Lost Drams
26 Capítulo 26
Eu estava terminando de me arrumar. Hoje seria o jantar na casa do meu pai. Eu já estava com oito meses. Esse último mês tinha sido agitado. Entre provas, consultas medicas, aulas e últimos preparativos para a chegada do bebê eu não tinha muito tempo para fazer nada. Depois de arruma meu cabelo peguei minha bolsa de cima da cama e fui em direção a sala. Rick estava parado em frente da janela olhando para fora. Eu dei um leve sorriso e senti uma pontada no pé da barriga. Eu coloquei a mão na barriga e soltei a respiração que nem notei que tinha prendido. Desde que acordei estava sentindo essas pontas. Não estavam incomodando, então acho que era apenas preparação para o parto. A professora tinha me falado que isso era normal.
— Vamos? – chamei a atenção do Rick quando terminei de descer as escadas.
— Você está linda. – ele disse sorrindo para mim.
— Obrigada. – disse indo até ele.
Saímos de casa e fomos para a casa dos meus pais conversando sobre o dia dele. Quando sair do carro, senti a dor novamente. Ignorei e foi para o lado de Rick. Entramos juntos na casa dos meus pais. Minha mãe sorriu assim que me viu e veio me abraçar. Eu sorrir para ela e devolvi o abraço. Minha mão colocou a mão na minha barriga e sorriu.
— Oi, bebê. – ela disse sorrindo. – Como você está se sentindo?
— Bem. – disse tentando sorrir.
Meu pai se aproximou da gente e começou a conversar com Rick. Eu me afastei e comecei a andar pela sala. Em pouco tempo encontrei Clarisse sentada em um canto sozinha.
— Oi. – falei ne sentando ao lado dela.
— Oi. Você está?
— Bem. E você?
— Preocupada com a Camilie. – ela respondeu olhando para as mãos dela. – Ela está gravida, mas se nega a aceitar. Os pais dela proibiram dela aborta e ela tenta fingir que não mudou nada. Ela disse que não quer um bebê que ela não sabe quem é o pai.
— Isso é difícil. A gravidez era uma coisa tensa. – falei passando a mão na minha barriga. – Temos que aceitar muitas coisas. Tudo muda de uma hora para a outra. Em um minuto é uma adolescente normal, no outro, tem que pensar em outro ser que depende totalmente de você.
— É muita coisa para pensar, não é? – Clarisse disse sorrindo tristemente para mim.
— É.
— Ally. – Zoe gritou vindo para mim animada. – Pensei que não ia vim.
— Me arrumar com essa barriga é difícil. – falei me levantando. – Como você está?
— Bem. Um pouco enjoada, mas bem. – ela sorriu para mim.
— E você?
— Bem. Zoe, essa é Clarisse. Ela estuda comigo. Clarisse, esse é Zoe. A gente nos conhecemos na aula para mães de primeira viagem.
— Oi. Prazer em te conhecer. – Zoe disse apertando a mão de Clarisse.
— Ally, você pode vim aqui um minuto? – meu pai me chamou se aproximando. – Quero te apresentar a uma pessoa.
— Claro. Com licença. – falei me afastando delas.
Passei os próximos minutos conhecendo alguns amigos do meu pai com Rick. Como meu pai queria que Rick assumisse o cargo de assistente dele, queria apresentar Rick para alguns amigos que poderiam mexer uns pauzinhos e acelerar as coisas. Eu tive que conversar com esposas e os filhos deles. Algumas simplesmente ficaram fascinada com minha barriga. Até parecia que nunca tinham visto uma gravida na vida, que nunca tinham ficado gravidas. Durante a conversar com as filhas do prefeito as dores começaram a ficarem mais regulares e a incomodar. Como a médica e a professora tinham falado, comecei a contar o tempo. Ainda tinha um intervalo de uma hora e meia, e não estavam fortes o bastante para mim ter que avisar a alguém. Perto da hora em que a janta ia ser servida, Marcus e Carla chegaram. Rick olhou para Marcus e veio para o meu lado abraçando minha cintura. Eu rolei os olhos e acenei para Carla.
— Vamos comer. – minha mãe disse sorrindo.
Todos fomos para nossos lugares. Eu estava sem fome, então apenas estava brincando com a comida. Minha mãe olhou para mim e quando ela ia pergunta alguma me levantei.
— Vou no banheiro. – disse no ouvido de Rick e sair.
Eu entrei no banheiro e encostei na porta. Me aproximei do espelho vi que estava um pouco suada. Nada que a não ser que olhasse atentamente notasse. Eu esperei um pouco e notei que os intervalos entre as dores estavam diminuindo. E rapidamente. Agora era meia hora entre as dores. Eu suspirei e sair do banheiro. Assim que cheguei a sala de jantar voltei para o meu lugar. Eu não comi nada, apenas bebi um pouco de suco. Assim que terminou a janta, todos voltaram para a sala para esperar pelo café. Eu suspirei e fiquei ao lado do Rick. Fui no banheiro novamente. Assim que fechei a porta, minha bolsa estourou. Sair do banheiro e procurei o Rick pela sala. Ele estava parado ao lado do prefeito conversando. Fui até ele.
— Rick? – chamei fazendo ele me olhar.
— Oi?
— Eu preciso que você me leve para o hospital. – disse calmamente sem tentar chamar a atenção. – Minha bolsa estourou.
— O que? – ele gritou fazendo com que todos olhassem para nós.
— Eu estava tentando não chamar a atenção de todos na sala, querido. – falei e apertei o braço dele quando senti outra pontada, mas forte do que as outras. – Mas como eu estava dizendo, minha bolsa estourou. O bebê vai nascer.
Rick olhou para mim por um segundo em choque, antes de me pegar no colo e correr para o carro. Eu balancei a cabeça e esperei até que ele abrir a porta. Ele me sentou delicadamente no banco e depois de falar rapidamente com meus pais, entrou no carro.
— Seus pais vão se despedi do pessoal e vão para o hospital. – ele disse dando partida no carro e o tirando da vaga. – Sua mãe vai ligar para a medica e o hospital avisando que estamos indo para lá.
— Tudo bem. – disse entre os dentes, ao sentir outra pontada.
— De quanto em quanto tempo está vindo? – ele perguntou olhando rapidamente para mim.
— Agora está vinte cinco minutos, mas está diminuindo. – falei passando a mão na barriga. – Será que tem alguma coisa errada? Ele só deveria nascer mês que vem. Acabei de fazer oito meses.
— Não, querida. Está tudo bem. – Rick disse pegando minha mãe e a beijando. – Tenho certeza que não aconteceu nada com o bebê. Ele apenas está querendo conhecer a mãe dele.
Concordei com a cabeça e respirei fundo quando senti outra pontada. Sair de dentro do carro com a ajuda do Rick e entramos. Minha medica estava esperando por mim na recepção. Enquanto ela me levava para o quarto, Rick ficou fazendo minha ficha. Ela me deixou sozinha por um momento, mas logo uma enfermeira entrou e me ajudou a trocar de roupa. Estava deitando quando Rick entrou no quarto. Ele veio para o meu lado e pegou minha mão depois de beijar minha testa delicadamente.
— Tudo bem? – ele perguntou olhando para mim.
— Tirando a parte que estou com dor. Sim, querido. Tudo ótimo.
— Bom, Ally, eu vou te examinar e ver como estamos. – a medica disse entrando no quarto sorrindo para mim. – Não precisa se preocupe, está tudo bem.
— Mas ainda não está no tempo.
— Alguns bebês são mais apresados. – ela disse sorrindo docemente para mim.
Concordei com a cabeça e peguei a mão de Rick. A medica me examinou, chegou o batimento cardíaco do bebê e o meu.
— De quanto tempo está sentindo dor?
— Agora, a cada dez minutos. É assim tão rápido?
— Para algumas mães sim. – ela disse se arrumando. – Você está com seis dedos de dilatação. Vamos ter que esperar mais um pouco. Quer alguma coisa para dor?
— Não. Eu aguento. – falei apertando a mão de Rick, apenas para ter certeza que ele estava ali comigo.
— Tudo bem. Eu volto para ver como você está em meia hora.
Acenei com a cabeça e deitei fechando os olhos. Senti quando Rick se sentou ao meu lado na cama e beijou minha testa novamente. Mesmo com essa cama de hospital sendo alta.
— Está tudo bem, amor. – ele disse beijando minha testa novamente.
— Eu sei. – falei e olhei para ele. – Você vai ficar comigo?
— O tempo todo. – ele respondeu sorrindo para mim. – Eu vou estar com você o tempo todo.
— filha, como está se sentindo? – minha mãe perguntou entrando no quarto com meu pai logo atrás.
— Bem. Apenas com dor. – falei olhando para minha mãe. – Mãe, o que aconteceu com você?
— Quando ela ia saindo do carro entrou em desespero querente te ver logo e prendeu o vestido. Quando foi andar, caiu e bateu o rosto no carro da frente. – meu pai explicou se sentando no sofá que tinha no canto do quarto. – Uma enfermeira disse que ia mandar alguém para ver o rosto dela.
— E eu disse para ela que estou. Que o que importa no momento é minha filha e meu neto. – minha mãe respondeu passando a mão no meu rosto.
— Certo. – disse e fechei os olhos com força quando senti dor novamente.
A próxima meia hora se passou assim. Entre dor e conversa. Minha mãe tinha sido examinada e estava com um curativo no rosto. Meu pai ficou no canto quieto. Não falava nada, apenas olhava para mim toda vez que eu gemia de dor e apertava a mão do Rick. Quando a medica entrou novamente, eu estava quase quebrando a mão do Rick de tanta força que usei. Depois de me examinar novamente, a médica disse que eu estava pronta. E que quem não fosse assisti o parto, que saísse. Minha mãe me beijou e falou para mim ser forte, ante do meu pai a arrastar para fora do quarto. Enquanto as enfermeiras me arrumavam, Rick conversou rapidamente com a médica.
— Vamos, Ally. Agora é com você. – a medica disse tomando posição. – Assim que sentir dor, faça força.
Rick veio para meu lado e segurou minha mão novamente. Eu concordei com a cabeça e fiz o que ela mandava. Sempre que sentia uma pressão, fazia força. Estava cansada, suada, e dolorida, mas podia senti o bebê se mexendo dentro de mim.
— Mas Ally, está quase lá. Eu posso ver a cabeça. – ela disse me animando.
— Oh. – deixei escapar, antes de voltar a fazer força.
Eu estava perdendo minhas forças rapidamente, então esperava que essa criança saísse logo de mim. Fiz força mais algumas vezes antes de senti um alivio e escutar o som agudo.
— É um menino. – escutei a médica falando.
— Eu quero ver. – falei quando senti, Rick me beijando na testa.
— Eles estão examinando. Logo ele estará aqui. – ele disse e olhou em meus olhos. – Obrigado, amor.
— Pelo que?
— Por me dá um filho. Por realizar meu sonho de ser pai. – ele disse e beijou meus lábios delicadamente.
— Tem alguém aqui que quer ver vocês. – a médica disse se aproximando com o meu filho nos braços.
— Ei. – falei olhando para minha cara de joelho. Ele era todo enrugado. – Está tudo bem com ele?
— Sim. Vamos levar ele para limpar, fazer alguns exames de praxe e já vamos trazer ele para mamar. – a médica disse sorrindo para mim. – Tudo bem?
— Sim. – disse pegando a mãozinha dele. – Só não demore muito.
— Pode deixar. – ela disse saindo com meu filho.
— Eu vou avisar aos seus pais e pegar alguma coisa para beber. – Rick disse beijando minha testa. – Logo estarei de volta.
— Tudo bem. – falei dando um pequeno sorriso.
As enfermeiras, trocaram a roupa de cama e a minha. Depois saíram e me deixaram sozinha. Fechei meus olhos. Estava tão cansada que nem percebi que tinha dormido.
Eu acordei algumas horas depois com Rick sentado do meu lado conversando com meus pais que estavam sentados no sofá no canto do quarto.
— Ei. – Rick disse quando notou que eu estava acordada. – Como está se sentindo?
— Um pouco dolorida. Eles já trouxeram ele? – disse me sentando com a ajuda dele.
— Ainda não. Mas a médica disse que há qualquer momento ele vai estar aqui. – Rick disse sorrindo para mim.
— Querida, você foi incrível. Muito corajosa. – minha mãe disse se aproximando da cama.
— Obrigada.
— Com licença. – uma enfermeira disse abrindo a porta e entrando com um pequeno pacote nos braços. – Tem alguém aqui que está com fome.
Ela se aproximou da cama sorrindo e me entregou meu filho. Eu sei descrever o que senti ao pegar meu filho nos braços pela primeira vez. Foi uma sensação tão incrível. Eu beijei a testa dele e estudei seu rosto com atenção. Apesar da cara de joelho, ele se parecia com Rick. Ele tinha alguma coisa do Rick. Os cabelos dele eram bem clarinhos e ele era tão branco quanto o pai.
— Você já sabe o que tem que fazer? – a enfermeira perguntou.
— Sim. – respondi arrumando ele no colo.
— Bom, vamos te dá privacidade. – meu pai disse pegando a mão da minha mãe e eles saíram do quarto deixando a gente sozinhos.
Eu arrumei minha blusa e o bebê e logo ele estava sugando meu seio com força e vontade. Eu passei a mão delicadamente no rosto dele. Foi quando ele abriu os olhos. Eles eram tão azuis quanto os do pai. Eu sabia que a cor podia mudar, mas desejava que continuassem dessa cor. Desse azul profundo.
— Ainda não decidimos como vamos chama-lo. – Rick disse pegando a mãozinha do filho.
— Eu andei pensando. E decidi que ele se chame Carl. – falei olhando para ele. – Seu pai me ligou depois que acertamos as coisas e conversamos muito. Sei que devemos o sucesso do nosso casamente a ele. Se não fosse os conselhos que ele deu para a gente, não seriamos o casal que somos hoje.
— Obrigado. – Rick disse me beijando.
— Eu que tenho que agradecer, Rick. Se não fosse por você, eu não teria esse presente que está em meus braços agora. – falei olhando para meu filho. – Sei que as coisas não foram fáceis, mas estão dando certo e isso que importa para mim.
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