Lost Drams
8 Capítulo 8
Terminei de prender meus cabelos e peguei minha mochila saindo do quarto. Desci as escadas e fui para a cozinha. Não tinha ninguém, mas tinha um bilhete da minha mãe falando que ela e meu pai tinham saído cedo para resolver algumas coisas e que meu café da manhã estava pronto e que era para mim comer tudo. Tomei café rapidamente pensando nos últimos dias. Tinham se passado dois dias desde que tinha contado para as meninas sobre minha gravidez e o que tinha acontecido com Rick e eu. Elas aceitaram bem. Rick vinha aqui em casa ver como eu estava todas as noites. E isso não era uma coisa que as pessoas achavam estranho, já que eu costumava vim muito antes mesmo da minha gravidez. Terminei de comer e fui para o ponto de ônibus.
Assim que cheguei lá, vi Carla discutindo com um menino que eu não conhecia. Ele parecia ser mais velho do que a gente. Talvez um universitário. Me aproximei deles e ela se virou para mim sorrindo.
— Ei, Ally. – ela me cumprimentou animada. – Como você está?
— Bem e você?
— Ótima. – ela disse sorrindo. – Me deixa te apresentar. Esse é meu primo, Marcus. Ele se mudou para cá, e vai morar lá em casa. Na verdade, ele vai trabalhar com seu pai. E decidiu que tinha que me acompanhar até o ponto de ônibus.
— Oi. – falei acenando para ele.
— Oi. Carla fala muito de você. – ele disse apertando minha mão.
— Eu queria dizer o mesmo, mas não posso. – falei fazendo Carla bufar.
— Ele sabe que eu não o amo. – Carla disse pegando mochila e colocou no ombro. – A gente se ver mais tarde.
O ônibus parou na nossa frente. Acenei uma última vez para o primo dela e entrei no ônibus. Como sempre nos sentamos com as meninas. O caminho todo formos conversando. As primeiras aulas foram as mesmas chatices de sempre. Quando deu a hora do almoço fui para a cantina com as meninas. Notei que Clarisse não estava com a gente, mais não liguei e peguei minha comida.
— Eu ainda não acredito que vamos ter prova amanhã. – Mika disse fazendo cara de choro.
— Olha belo lado bom, é apenas de história. Podia ser de cálculo. – falei mordendo minha maça.
— Me sinto muito melhor ao saber disso. – ela disse fechando a cara.
— Sabe, fiquei sabendo de uma coisa. – Camilie, a líder das líderes de torcida disse parando ao meu lado na nossa mesa. Clarisse estava com ela. – E quero saber direto da fonte se é verdade.
— Camilie, você prometeu. – Clarisse disse nervosa.
— Fiquei quieta, Clarisse. Preciso saber disso. – Camilie disse olhando para mim. – É verdade que você está gravida?
— Quem te disse isso? E não te interessa se ela está gravida ou não. – Carla perguntou na defensiva quando eu não disse nada.
— Não estou falando com você, Carla. – Camilie respondeu olhando para ela friamente. – Mas obrigada por confirma o que Clarisse me disse e o que eu sempre soube. Se fazendo de santa esse tempo todo e está gravida. Sabe, Ally, estou doida para chegar em casa e falar para meus pais que a menina que eles acham que devo imitar vai ser mamãe. – ela aumentou a voz chamando a atenção dos outros alunos. – Isso mesmo pessoal. A menina certinha, que muito dos nossos pais queriam ter como filha, está gravida. Não devemos dá os parabéns para ela?
— Camilie, pare. Você me prometeu que não ia contar para ninguém se eu te contasse isso. Pare. Por favor. – Clarisse disse nervosa.
— Você contou para ela? – perguntei olhando para a minha amiga.
— Ally, ela me perguntou ontem porque você estava comendo coisas mais saudáveis e eu disse que não podia contar. – ela começou nervosamente. – Então hoje, ela me falou que se eu contasse, ela me tornaria assistente dela.
— Você prometeu que não contaria para ninguém. – falei me levantando.
— Viu pessoal. A santinha aqui não tem nada de santa. Gravida aos quinze anos. – Camilie deu um passo para se aproximar mais da mesa. – Quem é o pai? Quer dizer, você sabe quem é o pai?
— Eu não preciso ficar aqui escutando isso. E mesmo se eu tivesse deitado com a cidade inteira, isso não lhe diz a respeito. – falei pegando minha bolsa. – Clarisse, me faz um favor, esqueça que um dia foi sua amiga.
— Ally, por favor. Me deixa explicar.
— Explicar o que? Que usou minha gravidez para conseguir uma coisa que queria? Eu notei isso. Agora eu esperava isso de qualquer pessoa, menos de você. Não dá pessoa que me conhece desse que éramos bebê. Esqueça que um dia fomos amigas. – falei me levantando e pegando minha mochila.
— Ally, espera. – Clarisse gritou mais não dei importância.
Apenas me virei e comecei a correr. Sem nem mesmo notar as lágrimas começaram a descer. Atravessei a rua correndo e passei a correr mais rápido. A distância entre a minha casa e a escola era de dez minutos de carro. Trinta a pé. Mas não liguei para isso. Apenas corri.
— Ei. – escutei uma voz masculina quando bati em alguém por não ver por aonde andava. – Cuidado.
— Desculpa. – falei passando a mão no rosto para secar algumas lágrimas.
— Ally? Está tudo bem? – quando o homem segurou meu braço olhei para cima e vi o primo de Carla parado na minha frente.
— Sim. Apenas... Eu preciso ir. – falei tentando me afastar, mas ele segurou meu braço.
— Espera. Não vou deixar você sair assim. O que aconteceu? Por que está chorando? Não deveria estar na escola?
— Eu briguei com uma amiga e sair correndo. Estou bem. Depois eu pego a matéria. E eu tenho autorização para sair mais cedo hoje por que vou sair com a minha mãe. – falei passando a mão no rosto para seca-lo. – Eu preciso ir.
— Eu vou te acompanhar. – ele disse passando a andar do meu lado.
— Não precisa. – falei passando a mão no nariz.
— Eu faço questão.
Enquanto a gente andávamos Marcus tentou puxar assunto, mas eu não queria falar. Quando chegamos na minha casa, vi que minha mãe estava saindo de casa. Provavelmente ela estava indo para a escola me buscar.
— Oi, Ally. – minha mãe disse se aproximando da gente. – O que você está fazendo aqui? Eu não ia te buscar?
— Ia, mas aconteceu uma coisa na escola e decidir vim para casa. – falei passando a mão no cabelo.
— E quem é esse? – minha mãe perguntou olhando para Marcus ao meu lado.
— Esse é o primo de Carla, Marcus. – falei apontando para ele. – Marcus, essa é minha mãe.
— Oi, prazer. – ele disse apertando a mão da minha mãe.
— O prazer é meu. – ela disse na hora em que o carro do meu pai parou na frente de casa.
— Ei. – Meu pai disse saindo do carro, enquanto Rick parava o carro dele e descia. – Marcus, pensei que só íamos nos encontra semana que vem.
— E vamos. Apenas vim acompanhar Ally até em casa. – ele disse fazendo com que meu pai e Rick olhassem para mim.
— Por que? Aconteceu alguma coisa? – meu pai perguntou se aproximando de mim me estudando com o olhar. Notei que ele olhou esperançosamente para minha barriga. Como se esperasse que eu falasse que perdi o bebê.
— Eu e Clarisse discutimos. – falei sem olhar para eles.
— Por que? Vocês nunca brigaram. – minha mãe perguntou surpresa.
— Ela meio que contou para Camilie que eu estou gravida e a Camilie contou para a escola toda na cantina. – falei olhando para meus pés.
— Ela fez o que? – minha mãe deu um grito fazendo com que alguns vizinhos olhassem para gente. – Eu vou ter uma conversa com essa menina agora mesmo. Vou lhe dá uns bons tapas.
— Você não vai. – falei firmemente. – Uma hora iam descobri. Uma hora a barriga vai crescer. Uma hora vou aparecer com uma criança nos braços. Na verdade, não importa.
— Claro que importa. – Rick disse se aproximando de mim. Ele não estava vestindo a farda, e estava arrumando pronto para sair. – Ela falou mais o que? Dá para ver que você andou chorando.
— Ela não falou nada. Quem falou foi Camilie. – deu de ombros. – Não importa, estou bem. E temos que sair. – me virei para o Marcus. – Obrigada por me acompanhar.
— De nada. Qualquer coisa é só me ligar. – ele disse entregando um cartão com o número dele.
— Claro. – falei olhando estranho para ele.
Marcus acenou para meus pais e Rick e foi embora. Quando olhei para os adultos, notei que eles estavam me olhando. Olhei confusa para eles.
— O que foi? – perguntei confusa.
— Onde o conheceu? – meu pai perguntou sério.
— No ponto de ônibus hoje de manhã. Ele é primo de Carla e ele acompanhava ela. Quando sair da escola, acabei batendo nele e ele disse que ia vim comigo e não me deu muita chance de nega. – falei sem dá muita importância. – Eu vou me trocar e já podemos ir comprar as alianças e ver os últimos detalhes do casamento.
Passei pela minha mãe e entrei em casa. Joguei minha mochila na cama e peguei uma roupa mais fresca. Peguei minha bolsa com meus documentos e desci as escadas. Meus pais e Rick estavam me esperando na sala. Meu pai já tinha trocado de roupa e bebia água enquanto falava no telefone.
— Sim, Carla, ela está em casa e está bem. – escutei ele falando. – Pode falar para as meninas ficarem despreocupadas. Não, ela não vai volta para a escola. Vamos sair com ela. Falou sim. Certo. Tchau.
— Era Carla. Ela queria saber se você estava bem e disse que mais tarde passa aqui com a Mika.
— Certo. – disse quando ele terminou a água e se dirigiu para a porta.
— Você vai com Rick. – minha mãe disse entrando no carro com meu pai.
Concordei com a cabeça e seguir para lá. Hoje seria um dia mais longo do que eu imaginava.
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