Lost Memory
12 "Ele está vivo"
Notas iniciais
Quando a porta de aço já ia se fechando alguém a impediu, pondo o pé e logo depois a mão para que não se fechasse. A porta cedeu e abriu novamente, engoli o seco vendo aquelas duas pessoas, o primeiro parecia um grande empresário, cabelo castanho mediano penteado para trás deixando apenas alguns fios teimosos caírem por sua testa. Frios olhos também castanhos, terno de grife importado da Itália, e um sorriso que era de arrepiar. Logo atrás dele veio um homem igualmente alto, cabelos grisalhos e olhos de raposa, um sorriso igualmente assustador e as mesmas roupas de seu colega.
–Ora, ora...- Seu olhar parece ter ficado ainda mais frio quando reparou em mim, como se eu fosse um bichinho bem fraco, isso me irritou, porém não iria partir para cima de um cara mais alto até mesmo que Grimmjow, seria loucura.- É um novo morador? Senhor Kurosaki...
–Não, estou apenas visitando alguém... – Espera, como ele me conhece?! E por que estava olhando para mim com um sorriso tão macabro? Aquilo com certeza não é bom, e não ia acabar muito bem se continuasse assim.
Ele finalmente olhou de relance para seu parceiro que abriu minimamente os gélidos olhos azuis piscina. Parece ter alargado ainda mais o sorriso após a fala do moreno. Antes de fechar os olhos deu um risinho virando-se de costas e pegando o celular e digitando algo que eu não consegui ver.
As portas se fecharam e a viagem até o décimo quarto andar começou.
Parece ter durado uma eternidade, mas finalmente acabou e as portas se abriram, quando pensei que finalmente iria me livrar daqueles postes bem vestidos, percebi que eles saíram bem atrás de mim. Mas por que saíram se esse andar inteiro é do Grimmjow? Ou ele estava mentindo só pra me ouvir gem... Desgraçado!
Não, não era isso, eles estavam me seguindo, chegava a ser assustador, o olhar deles não me desgrudava, será que queriam me sequestrar? Tudo bem que sou bonito, porém não quer dizer que posso ser sequestrado...
Parei bem a frente da porta de Grimmjow e toquei a campainha, não demorou muito ele apareceu na porta com um sorriso que se desfez totalmente quando seus olhos desviaram de mim para os dois homens as minhas costas.
Seus olhos pareceram dobrar de tamanho, suas pupilas estavam tão finas que quase parecia não tê-las, começou a suar frio e a se arrepiar, os olhava como se tivesse entrado em transe. Olhei para os dois atrás de mim e pareciam ter um sorriso vitorioso nos lábios. Aquilo estava me assustado, o que aconteceu com ele? Conhecia essas duas pessoas? Como os dois o conheciam?
–Olhe só quem encontramos, Grimmjow-kun. — Grimmjow parece ter acordado, olhou-me assustado e pegou em meu braço com força, puxando-me para dentro e batendo a porta, prensando-me na mesma e tapando minha boca.
–Como me encontraram?! O que fazem aqui!? Já fiz o que me obrigaram a fazer então sumam da minha vida agora!!- Gritava irado. Pequenas veias pulsavam em sua testa, e não sei se era apenas impressão minha, mas seus caninos pareciam um pouco maiores que o normal. Não, não era possível.
–Ora não seja tolo, acha mesmo que só por terminar a faculdade estava livre para voltar? Achou mesmo que fugir resolveria o problema? Fugir não funcionou até hoje, acha que dessa vez daria certo?- Era a voz do moreno que dizia tudo de forma calma, fria e calculista. Medindo suas palavras para parecerem pior do que aparentava ser.
–Eu não fugi... — Rosnou Grimmjow com os dentes trincados, sua mão apertando ainda mais meu rosto inconscientemente. Estava começando a doer, eu tinha que fazer alguma coisa, e rápido.
–Você fugiu! Sempre fugiu!- Falou agora mais firme, batendo com força na porta.
–Quem não fugiria de casa se seus pais estão fazendo experiências com você?! Vocês me deram uma maldição!
–Te demos uma dádiva!- Certo, já chega! Olhei bem para Grimmjow antes de levantar minha mão e por em sua bochecha, acariciando-o de leve, tentando chamar sua atenção, dizendo sem palavras que tudo ficaria bem. Parece ter dado certo, pois me soltou depressa e se afastou assustado, como se estivesse com medo de ter feito algo a mim.
Aqueles homens o estavam afetando, e muito, o pouco tempo que passei com ele até agora me atrevo a dizer que essas pessoas já fizeram algo muito ruim a ele.
Eu abri a porta rápido, e com a mesma rapidez, chutei quem estava na frente, o que no caso era a pessoa de olhos de raposa que não conseguiu prever o ataque.
Eu o joguei para trás e com o desequilíbrio bateu no outro homem indo os dois no chão. Encaravam-me com cara de taxo, pareciam nunca esperar por algo assim, logo depois me encararam com raiva, porém meu ódio era ainda maior.
–Vão perturbar outro! Grimmjow não é mais uma criança não tem que fazer o que vocês querem! Se vierem de novo aqui, vou denunciá-los a polícia!- E bati a porta com força, fiquei um tempo ali os ouvindo reclamar, porém seus passos sumiram aos poucos no corredor depois de alguns minutos.
Encostei-me na porta aliviado, não sabia bem o que tinha acontecido, porém sei que essas pessoas não faziam bem a Grimmjow, o que falavam era quase uma tortura psicológica, nem eu estava aguentando sua ladainha.
Olhei em volta, porém não o vi, adentrei um pouco mais a casa e suspirei ao vê-lo sentado totalmente largado no sofá. Cabeça jogada para trás e um braço tampava os olhos, mordia de leve o lábio inferior enquanto tinha o corpo ainda arrepiado.
Aproximei-me dele para ver se estava bem quando me puxou para seu colo em um movimento rápido. Senti minhas bochechas arderem, porém me abraçava tão forte que não tinha sequer vontade de me afastar dele.
–Desculpe se te machuquei... — Grimmjow pedindo desculpas? Ele realmente não estava bem.
–Não machucou, não sou tão fraco. Apenas não aguentava mais aquele cara falando merda. — Ele se afastou um pouco e pude ver um lindo sorriso em seu rosto antes de encostar sua testa a minha e beijar a ponta de meu nariz.
–Vamos voltar de onde paramos... — Disse descendo sua boca até a minha, mordendo de leve meu lábio inferior, puxando-o e soltando. Sentia suas mãos subindo por dentro de meu casaco, levantando-o parcialmente enquanto tentava distrair-me com seus lábios.
–Bobo, nós nem tínhamos começado... — Consegui murmurar após o intervalo de uma mordiscada e outra. Ele ficou um par de segundos parados antes de avançar em meu pescoço e murmurar em meu ouvido de volta.
–Então vamos começar agora. – Riu fraco antes de morder o lóbulo de minha orelha, conseguindo finalmente tirar meu casaco e deitar-me no sofá, porém parou bruscamente com tudo o que fazia, olhando sem entender para meu ombro. Oh céus... Esqueci-me desse detalhe. — O que diabos...- Algo pareceu estalar em sua mente e saiu de cima de mim rápido. Jogando os cabelos para trás com os dedos em sinal de irritação, ele já tinha ligado os pontos...
–Grimmjow isso... Eu, eu posso explicar. — Explicar o que? Não tinha o que explicar! Apenas dizer que Renji tentou me agarrar e eu quase dei um chute no saco dele por causa disso.
–Você estava morando com ele! Por que não falou comigo?! Olhe o que acontece quando tenta confiar nele!- Ele estava parcialmente certo, porém...
–Claro que não viria para cá! Mesmo sabendo que já nos conhecíamos antes, eu só me lembro de ter te conhecido há duas semanas! Isso é tão estranho! Tudo mudou tão rápido! Mesmo dizendo que não parece que confio mais em uma pessoa que conheci a duas semanas do que um amigo que está comigo a mais de dez anos!
Desabafei já irritado pegando meu casaco e jogando nele, jogando-me no sofá e dobrando os joelhos para esconder o rosto entre eles. Que vergonha, estava parecendo um colegial idiota.
–Mesmo não me lembrando de nada sinto que posso confiar em você, porém meu orgulho me impediu de pedir para ficar aqui.
–Ichigo...
–Quando me toca parece conhecer todos os meus pontos fracos, seus beijos são totalmente diferentes de qualquer pessoa que beijei até hoje, e você não sabe o quanto isso é estranho para mim!
Gritei novamente agarrando-me ainda mais à minhas pernas, porém fui forçado a sair dessa posição quando senti pegar-me no colo, olhei-o irado, mas toda a irritação foi embora quando vi seu rosto minimamente corado. Por que, e do que estava envergonhado afinal? Eu quem era para estar assim, estava agindo como um idiota há um minuto!
A cor impostora saiu de seu rosto quando adentrou seu quarto, pôs-me na cama e ficou por cima de mim novamente, prendendo minhas mãos acima da cabeça com uma das suas, enquanto a outra abraçava minha cintura.
–Sua mente pode não se lembrar de mim, porém seu corpo lembra. Por isso meus toques, meus beijos, tudo é tão diferente quando sou eu. Porque está não é nem a primeira, nem segunda vez que faço isso. — Dizia tudo ao meu ouvido de forma sensual, fazendo meu corpo se arrepiar por inteiro, e o que não melhorava em nada a situação era sentir o ar quente de sua respiração em meu pescoço.
–Me solta... — Pedi em um sussurro aproveitando que minha boca ainda estava perto de seu ouvido. Ele ficou surpreso de primeira, porém soltou-me e já ia se afastar quando o empurrei e fiquei por cima dele. — Já que minha mente se esqueceu... Vamos ver se meu corpo ainda lembra onde são os seus pontos fracos.
–Falei imitando seu mesmo tom sensual, vendo-o dar um largo sorriso antes de responder.
–Aposto um beijo que não conseg... Aah... — Até que foi rápido... Mordisquei e chupei o lóbulo de sua orelha antes de lambê-la, ouvindo-o gemer alto com tal pequeno ato.
–Do que estava falando mesmo?- Perguntei encostando minha testa na sua, vendo seu rosto uma vez mais corado, com um largo sorriso nos lábios.
–Parece que eu estava enganado hein. — Murmurou fechando os olhos, eu ri e voltei para seu pescoço, porém agora foi minha vez de gemer alto quando ele levantou uma perna fazendo meu membro roçar em sua coxa.
–Que golpe baixo... — Gemi em seu ouvido vendo-o rir e segurar em meu braço antes de rolarmos na cama e ele ficar por cima de mim.
–Minha vez de me divertir. — Falou avançando em meu pescoço, chupando e mordiscando com ferocidade enquanto suas mãos tocavam cada extensão de meu corpo, suas pernas ainda forçavam as minhas a ficarem abertas, o que me deixava minimamente envergonhado, porém sinto que não ficaríamos apenas nisso dessa vez.
Com minhas mãos estando livres as coloquei para trabalhar, entrando por entre o casaco dele e subindo-o aos poucos enquanto eu mesmo aproveitava mais daquele corpo que uma vez já foi meu.
Quando ele se sentiu incomodado terminou de tirar aquela peça na qual eu me divertia, e quando já vinha para beijar-me eu fui mais rápido, agarrei seu pescoço e o puxei para meus lábios, abrindo mais a boca como costumava pedir, dando passagem a sua língua para brincar com a minha.
Sentia a saliva escorrer pelo canto da boca, sua mão descendo discretamente pelo meu tórax até meu baixo ventre, abrindo o botão da calça e descendo o zíper ele puxou a calça aos poucos, deixando-me apenas com minha boxer.
O beijo se desfez e antes mesmo de recuperar o fôlego ele desceu até meu pescoço com uma mão e a outra em minha cintura, descendo ao mesmo ritmo da boca que já chegava aos meus mamilos, não pude evitar de gemer alto quando o tocou e chupou, era delicioso, a sensação de estranheza que senti das outras vezes estava totalmente por fora dessa.
Fazia círculos com a língua, lambuzando todo meu peito com sua saliva, chupava e mordiscava de leve, como se soubesse que era um local sensível. Fazia de tudo para não me ferir, isso é uma coisa que amo nele...
Amo...
Eu o amo?
Oh céus... Agora não é hora para perguntas. Seus toques estavam deixando-me louco, tanto ao ponto de até mesmo a pressão da boxer incomodar minhas partes baixas. Qualquer lugar que ele me tocava me fazia gemer, era quase inevitável. Minhas unhas foram sedentas em suas costas, arranhando-o de uma extensão a outra quando sua ereção tocou a minha sem querer, ou por querer mesmo do jeito que ele é...
–Hey, apare as garras gatinho. – Gemeu baixinho dando um sorriso torto, caralho, se estava reclamando era porque realmente havia doído, iria me desculpar, porém pensei duas vezes. A dor que sentiu agora nem se compara a que eu sentiria daqui a pouco...
–A cu-culpa é sua... Aah... Por f-ficar me tortu- Humm... Pare! Me deixe falar desgraça- aah... — Desisto... Ele deu uma alta gargalhada antes de voltar ao que estava fazendo. Quando se cansou de meu mamilo voltou a descer, passando direto por meu umbigo e parando na boxer. Deu um sorriso safado para mim antes de beijar minha ereção por cima do fino pano, deuses, ele queria me matar, só pode...
Eu sentia minha boxer molhada pelo pré-gozo e nós nem chegamos ao vamos ver ainda. Agarrei-me com força ao lençol e mordi o lábio inferior quando senti apertar meu membro com o indicador, segurando a dobra de meu joelho com a mão livre e abrindo ainda mais minhas pernas ele levou a boca até minha coxa, mordendo-a com certa vontade antes de dar curtos beijinhos e chupadas, deixando a pele naturalmente branca tão avermelhada quanto meu rosto.
Seus dedos finalmente seguiram ao cós da boxer e a puxou, livrando-me daquela peça tão incômoda. Senti-me envergonhado por já estar tão ereto, com meu liquido vazando aos poucos pelo nível tão elevado de prazer que senti até agora apenas com seus toques.
Sua boca já estava bem perto de meu pênis, e sua mão livre insistia em ficar parada naquele momento tão importante, pelo menos até agora. Seus dedos seguraram em meus testículos com força, e os massageava de uma forma deliciosa, conter os gritos estava totalmente fora de questão nesse momento, ainda mais agora que sua língua começava a trilhar um novo caminho por minha ereção. Parando bem no falo e o beijando antes de abocanhá-lo por inteiro.
Oh céus, foi uma má ideia trincar os dentes para não gemer, saiu um som totalmente rouco de minha garganta, não muito alto, porém preenchia muito bem o local aquele som esganiçado. Parecia fazer meu membro de picolé, lambendo do final até o falo como se fosse algo muito bom. Não estava conseguindo mais me segurar, e com um gemido alto eu gozei em sua boca. Estava ofegante, meu corpo suado e trêmulo de excitação, porém queria mais, bem mais...
Ele estava prestes a se levantar quando o puxei para a cama novamente e me coloquei em cima dele, roçando minha bunda em sua ereção de propósito e me deitando parcialmente em cima dele, prensando meu próprio membro em sua barriga enquanto distribuía beijos por todo seu tórax.
O ouvia gemer a cada vez que eu rebolava em cima dele, e isso começava a virar música para meus ouvidos. Segurou com força em minha cintura e parecia tentar forçar-me ainda mais para baixo, porém fugi de seu agarre e comecei a fazer o mesmo que comigo, descendo lentamente por seu corpo eu cheguei até a calça, abrindo-a e a puxando com rapidez.
Minhas mãos foram até sua ereção e pareciam fazer um bom trabalho ainda por cima do pano preto, seus gemidos roucos denunciavam isso. Aproximei minha boca da ereção e lambi a peça bem molhada pelo pré-gozo antes de abocanhar o cos de elástico e puxar devagar, torturando-o ainda mais.
–Você é muito bom nisso quando quer, moranguinho. — Arfou ele segurando bem os lençóis.
–Moranguinho é o capeta, e tu es minha vadia.- Murmurei sensualmente com um sorriso safado no rosto antes de começar a lamber seu pênis, fazendo movimentos circulares no falo e abocanhando-o de uma vez logo após. Subi e desci algumas vezes antes de sentir todo seu sêmen em minha boca, engasguei de início, porém consegui engolir quase tudo...
Dessa vez eu quem estava pronto para me afastar quando ele segurou em meu pulso e me jogou na cama, ficando por cima de mim e beijando-me com ferocidade, arrancando gemidos de minha boca com os movimentos de sua perna em meu membro uma vez mais ereto. Céus isso não acabaria hoje.
O beijo cessou, o ar era quase extinto em meus pulmões e agora ele partia novamente para meu pescoço, subindo devagar até a orelha, começando a sussurrar de forma calma e compreensiva, porém ainda sensual.
–Se quiser que eu pare agora é só dizer. — Ele estava brincando? Só pode!
–Se você parar agora, arranco seu pinto fora. — Murmurei de volta vendo-o gargalhar e se afastar um pouco, pegando algo no criado mudo e voltando a se ajoelhar em minha frente, dessa vez com um frasco em sua mão, um líquido viscoso e transparente caía entre seus dedos, jogou o frasco em cima da cama e abaixou a mão até minha bunda, passando de leve os dedos em minha entrada, como era visível aquilo era pegajoso, porém não esperava ser tão gelado.
–A hora para desistir é agora.
Disse e eu balancei a cabeça negativamente, puxando o travesseiro até minha cabeça e me segurei bem na cama. Vendo que me sentia pronto ele começou com um dedo. Não doía, porém era desconfortável, muito desconfortável ter algo dentro de você se mexendo como quisesse.
O segundo dedo foi posto e algo um pouco mais forte que desconforto se fez presente, me forçando a puxar mais os lençóis e jogar a cabeça para trás com a invasão, porém tornou-se algo extremamente prazeroso em pouco tempo, com movimentos de vai e vem lento, porém decisivos, e quando ele acertou aquele lugar em especial... Foi como um sonho, era delicioso, depois de descobrir tal lugar fazia questão de passar apenas por ali.
O que eu não contava era com o terceiro dedo, e esse realmente doeu. Tentei fazer algum sinal para que parasse porém foi inútil, apenas acelerava ainda mais com as investidas, acertando sempre a próstata para ajudar-me um pouco mais.
As costas arqueadas, unhas bem cravadas à cama, dentes trincados para não gemer de dor e olhos cerrados para evitar qualquer lágrima de cair. Sou homem, aguento um pouquinho de dor...
Ele se retirou um par de minutos depois, pegando o frasco novamente, porém dessa vez lambuzou todo seu membro, posicionando-se e olhando bem para meu rosto.
–Espere, tem camisinha no bolso da calça... — Ele olhou bem para meu rosto e sorriu antes de falar.
–Acha mesmo que precisamos disso?- Perguntou irônico e dessa vez eu quem ri, balançando a cabeça negativamente fazendo-o voltar de onde tinha parado.
Deuses... Era inicialmente horrível, como se eu me sentisse ser rasgado ao meio, gemi para que parasse ainda no início e ele obedeceu, ficando bem imóvel vendo-me arfar descontroladamente. Senti sua mão acariciar meu rosto de leve, a segurei com força e levei até a boca beijando-a um pouco trêmulo. Porém a soltei quando voltou a me penetrar, devagar, tentando ser o mais gentil possível, porém ele poderia ir o quão devagar quisesse, ainda iria doer pra caralho...
Quando ele parou e senti seu corpo totalmente colado ao meu, foi onde percebi que estava completamente dentro de mim, sentia-o dentro de mim e isso ainda era maravilhoso apesar da dor.
–Apertado...- Gemeu baixinho perto de meu ouvido. Senti as bochechas arderem ainda mais. E apertado? Claro que é apertado seu retardado!
–N-não diga esse tipo de c-coisa... Baka...- Riu baixinho antes de continuar o que estava fazendo. Sentia que meus olhos estavam molhados, não consegui evitar por muito as lágrimas que teimaram em cair, porém essa não era minha total preocupação no momento.
Ele deitou seu tórax no meu, mexendo em meu cabelo com a mão livre, distribuindo beijos por toda a minha face, enxugando as lágrimas que ainda não deixavam de cair.
–Dói... – Murmurei tentando ao máximo não contrair os músculos. Abraçando-o e escondendo meu rosto na curva de seu pescoço.
–Relaxe, se não vai doer ainda mais. Já vai passar, vou fazer de tudo pra não te machucar. — Disse em um sussurro mexendo em meu cabelo em forma de carinho, voltando a me beijar, a língua explorando todos os pequenos cantos de minha boca já cansada de lutar com a sua.
Ele com sua mão livre a levou até meu pênis, fazendo-me gemer entre um beijo e outro, me masturbando com movimentos hora devagar hora rápido, me deixando cada vez mais louco por ele. Já não doía tanto mais, e cansado de ele não tomar a iniciativa eu ordenei.
–Mexa-se. — Gemi na pausa de um beijo e outro, vendo-o ficar parado me olhando por um curto momento antes de dar um largo e safado sorriso e responder em meu ouvido com um murmúrio luxuriante.
–É pra já. — Ele segurou em minha cintura e não demorou muito ele começou. Afastando-se de meu corpo até quase sair de dentro de mim, mas logo voltando, entrando novamente até o final com firmeza, porém devagar, fazendo o máximo para não me machucar.
Minhas mãos foram diretas em seu cabelo quando finalmente acertou aquele lugar. Fazendo-me arquear as costas e gemer alto. Senti quando se arrepiou ao ouvir minha voz, começando com estocadas mais fortes, concentrando-se apenas naquele lugar e aumentando a velocidade gradativamente.
Ele se sentou, sentando-me em seu colo e segurando minha cintura com mais força subia e descia meu corpo com rapidez.
Logo me sentia como se cavalgasse em seu colo, dor não existia mais, lágrimas apenas de prazer, e voz era algo que eu ficaria sem mais tarde com toda certeza.
Meus dedos escaparam dos sedosos e azulados cabelos agora com alguns fios grudados à testa pelo suor causado pelos movimentos frenético de nossos corpos. Minhas unhas cravaram em sua pele, sedentas por algo que pudesse aliviar a tensão, fazendo marcas por onde já tinha, marcando de uma forma diferente aquele corpo que agora era meu.
O cheiro de sexo inundava todo o quarto, a adrenalina, o suor, os gemidos, era tudo tão luxuriante que não dava vontade de sair dali, não dava vontade de parar, porém o destino é mau, e apenas com um pequeno estímulo das hábeis mãos de Grimmjow eu cheguei a meu ápice, gemendo alto seu nome ouvindo-o urrar enquanto derramava-se em meu interior quase ao mesmo tempo que eu.
Com apenas algumas estocadas a mais ele deitou-me na cama e saiu de dentro de mim, jogando-se ao meu lado.
–Gostou?- Perguntou puxando o cobertor e abraçando-me por trás.
–Minha bunda dói. — Murmurei em um tom manhoso, sentindo sua perna invadir o espaço entre as minhas, e sua boca fazer todo um trajeto de minha orelha até a nuca, chupando ali com força fazendo-me arrepiar e gemer baixinho.- Fora isso, adorei.
Respondi me virando para ele, abraçando-o de volta e encaixando minha cabeça embaixo de seu queixo. O sol adentrava impiedosamente pela janela, porém o cansaço era grande de mais para me preocupar com isso agora, fechei os olhos e sem demoras fui levado uma vez mais para o mundo dos sonhos.
# # # # # Em algum lugar # # # # #
Pov. Autora.
O telefone que estava em cima da mesa vibrou inesperadamente assustando a ruiva que tinha alguns papéis em mãos, colocou-os em cima da mesa e pegou o aparelho, verificando de quem era a mensagem que acabara de receber, vendo brilhando a sua frente um pequeno nome “Gin”.
Uma mensagem curta de três palavras, que podia significar muitas coisas, mas a ruiva sabia do que se tratava e de quem estava falando.
“Ele está vivo.”
Parece que esperanças já perdidas a muitos anos, renasceram das cinzas.
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