Lost In The Memories
4 Capítulo 4 – “A Casa”
Notas iniciais
Hoje eu terminei a fic. Ela tem 9 capitulos.
Gente ela é meu xodó. espero que gostem.
Fiquei parado, de boca aberta, ao observar aquilo, bem, mas pense bem, eu estava no meio do deserto pelo que me lembro, entrei em uma caverna, e...isso... incrível- Uau... você mora aqui ??? — sussurrei- Sim, aqui é minha casa há algum tempo, porem eu já morei em outros lugares...maiores...mais distantes....mas confortáveis....Sophia começou a tirar seu casaco, quando apareceu um homem, nessa horaeu levei um grande susto...porque eu não tinha visto ninguém além de nós dois, e também não tinha visto nenhuma outra porta ou entrada... não que eu tenha reparado muito no 'aposento' mas, mesmo assim acabei me assustando...O homem foi até a Sophia e ajudou-a a retirar seu casaco... falou algo que não compreendi, ela sacudiu negativamente a cabeça e ele saiu. Ela pegou uma taça, e encheu de um liquido, que eu não pude ver o que era, ela estendeu o copo em minha direção e disse:- Beba, você deve estar com sede. — Nesse momento me dei conta que a muito tempo não bebia ou comia algo. Bebi. Aquilo desceu queimando minha garganta, era forte, muito forte, e doce. Logo depois ela pegou uma bacia que continha água e um pano, molhou o pano na bacia e me olhou, eu me aproximei e me sentei no chão....Não entendia como, mas ela não precisava nem falar, ela somente me olhava e eu entendia o que ela queria, era como se ela me hipnotizasse. Ela levou o pano até o corte um minha cabeça.- Ai.. Dueu.. – fiz cara de dor, ela sorriu levemente para mim, e continuou a limpar minha ferida.Nisso aquele homem retornou, e dessa vez, pude ouvir o que ele dizia. - My lady, me perdoe incomoda-la, mas a senhora não quer que eu mande algum criado fazer isso? Ele é somente um...- Basta!!! – disse ela bruscamente, eu me assustei, saindo do meu leve transe, nisso ele se calou e abaixou a cabeça — Pode deixar que eu mesmo o faço, porém, gostaria que trouxesse roupas limpas para o Sr. Way, e também que preparassem um banho adequado para ele. E lembre-se, ele é meu convidado e como tal tem que ser tratado.Fiquei meio constrangido de perguntar algo, mas se não falasse, acho que iria explodir.- Sophia, tem muitas pessoas aqui, você é dona daqui? — perguntei olhando em volta — e... err... Bem onde estamos?Ela afastou as mãos de minha cabeça, pelo jeito já havia terminado de limpar meu machucado, me olhou e disse:- Há mais algumas pessoas aqui, alguns criados. E sim eu sou dona daqui, estamos em minha casa, e isso é tudo! Agora vá com eles — disse apontando para dois criados — Eles o levarão para tomar um banho quente, depois nós conversaremos mais.Quando eu voltei para junto da Sophia, ela estava sentada numa cadeira com uma taça na mão e com um cacho de uvas na outra, ela estava com uma túnica branca, toda bordada, fiquei parado admirando sua beleza quando ela me disse:- Venha se sentar e comer algo...eu não mordo — ela sorriuSentei-me na cadeira a seu lado, uma criada trouxe-me um prato de comida, nela havia pão e um pedaço de carne e também uma taça com vinho. Fiquei calado enquanto comia.Eu estava apenas a observando, ela era tão delicada, tão gentil, tão...- Pois bem, pode me perguntar o que quiser.... Eu o responderei se puder fazê-lo – disse calmamente.- An... É... bem... eu queria saber sobre meus amigos – falei baixo, abaixando a cabeça, me sentia envergonhado, havia algum tempo que eu estava ali, no quente, no seco, com comida e bebida, e somente naquele momento é que eu me lembrara deles. Onde estariam? Estariam com frio? Com fome?- Nada sei sobre seus amigos, mandei que um de meus servos os procurassem, porém não viram ninguém... Eu sinto muito... algo mais?Comecei pensar no que eu iria perguntar, estava me sentindo tonto, não sei se era porque eu havia perdido muito sangue, ou se era por causa do vinho, mas eu mal conseguia raciocinar.- Parece-me cansado, é melhor que descanse por hora, logo, conversaremos mais. - É .. An...obrigado...mesmo....- disse meio aliviado.- Não foi nada – com um gesto, aquele homem que havia me assustado apareceu – leve o Sr. Way, ele precisa descansar, cuide bem dele.Quando estávamos quase saindo de sua presença ela falou — Ah... Marx, depois de acompanhá-lo, volte, preciso lhe falar.- Ele fez uma reverencia.
– Sim. My Lady.Fui levado a um lugar onde havia uma cama uma mesa e uma cadeira ,o homem que se chamava Marx disse:- Se precisar de algo, é só chamar pela Anne – ele apontou para uma criada que se aproximou silenciosamente, ela era loira e não muito alta, ela sorriu para mim e se afastou — é melhor descansar agora, logo a Senhora lhe chamará — ele concluiu, saindo rapidamente do aposento.Me deitei na cama e fiquei pensando. Onde eu estava, o que teria acontecido com meus amigos, e principalmente nela, Sophia, quem era ela? E porque essas pessoas se comportavam daquela maneira em sua presença? Era como se ela fosse uma Rainha. Com esses pensamentos em mente, dormi.[enquanto isso Marx entra no aposento onde Sophia se encontra e se ajoelha no chão]- My lady, desejava falar comigo? Sophia que estava sentada, se levantou e ficou olhando-o, após uns minutos ela falou:- Marx, você sabe o por quê dessa conversa, não tente me enganar, eu vejo nos seus olhos...por que você me seguiu hoje? Saiba que ele quase me viu, na hora errada...- My lady, me perdoe- disse abaixando a cabeça – mas eu me preocupo com sua segurança... E...esse tal Gerard, ele não tem nada de especial , e...- Como ousa me contestar? – ela ergueu a voz e se aproximou de Marx que tremia levemente – por acaso você acha que eu não sou capaz de fazer julgamentos? - Não My lady, me per...- CALE-SE!!!! Você pouco, ou nada sabe sobre ele. Se eu o escolhi entenda que há motivos para tal, compreende?- Sim, My Lady – disse num tom obediente.- Quase pôs tudo a perder, se ele tivesse visto você ou a mim, ele desconfiaria, ele não pode saber quem somos, ainda não... Entendeu?- Sim , My Lady.- E saiba que você será responsabilizado por qualquer coisa que acontecer a ele, de agora em diante ele é sua responsabilidade, se ele sofrer qualquer arranhão que seja, você será punido, me entendeu? – disse num tom sombrio.- Sim, My Lady – abaixando ainda mais a cabeça.Sophia pôs a mão no queixo de Marx e o pôs de pé, ele a olhou nos olhos e ela disse calmamente:- Não se preocupe, eu sei o que faço, somente me ajude no que te peço. Você é, e sempre foi, um servo leal e um bom amigo, não me decepcione agora. — disse ela, e depois dando-lhe um beijo no rosto – Agora vá, e cuide dele.Quando Marx saiu, Sophia se deitou calmamente em sua cama, e pensou no que acabara de se passar e no que ainda estava por vir.
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