Lost Memory

1 Capítulo 1- Só pode ser estrangeiro!


Notas iniciais
Bem pessoal, eu postaria domingo, mas estou ansiosa para mostrar logo a vocês mais uma obra minha :)Tenho expectativas dessa fanfic pois estou muito inspirada para escrevê-la XDLeiam as notas finais pois irei explicar algumas coisas >-Boa leitura :3

Desgraça de vida, terminei a faculdade faz uma semana e para relaxar chamei meus amigos para uma noite juntos. Mas não pensei que fosse ficar mais tempo que eles e beber ao ponto de quase não conseguir andar; nem sei direito quanto coloquei em cima da bancada antes de ir embora, apenas sei que o barman não reclamou. Cambaleante comecei a sair daquele bar com letreiro em neon vermelho. Ficando mais de um minuto olhando para o relógio pude concluir que passava das três da manha e isso não era bom, por estes lados tem acontecido muitos assaltos a noite.

Andando tropeçando nos próprios pés consegui me afastar daquele estabelecimento exageradamente claro; e ainda andando aos tropeços não demorou para que eu caísse, rasgando a calça e ralando o joelho. O estrago só não foi pior porque coloquei as mãos na frente do corpo. Senti o reboliço no estômago avisando que algo muito nojento voltaria pela garganta, mas nem tive tempo de por tudo para fora, senti ser puxado pelo casaco e algo pressionar minha barriga.

–Passa o dinheiro, seu bêbado!- Dinheiro? Não tenho mais nada, tinha colocado tudo na mesa para o barman.

–Não tenho...- Me forcei a falar sem embolar uma letra na outra. Ele reclamou algumas coisas, parecendo amaldiçoar toda sua geração e depois voltou para mim, virando-me de costas e me jogando contra a parede e colocando uma das pernas entre as minhas e agora é que a porra tinha fica séria! Comecei a me debater sentindo a mão dele entrando por dentro do casaco, e quando estava pronto para lhe dar um chute ouvi altas e pesadas passadas baterem rápido no chão e depois só senti um baque e dor por ter caído junto ao bandido que tinha sido jogado longe.

A minha frente vi somente um vulto passar rente a mim como um foguete preto e azul, depois só ouvia sons de gemidos de dor. Não conseguia olhar o que estava acontecendo neste maldito beco mal iluminado, ouvi apenas mais um baque forte e lentas passadas aproximando-se de mim, mas não tive tempo nem de sentir medo, uma vez mais meu estômago reclamara e só tive tempo de me escorar na parede colocar uma mão na barriga e vomitar toda a bebida junto ao meu almoço. Não sabia quem vinha em minha direção, meu salvador ou meu carcereiro, no momento me preocupava apenas em por tudo para fora; minha garganta já doía, e agora para piorar começou a chover.

Minha sorte nunca foi das melhores, para falar a verdade parece que sou odiado por ela, apesar de que ela parece ter dado uma trégua, uma bela trégua para falar a verdade. A minha frente um homem mas alto que eu, de físico invejável vestindo uma jaqueta de couro e calça jeans e para terminar um All Star. E o que mais me chamava a atenção era os olhos e cabelos azuis como o céu ensolarado, olhos tão brilhantes que nem esta madrugada chuvosa continha tamanha intensidade.

Espera, ele quem colocou um bandido armado pra correr? Como? Ou ele é um gangster, ou outro bandido talvez. Por hora sei apenas que tenho a agradecer este homem de uma beleza exótica.

–Obrigado, hm...

–Grimmjow Jaeguerjack.- Mas o que porra de nome é esse?! Ele está brincando né?! Só pode ser a porra de um estrangeiro!

–Hm... Não faço idéia de como pronunciar seu nome.- Confessei meio sem graça, ele deu de ombros e começou a se aproximar, admito que agora fiquei com medo, seria outro pra tentar me estuprar será?

–Vamos eu vou te levar para algum lugar, se continuar aqui vai parecer um coelho encurralado por lobos. Um homem bonito como você não deveria andar por esses becos sozinho a essa hora da noite.- Mesmo com a visão meio embaçada pude reparar em seu sorriso certa malícia, e era só o que me faltava, outro viado! Mas este é gostoso e estrangeiro então não é tão ruim, não espera, é ruim sim! E que história de coelho é essa?!

–Posso ir embora sozinho, obrigado.- Voltei a andar mas tropecei em meus próprios pés e de novo caí, desgraça! Arrependo-me amargamente por ter bebido demais na noite passada. Senti meu casaco ser pego novamente, dessa vez fui totalmente erguido e em segundos não sentia mais meus pés tocarem o chão, logo dedos pressionaram a parte de trás de meus joelhos e uma mão em minha cintura, logo minha cabeça encostou em algo macio, e quando dei por mim estava erguido em seu colo sendo carregado no estilo noiva, quanta viadagem...

–Já disse que te levo para algum lugar, minha casa é aqui perto e eu não vou abusar de você caso esteja pensando nisso...- Ele parou de andar e chegou sua boca bem perto de meu ouvido.- Mas se você quiser já é outra história.

Senhor como quero enterrar minha cabeça em um buraco e nunca mais sair de lá...

Na esquina tinha um lindo e a primeira vista — para mim — indistinguível carro negro, abriu a porta do carona e me colocou sentado lá como se eu fosse uma boneca de pano, quanta delicadeza;

Fechou a porta e entrou do outro lado logo dando a partida. A chuva ainda caía forte do lado de fora, e o limpador de para-brisa do carro mexia de um jeito frenético, pela janela dava para ver luzes de várias cores mas não conseguia saber de onde vinham já que estava tudo muito embaçado. O carro parou no sinal e pessoas com guarda-chuvas multicoloridos passavam de um lado para o outro na faixa de pedestres, apressados para lugares desconhecidos por mim, o carro voltou a andar e eu desisti de tentar olhar para fora pelo vidro da porta, e agora me assustava com o que via pelo da frente.

Em esquinas algumas prostitutas se vendiam, carros parados em lugares mais escuros mexiam-se de forma suspeita; a claridade aqui também havia diminuído consideravelmente, e agora me pergunto em que fim de mundo este louco havia me metido... Me virei para perguntar-lhe onde estávamos mas ele foi mais rápido.

–Qual seu nome?- Okay, ele me salvou de um bandido, me ofereceu sua casa para que eu passasse a noite e ainda disse que se eu quisesse ser estuprado ele me ajudaria, e só agora me pergunta meu nome?! Acho que poderia lhe dizer, já que se deu ao trabalho de dizer-me o seu nome estranho.

–Kurosaki Ichigo.- Me senti orgulhoso por conseguir pronunciar meu nome sem embolar uma letra na outra, quase dei um nó na língua mas tudo bem, agora eu estou me embolando todo apenas em dizer meu próprio nome, imagina o dele! Assim que olhei para ele pude ver um sorriso, satisfeito? Sorriso lindo que se transformou em um sorriso sínico, aquele que todos faziam quando eu falava meu nome, aquele sorriso que denunciava que a pessoa faria aquela velha piada que eu odeio, eu consigo saber só de olhar para a cara lavada dele que ele diria...

–Eu adoro morango.- Filho de uma puta! Era do que eu queria xingá-lo agora, mas sabia que sairia uma palavra extremamente estranha e inexistente então apenas fiquei quieto e fechei a cara, voltando a olhar para o vidro com os braços cruzados em irritação, merda tinha até esquecido o que iria perguntar a ele.

Alguns minutos se passaram em completo silencio, e sem mais demoras ele estacionou em frente a um hotel, na verdade uma luxuoso apartamento, agora fiquei curioso em saber o quão rico é esse cara...

Quando saímos do carro ficamos ainda mais ensopados que antes, ele deu a chave de seu carro ao manobrista do apartamento, também falando algumas coisas para o mesmo e depois voltou a mim pegando-me no colo novamente, e é agora que arrependo-me de não ter tentado fugir, agora mesmo é que isso não iria acabar bem, e para falar a verdade nem sabia por que aceitei vir até aqui de qualquer jeito...

Entramos no prédio comigo ainda em seu colo — que vergonha... — e ele foi direto para o elevador, não consegui distinguir qual foi o botão que ele apertou, apenas sei que ficamos uns bons minutos ali parados antes de a porta se abrir e revelar um corredor. Andou até a ultima porta e me colocou no chão, pescou um molho de chaves do bolso e depois de três tentativas conseguiu abrir a porta, e agora eu novamente me amaldiçôo por ter ficado parado ali igual a um retardado e não ter aproveitado a chance de ele ter se distraído para poder fugir.

Me empurrou para dentro de seu apartamento luxuoso e trancou a porta, agora era oficial, minha bunda não seria mais virgem depois dessa noite.

–Tire a roupa.- Eita porra! Tudo bem que ele já tinha segundas intenções desde que me salvou mas nós mal chegamos e ele já me quer nu?!

–O que?!

–Tire a roupa molhada oras! Ou quer pegar um resfriado?- Meus Deuses! Agora que reparei nele pude ver que já estava semi nu, os tênis foram largados na entrada, eu não percebi mas enquanto íamos andando ele ia se despindo e agora estava apenas com uma cueca boxer branca quase transparente, agradeço imensamente aos céus por minha visão não estar das melhores neste momento e não poder ver, tuuudo aquilo;

Como um bom menino obediente eu também comecei a tirar a roupa, mas apenas o casaco e a blusa, ele estava enganado em pensar que eu iria lhe dar o prazer de ver minha bunda sexy; Porra agora estou sentindo ainda mais frio...

–Vou pegar algumas roupas, o banheiro é na segunda porta do corredor a direita e... O que diabos é isso?!- estava falando de costas para mim, e quando se virou pareceu perceber algo que eu não tinha visto e ele apontava para minha barriga. Quando olhei pude ver cinco marcas de unha que iam do umbigo até metade das costas, e eu não sei como essa porra não estava doendo até agora!

–Deve ter sido na hora que você empurrou aquele assaltante...- Agora que percebi aquilo, começou a doer, e ardia como fogo, mas não demonstraria isso, não mesmo!- Não se preocupe. É a segunda porta não é? Estou indo.- Ele pareceu um pouco apreensivo com aquilo, pensativo talvez, e fugindo desse assunto tenso eu agora me pergunto se alguma de suas roupas daria em mim, digo, ele é maior que eu, não que eu seja um anão mas ele tinha mais músculos e essas coisas. O banheiro é tão luxuoso quanto o resto da casa, sentei-me ao vaso e comecei a refletir no que estava fazendo de minha vida...

Kurosaki Ichigo, vinte e cinco anos, cabelo laranja, olhos castanhos e ex aluno da faculdade. Totalmente bêbado e preso na casa de um maluco que se diz um lobo e eu um coelho. Senhor como estou fudido.

Notas finais
Vamos lá...Para me prevenir eu já tenho vários capítulos prontos, porém postarei apenas de 12 em 12 dias para que me dê mais tempo de escrever e não demorar de mais a postar para vocês.Bem, como sempre pedirei que comentem, quero saber a opinião de cada um de vocês :3É isso, vejo vocês em 12 dias!Kisses da Yuki~~*Ciao~ ♥