Lost Drams
20 Capítulo 20
20
Rick e eu entramos na lanchonete e procuramos uma mesa. Depois que sentamos, Rick fez o pedido enquanto eu olhava para fora. A conversa com a média tinha sido tensa. Ela disse que eu tenho que mudar minha alimentação e teria que estudar menos. Ela disse que eu estava muito centrada em meus estudos e tinha que mudar isso. Suspirei, e olhei para minhas mãos. Se eu parasse de estudar, ia fazer o que? As meninas não falam mais comigo, minha mãe nem atendia minhas ligações.
– Em que você está pensando? – Rick perguntou me tirando dos meus pensamentos.
– O que vou fazer? Se começar a estudar menos. Vou fazer o que? Eu fiz uma rotina e agora se mudar, o que vou fazer? Depois que voltar da escola, arrumar a casa e prepara a comida, vou ficar olhando para o nada?
– Vamos encontra alguma coisa, querida. Eu vou marca sua consulta para o mais cedo possível. E depois quem sabe ela não te dá uma ideia?
– Eu não sei. Quem sabe? – eu olhei para ele e sorrir. – Vai me levar para a casa ou deve ir sozinha? Sei que você estar no horário do almoço.
– Se não tiver nenhuma chamada, vou te levar para casa. – ele respondeu sorrindo para mim. – Eu estou feliz em saber que está tudo bem com você e como o bebê. Eu estava preocupado.
– Eu disse que estava tudo bem. Apesar de ter levado uma bronca feia. – a garçonete colocou a comida em cima da mesa e sorriu para a gente antes de se afastar.
– Ela não foi tão mal. – ele sorriu para mim. – E olha que eu nem falei do que a senhora anda fazendo. Quem já se viu ir para um a ponte estando gravida e ainda por cima no meio de uma tempestade.
– Quando fui para lá, não estava chovendo. – disse sorrindo. – E eu não estava esperando aquela tempestade.
– Você ia embora andando?
– Sim.
Enquanto comíamos conversamos sobre o bebê. Quando terminamos, Rick me levou para casa e voltou para o trabalho. Como eu não tinha muita coisa para fazer arrumei a casa e fui ler depois de fazer minha lição. Estava cansada, por isso nem notei quando peguei no sono, apenas acordei ao escutar a porta da frente sendo aberta. Coçando os olhos olhei naquela direção e vi Rick entrando. Bocejei e me sentei direito no sofá.
– Oi. – ele sorriu para mim.
– Oi. Que horas são?
– Nove. – ele disse se aproximando de mim. – Fiquei preso na delegacia até agora. Te liguei mas não atendeu, pensei que estivesse no banho, por isso deixei uma mensagem avisando que chegaria mais tarde.
– Eu dormi. – me estiquei e olhei para ele. – Está com fome? Não preparei nada, mas posso...
– Não precisa. Podemos pedi. Está tarde e vai demorar até ficar pronto. – ele sorriu para mim. – Por que não toma um banho enquanto eu faço o pedido.
– Certo.
Me levantei e fui para o quarto. Depois de tomar um banho rápido, coloquei minha camisola e desci. Rick estava na sala procurando alguma coisa na televisão.
– Por que vai tomar um banho. Eu pego a comida quando chegar. – disse me sentando ao lado dele.
– E deixar você atender a porta desse jeito? Nem morto. – ele disse depois de olhar para minha roupa.
– O que tem de errado?
– É muito curto. Geralmente as entregas são feitas por homens. Não. Eu fico aqui e pego.
Bufei e me levantei, indo para a cozinha. Peguei minhas vitaminas e tomei as da noite e depois fui para a geladeira. Peguei um pedaço da torta e me sentei na mesa para comer. Dei duas mordidas antes de me levantar correndo e ir vomitar. Quando terminei, me levantei e escovei os dentes. Estava terminando quando Rick parou atrás de mim.
– Vomitou de novo?
– Sim. Minha vida se resume a isso. – falei limpando a boca. – A comida chegou?
– Sim.
– Vai tomar banho que eu arrumo a mesa. – disse passando por ele.
– Certo. Tudo bem?
– Sim. Estou bem.
Fui para a cozinha e arrumei as coisas rapidamente. Rick veio logo depois só com a calça do pijama e se sentou na minha frente enquanto nos servíamos.
– Eu marquei sua consulta. Será depois de amanhã. – ele disse me olhando. – Será depois da escola. Eu vou te levar.
– Certo.
– Falei com seu pai hoje. Ele me disse que vamos ter uma festa no final do mês na delegacia e que todos os policiais devem ir. E que você pode me acompanhar.
– A festa de caridade. – falei começando a comer. – Eu sei.
– Você vai todos os anos, não é? – ele perguntou sorrindo.
– Sim. Eu vou precisar compra uma roupa. Meus vestidos para festas são muito apertados na barriga, até lá, acho que não dará mais nenhum em mim.
– A barriga está começando a aparecer?
– Um pouco. Quase não dá para notar. – falei sorrindo para ele. – Apenas notei por que passei a mão por ela ontem quando estava tomando banho depois que chegamos da ponte. É apenas uma pequena bolinha, mas está aqui. O problema maior com meus vestidos, é meus quadris. Esta maior do que o normal. A médica disse que é normal. E a tendência é aumentar um pouco mais. E também não sei se meus seios vão ficar bem naqueles vestidos. Eles estão maiores. – corei ao falar isso.
– Certo. Podemos ir no sábado. – Rick disse dando uma pequena risada. – Não precisa ter vergonha de mim. Pode falar essas coisas.
– Já te disse que isso ainda é novo para mim. – olhei para ele. – Nunca tive esse tipo de conversa com ninguém além da minha mãe e das meninas.
– Você vai se acostumar.
Conversamos mais um pouco enquanto terminávamos nosso jantar. Assim que acabamos, arrumamos a cozinha e fomos deitar. Assim que entramos no quarto Rick me abraçou pela cintura e começou me beijar. Ele me pegou no colo e me levou para a cama.
Os dias se passaram e aqui estava eu parada no estacionamento da escola esperando por Rick. Hoje eu iria para minha consulta com a psicóloga. Eu estava um pouco nervosa com isso, mas mesmo assim falaria para ela tudo o que eu estava sentindo. Esses dois dias tinham sido maravilhosos. Rick tinha ficado comigo o máximo de tempo possível. Estávamos finalmente nos conhecendo e isso me deixava muito feliz. Conversávamos e estávamos nos entendendo.
– Oi. – Rick disse parando o carro na minha frente. – Vamos?
– Oi. – disse entrando no carro. – Vai me deixar lá e depois volta para o trabalho?
– Vou. – ele me deu um beijo rápido nos lábios. – Queria pode ficar, mas seu pai está sem policiais hoje. Não posso ficar muito tempo fora.
– Eu entendo. – sorrir para ele. – Estou com medo.
– Do que?
– Dela me falar que eu vou ser uma péssima mãe. Sei lá. Estou com medo. Simples assim.
– Ela não vai falar isso. – Rick pegou minha mão e deu um beijo. – Vai correr tudo bem.
O resto do caminho foi silencioso. Rick parou na frente do consultório. Eu dei um beijo nele e sair do carro. Assim que entrei notei que a maioria dos pacientes era adultos. Segui para a recepção e fiz minha ficha. Depois me sentei e esperei. Assim que fui chamada, o nervosismo aumentou. A médica foi simpática e me deixou à vontade. Como tinha prometido ao Rick contei para ela tudo o que estava passando e ela me escutou. No fim me deu algumas dicas. Disse que eu tinha que conversar com as meninas e com meus pais.
– Eu vou tentar. – falei olhando para meus pés. – Eu estava pensando. Você não saberia me indicar nada para fazer? Não aguento ficar muito tempo sem fazer nada.
– Eu ia mesmo te falar isso. Tem um grupo de mãe de primeira viagem. Tanto para mães solteiras, quanto para casadas. – ela disse pegando alguns papeis em sua mesa. – Você pode conversar com seu marido e ver o que ele acha sobre isso. Eu particularmente, acho que você deve ir. Ajuda muito. Eu já passei pelo que você está passando. Também engravidei cedo, mas diferente de você, eu tive que lidar com tudo sozinha. Você tem seu marido.
– É. Eu vou falar com ele. Obrigada. – disse pegando os panfletos que ela me estendeu.
– Você tem alguma dúvida quanto a isso?
– Não.
– Vamos para outro ponto. Como você está se sentindo a respeito com a gravidez? Está com alguma dúvida sobre isso? Algum medo?
– A única coisa que eu tenho medo, é de ser uma péssima mãe. Eu sempre tive uma ótima exemplo. Minha mãe é maravilhosa e eu tenho medo de não ser a metade do que ela é. Eu não sei bem como me sinto sobre isso.
– Tudo bem. Eu quero que você faça uma coisa. – ela disse abrindo a gaveta e pegando alguma coisa lá dentro. – Quero que você começa um diário. Quero que escreva tudo o que estive sentindo e assim você pode se abri mais e pode me falar mais sobre como você está se sentindo. Acho que isso pode ajudar muito. Tanto a você quanto a mim.
– Certo. – disse pegando o diário que ela me estendeu.
– E seu marido? Tem alguma coisa para dizer sobre ele?
– Acho que não. Desde que isso começou ele deixou claro que ia me ajudar com tudo. Ele andou meio distante esses dias, mas conversamos e estamos bem.
– Ele é mais velho do que você, certo?
– Sim. Dez anos.
– E isso é um problema?
– Não. A gente não tem problemas com isso.
– Certo. Bom, nossa consulta acabou, mas vamos nos ver logo, certo?
– Sim. Até e obrigada.
– De nada, querida. Até mês que vem.
Sair do consultório e fui para recepção marca o retorno. Eu sair de lá e fui para o ponto de ônibus. Depois de pegar o ônibus e fui para a casa. Assim que cheguei em casa liguei para Rick e avisei que tinha chegado. Depois fui arrumar a casa. Quando terminei fiz meus deveres de casa e fui prepara alguma coisa para comer. Depois peguei o diário. Eu fiquei uns cinco minutos sentada olhando para a folha antes de começar a escrever. Quando comecei, não conseguir parar. Apenas ali, notei como por aquilo para fora me ajudou, notei que precisava disso. Estava tão concentrada escrevendo, que nem notei quando Rick abriu a porta. Apenas quando ele, me abraçou por atrás que notei ele.
– Oi. – ele disse me assustando.
– Oi. Você me assustou. – disse olhando para ele.
– Desculpa. O que você está fazendo?
– Escrevendo. A médica me deu um diário e disse que seria bom colocar isso para fora. Sabe, colocar como estou me sentindo no papel e tirar esse peso das minhas costas.
– Posso ver?
– Você nunca escutou que nunca se deve ser o diário de uma mulher?
– Não. – ele beijou meu pescoço. – Eu vou tomar um banho.
– Certo. Vou esquentar a comida.
Arrumei a mesa e esperei a comida esquentar. Me sentei na mesa e fiquei brincando com a faca. Enquanto eu estava esperando por Rick o telefone tocou. Suspirei e fui para a sala.
– Alô? – falei colocando o fome no meu ouvido.
– Ally? – reconheci a voz do meu pai.
– Oi.
– Posso falar com Rick?
– Espera um pouco. Ele foi tomar banho, vou ver se ele já terminou. – coloquei o gancho ao lado do telefone e fui para o quarto.
– Ei, não precisava vim me buscar. – Rick disse saindo do banheiro secando o cabelo com a toalha.
– Não vim te buscar. Meu pai está no telefone. – falei me sentando na cama. – Ele quer falar com você.
– Certo. Eu vou falar com ele.
Rick saiu do quarto e me deitei na cama. É, as coisas estavam tensas.
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