Lost Inside
18 Não a deixe ser coroada.
Notas iniciais

– A gente já chegou?
– Já.
– A gente já chegou?
– Já.
– A gente já chegooou?
– Já.
Amane suspirou e Sasuke já sentia a veia da testa pulsando de irritação. Kiba sorria sem graça, mas sem coragem de parar.
– Porque gente ainda não chegou? – Sakura indagou, manhosa e Akamaru ganiu abaixo dela.
– Porque não se pode usar amordaças mesmo? – O Uchiha resmungou.
– Uchiha-san...
– Nós estamos chegando, paciência...- disse Kiba.
– A gente já chegou?
– JÁ! – Exclamaram os três.
– Onde?!
– Eu acho que vou ao hospital entregar meu relatório direto para Tsunade-sama...- Amane disse, já seguindo por outro caminho, Sasuke suspirou e Kiba segurou barra d ablusa da mulher por trás.
– Hey, a missão ainda não acabou...- alfinetou no que ela sorriu amarelo.
Finalmente chegaram ao prédio da administração. E Shikamaru surgiu na entrada os encarando seriamente.
– Vieram rápido – comentou.
– A gente já chegooou – Sakura declarou, erguendo as mãos.
Ele arqueou a sobrancelha, indagando a situação pelo olhar, mas eles preferiram deixar que descobrisse por si só.
– Tudo bem... Vamos para dentro.
Akamaru sentou deixando Sakura descer de suas costas e Amane segurou a mão dela, pra não deixa-la subir as escadas correndo.
Ela não parava.
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– Estou com fome.
– Você já disse isso – cantarolou Ino, enquanto cortava legumes, não era que Sakura fosse ser sua, mesmo que tivesse pedido, mas todo mundo estava ocupado até a noite então ela cuidaria da amiga até a noite onde voltariam à fase dos sorteios.
– Estou com fomeee – Sakura fez manhã, batento a testa contra o balcão, Ino riu enquanto jogava os legumes na panela. O cheiro subiu misturado ao vapor e a rosada grunhiu, resmungando.
– Ai ai... Que impaciência... – comentou, agora verificando a geladeira pra ver se havia algo salgado e leve. No fim, encontrou apenas pão, alface e presunto. Juntou tudo num sanduiche e jogou com bom molho entre as camadas, oferecendo a Sakura que o agarrou ansiosa e mordeu. – Cuidado, ou vai entalar. – alertou, curvando-se para o fogão, verificando o assado, todos comeriam lá, e embora fosse muita gente, ela gostava de passar um bom tempo cozinhando, mas Tenten e Temari disseram que vinham mais cedo com alguma receita pra contribuir.
– Okaa-san! Posso ir jogar no fliperama?! – Inojin pediu, entrando na cozinha. E parando ao lado de onde Sakura estava sentada, ela engoliu um bom pedaço e começou a tossir. O garoto arqueou as sobrancelhas observando-a ficar vermelha e suspirou, batendo em suas costas duas vezes, ajudando-a a engolir direito.
– Arigatooo – Sakura cantarolou, com a boca suja. Inojin meneou a cabeça rindo e Ino se levantou, voltando-se para eles.
– Promete que não vai demorar? Teremos visitas, você sabe.
– Eu sei, vou com o Boruto, Shikadai e Chouchou, tem um garoto novo na academia e vamos mostrar lugares legais pra ele.
– Ah? Um garoto novo? Que legal, se ele puder, traga-o aqui, vamos ter muuuita comida.
– Hai, mas será que vai dar com a Sakura comendo tanto? – brincou.
– Eu vou comer muito! – Sakura declarou, orgulhosa. Ino soltou um suspiro bem humurado.
– Que coisa pra uma dama dizer...
– Estou indo! – Inojin anunciou, correndo pela porta da cozinha.
– Se demorar já sabe! – ela avisou.
– Ino?
– Hum?
– O que é um Fliperama?
– É um lugar onde as crianças gostam de ir brincar.
– Oh, como o parquinho?
– É.
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– Mas que porra você está dizendo? – indagou Naruto.
– Exatamente o que o senhor ouviu, nós do Banco Nacional do Fogo, queremos oferecer à senhorita Haruno, toda uma plataforma de serviços, além de claro, o Status honroso de...
Sasuke parou na porta, ao notar que interrompera uma conversa. Talvez estivesse pegando o costume do dobe de chegar como se fosse dono do lugar.
O homem em frente Naruto parecia típico, rechonchudo, de óculos, roupas mais formais e uma pasta, o que levou a presumir que fosse algum assunto de cunho financeiro ou administrativo, que estava sendo lidado ali. Além da cara de idiota de Naruto que nunca teria afinidade com essas áreas.
– Volto depois...- disse.
– Nah, entra aí, você também Shikamaru! – Sasuke olhou por sobre o ombro vendo o Nara que deu de ombros, os dois entraram e foram para as janelas recortar-se nos peitoris.
– Como eu ia dizendo... – retornou o homezinho – Depois de apurarmos a situação bancária da senhoria Haruno, e também sua atual situação física, decidimos propor a ela um bom plano de seguro, que possa se adequar ao máximo ao seu estilo de vida, e claro, considerando o total acumulado, oferecer a ela um título, que consideramos muito adequado e sobretudo, honroso.
– Huh?
– Você se refere ao acumulativo salarial, e também a pensão que ela tem direito, certo? – Shikamaru disse.
– Exatamente!
– Entendo, e você quer negociar um serviço próprio para Sakura, certo?
– Sim.
– Ah, eu não acho que seja realmente necessário no momento, Sakura tem necessidades é claro, mas ainda é cedo pra que ela possa tomar conta das próprias economias, ainda vamos decidir quem será a pessoa que será tutora dela e cuidará de suas necessidades financeiras.
O homem torceu um pouco o rosto, mas sorriu novamente, complascente. Ajeitou os óculos.
– Entendo... Já tem alguém em mente, se é assim, precisamos saber, posto que temos de ter o controle de quem vai movimentar a conta, pois é realmente uma quantia... considerável.
– Nós temos ciência disso, por enquanto, Sakura está ficando com amigos, mas estamos cuidado de detalhes como uma nova moradia acessível, e coberturas como segurança e saúde, ou seja, com certeza vamos precisar fazer uso desse dinheiro para mante-la, então logo iremos procura-los.
– Claro!
– Mais alguma coisa?
– Oh, eu trouxe aqui tudo o que precisam sobre a situação bancária dela – ele disse, indicando uma pasta cor de creme que previamente havia deixado em cima da mesa – E como podem ver, a senhorita Haruno tem um considerável fundo e ficamos realmente honrados em ajuda-la administrar, por isso, achamos devido também que considerando sua situação financeira, e levando em conta todos os grandiosos e maravilhosos serviços que ela prestou à nossa vila e país, é correto dar ela um título bem a altura.
– Título...? – Sasuke indagou enquanto o Nara apanhava a pasta e abria, passando os olhos rapidamente por aquele monte de burocrácia, arregalou-os e se tivesse algo na boca, entalaria.
– I-Isso?!
– Exatamente, — o homem disse, muito satisfeito. Naruto e Sasuke se aproximaram encarando total que Shikamaru indicava.
Naruto caiu da cadeira, e Sasuke quase foi junto.
– Ma-mas isso é...
– Exorbitante – Sasuke declarou. – Isso está mesmo certo?
– Podem verificar, todas as contas foram feitas, os acúmulos e descontos e estão todos em ordem, a senhorita Haruno foi uma ninja de grande importância, o anúncio de sua morte foi realmente pesaroso mas sobretudo, o além de já haver uma boa quantia que estava no nome dos pais dela, e que foi deviamente notada e repassada para uma única conta, também foram acumulados e retificados todos os anos de serviço, o inquérito sobre seu sequestro foi muito claro, ela foi levada em serviço à Konoha ao país do Fogo e sobretudo, à Aliança Shinobi, tudo foi contado, os juros foram somados, e o líquido é esse e sendo apenas ela, numa situação delicada, tenderá a crescer ainda mais com o passar do tempo...
– Mais?! Isso vai torná-la o que, milionária?!
– Algo bem próximo...- Shikamaru disse. Sasuke coçou a nuca, atônito, já fazia ideia de que Sakura teria uma boa cobertura financeira, devido a tudo o que passou e o que lhe era devido. Mas nunca imaginou que fosse tanto.
Era demais pra uma pessoa só, e que estava longe de ser um consumidor ativo. Isso parecia bom, mas não era, se muita gente soubesse o quão bem assegurada ela estava, e já cientes de sua situação, não iria demorar pra chover falsos amigos, caloteiros e interesseiros de todo tipo.
Sakura era fácil de conquistar uma vez, e fácil de magoar também.
Agora ele entendeu o aparente desgosto do homenzinho ali em saber que outra pessoa cuidaria do dinheiro, se Sakura tivesse o controle em mãos seria fácil faze-la assinar qualquer documento.
Nunca se podia engolir essa boa vontade de um banco, dinheiro era o negócio deles, nada mais.
– Isso é dinheiro demais...
– Vamos entender se quiserem contratar alguém de fora pra fazer as contas.
– Ah, nós vamos sim, isso não é algo pra se brincar – Naruto declarou, em assombro – Mas quanto a esse tal título, o que é?
– Ah – ele falou com exímia satisfação – Queremos dar-lhe o Titulo de Princesa!
– Princesa?!
– Oe oe, isso não é muito exagerado?
– É exposição– Sasuke cortou.
– É Reconhecimento – ele corrigiu, eufórico – A senhorita Haruno merece! Além de que, com essa boa quantia que ela tem, poderia sim comprar um título! Isso tem se tornado comum hoje em dia, até mesmo algumas celebridades o fazem, com esse título honroso e ainda sua fama como a ninja que foi, caso um dia venha a ter filhos isso será passado a eles como herança e assim o título se propagará em sua linhagem, não é maravilhoso?! Não se trata só do dinheiro, mas de tornar um nome de uma pessoa tão nobre verdadeiramente... Nobre!
Os três suspiram pesadamente.
– Você não precisaria da permissão do Daimyō pra isso? Sei que tem muita gente rica sempre tentando se levantar mais, já li sobre muitas polêmicas desses artistas não gostando nada de terem seus pedidos de compra de título recusados. – Shikamaru comentou, quase acusativo.
– A senhorita Sakura não tem que se preocupar com isso, ela não é uma comum e muitas vezes vazia, figura social, é uma heroína! Um verdadeiro bem para a Vila e para o país, tenho certeza que vocês como autoridades sabem melhor que ninguém e podem passar isso ao Daimyō caso ele queira, mas a proposta já foi aceita por ele, afirmou que daria de bom grado um título para ela, e que achava justo.
– Não brinca...
– Isso tá muito...
– Enfim, já informei tudo o que era necessário, e nós do Banco, estaremos muito dipostos e felizes em ajudar a esclarecer qualquer dúvida sobre a conta da senhorita Haruno, também estaremos esperando pra fazer todo o procedimento necessário sobre deixar a conta nas mãos de um responsável, existem algumas especificações necessárias pra tal, e sobre o Título, claro que é de escolha de vocês se ela deve ou não ganhar total reconhecimento de seus feitos – Ele se levantou fazendo uma mesura e foi embora.
– Eu não gosto desse cara – Sasuke disse.
– Isso é normal, gente do banco e ainda mais desses cargos altos dão mesma essa náusea, não importam quão bonitas suas palavras, ele não pode disfarçar que não quer perder uma conta gorda como essa, Sakura, ou mesmo seu tutor podem muito bem querer transferir o dinheiro pra outro banco e eles não querem correr esse risco.
– Eu não entendo nada dessa coisa de números, mas esses aqui tem zeros demais, não há como deixar isso nas mãos da Sakura, ela pode gastar tudo em bala! Não, em sanduiches! – Naruto disse.
– Bem, isso não me preocupa tanto, vamos fazer o sistema, que combinamos no começo, a pessoa que estiver responsável por ela em sua casa, ficará com a “carteira” dela e deverá dar todos os recibos, quando ela puder morar sozinha, uma única pessoa cuida disso. É bem simples, e esse cara que nos vencer pelo cansaço, acha que nos afogando em burocrácia vamos querer voar para o primeiro bote que ele nos oferecer.
– Não passa de uma sangue-suga então, trocar de banco parece bem plausível agora. – Sasuke concluiu.
– Nah, eles existem em todo lugar, Sasuke, desde que não ponha a mão em nada de forma ilícita ou tente manipular Sakura, podemos deixar ele inteiro, o que me preocupa é o Título.
– Princesa? Eu acho absolutamente justo, mas não sei se, ser coberta dessa babação toda agradaria Sakura, eu não quero ela exposta ao público, ter um título não é só um enfeite, Hinata é princesa do Clã Hyuuga, e tem que aparecer em todo tipo de eventos, com ou sem mim, é uma obrigação social.
– Ficar rodeada de gente estúpida? Quando ela está em desenvolvimento de caráter? Não, obrigado – Sasuke desdenhou.
– Sakura-chan não tem um coração fútil, mas crianças se encantam por algo que brilhe, ela não enxerga mas ainda pode ser encantada e machucada.
– Voces estão sendo muito sentimentais...- Shikamaru comentou e os dois o encararam feio – Pensem nas possibilidades, como você disse, Naruto, é uma obrigação social, mas Sakura não será menos princesa se viver reclusa, talvez até faça com que as pessoas gostem mais dela, lembremos que ela é vista por muitos como uma ameaça, se ela ficar com o título e viver sua vida calmamente, longe de holofotes e sem fazer uso de luxos, pode fazer com que as pessoas considerem ve-la como uma pessoa simples e gentil, o que ela sempre foi.
– Acha que podemos usar o título a favor dela?
– Claro, eu não sei por que o Daimyō liberaria tão fácil, ainda mais porque não foi o Hokage que pediu, pra mim, tem algo aí.
– Não é mais o velho, certo? Que tipo de pessoa é?
Sasuke não fazia ideia e nem questão de saber quem era o novo Daimyō. Mas agora parecia relevante.
– É um cara novo, ele parece legal, mas é almofadinha como o pai – Naruto comentou com enfado.
– Talvez por ele ser “legal” ele queira ajudar?
– Acho essa possibilidade bem pequena – Riu o Nara – mas ele pode estar jogando tal como nós queremos jogar, não podemos permitir que Sakura tenha uma imagem negativa, aqui e fora do país também, ela deve ser vista como algo a proteger e respeitar, não uma arma a ser disputada numa briga de cachorro grande.
– Vou entrar em contato com ele – Naruto adiantou. – Melhor discutirmos sobre o Título no jantar, Tsunade-baa-chan é uma princesa certo? Ela entende dessas coisas melhor que ninguém.
– Realmente, eu vou encontrar alguém pra analizar essa papelada, aquele gordo está sonhando se pensa que vai no enrolar fácil.
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– Uma princesa?! Kyaaaaahhh! – Ino subiu as escadas correndo e saltitando.
– Ino?! – Sai gritou mais foi tarde, só haviam Kyah’s lá em cima. – Ah, ela não muda...- suspirou.
– Isso é sério? – Indagou Karui – Nossa.
– Hey, ainda estamos estudando a ideia, certo? Temos que ter certeza de que será uma boa jogada – declarou Naruto, emburrado.
– Isso parece grande, não vai atrair uma atenção ruim? – perguntou Tenten.
– Na verdade, a ideia seria justamente o contrário, com esse título, ela pode passar uma impressão muito boa, se o próprio Daimyō pretende dá-lo, pode inspirar confiança ao povo e para a Aliança. – disse Shikamaru.
– Eu não acho que o Daimyō do Vento reclamaria – Temari deu de ombros – Hakuto comentou comigo que ele até teve vontade de vir à Suna para visita-los, porém, acabou ficando meio ocupado, de todo modo, tem gente muito grande querendo cercar Sakura, mas Gaara acha mais importante que o povo seja convencido de que ela é inocente, se o fizer, não vão hesitar sair em sua defesa caso tentem acusa-la de algo.
– Eu penso o mesmo. – Desde a ultima guerra, as pessoas vem ficando mais concientes, dos direitos e deveres, ah sempre muita falação sobre algumas coisa essa tal internet aumentou ainda mais, existem fóruns, em que se reúnem para falar, a inteligência sempre está monitorando, caso tentem planejar ou fazem apologia a algum crime, problemático...
– Tecnologia ajuda, mas também atrapalha...- Hinata comentou, olhando pela janela e vendo os meninos entretidos nos benditos joguinhos eletrônicos.
– Depende de como se usa, e se sabe usar.- acrescentou Shikamaru.- Sinceramente, eu adoro não ter que lidar com tanto papel...
Risadas encheram a sala, e Temari revirou os olhos.
– Diz isso mas vive xingando o computador.
– Humpf.
– Vamos descendooo – Ino cantarolou, vindo com uma coberta sobre os ombros como se fosse uma longa capa. – Sakura a segui-a, abraçada a sua adorada ovelhinha e ouvindo tudo com curiosidade. – Curvem-se diante de sua altezaaaa.
– Ino, bateu a cabeça mulher?!
– Não enche! Não é todo dia que sua amiga se torna uma Himeee!
– Já dissemos que estamos pensando nisso – resmungou Naruto.
– E o que estão esperando pra aceitar? Sakura merece! Além de ser ricaaaaa, também é uma heroínaaa, é bonitaaaa, e pode arrumar um príncipe de verdade pra ela agoraaaaa.
– Negado!
– Aprovado!
– Negadooo.
– APROVADO!
– NEGADO!
A campanhinha tocou e Hinata se levantou para abrir, Sasuke adentrou, trazendo Sakuya no braço, Karin veio atrás com os dois meninos e Shisui, Suigetsu, Juugo, e também Tsunade.
Naruto e Ino voltaram ao início.
– APROVADO!
– NEGADO!
– Mangetsu? – Sakura indagou, descendo as escadas e quase jogando Ino e fazendo-a rolar por elas. Chegou a sala e o garoto não conteve o quão radiante ficou em ir ao seu encontro, e abraça-la.
– Você voltou!
– Que coisa fofa, espera, eu disse Negado e pronto hein?!
– Vai sonhando!
– Que tal irmos lá pra fora? Tem mais espaço, assim vocês disputam no braço. – ofertou Kiba.
– Humpf, por aqui pessoal, Sakura?! Nada de subir nos móveis!
– Haai!
Eles seguiram pela sala, atravessando um curto corredor até a cozinha onde o cheiro era pura comida. Ao chegarem ao quintal dos fundos depararam-se com duas mesas de jardim com toalhas em cima, bancos e a churrasqueira já ascesa, tudo estava iluminado por postes de metal, não muito altos, era bem espaçoso e mais ao fundo, ainda havia o que parecia ser um pequeno pomar, que estava quase a escuras.
– Onde está o saquê? – Disse Tsunade.
– Já? Ninguém vai leva-la bêbada pra casa, onde está Shizune-san? – brincou Ino, e Senju bufou meio constrangida.
– Disse algo sobre um encontro, humpf, se ela queria ficar fora era só dizer.
– Encontro?! Shizune?! Não pode ser!
– Eu não acredito – ela deu de ombros, sentando-se. – Onde está o Kakashi?
– Não sei, não passei missão, mas talvez ele venha, atrasado como sempre.
– Hum.
– Enfim, podem por essa carne no fogo? Estou com fome! – Declarou Chouji, Akamaru latiu em concordância.
– Hey podemos brincar aqui mesmo! – Falou Boruto passando correndo seguido por toda a garota, Himawari e Sakuya puxavam Sakura pelas mãos e logo foram se misturando no pomar escuro.
– Hey! Cuidado aí! – brigou Temari.
– Oh, pode deixar, o máximo que conseguem é um bom tropeço – disse Ino, dando de ombros. – Mas se arrancarem minhas maçãs a coisa vai ficar séria!
O chiado e o vapor da carne sendo deitada nas grelhas encheu o ar. Sasuke se sentou num dos bancos e aceitou um pouco de saquê.
Voltaram a discutir sobre o maldito título, e depois ele viu Karin conversar com Tenten e Temari sobre algo, e embora parecesse pouco afim de se enturmar, sabia que Karin adoraria ter alguém pra conversar. Ela era bem ativa com as vizinhas de Oto.
– O que você realmente acha? Devemos arriscar? – Shikamaru, indagou enquanto sentava ao seu lado, recostando as costas na mesa. Sasuke aproveitou que a jarra ainda estava perto e cheia, e se serviu de mais bebida.
– Eu só não confio sobre o Daimyō.
– Ele tem pouco mais que a nossa idade, mas bem, tem razão, eu não gosto de pensar em ele pondo os olhos em Sakura, governantes metidos a dominadores tiranos vivem aparecendo, se ele achar que pode usa-la pra uma guerra...
– Vai ficar complicado pra ele. – Sasuke comentou, um tanto ácido, Shikamaru apenas o observou, então sorrindo discretamente para outra direção qualquer.
– Claro...
– hn?
– Enfim, o título vai render certa popularidade, mas o que devemos perceber é que podemos ter certo controle sobre ela, claro, não podemos enfiar na cabeça das pessoas, mas podemos jogar ao máximo para o nosso lado.
– Eu estava pensando sobre a possível reunião dos Kages, acha que podemos usar isso melhor?
– Na verdade... acho que podemos matar dois coelhos com uma cajadada, se conseguirmos que até o Daimyō aprove Sakura, que o povo a admire e respeite, os outros países não terão do que reclamar, além de que, Naruto vai ter que explicar a situação dela, o que tornará a coisa ainda mais transparente, pra mim... É a melhor estratégia, tem riscos, mas temos que corre-los não podemos achar que só jogaremos em capo seguro.
Sasuke assentiu, no fim, tinha que concordar. Se era por Sakura, ao menos que fizessem direito.
Ela correu riscos, ela quase morreu, ela não mediu esforços por eles.
Aceitar correr o risco de serem mal vistos era o mínimo, ela impediu uma guerra, então tinham de lutar uma por ela.
E ao fim da noite, assim foi decidido.
Sakura Haruno se tornaria Princesa, e uma reunião com os Kages também foi decidida, dali para em diante, sendo considerada ou não uma ameaça, ninguém poderia negar que ela era um bem de Konoha, um patrimônio precioso, não pelos feitos de agora, mas os de antes.
Princesa Haruno Sakura, de Konohagakure no Sato, e para os íntimos, ou apenas os mais gratos, A Amável.
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