa, qualquer safadeza, já estava prevenido.

Sentei ao lado dele na cama e comecei a mexer em seus cabelos distraidamente, o abracei sentido seu cheiro tão impregnado nele e nos lençóis, tinha cheiro de lavanda, era ótimo...

Ele resmungou algo e quando sentiu o abraço abriu os olhos devagar. Bocejando abertamente antes de me apertar de volta no abraço.

–Porque não me ligou mais?

–Estava muito ocupado, não consegui dormir bem noite passada.

–Não precisava ter dobrado... — Consegui dizer antes que ele me roubasse um beijo.

–Não tem problema, pelo menos agora eu estou de ferias.

–Ferias? Legal entrar de ferias logo quando começo a trabalhar.

–Tch, tinha me esquecido disso. Mas sabe, você não precisa trabalhar estando morando comigo. — Disse chegando a boca bem perto de minha orelha e mordiscando o lóbulo, me provocando um arrepio.

–Eu não vou parar de trabalhar, Grimmjow. — Disse invocado me levantando, pegando uma das bolsas que eu trouxe e fui para o banheiro.

Quando voltei, depois do banho, ele já tinha voltado a dormir, me sentei ao seu lado e passei a mão por seus cabelos mais uma vez, bagunçando-os mais do que já estavam, parando quando o ouvi rir.

–Pensei que já tinha ido dormir.

–E por isso vem bagunçar meu cabelo? — Perguntou rindo mais.

–Certo, admito que brisei aqui agora mexendo no seu cabelo. — Disse bagunçando ainda mais aqueles fios por incrível que pareça, naturalmente azuis.

Me deitei ao seu lado e ele me abraçou, sendo agora a sua vez de mexer nos meus cabelos.

–Grimm...?

–Hm?

–Eu me encontrei com um velho amigo hoje, você não conheceu ele pois teve que se mudar quando seus pais se separaram.

–Serio? Isso e sorte ou azar?

–Depende, mas não e sobre isso que eu estou falando...

–Contato que não seja um louco como Renji por mim tudo bem... Você sabe que ainda vou pegar ele depois do que fez com você né?

–Sim e não, porque você não vai fazer isso.

–Acha mesmo? Me dê um bom motivo.

–Bem... — Eu me separei dele e me levantei, sentando em cima de sua barriga. — Só você tem “isso tudo”, não acha que ele já não sofre demais não?

–Você esta apontando pra você todo! Esta me seduzindo ou realmente quer que eu não bata naquele ruivo falso?

–Os dois... — Murmurei me deitando por cima dele vendo-o dar um sorriso malicioso antes de me abraçar e girar, ficando por cima de mim.

–Você tem estado bem safado... Eu gosto disso. — Dizia aproximando seus lábios de minha orelha, mordiscando o lóbulo e aproveitando para assoprar dentro do ouvido, fazendo eu me arrepiar por inteiro.

–Isso é a convivência... — Disse de volta também mordendo sua orelha e beijando seu pescoço segui ate seu queixo onde mordisquei.

–Que bom que te trouxe para minha casa então... — Brincou afastando seu rosto de minha boca voltando logo depois para um beijo sufocante.

Era tão desesperado e repleto de sentimentos, como se dissesse "estava com saudades". Não o correspondi com menos do que isso também, abraçando sua nuca para aproximar mais nossos corpos enquanto ele subia suas mãos por dentro do casaco, tocando-me sem evitar qualquer ponto que me dava arrepios ou então tremores inesperados, mas de repente parou se afastou e levou uma mão à cabeça. Suas sobrancelhas estavam franzidas e seus olhos cerrados.

–Grimmjow? Você esta bem? — Levei minha mão ate seu rosto e aos poucos ele relaxou, voltando a abrir os olhos.

–Estou bem, só com muita dor de cabeça... — Murmurou levando sua mão a minha, deixando sua cabeça fazer peso sobre ela.

–Desculpe, parece que não vamos poder continuar hoje...

–O grande Grimmjow pedindo desculpas? Que raro!-Ele riu. – Olha, mesmo se você quisesse continuar, eu não iria deixar depois dessa. Vamos só dormir...

–Dormir soa bem...

Levei minha outra mão ate sua nuca e o puxei para perto de mim e me virando, antes mesmo que pudesse abraça-lo ele o fez, agarrando minha cintura como se eu fosse fugir ou desaparecer. Escondendo o rosto em meu estomago ele não demorou muito a dormir.

...

Acordei meio dolorido, ele pode ter dormido numa boa posição, mas eu dormi péssimo! Me espreguicei e voltei a fechar os olhos ao levar minha mão á sua cabeça, mexendo distraidamente em seus cabelos eu toquei em algo estranho, alguma coisa que me lembrava as orelhas de pantera... Abri os olhos e olhei para baixo. Minha única reação foi dar um grito.

Grimmjow com o susto me soltou e tentou se levantar rápido mas se enrolou com os lençóis e caiu, deixando apenas as pernas em cima da cama. Ele gritou irritado.

–Ichigo! Pelo amor dos deuses me diz que isso não foi por causa de uma barata!

–Claro que não porra! Posso ter virado gay mas ainda sou homem! Mas esse não e o problema!

–E qual é ent-... — Ele, como normalmente, fica nervoso e leva as mãos aos cabelos, penteando-o com os dedos para trás, mas parou no meio do caminho ao sentir algo estranho.

–Ichigo... Isso não é o que estou pensando que é... É?

–Não vou mentir. .. É sim.

Ele se levantou num pulo, quase caiu de novo mas conseguiu se soltar da coberta para poder ir ao banheiro, não demorou nem 5 segundos ouvi um outro grito, dessa vez parecido com o meu.

–Isso não é possível! Em todos esses anos isso nunca aconteceu! Orelhas de gato! Orelhas de gato!! Espera deixa eu me jogar desse prédio agora...

–Ora pare de ser dramático... — Disse me aproximando dele e levando minhas mãos ate seu rosto. — Poderia ser pior, tipo... Uma cauda, imagina só!

–Esta tentando me animar? Acho que não tá dando certo...

–Ora vamos... Você tem alguma ideia do porque isso pode ter acontecido?- Ele parou por poucos segundos e depois estremeceu, mas balançou a cabeça negativamente. -Esta mentindo! Se aconteceu alguma coisa diga logo!

–Não aconteceu nada! Eu não sei por que estou assim... — Murmurou levando suas mãos à minha e suspirando.

–Grimmjow você esta quente... Esta com febre! Meus deuses será que é algum efeito colateral?!... U-um médico!

–Ichigo se acalma... É só um resfriado ok? E inverno, esta nevando, e normal. E eu sou um medico... — Tentou me acalmar dessa vez levando a sua mão ao meu rosto.

–Mas... Ok, tem algum remédio? Eu pego pra vc...

–Deve ter na cozinha, eu pego. — Ele se virou e foi e eu logo atrás dele, mas lembrei de algo, Karin não sabe de nada, se ver Grimmjow assim vai levar um susto.

Mas quando lembrei disso já era tarde... Ele abriu a porta e Karin estava passando nesse exato momento. Minha primeira reação foi bater a mão na cara, dessa vez fudeu...

–Vocês... Estão "brincando" de fazer fantasia uma hora dessas? Não é melhor esperar a noite?

–Do que você...

Mas não pude terminar, Grimmjow caiu na gargalhada e sem conseguir se conter bagunçou os cabelos de Karin.

–Estávamos "brincando" ontem a noite então não tinha como evitar acordar assim hoje.

–Grimmjow! — Briguei sentindo o rosto arder, sou muito lerdo, agora que entendi de que "brincadeira" eles estavam falando.- Karin, isso é de verdade. — Disse pegando em uma das orelhas e puxando ate a altura dela.

–Isso dói Ichigo! — Reclamou se soltando e olhando irritado para mim, eu apenas ri.

Karin estava boquiaberta, pantera que estava em seu colo foi solto e ela apontava para Grimmjow mas olhava para mim tentando dizer algo mesmo sem conseguir.

Ate que por fim ela deu um grito, irritada com sua própria lerdeza.

–Como assim?! Seu pai ou sua mãe era um gato por acaso??

–Quase isso.

–Karin depois falamos disso ok? Por que esta em casa? Você tem escola agora!

–Ah!... Eu... Sai mais cedo!

–Mentirosa! Nem Grimmjow mente tão mal!

–Hey! — Grimmjow brigou aparecendo no corredor, aproveitou a chance anterior para procurar o remédio, mas ainda escutava nossa conversa.

–Só porque esta morando com a gente não quer dizer que pode parar de estudar, se eu souber que não esta indo pra escola vai voltar para casa do meu pai!

Ela me olhou irritada mas assentiu e abaixou a cabeça indo para o quarto e fechando a porta.

Suspirei e fui ate a cozinha vendo Grimmjow sentado à mesa com uma xícara na mão.

–Você sabe por que ela não quer ir à escola?

–Não tenho nem ideia. Agora que esta namorando tinha mesmo que ir, você não acha?

–Quando nos conhecemos e ficamos amigos eu ia mais para a escola sabendo que você estaria lá. — Disse com um pequeno sorriso, era estranho ver as orelhas de gato se mexerem conforme seus sentimentos, agora estavam abaixadas.

–Sabe, isso te deixou bem fofo. — Disse apontando para sua cabeça, vendo-o franzir as sobrancelhas irritado e bufar. — Vai ter que andar de touca onde quer que for agora...

–Que bom que está inverno não acha? — Eu ri, mesmo nessa situação, ele conseguia se manter calmo. Acho que o mais preocupado sou eu.

–Ichigo, não se preocupe. Pode ser que volte ao normal depois de um tempo.

–Você lê mentes agora? — Perguntei rindo e ele também riu.

–Bem, só a sua. — Sorriu sacana e senti as bochechas arderem de leve. Incrível como só com algumas palavras consegue provocar tanto meus sentimentos. Ele continuava com aquele sorriso e eu por fim ri.

–Sabe, durante esses dez anos, eu fiquei com varias meninas, mas, você é diferente.

–Diferente? — Ele riu de um jeito confuso. — Diferente de qualquer mulher eu sou com certeza.

–Não é isso. Digo, eu me sinto diferente quando estou com você e isso é, bom...

Ele ficou quieto por alguns segundos e de repente começou a rir exageradamente, me sentia um idiota agora, bufei e me levantei para voltar ao quarto e trocar de roupa. Mas senti sua mão segurando a minha e me puxando para seu colo, já ia brigar com ele quando senti seus lábios tocarem os meus. Foi rápido, mas a surpresa me fez ficar ali.

–Não posso dizer que fiquei sozinho todos esses anos, mas gosto de dizer que com você eu também me sinto diferente. — Sorriu um sorriso gostoso e verdadeiro, e quando suas novas orelhas de gato se abaixaram levemente dava uma aparência fofa a ele. Eu sorri.

–Você deveria sorrir mais assim. — Disse pondo a mão em sua cabeça e mexendo com o volume da orelha que voltava a ficar em pé.

–Ha-ham! — Chamou Karin da porta. — Odeio interromper todo esse love de vocês, estou saindo, então podem continuar, e ir ate além.

–Aonde você vai?

–Vou sair com meus amigos, quer que eu ligue o GPS do celular?- Debochou com um sorriso de canto.

–Volta antes das dez senão vou te buscar. — Disse me levantando e indo ate a porta da cozinha. — Sei muito bem com que "amigo" você vai sair. — Fiz aspas com os dedos apenas para ficar mais convincente. — Toushiro né? Bem, contanto que não passe dos beijos tudo bem.

–Diz o cara que transou com outro cara aos quatorze anos! Mas relaxa, aquele lá é mais tapado que a Yuzu, é mais fácil eu levar ele pra cama que ele me levar.- Disse com tanta tranquilidade que chegava ate a assustar, Grimmjow atrás de mim gargalhava de se acabar, e eu estava apenas de boca aberta, sem saber o que dizer.

– Ok ok, Karin assim você fere o orgulho de irmão mais velho dele, mas admito, você mandou bem. E também, o que ele disse vale pra mim também, volte antes das dez, se não quem vai te buscar sou eu.

–Ui, foi mal mas se pantera falasse daria mais medo que você.- Agora quem ria descontroladamente era eu enquanto ele ficava de boca aberta. – Relaxem, não vamos ficar sozinhos, vocês são piores que o papai. Fui.

Eu continuei rindo e fui para o banheiro, agora ele que se vire.

–----------

Acho que seria assim se eu tivesse uma irmã, ela seria autoritária, respondona e teimosa, além de muito pervertida também. Acho que isso já é de família...

Ela já estava saindo quando lembrei de uma coisa.

–Karin! Escute bem, não estou brincando dessa vez. — Vendo que eu estava serio ela tirou o sorriso e ouviu com atenção. — Tem um homem de cabelos e olhos castanhos que esta praticamente me vigiando, ele e meu "pai". Se você ver ele, corra, se ele puxar assunto, grite, e se ele tentar te tocar...

–Dou um chute nas bolas dele, não se preocupe.

–Isso mesmo.- Eu ri.- Cuidado com um cara de cabelos brancos também, está sempre junto dele.

–Ok mamãe, posso ir agora?- Sorriu e esticou as mãos ate minha cabeça, parecia estar querendo tocar aquelas orelhas de gato desde que a viu, mas não havia tido oportunidade. — Nossa são de verdade mesmo! Quero saber de tudo quando voltar.

E se foi. Ela não estará sozinha, então acho que nada de muito ruim pode acontecer.

Voltei para a cozinha e vi Ichigo com a porta da geladeira aberta, apenas uma blusa simples branca e uma boxer preta cobriam seu corpo. Não sei se estava tentando me provocar ou apenas fazia isso inocentemente, mas aquilo de qualquer jeito era provocante.

–Grimmjow, está com fome? O que quer pra comer?

Pedi licença e fui ate a geladeira, olhando de cima a baixo vendo apenas um pouco de cada coisa de que qualquer jeito não daria para fazer nada para saciar nossa fome eu a fechei e voltei a olhar para ichigo.

–É acho que vou comer um morango.

–Morango? Mas não tem moran-.

–Tem certeza? – Eu o cortei, perguntando o mais maliciosamente possível, não demorou dois segundos para ele entender do que eu falava, ficando corado na hora e tentando puxar a blusa para cobrir mais o corpo.

–Eu lembro de ouvir ela dizer que poderíamos ir além, o que acha?-Perguntei me aproximando, encurralando ele ate o balcão, o prendi ao pôr uma mão de cada lado de seu corpo. — Estamos sozinhos agora, então você pode gemer o quão alto quiser.

Murmurei baixinho em seu ouvido, vendo-o arfar e estremecer ate finalmente rir e olhar para mim pelo canto do olho.

Minhas mãos tocaram sua cintura e minha boca traçou seu caminho até seu pescoço, chupando um local específico antes de subir, mordiscando o lóbulo de sua orelha antes de finalmente tocar sua boca. Mordendo o lábio inferior e puxando sem força, soltando um segundo depois. Seus lábios estavam vermelhos e entreabertos, os olhos estavam semicerrados, brilhosos de desejo.

–Que tal terminarmos isso no quarto?- Perguntei, vendo-o sorrir.

–O que você acha?- Suas pernas frias entrelaçaram minha cintura nua, me causando um arrepio, seus braços antes em meu peito agora abraçavam meu pescoço e sua ereção roçava em meu abdome. Nossos rostos estavam tão próximos que nossos narizes estavam colados e nossas bocas se roçavam, até que ele sorriu e me beijou, pondo sua língua em minha boca e iniciando uma dança frenética.

–É, eu acho que vamos terminar isso no quarto.

Disse após o término da troca de salivas, ele riu. Minhas mãos foram até suas coxas, apertando-as e ouvindo ele gemer em meu ouvido antes de segurar firmemente e o erguer do balcão. Vendo que estava bem preso a mim voltei a subir as mãos até suas costas, subindo a grande blusa que cobria seu lindo corpo esbelto. Ele me abraçou mais apertado, com medo de não conseguir se segurar enquanto soltava seus suspiros em reação aos meus toques.

–Não vou te deixar cair novamente... — Sussurrei em seu ouvido, ouvindo-o rir baixinho e aliviar um pouco os braços.

–Sei que não vai... — Sussurrou de volta, me fazendo sorrir dessa vez. Abri a porta do quarto e o coloquei na cama devagar, ficando por cima dele e beijando sua testa, antes de voltar para a boca.

–Você não sabe o quanto eu estava querendo isso... — Murmurei bem perto de seu ouvido vendo-o estremecer.

–Não... Mas pode ser tanto quanto eu quero. — Ele respondeu sensualmente, mordendo minha orelha e arranhando minha nuca levemente, eu estremeci.

Senti suas mãos descerem de meu pescoço a meu peitoral, não parando por ali ele continuou até minha cintura, seus polegares segurando sem muita força o tecido folgado da calça, descendo-o devagar e provocantemente.

No meu caso foi ao contrario, minhas mãos antes em sua cintura agora subiam por seu peito, não deixando de roçar nos mamilos já durinhos pela excitação. Ele arfou, arqueando as costas levemente.

Meus dedos gelados subiram por seu pescoço provocando-lhe um arrepio e um sorriso antes de gemer baixinho quando desci minha boca em seu pescoço, minha barba rala arranhando toda a extensão da pele fina do local, ele gemeu mais uma vez.

Desci meu quadril até minha ereção tocar a sua, o tecido da boxer que usava estava levemente levantado mostrando bem toda a sua excitação, ele realmente queria, e estava doido para isso.

Meus beijos subiram pelo pescoço, parando brevemente na orelha para uma mordida e então continuando, de sua bochecha à sua boca, onde fui recebido de muito bom grado.

Minhas mãos voltaram para sua cintura e bem lentamente subiam a blusa que ele vestia, revelando todo o lindo e muito bem distribuído corpo que tinha, não era malhado, nem magro, estava definitivamente na medida certa, sempre esteve na medida certa... Esse pensamento me fez rir entre um beijo e outro, provocando-lhe uma risada também. Por que ria eu não fazia a menor ideia, e nem iria saber.

Senti minha calça sendo abaixada bem lentamente enquanto ele se deliciava com o momento, e claro, eu não iria deixar barato. Meus dedos voltaram para seus mamilos, dessa vez finalmente divertindo-se com eles. Ele gemeu mais alto, arqueando as costas uma vez mais, seus olhos brilhavam de desejo.

Abaixei-me em direção a seu peito, lambendo toda a extensão primeiramente, ouvindo-o arfar e estremecer abaixo de mim. E quando eu começaria a melhor parte ele inverteu as posições, ficando por cima de mim, sorrindo de um jeito bobo, mas ao mesmo tempo safado.

–Minha vez. — Murmurou sedutoramente, mordendo o lábio inferior logo depois, suas mãos subiram de minha cintura a meu peito, passando por ali brevemente, massageando de leve ate seus dedos de pontas frias tocarem meu pescoço me fazendo arrepiar, ele sorriu vitorioso, oh ele realmente adorou provocar essa reação em mim... Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa mais eu tirei sua blusa jogando-a para qualquer lugar, provavelmente ainda estava em algum lugar da cama, quem sabe, só saberemos quando formos vestir uma vez mais.

Ele ficou inicialmente surpreso, mas então usou isso como vantagem, seu corpo quente tocou o meu frio, causando um pequeno choque térmico que nos fez gemer em sincronia, ele sorriu. Suas mãos foram para as orelhas no topo de minha cabeça, massageando-as levemente com os dedos finos, aquilo me fez gemer, era incrivelmente bom, não podia discordar. Mas o parei antes que começasse a ronronar, isso acabaria quebrando o clima mais uma vez, e no momento estou excitado demais para simplesmente parar por causa de um ataque de riso.

Minha ereção tocou a sua e ele recuou, estremecendo, olhando para mim com os olhos semicerrados, suas bochechas estavam coradas e sua boca entreaberta arfando.

–Que golpe baixo... — Ele sorriu.

–Vale de tudo. — Respondi sorrindo da mesma maneira, seu sorriso se alargou.

–Oh serio?- Ele sorriu... Eu gostei desse sorriso.

Sua boca se abaixou à minha e nossas línguas dançaram, começando uma briga de liderança segundos depois, por fim ele mordeu meu lábio e o puxou sem força. Sua boca desceu por meu queixo mordendo e lambendo a pele áspera pela barba para fazer, beijando e chupando meu gogó, eu gemi.

–Que golpe baixo... — Arfei.

–Vale de tudo, lembra?- Ele sorriu, sentando-se em minha cintura ele levou as mãos à minha calça mais uma vez, mas ele não a desceu, suas mãos na verdade entraram por dentro do tecido, os dedos frios provocando arrepios em todo meu corpo, eu gemi.

Ele fez o contrario do que achei que ele faria, passou direto por meu membro, indo ate minhas coxas e as apertando com toda vontade, eu gemi alto e ele sorriu maliciosamente.

–Quer dizer que é sensível aqui... — Seus dedos se arrastaram pela pele sensível da coxa, não machucava, mas me excitava mais que o normal, eu iria acabar me descontrolando se continuasse a mexer comigo assim...

Suas mãos saíram de dentro de minha calça e subiu por minha cintura, sua bunda se arrastou para minha virilha e ele rebolou, oh deuses, eu vou comer esse cara muito gostoso...

Ele se afastou mais e suas mãos desceram minha calça lentamente, mordendo o lábio inferior enquanto sustentava um sorriso.

–Quanta crueldade... — Arfei e ele riu. Sua boca descendo ate meu membro e parando a poucos centímetros de toca-lo, ele olhou para mim sorrindo e eu deixei a cabeça cair no travesseiro esperando ele engolir tudo, mas isso não aconteceu. Sua língua se encontrou com minha virilha bem no momento que levantei a cabeça para ver o que ele fazia, minhas mãos agarraram os lençóis e não pude evitar arquear as costas levemente. Ele subia lentamente com sua língua lambuzando toda a pele sensível de minha cicatriz, ate meu pescoço, subindo ate o queixo e parando em minha boca, eu lhe roubei um beijo. Segurei sua cintura e girei, voltando a ficar por cima.

–Acho que você já se divertiu o suficiente. — Disse beijando-o tirando o único tecido que ainda me impedia de vê-lo nu.

Abri a gaveta do criado mudo ao lado da cama, tirando um pequeno vidro de lubrificante. Seus olhos cresceram um pouco, mas então voltou a sorrir.

Derramei um pouco em minha mão e abri suas pernas, ele tentou força-las fechadas, mas então cedeu. Posicionei meus dedos e lentamente o invadi com um, ele arfou, segurando os lençóis e fechando os olhos, mas rebolou em consentimento para o segundo, que eu não demorei a introduzir, saindo e entrando, fazendo movimentos de tesoura dentro dele, vendo-o gemer e se contorcer embaixo de mim. E por fim o terceiro, ele arqueou as costas e gemeu mais alto, contraindo os músculos e jogando a cabeça para trás. Era incrível como apenas dois dias sem uma foda o deixou tão apertado, e isso me deixava ainda mais excitado...

Eu me deitei por cima dele, ainda sem tirar os dedos de seu interior, segurando sua nuca com a mão livre eu o fiz me olhar, suas bochechas estavam muito vermelhas, seus olhos brilhavam e eu sentia seu corpo tremer abaixo do meu.

–Hey... Se você fizer isso vai doer mais... Tente relaxar um pouco para aproveitarmos isso juntos. — Ele arfou, encostou sua testa à minha e me beijou, balançando a cabeça positivamente logo depois. Eu o senti relaxar segundos depois e então comecei a mover os dedos lentamente, ouvindo o gemer mais alto, e então rebolar deliciosamente.

–Agora a melhor parte... — Murmurei vendo-o estremecer e então sorrir. Eu peguei o lubrificante e derramei em meu membro, largando o vidro de lado eu peguei Suas pernas, levando-as para meus ombros e então me posicionei. — Esta pronto?

Ele balançou a cabeça positivamente e suspirou, então eu comecei, entrando lentamente, sentindo toda a extremidade quente e apertada, deliciando-me com a sensação, ate ele pegar em minha mão, seus olhos estavam fechados com força, eu podia ver uma lagrima que ele teimava em não deixar cair e a boca aberta arfando descompassadamente, ele estava com dor, mas eu não conseguia parar, eu não podia parar.

–Grim... mjow...- Gemeu quando já estava todo dentro dele, sua mão tremula foi ate a barriga, e então ate meu rosto, subindo até minha nuca e me puxando para bem perto dele, beijando-me logo depois, afastando-se e encostando sua testa à minha pude ver seus olhos molhados pelas lagrimas, suas sobrancelhas estavam franzidas, e a boca contraída.- Mexa-se...- Ordenou em um sussurro.

Que eu o obedeci sem demora, indo e vindo lentamente, esperando que se acostumasse mais rapidamente, e então aumentei a velocidade gradativamente. Seus gemidos juntos aos meus preenchiam todo o quarto, o frio não existia mais, o inverno parecia estar na verdade muito longe de chegar, o calor só não era insuportável porque valia a pena senti-lo. Nossos corpos se chocavam com força e cada vez mais velocidade, nossas vozes hora saia ao mesmo tempo hora não, e quando finalmente acertei o local que queria, o ouvi gritar. Seu corpo se arqueou, suas unhas apertando meus braços com tanta força que a marca ficaria ali com toda certeza, ele se levantou, sentando-se em meu colo e segurando meus ombros para se apoiar, sua boca se encontrou com a minha em um beijo selvagem, seus olhos não demonstravam nada além de pura luxúria, e seu quadril rebolando em cima de mim não demonstrava nada além de querer mais.

–Mais... — Ele pediu com a voz rouca mexendo-se para cima e para baixo em meu colo.

–Mais? O que você quer mais?- Eu sabia, impossível não saber, mas queria ouvi-lo pedir, queria ouvir sua voz, seus gemidos de prazer.

–Eu quero que você me foda mais... Agora. — Eu sorri, mordendo seu pescoço, ouvindo-o gemer alto.

–Às suas ordens, my lord...

Minhas mãos foram ate sua cintura e sem esforço o movia de cima para baixo com força e rapidez, suas costas estavam arqueadas, sua boca gemia meu nome entre gemidos e suspiros, seus olhos não se aguentaram abertos, suas mãos me apertaram com mais força e de sua garganta mais um grito saiu quando acertei sua próstata mais uma vez.

–M-mais... Grim-ah! Grimm...jow ah!-Pedia entre gemidos e gritos, ele tentou dizer algo logo depois, mas seu grito me alertou do que seria, soltei uma mão de sua cintura e o deixei cavalgar em meu colo, enquanto minha mão agora livre ia ate sua própria ereção, sentindo-o já lambuzado pelo pré-gozo saindo livremente do falo, estava vindo rápido. Quando ele sentiu minha mão em seu pênis ele gritou e abraçou meu pescoço, gemendo em meu ouvido no ritmo em que minha mão o masturbava. Seu ritmo diminuiu e eu sabendo o porquê larguei sua ereção e voltei a agarrar sua cintura, subindo e descendo seu corpo mais rápido que antes, sentindo segundos depois meu abdome se lambuzar com toda a sua essência. Ele gritou satisfeito e agora foi a minha vez de gozar, sem tempo para sair de dentro dele foi lá dentro mesmo que em me derramei, urrando de prazer ao mesmo tempo que ele.

Nos arfávamos, os dois ao mesmo tempo, nos encarando com sorrisos bobos na cara, ate que ele se aproximou, abraçou meu pescoço e me beijou apaixonadamente. Deitando sua cabeça em meu ombro quando o pouco ar faltou, estremecendo e gemendo baixinho quando me mexi para sair de dentro dele, deitando-o na cama e indo logo depois, ele encaixou sua cabeça embaixo de meu queixo, suas mãos estavam em meu peito e uma de suas pernas jogadas por cima de mim. Eu o abraçava, sentindo seus cabelos sedosos em meus dedos, sua respiração em meu pescoço e seu peito se mexendo lentamente colado ao meu.

–Parece que... Você ganhou de lavada da Karin. — Ele riu cansado e balançou a cabeça positivamente, bocejando e fechando os olhos, sentindo o sono chega rapidamente.

–Ichigo... -Chamei.

–...Hm...?

–Eu te amo... — Disse depois de um tempo, mas ele já estava ressonando, dormindo calmamente. Eu sorri e não demorou muito para que eu dormisse também, sem saber se ele tinha me ouvido ou não.

Notas finais
Eeee então gente? o que vocês acharam? Grimm com orelhas de gatinho~ 'calma Yuki, se controle...' Então pessoal, parece que a injeção que o Aizen deu no Grimm não era igual às outras, o que será que vai acontecer? Além de ganhar orelhinhas é claro... Será que tem algum efeito colateral nisso tudo? Bem, eu sei 'u' mas vocês vão ter que continuar lendo para saber :3 Mas enfim, gostaram do lemon? E da volta do Keigo? Será que mais alguém vai voltar? O que vocês acham que vai acontecer com o nosso Grimm? Comentem, me deixe saber o que vocês gostaram e não gostaram no capítulo para que eu esteja melhorando ainda mais no próximo :3 Kisses da Yuki~~* Ciao~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.