Lost Inside

11 Não a deixe ser julgada.


Notas iniciais
Vooooolteei! Saudades? to cansadadona... ;-; E sobre a capa, eu amo essa img do Sasuke, faz ele P-O-D-E-R-O-S-O! *------*

Belos e redondos seios, comprimidos num decote apertado, cor de vinho, deixando o tom de pele ainda mais deslumbrante. As alças largas e caídas nos ombros e as mãos pequenas sobre o colo como se tentassem protege-lo, o que só aumentava o ar inocente e provocante...

– Kyouya? Kyouya?! KYOUYA?!

Ele despertou de seu sonho de admiração com o grito da Godaime e encarou-a sorrindo amarelo.

– você entendeu o que eu disse?! Pare de encara-la desta forma! Moleque pervertido!

– e-eu?! Jamais!

– seu moleque...

Ele voltou a visão para a moça, ela tinha a atenção revezada entre eles embora não parecesse realmente interessada em entender o que se passava em seu redor.

Estava sentada na maca onde Tsunade a examinava antes de ele entrar abruptamente se apresentar, e se perder em seu majestoso colo.

– relaxe – disse com toda seriedade – eu sou médico...- encarou novamente o colo da moça e se distraiu. Tsunade revirou os olhos, irritada.

– saia — ordenou.

– seus seios incríveis não fazem diferença para mim. – encarou de novo – nem um pouco...

– SAIA! – Ele acordou e deu a volta saindo o mais rápido possível. A godaime suspirou, exasperada, aquele idiota podia ter causado um desastre. Sakura ficou arisca com sua entrada brusca, mas provavelmente, não vendo perigo em alguém com um nível comum de chakra, não o atacou.

A estava sempre examinado, buscando averiguar se o fluxo de chakra intenso e soberbo não estava afetando e prejudicando Sakura aos poucos, internamente, lentamente.

Com um suspiro, acarinhou a face da jovem, e instruiu-a a descer da mesa. Observando suas vestes, não pode culpar um pervertido de carteirinha como o pediatra especializado em cuidados mentais, Kyoya Nagano, caísse com os olhos sobre a moça.

O vestido era jovial e atraente, Sakura ganhara corpo mesmo que teoricamente ele devesse ter parado de se desenvolver enquanto esteve presa e sob os processos. Teoricamente ela deveria ainda ter o corpo de dezessete anos.

Mas mesmo que sua mente tenha parado e se perdido no tempo, seu físico progredira bastante, e ela não queria nem pensar no estrago que esta beleza, tão inocente e cativante causaria na população masculina assim que esta voltasse seus olhos para ela.

Na verdade, já sabia que estava fazendo, achou inesperado, claro. Mas talvez só tivesse tentado engolir aquelas desculpas...

– fique aqui, vou chamar o idio-...doutor Nagano.

Ela contornou a mesa e seguiu até a porta. Kyouya estava do lado de fora, recostado na parede com os braços cruzados. Era um homem jovem e atraente entre as damas. Belos cabelos dourado escuros, encaracolados, ombros largos, e sorriso fácil, olhos dourados de maneira bem chamativa.

– venha...

– tudo bem?

– deveria ter pensado nisso antes, fedelho.- ele a seguiu de volta para dentro, um tanto encabulado. – Sakura, querida, quero lhe apresentar alguém, este é o doutor Kyouya Nagano, ele vai ter ensinar a ler o braile muito melhor que eu ou Shizune.

– quem? – Ela empurrou o rapaz para perto, e Sakura ergueu a mão procurando-o.

– deixe ela tocar seu rosto.

– o que? Mais assim sem nem...

– pra ela te reconhecer, idiota!

– ah... – ele se deixou mais perto, em frente a moça, fitar seus olhos que não o viam não lhe incomodou, e para ele eram lindos mesmo que talvez embaçados. Ela era bela, e embora tivesse se especializado e trabalhasse justamente no local que ela mesma criou, ele não tivera a chance de sequer conhece-la. Chegara na vila apenas depois da guerra, sem pais ou parentes, resolvendo fixar lar lá e também aprender a ser mais que um simples moleque vendedor de ervas.

Depois que passou a ser médico, conheceu a clinica de cuidados mentais para crianças, criada por aquela pessoa, e se apaixonara por ajudar tais crianças. Ensinando-as a conviverem e superarem seus traumas, e assim superando os próprios, por que ele também fora uma criança vitima da guerra, só que mais velha.

Depois quis ir mais longe e trabalhar com mais que traumas, mas também distúrbios e síndromes, deficiências. E assim, sabia trabalhar com crianças especiais, ensinando as mudas e surdas a língua dos sinais, as cadeirantes a recuperarem o máximo de movimentos, e as cegas, como a moça em sua frente, a lerem braile e terem o máximo de independência.

Era a primeira vez que trabalharia com um adulto, e sinceramente, bastava olhar para o belo colo dela, que ficava ansioso e satisfeito.

Sempre ouvira que ela era bastante desprovida ali. Alguém devia estar com a língua queimando agora...

Ela tocou sua testa com dedos um tanto ásperos, deslizou pelo nariz, abriu os dedos para sentir as pálpebras e foi quando ele viu que ela repetia o gesto em si com a mão vaga. Tocou-lhe as bochechas e lábios, o queixo, orelhas, então subiu.

– quem é?

– Kyouya.

– Kyouya... Sakura...

– é um prazer, senhorita Sakura.

Sakura subiu até sua testa, mas antes de terminar, encontrou o cabelo dele, seus dedos entraram dentro das espirais dos cachos.

– cachinhos...- sua voz soou quase infantil, e ele soube que ela reconhecia isso de alguma experiência com uma criança.

De repente, seu cabelo se espasmou e todo ele se encaracolou até o chão. Grossos e exuberantes cachos.

– oh, muito interessante, as moças devem ficar muito enciumadas de não terem esse truque nas mangas – ele elogiou, enquanto ela ainda enrolava o dedo indicador num dos caracóis do cabelo dele.

– Kyouya...

– oh, você gostou hã? Me sinto honrado.

Não lhe era novidade que as mulheres vissem charme nos cabelos e olhos dele. Mas saber que até mesmo uma moça que não os via, apreciava, fez muito bem ao seu ego.

– etoh...ela não vai parar? – indagou, sem graça enquanto ela continuava o lento movimento.

Tsunade suspirou.

– ela poderia fazer isso o dia todo...

– huh?!

– ela se perde muito fácil, Kyouya, movimentos assim podem ser repetidos milhares de vezes, ela não se importa, por que estará distraída com algo, internamente, ou mesmo realmente entretida em repetir, isso torna complicado ensina-la, esteja consciente de que pode perder dias inteiros sem ensinar-lhe sequer um Kanji.

– entendo...

– paciência é a alma do negocio, e criatividade para entretê-la o bastante, nada de muito agito, gritos ou movimentos bruscos, muito menos, volto a repetir, sons agudos, ou graves demais.

– sim senhora.

– se de uma hora para outra ela não te reconhecer, não estranhe, deixe-a conhece-lo novamente, não a force a se lembrar mesmo que te esqueça mil vezes em uma hora, ela se entreteu com seu cabelo, se relacionar isso ao seu nome e presença, pode lembrar de você por meio dele.

– entendido, podemos começar?

– claro, ah e... se se aproveitar...

– are, senhora, tenho meus desvios mas sei tratar como se deve de um paciente, certo?

– hum...

– sem falar que...- ele deu uma olhadela – olhar não tira pedaço, e o que é bom deve ser admirado... senhorita Sakura? – pegou a mão dela delicadamente e a fez envolver seu braço – vamos dar um passeio? Está um lindo dia lá fora.

– passeio...?

– sim, sim, nada como sentir o sol e ouvir os passarinhos antes de umas boas aulas certo?

– sol...

A palavra parecia do gosto dela, e ela o acompanhou.

– senhora, prometo que devolvo ela logo.

– humpf, cuidado.

– Aa...

Os dois saíram sem pressa, um passo tranquilo de cada vez.

– então, senhorita? O que mais gosta de sentir?

– gosto...?

– sim? O sol? Ouvi que o aprecia muito, é realmente bom não é?

– o sol é quente...

– exatamente...

– sinto falta do sol... lá só tinha escuridão e frio... agora só há escuridão... e só posso sentir o sol...

Ele tragou, silenciosamente, um remorso e rancor antigos voltaram a envolve-lo. Houve um tempo que a simples menção à palavra Shinobi o enchia de ódio.

Shinobis causavam atritos.

Shinobis causavam guerras.

Shinobis mataram seus pais.

Com o tempo, quando passara a morar em Konoha e a conviver de perto com pessoas e crianças que sofreram tanto quanto ele nas mãos do mundo ninja, ele viu que, também se não fosse este mundo ninja, não haveria cura para tantas desgraças.

A guerra e a luta por poder sempre ocasionavam progresso. A medicina jamais chegaria tão longe se não a usassem para fins militares, e só quando a paz era temporariamente estabelecida, ela passava a ser priorizada na cura dos estragos, e também das doenças, genéticas, fenotípicas e virulentas que acometiam a terra mesmo onde só houvesse paz.

Dois pesos e duas medidas, a guerra trazia males e bens.

O problema estava quando sempre este equilíbrio se abalava para o lado ruim.

A jovem mulher que agora conduzia, era tanto um produto, uma dádiva criada pela luta, como uma vitima dela.

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– não precisa ficar com essa carranca, Sasuke – Naruto comentou. Mas o Uchiha não deu a mínima.

Pouco lhe importava se sua cara era assustadora ou desagradável.

Lhe importava saber por que tinha um ninja do clã Hyuuga espionando sua reunião com o antigo mestre e a godaime.

Uma reunião que tratava de Sakura e sua situação, e ainda, que tentava desvendar o mistério que a encobria.

– Hiashi-sama irá recebê-los agora – um empregado disse e os conduziu para uma sala vazia. Naruto ficou de pé, muito nervoso ainda mais após a reação da esposa ao saber sobre o fato.

Hinata ficara em choque, ficou claro que ela não fazia ideia, então só poderiam supor que fosse seu pai, por trás disto.

Sasuke apenas se sentou no sofá, cruzando a perna, deixando um tornozelo sobre o outro joelho, muito confortável.

Naruto o encarou como se dissesse que aquela não era sua casa e ele o encarou como se perguntasse se ele estava com medinho de encarar o sogro.

teme...- sua discussão via visual fora interrompida quando Hiashi adentrou o local, seguido por sua filha mais nova, Hanabi, agora com cerca de vinte anos, tão bonita mas o oposto da irmã pela postura altiva digna do orgulhoso clã.

Além dela também seguiam dois velhos, provavelmente conselheiros, o que deixou Sasuke ainda mais irritado.

Se mais gente estava nisso, mais gente sabia sobre a situação de Sakura, e mais gente sabia que tinha uma criação lunática de Orochimaru por trás dela, a solta e ameaçando a vila.

O velho se sentou no sofá em frente eles, os outros velhos permaneceram atrás e Hanabi ficou de pé, ao lado do sofá, não deu sequer um de seus sorrisos infantis ao cunhado e Sasuke reparou isso.

– Hokage-sama, a que devo toda esta honra? – Hiashi falou. Naruto começou com um suspiro.

– temos um assunto importante a tratar com os Hyuuga, a cerca de uma semana, houve uma reunião no terraço do hospital de Konoha, não era uma reunião exatamente sigilosa, porém não contávamos que pudéssemos estar sendo vigiados, muito menos, por membros do seu clã, Hiashi-sama.

O velho pareceu ponderar cada palavra, pensativo, ele suspirou e ergueu a cabeça, encarando-os seus olhos foi estreito e incisivo.

– antes de lhe responder, gostaria que também respondesse uma coisa.

– que seria?

– quando pretendia contar ao conselho dos clãs e ao resto das autoridades civis, que está deixando uma arma de destruição caminhar pela aldeia da folha livremente?

O ar na sala ficou pesado, Naruto parecia ter congelado ante aquelas palavras, ele então estreitou os olhos.

– a quem pensa que está se referindo desta maneira?

– você sabe muito bem, meu subordinado ouviu tudo com muita clareza, Sakura Haruno é um perigo para a aldeia, inconsequente, inconsciente, talvez até imparável, e o que você faz? Em vez de mantê-la sob custódia como se faria a qualquer outro possível terrorista, você a mantem dentro de casa, entre minha filha, e meus netos, como se nem soubesse o que...

– eu sei exatamente o que estou fazendo – o Hokage cortou, e seu tom era de um – e a pessoa a quem se refere como um possível terrorista, se chama Sakura Haruno, melhor Kunoichi desta vila, melhor que qualquer Kunoichi no mundo ninja até hoje, a pessoa a quem se refere como terrorista, foi a mesma pessoa que curou muitos de seus subordinados e familiares, tirou-os da cegueira iminente, da morte iminente, a pessoa a quem se refere como terrorista foi aquela que salvou a vida de sua filha quando nem sequer havia uma aldeia nesse mesmo lugar, e a pessoa a quem você chama de terrorista ajudou a por seu primeiro neto no mundo, teria feito o mesmo por Himawari, e mesmo que as vezes sequer lembre quem é, não esqueceu o amor que tem por seu neto.

Um instante de silencio se passou, o velho suspirou com pesar.

– é como você mesmo diz, ela nem se lembra quem é, nunca saberemos quando esquecerá ou não daqueles que estão em volta dela, e foi transformada numa arma...

todo shinobi é uma arma – Naruto devolveu, áspero – somos criados para sermos armas do destino, mas isso apenas se escolhermos o ser, porém Sakura... não lhe foi dada a chance para tal, Konoha não impediu que ela fosse salva deste destino, Konoha falhou com ela, então o mínimo que podemos fazer é dar ela a paz e o sossego que ela merece de acordo com tudo o que fez por esta aldeia.

– você está sendo emotivo.

– estou sendo justo, Sakura merece ter seu lugar de volta, merecer viver como uma pessoa normal, e ela vai, haverão problemas? Sim, pessoas sairão machucadas? Provavelmente, mas o que importa é que ela merece e tem o direito de lutarmos por ela, não sabemos nem mensurar o quanto ela deve ter lutado por nós, ela era uma ninja de extrema importância, sabedora de muitos segredos da vila mas nós vivemos doze anos em completa paz, e nem consideramos que poderia ser tudo as custas do sofrimento dela, Sakura ainda corre perigo, não sabemos o que todo aquele chakra nela ainda pode lhe causar, roubou-lhe a visão, percepção, ser, mas ainda sim vamos lutar por ela e estamos fazendo tudo para que ela consiga controlar esse poder e também evitar que aquelas pessoas voltem e tentem usa-lo.

– aquelas pessoas são Uchihas – Hanabi disse, não era uma pergunta.

– aquelas pessoas são experiências do Orochimaru – Sasuke cortou, a voz poderia congelar um vulcão e fitou a menina de forma dura – aberrações, não Uchihas, e estavam fora do controle dele e de qualquer um.

– Orochimaru não devia nem estar vivo, tudo o que fez, os crimes que cometeu, deveria ter sido executado a anos – Hiashi comentou, desgostoso.

– quanto a isso eu não tenho nada haver, eu ressuscitei aquela parte dele para ter sua colaboração em acabar com a guerra, depois disto, o próprio conselho decidiu que ele continuaria sendo útil para eles, até onde sei isto foi votado, e seu clã, você, teve sua chance de dar opinião.

– eu tenho consciência disso, foi um erro aceitar mesmo que meu voto pudesse ter se tornado apenas um entre tantos, mas e quanto ao você? Tem consciência de seu erro?

Sasuke inclinou a cabeça encarando-o em analise, mas Hanabi prosseguiu no lugar do pai.

– Haruno Sakura foi levada por um inimigo seu, ele conspira contra você e o clã Uchiha, ela foi tornada arma para destruir você, seu clã, e possivelmente a aldeia.

Ele não pode evitar cerrar os dentes em fúria, sabia disso, mas ouvir de uma moleca insolente não tornava mais fácil.

– tenho consciência de que sou vitima de muitas conspirações – desdenhou – mas o Shin nunca foi alguém com quem eu tenha cruzado ou tentando atingir, ele é uma aberração do Orochimaru, ele quer me atingir por que tem uma obsessão por Itachi, ele está fora do controle de qualquer um, por enquanto.

– o que quer dizer?

– estamos buscando ele, obviamente. – Naruto disse.

– entendo...

– se era só isso – Sasuke se levantou.

– Sasuke – Naruto reclamou.

– só devemos “pedir” que tirem seus ninjas do caminho, se nada foi repassado ao comitê, foi por que estamos reunindo o máximo de informações para um dossiê inicial, muitas lacunas estão em branco por conta da memória quebrada de Sakura, já está dando trabalho e é difícil imaginar que talvez aja alguém de fora ajudando o Shin nisso, alguém que queira ameaçar a vila também, não precisamos de ninguém de dentro atrapalhando, e ninguém vai cercar a Sakura.

– Sakura é muito sensível à ameaças, ficar cercando ela de longe pode ascender seu instinto de violência e inflamar um ataque, aí sim ela pode machucar alguém inocente na tentativa de atacar quem se esgueira ao seu redor.

Hiashi assentiu, um tanto descontente, mas compreensivo. Naruto sabia que se fosse a mais anos ele estaria irredutível em apontar Sakura como um perigo, mas o tempo amoleceu sua dureza, talvez a morte de Neji também.

Sasuke agarrou a capa no canto do sofá e seguiu para fora, Naruto se curvou em respeito e então saiu, acompanhou o amigo já na saída do distrito Hyuuga e deu-lhe um soco no ombro.

– seu filho da mãe! O que quer fazer? Estragar tudo?

– apenas disse a verdade, ou você disse, foi melhor do que eu esperava, dobe.

– tsc, anos de prática.

Sim, muita experiência em proteger Sakura, até mesmo de Sasuke, não que ele desgostasse disso, era agradecido.

Aquele foi um tempo obscuro.

– mas não pense que acabou, os velhos ficaram caladinhos demais, pode crer, vão encher Hiashi e logo ele vai estar em nosso cangote, ah se vai, temos de intensificar a investigação.

– ou Sakura poderia apresentar melhoras...

– sim, poderia, mas força-la de nada adianta, a gente perde apenas mais tempo ficando ansioso, e ela tem direito de levar como quer, ainda que não tenha consciência disso.

Sasuke suspirou, tinha de concordar, as tardes perdidas em vigiar seu treino quando ela simplesmente não fazia nada, o frustraram.

Mas também por que estava acostumado a uma Sakura que excedia suas expectativas no quesito treino, ela sempre estava na frente dele e de Naruto, se não fosse ele um Uchiha, e Naruto não levasse uma raposa demônio dentro de si, Sasuke sabia quem seria a estrela do time sete.

Sakura trabalhou muito para estar no nível deles, era doloroso imaginar que toda sua perseverança, seu conhecimento e sabedoria haviam se perdido.

Ela não devia ser tratada apenas com uma heroína de guerra.

Sakura Haruno deveria ser um patrimônio.

Nesse momento, ele se perguntou, quando foi que passou a idolatra-la tanto, mas apenas concluiu que, independentemente de quando, começou a faze-lo tarde demais.

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– como foi a reunião? – Hinata disse, com um ar apreensivo, Naruto tranquilizou-a com um abraço.

– muito bem, seu pai só estava receoso e achou de deveria agir primeiro, fui claro com ele, certo? – ela assentiu com um suspiro.

– que bom, entrem, Sakura está aqui, Himawari praticamente a sequestrou da casa da Ino – os dois homens se entreolharam um tanto surpresos, e Sasuke adentrou a casa logo atrás do amigo, foi se sentar no sofá exatamente como estava minutos antes, e Naruto não deixou de encara-lo feio por isso, sentou na poltrona relaxando um pouco pois sabia que logo teria de voltar ao trampo.

Himawari o cumprimentou com um abraço e voltou a se sentar em frente mesinha repleta de folhas de papel de varias cores, tubos de tinha, tesouras e galhos secos.

– o que estão fazendo? – Naruto indagou, curioso, sua amiga estava sentada sobre os joelhos e com a atenção totalmente voltada para a folha verde que dobrava de varias maneiras.

– Tsurus de origami! – Hima disse, eufórica.

– oh? Você aprendeu mesmo huh? E ensinou pra Sakura-chan?! Como conseguiu, Hima?

– ah, eu fiz assim, eu dobrei vários pedaços de papel, um em cada dobradura necessária pra formar o origami, dei pra tia tocar, então ela decorou cada parte e começou a fazer cada fase, né tia? – Sakura não respondeu, mas estendeu a ela o perfeito origami verde que havia feito, um Tsuru que Hima mostrou ao pai e ao tio com muito orgulho, os dois se entreolharam de olhos arregalados.

– Sakura-chan! Você é incrível!

– nós estamos fazendo peças de decoração – a menina disse.

– Sasuke-san, Naruto-kun? Vou servir vocês lá em cima, no escritório, as duas fizeram uma bagunça aqui – Hinata disse, subindo com uma bandeja, os dois a acompanharam até o cômodo.

– Hinata, você viu aquilo? Viu o que ela fez? Estou estupefato!

– ao menos sabe o que significa essa palavra? – Sasuke indagou, em sua opinião era uma palavra complexa demais para alguém como Naruto.

– ah, vá se danar!

Hinata achou graça dos dois.

– sim eu vi, Himawari se superou desta vez, eu não teria tido tão boa ideia, ela fez todos as fases das dobraduras e deixou Sakura apalpa-las, foi tão paciente, estou orgulhosa dela, e Sakura...

– aquilo foi incrível, só de tocar, sabe-se lá o que mais ela pode fazer.

– sem falar que a deixou calma, Boruto chutou a bola do quintal e ela teria quebrado a janela senão estivesse aberta, acertou um vaso e o espatifou no chão, Sakura reagiu pouco, se atiçou é verdade, mas apenas indagou o que se passava.

– ela está ficando paciente?

– talvez, ou talvez entretida demais na dobradura para dar atenção a uma bola, se ela sente chakras deve ter percebido que não havia nada de perigoso para se preocupar, mas...- ela se sentou na beira da mesa perto dele e sorriu genuinamente feliz – ela pode não ter reagido muito, mas o que realizou foi lindo, querido.

– o que?

– ela não moveu os cabelos em forma de ataque, eles circundaram Himawari que estava perto, como se a protegessem.

– o que?!

– ela foi protetora.

– você tem certeza? – Sasuke indagou – ela poderia ter apenas se posto em guarda sobre a menina. – Hinata negou suavemente.

– eu vi, com o byakugan, seu chakra não estava agressivo, foi a mesma forma que usou para proteger Ino e Sai no parque, ergueu-se como uma cortina, um escudo, não uma serpente.

– isto é incrível. – Naruto afirmou.

– sim, ela pode não ter total ciência de quem Hima é ou representa em sua vida, mas ela a protege, ela sente que deve fazê-lo.

Depois de uma longa conversa, os três enfim desceram, Sasuke notou o quão harmonizado o casal ali era, pareciam se encaixar em vários aspectos, Hinata se tornou mais aberta e opiniosa, se fazia presente, e Naruto se tornara mais suave e reflexivo.

Eles se completavam e sua relação era algo agradável e leve, e pela primeira vez ele se perguntou como deveria ser ter algo assim com alguém.

Involuntariamente seu olhar recaiu sobre os delicados ombros de sua ex companheira de time, a forma como os braços se moviam indicava que ela estava ainda entretida na atividade, mas agora sobre a mesa havia um pequeno arranjo, um galho seco recoberto com Tsurus, eles estavam em ordem, do tom frio ao mais quente se espalhando pelos galhos menores. E Himawari estava ocupada em terminar outro.

– oh, vocês já estão terminando? Isso ficou lindo, Hima!

– arigato, mas esse é o da tia, eu apenas colei!

– ficou muito bom, será um ótimo arranjo, querida – Hinata disse.

Sakura parou, com os olhos na direção do arranjo, de repente o pegou, e ergueu oferecendo-o a Sasuke.

– hn?- ele recuou um passo. Mas ela apenas ofereceu mais uma vez.

– é um presente? – Hinata disse.

– presente? Himawari disse que tinha de dar a alguém.

– eh? Oh, que legal, por que não aceita, Sasuke-san?

– melhor não, talvez Ino goste...

– não seja idiota, teme, é só um arranjo, ficou colorido, Sakuya pode gostar. – o Uchiha suspirou encarando o objeto, Sakuya ficaria louca com ele, se sonhasse que perdeu tal presente — tudo bem.

– eu vou por numa caixa, assim fica melhor para você levar- Hinata disse, tirando delicadamente o presente das mãos da outra.

Sakura se sentou novamente e voltou a dedicar-se ao oficio. Naruto encarou a filha e estranhou sua carinha emburrada.

– hey, o que foi, princesa?

– eu... eu...

– hum?

– eu disse pra ela dar, mas achei que ela me daria... ficou bonito, eu queria pra mim, agora não tem mais...- ela confessou, envergonhada.

Naruto riu.

– que cruel Hima! – provocou fazendo-a se envergonhar mais.

– por que? – Sakura indagou.

– hein?

– por que não tem mais? Acabou o papel?

– na-não.

– então não acabou, eu posso fazer outro...- ela concluiu retornando a sua distração. O rosto da menina se iluminou de alegria.

– serio?! Vamos fazer mais?!

– hum...?

– yeees! Vamos fazer mais, agora estou pensando, por que não fazemos vários? Assim fica um na casa de cada amigo, não? Um pra cá, um pra casa da tia Ino, da Chouchou, do tio Kiba, de toooodo mundo!

– tooodo mundo...?

– haaai!

– oh, vão ter trabalho – Hinata disse, enquanto voltava com uma caixa dentro de uma sacola, estendeu a Sasuke – Aí está, espero que Sakuya goste.

– Aa.

– até mais, teme.

– Aa.

Ao chegar em casa ele encontrou o local quase desabitado, seguiu para os fundos e encontrou Karin estendendo roupa no quintal enquanto as crianças corriam pelo gramado e entre as arvores. Sasuke decidiu não fazer alarde e levou a caixa para o quarto de Sakuya deixando-a sobre a cama, foi tomar um banho e descansar.

Ao menos um pouco, até por que não estava realmente acostumado a ficar tanto tempo em casa.

Notas finais
UUUUUUUUUUUUIIII Narutinho botou banca agora né minha gnt?