Lost Inside

22 Não a deixe pagar a dívida.


Notas iniciais
SIM EU SEI DESCULPA.

“- Eu iria até o fim do mundo atrás de você.

— Você... Você jura?

— Para sempre...

— Oh, amo-te tanto, Sasuke-kun!

— Então me beije, beije como se não houvesse amanhã...

— Oh, Sasuke...”

Sakura inclinou a cabeça para o lado, ouvindo o som estranho seguido de uma trilha sonora que lhe inspirava uma sensação... Grudenta...?

— Kakashi-sensei?

Kakashi baixou o jornal um pouco e encarou sua adorada pupila. Os blocos de mandeira com pontinhos em alto relevo, o livro de historias em Braille, e os ursinhos estavam em seu redor mas, ela tinha a atenção e a face intrigada voltadas para a televisão onde passava uma novela melosa da tarde.

O casal principal agora trocava um beijo romântico, e Kakashi embora apreciasse um bom romance, não gostava das novelas deste horário. Em sua opinião eram “fofas” demais, ele preferia as da noite, mais complexas, com temas mais sérios. Mesmo que vivessem acusando-o de só apreciar que eram mais “quentes”, uma lástima. Uma calúnia!

Mas, havia o fato que nem sabia que estava concorrendo para ter Sakura uns dias em casa, e basicamente, era até reconfortante, ele não havia percebido até então que, também como Naruto e todo o resto, tinha uma profunda vontade de ter a mocinha sempre por baixo de sua asa, após tudo o que passaram.

Achou que seria bem difícil cuidar dela, mas seu apartamento e Satoro-kun contribuíram bastante. Era espaçoso e ela adorava tortu- Abraçar o gato.

Não tendo muito o que oferecer para ela em seus momentos de lazer, deixava-a ouvir a TV a vontade. Presumiu que Sakura fosse se enfadar logo, mas ela na verdade, apreciou e se entreteu completamente.

Kakashi lembrou que no tempo de seu velho, ainda se ouvia muito as novelas de rádio, então concluiu que para Sakura, era basicamente a mesma coisa.

— Sim?

— Por que Sasuke está na TV?

— Hn?!

Ele voltou os olhos para a tela onde um bonito casal trocava beijos em uma típica e clichê paisagem ao por-do-sol, o rapaz em nada tinha haver com Sasuke. Mas ele percebeu o porquê da pergunta quando a atriz falou o nome entre outro beijo.

Sakura vincou a testa ainda mais intrigada com os sons...

— Ah... –Ele pegou o controle incerto se devia mudar de canal logo e esperar que ela esquecesse aquilo ou se devia explicar de alguma forma.- Erm, claro que não é Sasuke, esse personagem apenas tem o mesmo nome que ele, querida.

— Oh? Tem certeza? As vozes soam um pouco estranhas na TV...

— Tenho Sim!

Kakashi quis rir com a ideia de seu pupilo protagonizando uma cena tão açucarada. Ainda era difícil até imaginar Sasuke com uma família. Ou, com uma família que não fosse com Sakura...

— Então existem outros Sasukes?

— Sim, mas de iguais eles só tem os nomes, nada mais, muitas pessoas tem nomes iguais.

— É? Tem muitas Sakuras?!

— Tantas quantas as pétalas da cerejeira, mas todas diferentes.

— Oh.

— Acho que já estão passando os desenhos – ele saltou do canal e Sakura se entreteu com o próximo.

Kakashi suspirou aliviado.

Talvez não fosse tão fácil como pensara...

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— Eu tenho mais o que fazer, simples assim – Sasuke declarou.

— Ah, e vai deixar que as crianças fiquem de fora da diversão? Que cruel, muito crueeeel! – Naruto disse, totalmente cínico.

Sasuke bufou, e deu atenção á cerveja em sua frente. A bebida ainda era-lhe estranha, mas achou até bem melhor que o saquê.

Naruto já estava alto e provalmente por isso, os dois estavam se falando direito.

Eles ainda estavam em certo estranhamento um com o outro. Numa trégua muda.

Do outro lado dele no banco, Shikamaru tomava sua cerveja, calado e compenetrado, embora pela coloração das bochechas, estivesse bem alto também.

Chouji já cochilava com um petisco de camarão na boca, e Lee cantava consigo mesmo enquanto... Tricotava?

Sasuke não sabia o que era, mas sabia que renderia mais uma peça verde.

— Sério, leve as crianças, vai ser divertido – Naruto disse, desleixadamente apoiado em seu ombro.

— Você não está em condições de afirmar algo, dobe.

— Hahahaha, então o Sai aqui afirma, certo? Sai é o cara! – Naruto gargalhou, dando um tapa nas costas do branquelo que estava ao seu lado. Sai apenas ergueu a cabeça da mesa, sonolento.

Se Ino o pegasse assim...

Sasuke suspirou, se desvencilhando do dobe e tirando algumas notas da carteira.

— Vamos, Hinata já deve estar preocupada.

— Ah, tem razão... E as crianças vão ficar zangadas também...- Naruto murmurou, cansado, enquanto saiam do sossegado barzinho.

Ter os dois braços foi bem útil para poder se equilibrar com o peso do Uzumaki. Naruto estava longe de ser um beberrão como o mestre sannin que um dia teve. E já estava se culpando pelo simples programa que fizeram.

Ele não pode vir no dia do almoço na casa de Kakashi e isso deixou os filhos bastante magoados.

Já fazia duas semanas mas, nas poucas vezes em que cruzou com uma das crianças, elas ficavam emburradas ante a simples mensão ao nanadaime.

Parecia realmente idiota que ele tivesse tempo para beber um pouco quando poderia estar compensando o tempo com as crianças. Mas Naruto era um adulto, se ele se matar para ficar com as crianças sempre que sai do trabalho, vai enlouquecer. Como Sai dissera antes de virem, todos precisavam de um “tempo de homens”.

Os dois caminharam devagar e Sasuke preferiu pegar ruas mais desabitadas para evitar más línguas chamando o nanadaime de beberrão.

Não pensou duas vezes em deixar um bom galo na cabeça do idiota por ter começado a cantar.

Logo estava parando em frente a bela casa, e notou que apenas a luz do que seria o quarto do casal estava acesa.

Pegou um bom impulso e saltou com Naruto até a sacada do quarto.

— Hinataaa?!

— Tsc, cale a boca, vai acordar as crianças.

Hinata abriu as portas de vidro com um olhar preocupado que se amenizou ao perceber que o marido estava apenas embriagado e não passava mal.

— Naruto...

— As crianças?

— Dormindo, obrigada, Sasuke — ela disse, já passando o braço por baixo do de Naruto e pegando seu peso.

— Tudo bem? – Sasuke disse, incerto sobre ela dar conta. Ela assentiu, rindo um pouco. Dava conta das duas crianças que dormiram na sala, levar só Naruto era como Ino dizia: “Fichinha”.

— Tenha uma boa noite.

— Aa.

Sasuke desceu e ela entrou fechando as portas e não permitindo mais que o vento quente do verão adentrasse o aposento.

Sasuke ajeitou a capa sobre o ombro, incapaz de vesti-la, e seguiu caminho sem lá muita pressa.

A noite estava quente, ele nem gostava de imaginar como seria o dia.

Eis o motivo da chatice de Naruto, ele tinha certeza que conseguiria uma folga no sábado que já começava, e todos combinaram de ir para o lago artificial fundado há alguns anos, com direito a praia e coisas excessivamente geladas e doces.

Embora o calor estivesse insuportável, Sasuke não via lógica em ir pra um lugar em céu aberto, pegar mais calor diretamente, junto com mais um monte de gente estranha, suada e geralmente, bastante irritante.

Mas como sempre, usavam as crianças contra ele. Nessas horas, ele ficava ansioso para que crescessem logo.

Menos Sakuya, Sakuya estava bem do jeito que estava.

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— Satoru-kun?! Cadê você? Satoru-kun?! – Sakura engatinhou por todo o quarto. Consciente de que o bichano devia estar por ali, mas era um pouco difícil de acha-lo sempre. O gatinho tinha almofadinhas nas patas e por isso andava muito macio, ela não era capaz de capitar seu chakra se não o tivesse em mãos, e, só poderia acha-lo se ele fizesse barulho.

Mas ele não miava, ele sabia brincar de pique!

— Satoru-kun?!

Ela nem podia imaginar que o gato estava em cima da cama o tempo todo, deitado com apenas a cauda balançando para os lados, observando-a até meio satisfeito. Se ela fizesse menos barulho, ou saísse do cômodo, ele poderia dormir tranquilamente.

Ela resolveu que ele só podia ter dado um jeito de sair, se levantou e foi para a porta, ao encontra-la entreaberta, teve mais certeza e correu pelo corredor até os outros quartos inclusive o de Kakashi.

— Kakashi-sensei? Satoru-kun se escondeu aqui? – Ela logo se deu conta de que ele não estava ali, e rapidamente captou que ele estava na sala.

Correu para a porta mas estava estava mau fechada e bateu a testa contra a quina dela, tombou para trás e levou a mão ao lugar.

— I-itaai...- Não sabia o que doía mais, se a testa ou o bumbum, se levantou choramingando e foi para a sala.

— Desculpe a demora o trabalho hoje estava...- ouviu antes mesmo de sair no corredor. E então a voz alarmada do sensei.

— Shhii, você não pode vir aqui!

— Huh? Por quê?

— Longa historia, mas você tem que ir!

— A-alguém?!

— Sim! Vá! vá!

Sakura chegou a sala já esquecendo a dor na cabeça mesmo que ainda latejasse muito.

Parou no meio da sala e abriu um grande sorriso ao constatar quem era a pessoa com quem o sensei falava, após recordar sua voz e confirmar, com a impressão de chakra.

— Oh! É voceeeeee!

Kakashi e a mulher no entanto, só puderam encara-la, mortificados, e sorrir, amarelo.

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— Ohh, o sol está de matar hoje – Ino disse, evitando olhar para o céu mesmo com os óculos escuros.

— Matar? O sol está com raiva? – Sakura indagou, a cabeça voltada para o alto. Mas apenas podia sentir o calor infiltrando em seus orbes.

Ino puxou sua cabeça para baixo, preocupada com esse costume de encarar o céu, ela podia não ver, mas não significava que estava imune à ação dos raios ultravioleta.

— Quase isso, bobinha, quero dizer que está bem quente, agora sente aqui e vamos passar esse protetor, antes que você me faça o favor de virar um camarão.

— Camarão é gostoso!

— Sim, é, mas você não vai querer virar um – Riu ela, vendo que Sai estava terminando de armar a barraca, a pele dele e o filho reluziam sob a luz e ela lembrou que Sakura não era a única a ter cuidar da pele.

— Tudo pronto? — disse.

— Sim... Mas acho que devíamos ter procurado um freezer, está muito quente.- ele comentou, Ino assentiu estendendo um pano na areia branca e deixando a cesta com o almoço ali.

Sentou-se e mandou Sakura sentar assim como Inojin antes que ele sumisse atrás dos amigos.

Pacientemente, passou a solução cremosa nas costas e ombros de Sakura, deixando-a incubida de passar nos próprios braços e pernas.

— Pronto, menos um – Sakura se voltou para ela sorrindo embora se sentindo grudenta com o creme. – Oh, ainda falta uma parte – Ino lembrou, espalhando ela mesma o creme no rosto de Sakura – Pronto...Agora saia daqui, Inojin?!

— Hai, hai...- O garoto respondeu, sentando-se perto dela, já sabendo que não havia como impedir sua mãe de ser tão protetora.

Sakura queria sentir logo a areia nos pés e ir para a água, podia ouvir os slplashs das pessoas, suas voces, animadas, as vezes um pouco zangadas, música as vezes vinha pelo vento tal como o cheiro de comida.

— Inojin, dê uma volta com Sakura por aí, certo? Não solte a mão dela.

— Hai! Vamos Sakura, aposto que sei onde os outros estão. – ele disse, tomando sua mão e caminhando levando-a.

— Não tire as sandálias, Sakura, a areia está muito quente – Ino avisou, antes de voltar-se para a tarefa de cuidar de alva pele de seu querido esposo.

Inojin decidiu que ficar lá seria entediante de todo jeito, sua mãe era uma romântica incurável e não demoraria para os dois estarem numa cena de filme.

— Onde estão os outros, Inojin? Oh! Sinto cheiro de lula assada!

Ele revirou os olhos andando um pouco mais rápido, porque o sol estava forte mesmo que ainda fosse antes das nove.

— Você está que nem a Chouchou...

Enquanto caminhavam pela praia aritificial ele foi notando que muita gente os fitava, o lugar estava bem movimentado e quando mais quente o sol ficava, combinado com o fim de semana, mais gente apareceria.

O cabelo de Sakura flutuava numa extensão longa mas comum, nada que devesse assustar se não fosse justamente por mover-se no ar como uma nuvem ou um suave tecido ao vento.

Seu maiô era o mais respeitoso possível (dada a moda, e porque diabos sua mãe não vestia um assim mesmo?), ele achou gracioso e que Buruto desmaiaria apenas de ve-la, sem qualque abraço apertado como os que ela dedicava toda vez que o encontrava (não importando onde fosse).

As pessoas olhavam e algumas reconheciam, vez ou outra no trajeto, queriam parar Sakura e conversar com ela, mas também havia olhares receosos e maldosos aos quais ele evitou apressando o passo.

Seu destino era a pequena cabana que alugava canoas para passeios no lago, produtos de verão como coletes infláveis, bóias de todo tipo, roupas de praia e etc. Além de claro, a melhor vitamina e o melhor sorvete que ele e os amigos já provaram. Infelizmente, o estabelecimento só ficava aberto no alto verão quando a praia estava aberta também.

Logo localizou o lugar, em cores quentes e chamativas, desenhos de algumas pessoas saiam com bóias e coletes, enquanto na praia em frente a cabana havia uma pessoa uniformizada negociando o aluguel dos barquinhos.

Inojin entrou direto rumo ao balcão da parte que se configurava como lanchonete, sentou no baquinho que rodopiou, e quando sentou e descobriu o mesmo, Sakura não parou mais.

— Eu quero uma vitamina e... eita, ela não come doces, como faz?

— hehehe – Sakura riu, como se fosse uma proeza ou uma traquinagem.

Ele bateu a mão na própria testa.

— Eu posso recomendar um achocolatado bem amargo e gelado – a atendente comentou, gentilmente.- E também temos algumas tortinhas.

— Tudo bem, tortinha de camarão, achocolatado e uma vitamina de frutas vermelhas, e ah... um pedaço de bolo de coco.

— Já vai...

— hehehe, Inojin está comendo besteira antes da hora, Ino vai te encheeeer de cascudos – Sakura cantarolou.

— Shhhh, você também vai, nós dois vamos levar!

— Eh? Oh!- ela levou as mãos à cabeça já sentindo os cascudos.

— Vai ser nosso segredinho! – ele brincou.

— Hai!

— Oh, eu adoraria ter segredos com ela também – uma voz masculina e profundamente tendenciosa soou, e em seguida risadas.

Sakura ergueu a cabeça se perguntando quem era ou mesmo se era com eles. Inojin fitou de soslaio os três homens que estavam numa das mesas perto da janela, usavam todos calção e chinelos, eram fortes e ele viu pelo menos em um, a tatuagem da ANBU. O que provavelmente falara antes era loiro, o cabelo bem penteado para trás aumentando a impressão de arrogância que o sorriso passava.

Os três o encararam claramente como se desdenhassem e intimidasse, Inojin se limitou a olhar de volta para o balcão, não dando qualquer sinal de que se importava.

E não estaria desde que saísse logo dali, mas era bom em ser “apático” como o pai.

Sakura não se descontentou com a conversa interrompida e continuou girando no banco.

— Cuidado para não ficar tonta – a antendente recomentou, brincalhona.

Inojin recebeu os pedidos enquanto mandava uma mensagem para Boruto e lhe perguntava quando ele viria.

— Seu achocolatado – ela ofereceu, cuidadosamente, Sakura o pegou ansiosa, e localizando o canudo, sugou.

— Ooooh – soou como um gemido, e Inojin se esforçou para não fechar a cara, com a provocação.

A moça do balcão alternou olhares entre eles e o trio enquanto trocava o dinheiro e quando se aproximou para pagar piscou para o menino.

— É melhor irem logo.

— Arigato, Vamos Sakura – Inojin pegou a caixa plástica e transparente que portava a torta e garfo, deixou dentro da mesma sacola em que já estava seu bolo e levou pelas alças na altura do antebraço, usando esta mesma mão para levar o copo tampado com a vitamina. A mão livre, ele usou para guiar Sakura, que sugava o canudo com o copo na outra mão.

— Devagar, Inojin — ela resmungou, num muxoxo, obviamente porque não podia se dar ao luxo de comer qualquer coisa sem estar quieta, e nem apreciava.

— Oh, use as pernas, ora.- ele resmungou. Logo os dois ganharam a areia quente outra vez, ele foi até os quiosques onde Boruto disse estar com os pais, Chouchou e até mesmo Mitsuki, o colega novo deles.

— Sakura-chan! – exclamou o nanadaime e Inojin se sentiu realmente em paz quando finalmente avistaram o grupo números e falador sob a sombra do quiosque.

Naruto veio até ela, usando um calção branco e uma camiseta laranja, pegou Sakura pelas cochas e rodopiou com ela sobre os ombros, ela estendeu os braços cuidando do achocolatado.

— Uhuuuuuuuhhhh! — soltou num bico, e Naruto gargalhou mais, levando-a na direção da sombra.

— Você chegou cedo huh? Já está “toda toda” passeando e comendo uns lanches.

— Inojin me levou para passear.

— Já? Não tá muito novo Inojin?! Ela é muita areia para você! – Naruto disse, sempre espalhafatoso.

Inojin meneou a cabeça, ignorando o comentário bobo, embora fosse meio constrangedor, ao lembrar que andar por aí com alguém bonita como Sakura fazia as pessoas também olharem para ele.

Ele lembrou também do ocorrido na cabana, e não pode deixar de sentir receio também.

— Como você é idiota, Naruto, ponha ela no chão – disse Tsunade.

Naruto deixou Sakura pousar no chão e ela não perdeu tempo em ir abraçar a mestra.

— Af, nem nesse calor você dispensa? – Tsunade riu, afogando as mãos em seus cabelos, num cafuné ligeiro.

Ela usava um vestido longo e leve, um cinto, chapéu de palha e óculos escuros, na bolsa, além de protetor, levava uma garrafinha de saquê.

Sasuke sabia disso porque a flagrara tomando um gole, infelizmente ela fazia disso um grande segredo e o ameaçara se comentasse com alguém.

Ele não estava interessado, mas ainda guardaria esta informação para o futuro.

— Hum? Tsunade-sama, está tomando aquela coisa que Shizune-san disse que não deve tomar! – Sakura brigou, com um bico e um olhar estreito.

— Huh?! Não sei do que está falando!

— É sim!

— Baa-chan! Está com saquê aí nessa bolsa né? Que coisa feia! Dando mau exemplo para Sakura e para as crianças! – Naruto reclamou, tentando tomar a bolsa dela.

Ele afundou contra o chão após um bom cascudo e Tsunade saiu do quiosque, bufando e ajeitando a alça da bolsa sobre o ombro.

— Humpf, vai caçar o que fazer, pirralho...

— Meeedooo – Sakura choramingou encolhida atrás de Hinata, que sorriu, amarelo.

— A gente se acostuma, até você o fazia...

— Não fale pra ela! Vai que ela lembra e me esmaga! – Naruto reclamou.

— Melhor pegarmos um lugar logo, a praia promete encher hoje – Karui disse – Ownt, você está tão bonitinha, Ino tem que me dizer onde compra essas peças – falou tocando a ponta da amarra do maiô de Sakura.

Ele era azul bem escuro com estampa de flores diversas. Não era todo fechado, mas de cintura alta, aberto entre o centre e abaixo do busto, cujo sutiã era unido por um nó e uma alça fina em volta da nuca o mantinha mais firme.

Sakura sorriu, agora já sabia quando era elogiada, e apreciava tanto quanto quando conseguia ler bem ou identificar algo perfeitamente.

— Nem se trata de onde, mas do olho, Ino tem bom gosto – Hinata admitiu.

— Vamos lá? Sua mãe foi para o outro lado certo? – disse Temari.

Inojin assentiu.

— Hey, a gente vai dar uma volta por aqui, que tal? – Boruto disse, com as mãos atrás da cabeça. Usava calção laranja e uma camiseta branca pode dentro de outra, preta e aberta.

— B-o-r-u-t-o! – Sakura soletrou, o abraçando, ele fechou os olhos suspirando alto e tentando manter a vergonha num nível que não fizesse desmaiar, como resultado, as bochechas avermelharam.

— Eu também posso ir?! – Himawari disse, ansiosa.

— Nah, agora não – Hinata repreendeu, docemente – Mais tarde, e eu preciso de ajuda para arrumar nosso guarda sol, seu pai sempre se atrapalha, lembra?

Himawari concordou, cabisbaixa, pois sabia que não ia porque, para os pais, ainda estava na faixa de idade em que jamais seria deixada perambulando em grandes espaços sem um adulto, por mais que os garotos fossem responsáveis.

— Sasuke, se ela começar, volta para casa – Karin ameaçou embora não fosse sério, era só para impedir Sakuya de começar com a birra por não poder grudar no mais velho.

Shisui percebendo a folga que teria, nem pensou duas vezes antes de seguir com os garotos que levaram Sakura consigo.

Mesmo que tecnicamente ela também não devesse andar só, era meio impossível desgrudar ela dos garotos, ou de Boruto.

Foi bom ela ter ido logo, ou poderia teimar em querer levar Mangetsu que estava com o pai e ainda não tinha chegado.

E se ele fosse, Izuna, Sakuya e Himawari iriam se sentir injustiçados.

Sasuke evitou olhar para trás e se precaver de que os garotos tinham Sakura pela mão com firmeza. Porque sabia que recairia para seu maiô.

E se perguntava como algo que cobria tudo bem o bastante, tinha um ar tão puro, ainda lhe pudesse parecer atraente.

Era certo que ela chamaria a atenção de qualquer um, seja com muitas roupas (graças aquele inferno na terra) seja com curtas, porque era absolutamente, linda.

Ino teve o cuidado e manter a maioria de suas cicatrizes ocultadas pelo maiô, posto que elas se concentravam na parte mais baixa de suas costas.

Mesmo assim, ainda haviam linhas eventuais em seus ombros, espáduas, e também nas pernas roliças.

Desde que ele tivera aquele absoluto escorregão, tomou cuidado perto de Sakura, ela as vezes estranhava quando o sentia perto, mas logo recordava.

E Sasuke continuava rebatendo a sensação que vinha quando ela, às vezes, não lhe dava atenção entre os amigos.

Seu foco era sempre, basicamente, as crianças ou alguém novo e que via com menos frequência, como foi com Tsunade. Já acostumada com o resto, ela os agraciava com seu carinho se viessem até ela, como foi com Karui.

Estava se tornando uma genuína doadora de abraços e beijinhos. Era só chegar perto o bastante, que seria cumprimentando.

Obviamente, ele não o faria tão cedo.

Fazia anos que não acontecia, e por isso ele esqueceu. Não a ter em volta de si, o cobrindo de atenção fez falta. Não pelo ego, mas porque, mesmo que na época fosse inquietante e aborrecedor ter seu apreço, era também uma época boa.

Pegou Sakuya num braço e Izuna no outro enquanto seguia, os gêmeos mesmo que adorassem se bicar na maior parte do tempo, adoraram dividir o colo, apenas por ser algo novo.

Ele sabia que no meio do caminho, eles começariam uma discussão e Sasuke os poria no chão, aborrecido.

Karin ajeitou as mangas da leve blusa que usava, infelizmente, com um corpo cheio de marcas de mordida, ela não podia se dar ao luxo de exibir as curvas que se orgulhava de manter mesmo após três partos.

Vestia uma saia longa mas esvoaçada também, e nem fazia tanta questão de exibir muito.

Sasuke nunca tivera preconceito com suas marcas, para ela isso era o bastante. Ansiava internamente ter como ao menos tentar provocar-lhe ciúmes com peças mais expositivas, mas sabia que não haveria efeito.

Ele não era alguém que comentava algo do tipo, no máximo uma olhada e perguntava se era mesmo necessário, mas jamais diria o que achava realmente.

Isso por um lado era bom, por outro, meio desestimulante...

— Que demora! – Ino disse, muito emburrada, ao se levantar.

Usava um biquíni roxo de alças finas.

— Hey, onde estão as crianças? Achei que Inojin os tinha encontrado.

— Encontramos – Naruto disse, tirando Himawari das costas – Eles foram dar uma voltinha, levaram a Sakura-chan, claro.

— Oh, espero que esteja tudo bem, agora entendi essas carinhas emburradas – ela riu, dando um peteleco no nariz de Izuna que inflou as bochechas, em provocação, encarou Sasuke. – É a cara do pai mesmo!

Sasuke revirou os olhos. E se perguntou se Sai se orgulhava ou não podia nem opinar da esposa sair em biquíni de solteira.

Eles foram armando seus espaços perto de onde Ino estava instalada e não demorou para o mulherio todo se reunir sobre uma toalha só.

Sasuke se sentou, ao lado de Karin que trançava o cabelo da menina por inteiro, esperando que isso evitasse que ele ficasse uma bagunça de nós, após pular na água.

— Mamãããeee, eu quero ir logo!

— Quanto mais se mexer, mais vai demorar – Sasuke avisou.

— E ainda tem que passar protetor e por as bóias. – Karin lembrou.

O Uchiha encarou a água clara do lago. Era realmente grande, o bastante para permitir incursões divertidas de canoa, e muita gente arriscava corridas para atravessa-lo nadando.

Era claro com uma piscina e ele via toda a praia do outro lado, embora estivesse tão cheio lá quanto do lado em que estava.

Além de que, estava muito claro, a luz solar refletia na água cristalina e na areia branca, não dava para encarar por muito tempo.

Karin passou protetor nas duas crianças e deu o vidro para ele passar nos braços enquanto passava em suas costas, quando ela foi para a roda das mulheres assim que ouviu menção as fofocas de novela, Sasuke soube que seria dele a primeira rodada de brincar e olhar as crianças na água.

Os gêmeos já o encaram de braços cruzados.

Sabiam ser bem persuasivos e até ameaçadores já. Sasuke estaria orgulhoso até, se não tivesse que ir para água sob o sol forte.

Infelizmente, criança era assim, quando se empolgava com essas coisas, nada parecia fazer efeito na hora, nem o sol, nem a claridade, nem um monte de gente chata e barulhenta.

Sasuke pegou suas mãos, o braço ainda enfaixado, e seguiu aos poucos até onde eles podiam pisar.

A parte boa de ser um lago era que não havia corrente forte o bastante para arrastar as crianças, mas motores no fundo, faziam a água circular para ajudar no trabalho dos filtros de impurezas.

— Eu aposto que vou aprender a nadar primeiro – Izuna disse, enquanto orgulhosamente batia os braços, mesmo que seus pés nem saíssem do fundo.

Sasuke preferiu não avisa-lo ainda, para não desmotiva-lo.

As duas pedrinhas provavelmente ainda demorariam a nadar de verdade. Ele apreciaria, mesmo que soasse cruel, vê-los tentando, e muito.

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— É melhor nem inventar de ir para a água se não for perto dos adultos – Chouchou avisou – Se qualquer coisa acontece, comerão nossos fígados.

— Concordo...- Shisui disse.

— Ah, mas e um passeio na canoa?! – Boruti disse, empolgado.

— Boruto...

— Vai ser rápido! Só vão nos pegar se aprontarmos, ué, e a Sakura-chan vai se comportar, ceeeeerto?

— Ceeeerto! – Sakura disse.

Eles acabaram concordando e seguindo de volta ate a cabana, Inojin ficou olhando em volta, com o olhar atento e uma expressão dura.

— Certo, voces são oito, acho melhor irem em dois barcos – disse o cara que alugava as canoas.

— Hey tio, não está tentando passar a perna, certo? — Boruto inquiriu, desconfiado. O homem revirou os olhos em reposta e com um palito entre os dentes.

— Eu só posso permitir que vão até quatro no mesmo barco, caso não saibam, cada vez mais para o meio é fundo, e distante, já vi bons nadadores cansarem e passarem mal principalmente se tiverem de ajudar alguém que não saiba nadar, vocês não vão querer pagar para penas um barco, e então afundar juntos, ora.

— Ele tem razão, Boruto, a não ser que alguém queira ficar de fora. – disse Shikadai, entediado.

Eles se entreolharam, e Sakura já entrava numa com ajuda do moço.

— Bom, ela ninguém vai impedir, juntem os trocados, ae. – disse Inojin, mais tranquilo.

— Bom, acho que não tem problema deixar os garotos pagarem para as damas – disse Chouchou – Né Sakura?

— Hai!

Ela já foi entrando e eles esperavam o peso desse, afinal, Sakura tinha peso adulto.

— Você vai pagar sim, engraçadinha!

Logo os dois barcos, um laranja e um azul água, estavam indo para o centro do lago.

Sakura, Shisui, Inojin, e Shikadai iam num. Boruto, Mitsuki, Chouchou, e Metal Lee, noutro.

Sakura se inclinou para fora do barco, passando a mão na água bem mais fresca naquele ponto.

Eles se distanciaram um pouco indo para lados diferentes e enquanto Sakura se distraia cantarolando Shikadai se voltou para Inojin que remava assim como ele.

— Então, vai dizer por que estava tão atento em volta?

— Eu também notei – Shisui disse com os braços cruzados.

— Ah, é só que... quando estávamos na lanchonete, uns caras ficaram chamando atenção.

— Caras?

— É caras, acho que são da ANBU, um era.

— Chamaram a atenção, como?

Inojin suspirou e voltou os olhos para Sakura, os dois seguiram e Shisui se espantou. Shikadai levou a mão á cabeça.

— Ai cara, que problemático.

— Isso é ruim, eles tentaram...?

— Ficaram com gracinhas, eu preferi sair logo antes que a Sakura percebesse de qualquer forma, acha que devemos falar com os velhos?

— Sua mãe te faria sair por esse lugar todo atrás desses caras, você sabe, para ela mata-los.

— E não vamos mencionar o nanadaime...

— Olha, talvez nem precisemos nos preocupar, esse lugar está cheio afinal, esses caras podiam estar só de gracinha, desde que a Sakura fiquem bem, não importa – Shikadai disse – Não vamos fazer alarde atoa, tá todo mundo se divertindo.

— Certo...

— Hey! Seus molengas! – Boruto gritou do outro barco, acenando tanto qu fazia tudo trepidar e os outros reclamarem.

— Melhor não falar com o Boruto, ele é que nem o pai.

— Verdade, vamos – eles começaram a remar com força e Sakura adorou o movimento da água.

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— Pensei que não voltariam tão cedo – Ino disse assim que viu a trupe chegar, achou engraçado como Inojin, Shikadai e Shisui pareciam até seguranças em volta de Sakura, pela forma como andava mas os resto falava besteiras alto. – Vocês demoraram, já estava ficando preocupada – disse, encarando o filho, avoado, Inojin piscou os olhos azuis e a fitou, sorrindo um pouco emcabulado.

— Desculpe, demos um monte de voltas por aí, e de canoa também.

— Oh? Sério?

— Lá a água é mais friaaaa — Sakura comerou, agarrada numa bóia em forma de golfinho.

— Vocês não a deixaram na água né?!

— Nop!

— Bom saber, a senhorita pode sossegar por aqui, estamos dando um jeito no almoço certo?

— Hai, Mangetsuuu!! – ela disse já localizando os garotos perto da água, na parte mais úmida que permitia que fizessem castelos.

— Yo, Sakura!

— Vem, vamos ver quem faz o melhor castelo – Himawari disse.

Enquanto a hora do almoço chegava, as crianças se distraíram ou em rápidos mergulhos na lagoa, partidas de vôlei com a bola e a rede que Suigetsu trouxe, e beliscar a comida.

Tsunade estava numa cadeira de praia como se dormisse,graças aos óculos, mas vez outra dando um gole na bebida.

Houve um acordo mudo de ninguém jogar apostado, ela poderia querer se meter...

Sasuke não apreciou mais jogo depois de duas partidas, cair na areia e ficar com ela em lugares desconfortáveis não era tão divertido quanto Naruto insistia, mas saiu deixando empate, então ficou satisfeito.

Voltou para a sombra do guarda sol e Karin lhe ofereceu uma garrafa de refrigerante.

— Você estava olhando as crianças, certo? Fui no quiosque com Izuna.

— Hn? Não levou Sakuya?

— Ela estava fazendo a maior monte de areia, vulgo castelo, que podia, mas você a olhou certo?

Ele assentiu, voltando a atenção para onde vira a filha pel ultima vez, ela estava diante de um monte de areia que já estava ficando maior que ela, mas estva longe de parecer um castelo, não que ele fosse comentar isso pra ela.

Mangetsu e Izuna estavam num projeto de casinhas em volta feitas apenas com o formado dos baldinhos e alguns bonecos.

Himawari olhava em volta, um tanto agoniada e então começou a correr.

— Hey! Hima?! Hima?! – Hinata gritou, quase largando a bacia com batatinhas que Boruto atacava, ver a filha correr tão rápido e sem mais nem menos em meio tanta gente a aterrorizou.

Não podia se culpar, Himawari passara por uma tentativa de sequestro quando era pequena, deixa-la sozinha entre estranhos era algo que Hinata não estava pronta para enfrentar tão cedo, mesmo que a garotinha não lembrasse do ocorrido.

— Himawari?!

— Pra onde ela vai?

— Vai buscar ela, Boruto! – Boruto não pensou duas vezes antes de correr.

— Hima! – ele já nem a via entre tantos guarda-sóis.

— Naruto! Naruto?! – Gritou Hianta indo para onde jogavam vôlei, Naruto agarrou a bola no ar em vez de rebate-la e parou o jogo, fitando a esposa.

— Oe?!

— Himawari!

— Que?

— Himawari está correndo por aí!

— Que diabos...

Ele largou a bola e correu, Sasuke logo o acompanhou depois de mandar os meninos irem para perto da mãe, afinal, não sabia o que estava havendo.

— O que está havendo? – Naruto disse.

— Ela simplesmente correu, acho que viu algo.

— Mas que diabos...

— O que foi que houve? – disse Lee os acompanhando.

— Encontre Himawari!

— Tá!

Eles se dividiram pela praia e depois de cinco minutos naquele sol, toda cabeleira escura e de baixa estatura parecia ser Himawari, até pra ele.

Mas a voz de Boruto só era confundível com a de Naruto.

— O que está fazendo, Hima?! – Seguiu até ele, que estava abaixado encarando a garotinha que se debulhava em lágrimas.

— O que aconteceu? – Sasuke indagou, se abaixando.

— Eu não sei! Hey, Hima, está assustando todos!

— Eu não queria... Não queria.

— Tudo bem, apenas fala, certo?

— Era só pra ela buscar mais água, eu juro.

— Hima! – Naruto exclamou, quando chegou, ela pediu colo e ele a pegou, apertando aliviado – Não me assuste assim, querida.

— Papa!

— O que houve hã?

— Você, estava no contando – Sasuke disse, — Continue.

Soluçando enquanto Naruto enxugava suas lágrimas com os dedos enfaixados.

— Eu pedi pra Sakura-chan buscar mais água para o nosso castelo, mas-mas...

— Sakura?!

— Não me diga que...

Ela assentiu.

— Ela sumiu! Eu juro que foi sem querer, era só pra trazer mais água.

— Meu deus, Boruto, você viu a Sakura?!

— Na-não! Estávamos esperando pra jogar, ela estava com a Hima e os pirralhos!

— Merda – Sasuke rosnou, dando a volta e começando a escanear em busca do chakra de Sakura. – Ela estava com alguém, Himawari?

— Acha que alguém atraiu ela?

— Qualquer um pode atrai-la, Naruto e ela pode simplesmente ter resolvido dar uma volta.

— Tinha uns homens perto, mas ela parecia muito longe pra saber, só sei que foi pra essa direção! – Himawari lamuriou.

— Tsc.

— Eu vou procurar! – Boruto exclamou, Naruto segurou sua gola – Hey!

— Volte com a Hima, a mãe de voces vai ter um treco, eu vou procurar.

— Mas...

— Agora, Boruto, vamos, Sasuke!

Os dois seguiram a passo duro e Boruto puxou a irmã começando a correr de volta.

— Himawari! – Hinata se abaixou pegando a filha – Não faz mais isso.

— Me desculpe!

— O que aconteceu?

— Gente, eu não to vendo a Sakura em lugar algum! – Ino exclamou.

— Esse é o problema, ela saiu por aí! – Boruto disse.

— Que?

— Eu não acredito...

Shikadai encarou Inojin e Shisui logo se voltou para Himawari.

— Ela estava com alguém, Hima?

— Eh? Não sei dizer, estava longe, tinha gente perto dela, mas não sei se estavam levando ela, mamãe me desculpa! Eu só pedi pra ela buscar água.

—Tudo bem querida, seu pai e Sasuke-san vão acha-la.

— Como eles eram? – Inojin soltou.

— Inojin...- Shikadai disse.

— Ora! Não sabemos! – ele soltou, nervoso.

— Inojin? Crianças, o que está havendo? – disse Ino.

Inojin suspirou, transtornado.

— Eu levei a Sakura para a Cabana pra comprar besteira, e tinha uns caras lá tirando gracinha, eu ignorei, mas eles eram ANBUS...

— ANBU?! Fora de serviço? Porque não nos disse?

— Eles não se aproximaram, e Sakura não percebeu, eu não quis estragar tudo,só nãogostei do olhar deles... Era nojento...

— Meu deus...

— Se acalma Ino, podem ser só engraçadinhos.

— Pelo amor de Deus, Sai! São ANBUS, sabe muito bem como são e vivem, passam meses em missão e voltam parecendo animais! Eu não digo todos, mas se sabem como Sakura é e ainda acham que podem mexer com ela de maneira sexual, obvio que tem mente deturpada!

— Desculpe por não dizer.- Inojin disse.

— A gente resolveu apenas ficar de olho enquanto passeava com ela.- Shisui falou – Mas nada de mais aconteceu.

— Tudo bem, ficar aqui reclamando não vai adiantar – Suigetsu interrompeu — Sabe como eles são certo, garoto?

Inojin se abaixou, rapidamente, desenhando na areia os rostos dos homens, tão rápido e habilidoso como o pai.

— Sem perca de tempo – Shikamaru disse – Se espalhem e alguém fica aqui, Sakura pode voltar sozinha, não temos certeza de que esses idiotas a levaram.

— Encontre Naruto e Sasuke, eles já podem descomfiar e ficar possessos – Hinata pediu, angustiada.

— Eles já devem estar, sabendo ou não.

— Eu falei com a Amane! – Tenten anunciou, exbindo o telefone. – ela disse que está do outro lado, e que vai procurar com alguns amigos, também chamei alguns salva-vidas pra ficarem de olho na água.

— Boa Tenten, vamos procurar, agora.

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— Tem certeza disso, Miyako? Se nos pegam, estamos mortos – Disse um dos homens.

Sakura estava começando a desgostar, haviam andando muito e nada de chegarem nas canoas outra vez, além de que, a água no baldinho de Himawari estava acabando e eles nem a deixaram pegar mais.

Miyako, o homem loiro ignorou o aviso. Observando a mulher encostada na parede de um dos muitos banheiros distribuídos. Na parte mais remota do lugar, perto de uma das saídas do parque.

— Que se dane, esperei doze anos por isso.

— Que cara rancoroso – desdenhou o outro. Eles eram bem mais novos. Por isso não sabia o que Miyako passou, nas mãos daquela beldade de mãos milagrosas e esmagadoras, que esmagaram o orgulho dele.

Segurou o queixo dela, devagar, sabia muito bem que qualquer movimento brusco ou rude a faria aqueles cabelos os destroçarem.

Mas se fizesse devagar.

Faria o que quisesse.

E era isso que queria.

Sakura Haruno o dispensou há muito tempo, muitas vezes mais do que tinha direito não importa quanto bonita ou poderosa fosse.

Ela ia finalmente pagar.

Notas finais
Oh, Sakura está encrencada! E parece que os mistérios permanecem hein?1 HAUSHUAHUAS Desculpa gnt, tive um puta bloqueio e ainda me vi envolvida numa fic que eu lancei esses dias. Curtem sacanagem? (Que pergunta besta né, Kin? A gnt lê tuas fics, uai :v) Um pouco de mistério? Então Leiam: Toc-Toc " “Nunca se deve abrir a porta sem ter certeza de quem bate.” Esta era uma lição comum, mas Sasuke Uchiha a aprenderia da maneira mais exorbitante, assombrosa, e viciosa possível. Se é que aprenderia." " Link: https://fanfiction.com.br/historia/677236/Toc-Toc/