Lost Girl
4 Brian Haner
Depois de alguns minutos do terrivel acontecimento, eu tentei me esquivar para tentar sair de perto daquele beco escuro e ir a algum lugar mais claro e movimentado, mas foi uma péssima ideia, senti uma horrivel dor nas costelas.
Após muito esforço e muitas dores, consegui ir para a frente de uma loja, cohilei uns minutos la.
- Vamo vagabunda, acorda. — Ouvi a vóz de um homem e me virei para ver quem era, o dono da loja.
- Eu não posso ficar em outro lugar. — Disse fraca.
- Não me interessa nada disso, não quero nenhuma vagabunda dormindo em frente da minha loja. — Ele começou a me chutar logo aonde estava dolorido, o que fez doer ainda mais, comecei a chorar e ele não deu a minima, consegui ir para longe daquela loja e me acomodei em um lugar la. Levei minha mão direita até a costela que estava muito dolorida, quase mal podia respirar direito, comecei a chorar desesperadamente por ajuda, mas também tinha medo se alguma coisa daquele tipo ia acontecer novamente.
P.O.V's Synyster Gates.
- Cara, a gente não tinha trabalho pra fazer? — Johnny disse preocupado.
- Tinha, não vou fazer porra nehuma. — Jimmy respondeu por nós tomando um gole de sua Heineken
Eu estava muito destraído olhando para uma garota na rua que chorava aos prantos com uma mãe na costela.
- Acorda Gates. — Jimmy disse dando um tapa na minha cabeça.
- Ai viado, não faz isso. — Falei passando a mão no lugar onde ele me deu o tapa.
- Que foi cara? — JoJo perguntou olhando para a mesma direção em que eu olhava.
- Aquela garota ali. — Apontei.
- Parece que ela ta mal. — Jimmy disso.
- A sério mesmo? — Jojo perguntou com irônia.
- Sera que ela precisa de ajuda? — Perguntei a mim mesmo ainda atento nela.
- Vamo la. — Sullivan disse correndo até a garota, seguimos ele, e logo quando nos aproximamos dela, ela deu mais um gemido de dor e nos olhou assustada.
- Ta bem? — Perguntei me ajoelhando em frente a ela e vendo sua cara de medo. — Hey, calma, não vamos fazer nada com você.
- Ainda não. — Jimmy fez a piadinha sem graça dando mais medo na garota.
- Não é hora pra brincadeira Sullivan. — Johnny disse dando uma cotovelada nas costelas dele.
Me levantei até eles e sussurrei para eles.
- Temos que ajudar ela cara, não podemos deixar ela aqui. — Sussurrei.
- Nossa, o Gates com pena de alguem? — Jimmy debochou.
- Cara, é sério ela não parece estar nada bem. — Jo disse.
- Ok, ok, vamos levar ela, no meu carro. Ele disse se agachando para pegar a menina que deu um gemido alto.
- A costela dela deve ta quebrada idiota, cuidado com ela, não é um brinquedo. — Johnny deu um tapa na cabeça dele.
- ÔOO mas tão que tão hoje viu... Vamos logo. — Disse pegando a chave do bolso do Sullivan.
Fomos para o hospital e levamos ela para a emergencia, e esperamos um pouco, como o Sullivan tinha dito, foi a primeira vez que eu resolvi ajudar alguém mas não era a primeira que sentia dó de alguém, eu apenas tenho essa cara de mal, não acredito realmente que eu seja uma pessoa fria.
(..)
- São parentes de Alice Parker? — Um médico disse vindo em direção a nós.
- É o nome dela? — Jimmy sussurrou.
-Não a conhecem? — O médico perguntou desconfiando de alguma coisa.
- Na verdade não, ela estava na rua chorando de desespero, resolvemos ajudar. — Eu disse.
- Bom, já que se importam, ela quebrou três costelas, foi muita sorte das costelas não atravessarem o pulmão, e está parecendo que ela foi vitima de estupro. — Falou olhando em uma ficha.
- Deve ser por isso que ela olhou com medo da gente. — Jimmy sussurrou raciocinando tudo.
- Sabem onde está os pais dela? — Ele perguntou ajeitando os oculos.
- Ela estava sozinha na rua, toda suja. — Respondi dando ombros.
- Podemos ir vê-la? — Jimmy perguntou com os olhos brilhando, mas que porra tinha com aquele garoto que toda as pessoas que ele via já determinava como um amigo?.
- Se quiserem..
Fomos até o quarto dela e la já estava limpa e com uma faixa nas costelas, e claro, com um sutian.
- Você — Ela disse fraca apontando a mim. — Foi você quem me salvou. — Ela disse ainda fraca.
- Geralmente dizem obrigado. — Disse timido coçando a cabeça.
- Obrigada. — Ela sorriu fraco e retribui o sorriso.
Ficamos algum tempo conversando, ela era tão legal que nem sabiamos como ela tinha ido parar na rua.
Depois fomos para a casa e fiquei pensando um pouco, já que amanhça ela teria alta, eu não poderia deixa-la na rua, não depois disso.
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