Lost In Darkness

4 Capítulo dois - Lutamos e viajamos.


Notas iniciais
MIL E UMAS DESCULPAS por ter demorando tanto tempo, seguinte: o computador em que eu guardo essa fic estava quebrado, e só arrumei ele hoje.
Sou terrível para descrever partes de ação, então esse comecinho é meio zzz.

– Vish. – foi a única palavra que saiu da boca de Nick desde que saímos do taxi.

– Claro, seu Vish foi muito lucrativo – disse Liz pegando sua faca da bota. O homem/cachorro estava nos encarando.

Eu não conseguia falar nada. Eu apenas travei.

O cachorro começou a correr em nossa direção, tentamos despistar ele.

Corri para a esquerda, Nick para a direita e Liz foi para trás.

O que você faz quando um cão infernal quer matar sua melhor amiga? Ótima pergunta. Bom, o que eu fiz foi gritar.

Ele pulou em cima dela e a derrubou no chão. Sua faca caiu para o lado e o cachorro estava segurando a Liz, então ela não conseguia se mover.

Só de ver aquele cachorro babando em cima dela eu queria vomitar.

– Sai de cima de mim seu fedorento – ela tentava chutar a barriga dele.

Tudo foi muito rápido, não sei como descrever.

Em pânico, eu levantei e apontei meus dedos para o cachorro.

Eu não sei porque, eu não sei como, mas alguma coisa saiu do meu dedo e paralisou o cachorro. Que tipo de pessoa normal tem coisas saindo do dedo? Era uma luz meio roxa, com uns cristais no meio... Eu realmente não sei.

Ele não se mexia, mas ainda estava vivo, eu podia ouvir sua respiração.

Liz finalmente conseguiu se mover e pegou sua faca, a enfiou na barriga do cachorro e ele transformou em pó.

– Ótimo – ela disse se levantando – agora vou ficar toda suja.

– Onde está o Nick? – perguntei.

– Aqui. – ele respondeu e saiu de dentro de uma caixa de lixo – Primeiro: Liz, você é muito corajosa. Segundo: Sam, o que foi aquilo com seu dedo? Terceiro: Eu não acredito que não me mexi. Eu travei. Eu devia ter ajudado vocês.

– Não tem problema. – eu disse – Não foi culpa sua.

– Foi sim. – ele respondeu.

– Foda-se de quem foi a culpa. Eu quero ir logo pro aeroporto, preciso sentar. – disse Liz.

Pegamos outro taxi (dessa vez sem um motorista monstro) e finalmente chegamos no aeroporto.

Eu não sei como, e nem quero saber, Liz tinha arranjado um passaporte para cada um de nós. Ela sempre teve muito contato com filhos de Hermes.

Fui comprar as passagens enquanto Liz se limpava no banheiro, e Nick comprava lanches para nós.

Foi bem constrangedor, porque o homem que estava me vendendo não parava de olhar para meus olhos.

Tudo bem que não é todo dia que você encontra alguém com olhos violetas, mas supera cara!

Enfim, depois dos infinitos minutos comprando as passagens, fui encontrar Liz e Nick para embarcar e comer nossos lanches.

Comemos em silêncio, apenas olhando um para a cara do outro com a tensão de “acabamos de matar o motorista do taxi.”

Não recomendo.

Finalmente entramos no avião. Não recomendo entrar em um avião com a Liz.

– Hum... – ela disse – eu quero ir na janela. Porque gosto de observar as nuvens para não ter certeza que estamos caindo.

– Ham? – perguntou Nick sentando ao lado dela.

– É, e agora preciso olhar para a cara de algumas pessoas que estão no avião para ver se consigo imaginar o avião caindo e a cara delas, e se consigo imaginar eles chegando salvo. Assim eu fico menos paranoica.

– É possível? – Nick perguntou.

– Eu tenho uma fobia, ok? – ela suspirou e deitou a cabeça na cadeira.

– Relaxa Liz. – eu disse. Peguei um panfleto que estava na frente da cadeira e comecei a folhear. Existem tantos países, tantas culturas... algum dia espero poder conhecer tudo isso. – Pense em quantos aviões voam por dia, claro que algum vai cair, mas você não será azarada o suficiente para ser o seu.

– Eu espero. – ela respondeu com a voz baixa.

O avião começou a lotar e as aeromoças passaram ao nosso lado para verificar se estávamos de cinto. Uma tv abaixou na nossa frente e começou um vídeo sobre o que fazer/não fazer em um avião.

Mandaram desligar os telefones, como eu não tinha telefone para desligar, apenas desliguei minha mente nesse momento.

– O cara do seu lado – Liz me cutucou – Ele não desligou o telefone. O avião vai cair!

– Sem drama, Liz – reclamou Nick que estava tentando dormir.

- Eu não quero morrer em um avião. – ela disse – Licença, moço! – ela esticou o braço para cutucar o senhor do meu lado. – É, você mesmo – ela disse ao homem quando ele virou em sua direção.

– Ai Zeus... – sussurrei.

– Você poderia desligar o telefone? Não sei se percebeu, mas o avião está andando. Vamos decolar.

– Não se preocupe mocinha, eu ando muito de avião. Um celular não derruba isso não.

– O celular pode não derrubar um avião. Mas eu vou derrubar você dessa cadeira se não desligar essa coisa agora! — ela disse. O Homem arregalou os olhos e desligou o celular – Obrigada. – ela sorriu.

– Você é louca – disse Nick rindo.

– Eu fico muito tensa na hora da decolagem, agora vamos, me de sua mão ou eu choro – ela agarrou a mão de Nick que estava do lado dela. Depois vou agradecer a alguém por não ter ficado no meio.

O avião decolou repleto de gritinhos da Liz toda vez que dava uma turbulência, e uma risada alta de Nick em seguida.

Quando o avião finalmente estabilizou, decidi ir no banheiro e lavar o rosto. Vai ser uma longa noite.

– Estou um caco – disse a mim mesma quando me vi no espelho – O que eu não faço por você, Juliet.

Voltei para o meu lugar e encontrei uma Liz bem mais sorridente.

– O que aconteceu? – perguntei.

– Depois que o avião estabiliza e começam a servir comida, eu me acostumo com o ambiente e um pouco do medo passa.

– Pelo menos assim vou conseguir dormir um pouco – resmungou Nick.

– Vai sonhando – ela olhou para a janela – Se uma turbulência começar, eu acordo os dois no mesmo segundo.

– E por que você não dorme um pouco? – perguntei.

– HA – ela gargalhou – Até parece. Eu não durmo em um avião, querida.

– Ok, querida – imitei a voz dela – Mas eu durmo.

Depois disso não lembro muito bem o que aconteceu. Apenas virei para o lado e peguei no sono.

É claro que sonhei.


Eu estava na frente de Juliet. Mas ela não parecia ela.

Ela estava cansada, acabada, um “caco” como eu diria.

Eu tentava gritar, mas ela não me escutava.

E então, duas vozes desconhecidas começaram a falar. Eu não conseguia acompanhar a conversa, mas conseguia entender algumas frases. “Ela não está pronta para te receber” e “Ela precisa morrer” e “Não vamos dar tempo para aqueles semideuses idiotas.”


Notas finais
Bem... é isso! O que acharam?
Se quiserem conversar comigo, aqui meus contatos:
tumblr: http://vampireftdemigod.tumblr.com
twitter: https://twitter.com/ohtvdpjo
se alguém quiser meeesmo conversar, eu passo o fb, mas é só pedir no tumblr ou no twitter.
comentem hein?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.