Lost Boy
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Sento-me no avião e olho em volta. Famílias felizes, casais apaixonados e crianças entusiasmadas. Todos temos o mesmo destino: Nova York.
Mas enquanto a maioria das pessoas presentes neste voo vão com o objetivo de relaxar, o meu é bem diferente.
Abandono tudo o que tenho em busca de justiça. Em busca de pistas que me ajudem a resolver isto de uma vez por todas.
Em busca do assassino de Oliva, a doce rapariga de olhos verdes e covinhas que me fez apaixonar mesmo antes de saber o significado de amor.
Claro que podia deixar tudo para a polícia mas eles não sabem o que eu sei. Não sabem que a sua morte foi um aviso para mim, um aviso para me manter afastado do que quer que isto seja.
Sei que o que aconteceu tem a ver comigo de alguma maneira e não posso deixar de pensar que foi culpa minha.
Estamos no meu carro à luz da lua a comerar o nosso aniversário. De repente um barulho vindo das árvores alarmanos
"Austin viste aquilo?"
" Provavelmente foi um animal"
"Vou lá ver"
Em seguida tudo aconteceu rápido demais. Em um momento dirigiamo-nos para a fonte do barulho e no seguinte estavamos ambos no chão com armas pressionadas contra as nossas temporas.
"Diz nos o que sabes" gritava um deles.
Mas eu não sabia de nada. E foi essa frase que continuei a repetir incassavelmente. Mas acho que eles se cansaram, pelo que ouvi um estrondo e depois o baque de um corpo em colisão com o chão.
Sabia o que era mas não queria olhar. No momento em que olhasse tornaria-se real.
Acabei olhando mesmo assim. Com a visão turva pelas lágrimas aproximei-me do corpo, agora imóvel e frio, da minha namorada desejando que tudo não passasse de um sonho.
No dia seguinte acordei no hospital e percebi que não era um sonho. Era um pesadelo do qual não conseguiria acordar pois tinha-se tornado na minha realidade
Ao relembrar tudo isto algumas lágrimas ameaçam cair mas rapidamente recupero. Os meus pensamentos são interrompidos pela amável voz da idosa sentada ao meu lado.
"Está tudo bem meu jovem?"
Olho para os seus olhos pequenos e cara rugosa e dou um pequeno sorriso
"Sim está tudo bem obrigado"
"Que vai fazer a Nova York?"
A pequena senhora parece esforçar-se para manter uma conversa. Não sei se o faz para me tentar animar, visto que a minha resposta anterior não lhe agradou, ou pelo simples facto de não ter nada de mais interessante para fazer no momento.
"Vou visitar uns amigos e a senhora? " minto e enrolo uma mecha do meu cabelo loiro, gesto que faço sempre que estou nervoso.
"Vou ver o meus netos" e nesse momento tira do seu casaco um álbum em que várias crianças e adultos posam em diversas fotos. Apresenta-me toda a sua, e devo dizer que era bastante vasta, descendência. Ela continua a falar e fingo prestar atenção mas secretamente viajo mentalmente num universo paralelo bem mais cativante do que quantos camarões o seu primo consegue comer.
Um universo onde o seu sorriso nunca se apagou.
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