Lost Memory
7 Desde quando virei um brinquedo?!
Notas iniciais
–Você não faz ideia?! Você não tem a porra da ideia?! Você sumiu Grimmjow! Foi isso que...- Neste momento eu ouvi Ichigo gritar com aquele ruivo filho da puta e eu não quis mais saber de nada. Peguei a baixinha pela cintura e a joguei por cima do ombro recebendo milhares de protestos dela enquanto batia com suas mãozinhas em minhas costas, ignorando tudo isso eu saí, me deparando com aquela maldita cena do beijo...
–Filho da puta...
Pov Ichigo
Eu não acredito no que está acontecendo, meu melhor amigo estava me beijando, na boca! Céus eu tinha que fazer algo, mas não consigo empurrá-lo, e ele também tinha uma das pernas entre as minhas o que complicava ainda mais minha locomoção. Quando olhei para quem estava de meu lado todo meu corpo e mente gritaram para que Renji me soltasse, e sem pensar em mais nada mordi seu lábio com força fazendo com que me soltasse.
Grimmjow nem mais uma fera parecia, era mais como uma besta descontrolada, assustador... Ele iria fazer besteira, ele poderia ser realmente capaz de alguma coisa a mais do que apenas brigar com Renji... Ele pôs Rukia no chão e começou a se aproximar.
–Grimmjow...- O chamei colocando minhas mãos na frente de seu corpo, tentando empurrá-lo para trás mas ele simplesmente me arrastava para frente.- Já chega vai... Foi-...
–Foi só um beijinho, Grimmjow.- Me cortou Renji com uma voz extremamente irritante e debochada enquanto chegava perto de nós, agora uma de minhas mãos iam no peito de cada um separando-os.- Não volte dos mortos, Grimmjow. Não acha que já fez muita merda no passado não?!
–De novo vocês com isso! Já disse que não sei de porra nenhuma do que estão falando!!- Bradou chegando cada vez mais perto, perto a ponto de seus rostos estarem a centímetros de distância, encaravam-se procurando alguma brecha para se atacarem, e comigo ali no meio, sendo prensado sobre o corpo desses dois... Isso não iria dar certo...
–Não sabe?! Ora vamos, eu sei que você não é tão idiota assim! Não espera, é sim! Para ter feito o que fez e depois aparecer aqui de novo ou está querendo morrer ou é realmente idiota!!- Gritava enquanto mexia os braços e por fim empurrou Grimmjow desfazendo assim um pouco o aperto entre os corpos que logo voltou com agora Grimmjow o empurrando, mas dessa vez Renji me abraçou e me levou junto.- As coisas mudam, Grimmjow. E agora o Ichigo é meu.- Hã?!
Grimmjow fez uma cara de espanto por milésimos de segundos e depois trincou os dentes com raiva, até seus cabelos pareciam se arrepiar mais que o normal, suas mãos levantaram-se e se abaixaram tão rápido que nem ao menos eu vi, só senti ser jogado ao chão junto a Renji que acabara de levar mais um soco, certo, ele mereceu. Mas esse filho da mãe não poderia ter esperado ele me soltar primeiro não?!
Eu senti minha mão ser segurada com certa força desnecessária e ser erguido do chão; fui puxado por Grimmjow que encostou seu corpo ao meu e enlaçou minha cintura em um abraço, deixando-me sem reação.
–Ichigo É e SEMPRE será meu!!- Dês de quando?! Puta que pariu eu virei algum tipo de bonequinho que pode ser beijado e abraçado a hora que quiserem?! Eu empurrei Grimmjow e o olhei com raiva, depois mirei Renji da mesma forma, já de saco cheio de tanto mimimi desses dois.
–Eu não sou nenhum objeto para andar de mão em mão! Sou uma pessoa e tenho sentimentos! Vocês ficam aí falando do passado, do MEU passado e não me explicam porra nenhuma! Querem brigar?! Briguem! Se matem que vou estar pouco me fodendo pra isso! Só não me ponham no meio dessa porra!!
Tudo ficou em silencio por segundos, depois disso tornaram-se minutos, todo o café estava em silencio e agora me senti em um palco. Todos do café olhavam-nos interessados como se estivéssemos fazendo uma peça e nós eramos os atores. Nesse momento apenas senti minhas bochechas arderem, agora nunca mais poderia voltar aqui! Meu trabalho...
–Vamos embora.- Sugeriu Grimmjow oferecendo-me sua mão, eu olhei bem para ele e o que me surpreendeu foi ver as maçãs de seu rosto levemente coradas, a outra mão estava em sua nuca coçando-a nervosamente enquanto olhava para o chão. Deu uma grande vontade de apertá-lo, como um grande bicho de pelúcia... Mas eu estava chateado com ele, e tinha que agir como tal!
Segurei em sua mão e eu mesmo comecei a puxá-lo para fora, quando fechei a porta o café explodiu em aplausos e assovios falando coisas como "Bela peça!" e "Não sabia que seus funcionários faziam encenação agora, Izumi!" eu disse, sabia que estavam pensando que era tudo uma peça de teatro!
Ele abriu a porta — que afinal de contas nem havia sido trancada — e eu me sentei cruzando os braços e olhando emburrado para frente enquanto ele entrava do outro lado e também fechava a porta. O clima estava tenso apesar de eu não querer admitir, e nesse momento tudo o que eu queria era voltar para casa...
Ele deu partida no carro e em alguns minutos já estávamos na estrada, e em uma que me era bem familiar para falar a verdade. Ah droga eu deveria ter falado que queria ir para casa...
–Não! me leva para casa Grimmjow, me leve agora!- Falei descruzando os braços e olhando-o com raiva mas ele me ignorou completamente. Ah ele estava pensando em fazer algo... Saiu do carro ao entrar no estacionamento do apartamento e eu tentava fazer o mesmo para correr dali mas a porta estava trancada. Ele deu a chave para o manobrista e veio para o meu lado abrindo a porta pegando em minha mão e puxando-me para fora.- Eu já disse que quero ir para casa porra!
–Ja estamos aqui, vamos ter uma conversinha...- Meu corpo estremeceu ao pensar em que tipo de "conversinha" teríamos; tentava me soltar a todo o custo mas ele segurava-me firme e quando ficou realmente puto apenas me puxou e jogou-me em seu ombro, filho de uma...
Eu me debatia tentando descer mas ele conseguiu prender-me ali firmemente e continuou levando-me até dentro do apartamento. Ele só foi impedido de ir diretamente para o elevador pela recepcionista que segurava um telefone em suas mãos.
–S-Sr. Jaeguerjack? S-seus pais no telefone querendo falar-...
–Hã?!... Mande-os se ferrar! Não quero saber, fale para arrumarem mais alguém para encherem o saco ou desligue na cara mesmo eu estou pouco me fodendo pra eles!!- Neste momento deu para concluir que Grimmjow tinha uma péssima relação com seus pais. Não me atrevi a comentar nada, afinal pavio curto do jeito que estava poderia começar a me agarrar ali mesmo se quisesse...
Depois de deixar a pobre recepcionista ao prantos ele seguiu ao elevador, apertando o botão para o décimo terceiro andar. Não falamos nada e eu ja havia cansado de lutar, ele não me soltaria mesmo, e era até capaz de correr atrás de mim na rua que nem um psicopata se eu conseguisse escapar...
As portas de aço se abriram e ele começou a andar em paços lentos até a ultima porta do corredor, pôs-me no chão prensando-me na parede e colocando a cabeça na curva de meu pescoço tentando mais esconder-se do que apenas prender-me ali.
–Me diz só uma coisa, Ichigo.- Falou baixinho ainda do mesmo jeito, sem mexer um músculo sequer, e eu muito menos.- Me diz se você realmente não queria beijar ele, se você não conseguia mesmo se mexer, se... Se o que ele falou era mentira.- Eu fiquei em silêncio, sem qualquer reação, as palavras pareciam não querer sair de minha boca e também não sabia o que falar, na verdade tinha uma ideia do que dizer, apenas não sabia como falar "Claro que não, só você pode!" totalmente fora de cogitação eu falar isso. Espera, parando para pensar agora, ele estava com ciúmes?
–Não Grimmjow, eu não queria beijar ele... E, você realmente acha, que se fossemos namorados ou coisa do tipo eu iria morder ele só... Só...- Só porque eu te vi...?
–Só?
–N-não importa. O que estou dizendo é que eu e ele não temos nada.- Finalmente meu carpo conseguiu fazer algo, e levantando as mãos eu as levei até seus cabelos, enterrando meus dedos nos fios azuis sedosos enquanto sentia suas mão irem até minha cintura puxando-me para mais perto dele enquanto sua boca tratava de beijar e arfar em meu pescoço causando-me um arrepio e também fazendo-me arfar sentindo minhas pernas estremecerem. Maldito homem! Como esse diabo conhece meus pontos fracos?!- V-vamos entrar...
–Oh, para quem não queria entrar está bem assanhadinho hein.- O seu cu que está assanhado! Não, é mais provável o outro...
–Não é isso, idiota. É que alguém pode acabar saindo e nos ver assim...- Falei sentindo minhas bochechas corarem ainda mais do que já estavam.
–Ah, não se preocupe com isso. Eu peguei algum dinheiro com meus pais bastardos e aluguei o andar inteiro para mim.
–O QUE?!- Porra! Eu já disse para não matar o pobre caralho! Como? Como?! Apenas um apartamento desse deve custar o olho do cu! Alugando tanto assim, mesmo pegando emprestado com os pais, tento imaginar quantos cus' ele tem...- Quanta humildade.
Reclamei fazendo uma careta e me soltando dele, cruzei os braços esperando que ele abrisse a porta. De dentro do apartamento saiu um gatinho, o mesmo que havia visto, um gatinho branco de olhos bicolor, patas e orelhas pretas. Ele saiu apressado e pulou na perna de Grimmjow que parecia não ter dado a mínima por ele acabar rasgando sua calça.
–Ah, é mesmo. Qual é o nome dele?- Perguntei fazendo cócegas no gatinho até ele finalmente soltar a calça, peguei-o no colo e entrei sendo seguido por Grimmjow... Puta que pariu, nos encontramos a três dias, praticamente nos conhecemos a três dias e eu já vou entrando na casa do homem assim
–Pantera'.- Disse simplesmente fechando a porta, pus o gato no chão e me virei para ele, sentindo minhas bochechas ja voltarem a se avermelhar quando vi o capeta já tirando a roupa de novo!
– Parado aí!- Gritei segurando suas mãos que já começava a desabotoar a calça.- Pelo menos enquanto eu estiver aqui, não saia se despindo pela casa!
–Oras mas é a minha casa! Se quiser pode tirar essa roupa quente também.- Disse num tom malicioso lançando-me um sorriso de orelha a orelha e aproveitando minha distração voltou a tirar a calça, mas eu o impedi novamente.
–Eu não vou tirar a roupa! É totalmente diferente!- Eu segurava suas mãos com força e olhava-o feio recebendo o mesmo tipo de olhar dele que conseguiu empurrar minhas mãos e tirar mais um botão, eu o segurei novamente.
–Ichigo!
–Eu disse não!- Gritei olhando-o agora com raiva. Tinha medo do que poderia acontecer se ele ficasse semi nu novamente... E se acontecesse o mesmo que daquela madrugada, se eu não conseguisse evitar e pedisse... Eu, eu estava com medo de ser rejeitado daquele jeito novamente...
Ele parou repentinamente e olhei para ele sentindo uma de suas mãos irem até minha nuca e puxando-me para um beijo, enquanto sua outra mão ia até minha cintura chegando meu corpo para mais perto dele enquanto deitava-me no sofá ficando por cima de mim.
–Dês de quando você manda em mim? Está muito autoritário para o meu gosto.- Debochou levando sua boca até meu pescoço deixando ali mais uma marca. Sua mão antes em minha cintura escorregou para meu baixo ventre desabotoando minha calça.
–N-não!- Gritei tentando empurrá-lo mas ele continuou firme ali segurando-me. Minha única alternativa agora seria rolar.
Ele caiu com tudo no tapete fofinho e eu por cima dele com o rosto em seu peito e uma de suas pernas ficou justamente entre a minha roçando em mim com o mínimo movimento que fazia, céus eu tenho que sair daqui! Tentei me levantar mas ele segurou em minha cintura novamente e me puxou para mais perto dele roçando em mim com mais força provocando-me um arrepio e me fazendo gemer baixinho. — vai, geme vadia! Só vai deixar ele mais excitado, idiota... — Sentou-se ainda me segurando fazendo com que eu me sentasse em seu colo, cara isso é tão gay... Sua outra mão ia novamente para dentro de minha calça, e quando seus dedos frios tocaram naquela parte tão íntima eu não pude evitar dar um gemido e arquear as costas abraçando seu pescoço e puxando seu cabelo, não podendo fazer nada mais que isso.
Seus dedos desciam e subiam devagar na extremidade de meu pênis, enquanto sua mão antes em minha cintura agora faziam um caminho novo até meu peito, levantando minha blusa o bastante para que amostrasse meus mamilos e aproveitando a oportunidade ele abocanhou um em ficou mexendo com o outro. A sensação de sua língua passando naquele local era estranhamente boa, apesar de continuar sendo estranho.
Queria realmente saber se ele fez essas, essas coisas com alguém nesses últimos dez anos... Esqueça, eu tenho certeza que esse viado foi muito ativos nos últimos dez anos!
Os movimentos de sua mão aumentavam gradativamente, até chegar a um ponto onde não conseguia mais segurar, ou impedir que os gemidos saíssem de minha boca, o tom de minha voz aumentavam e diminuíam dependendo da velocidade que sua mão se movia. Mas estava faltando algo, eu também queria ouvi-lo gemer!
Minhas mãos escorregaram de seus sedosos cabelos descendo por seu peito até chegar em sua intimidade pressionando o volume da calça com a penas um dedo, ele me olhou de um jeito que eu posso facilmente interpretar como um "Está de cu doce mas quer né safado!" eu apenas lambi os lábios para ele de uma forma sensual e comecei a abrir sua calça, segurando seu membro com as duas mãos e começando já com movimentos mais rápidos ouvindo-o gemer alto já de primeira, aah... Isso soa como uma melodia em meus ouvidos... Sua voz rouca saia mais como um longo ronronar de sua boca e isso era estranhamente excitante...
Os espasmos de meu corpo avisaram-me que já estava chegando, tentei segurar o máximo que pude, mas no final não consegui e derramei-me totalmente em sua mão dando um longo e rouco gemido apertando-o lá em baixo fazendo-o engasgar um gemido. Puxou minha cintura e mordeu uma vez mais meu mamilo, deuses eu tinha que terminar logo isso, ou iria muito além do que eu pretendia... Fui surpreendido por sua boca que tocou a minha primeiramente de um jeito suave mas que logo intensificou e entre os beijos ele abafou um longo gemido enquanto eu sentia um liquido pegajoso escorrer entre meus dedos.
Nos separamos do beijo e apenas o que nos conectava era um fio de saliva que logo se desfez, meus braços abraçaram seu pescoço novamente e eu me joguei por cima dele um pouco cansado, mas logo me recuperei levantando-me finalmente e levantando minha calça junto a box jogando-me no sofá e abaixando a blusa. Olhando para o teto eu pude concluir que eu me tornei um grande viado em muito pouco tempo...
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