Lost Blue

28 Capítulo 28 - Muito ocupado


Notas iniciais
Olá meus amores! Aqui está o capítulo da semana, bem hot hein ♥ tomara que gostem! Boa leitura!!

Quando Zachary Spencer se concentrava em alguma coisa, era difícil tirá-lo desse transe.

Há dias, Gavrel Margosha, o comandante da nave de mesmo sobrenome, entregou a Trey um controle muito peculiar. Era um pedaço de metal em formato de pedra, tão bem polido que podia refletir sua cara feia a tornando ainda mais feia.

Lembrava-se, com uma veia saltada em sua testa, o que Gavrel havia lhe dito quando indagou a ele sobre aquele estranho objeto.

— Eu poderia lhe dizer sem nenhum problema, Spencer, mas acho que seria um desafio interessante você tentar descobrir por conta própria.

O jeito irônico de Gavrel às vezes lhe dava nos nervos, e mesmo assim, Zack aceitou o desafio sem questionar. Quem achasse que ele era incapaz de descobrir sobre o estranho objeto alienígena estava completamente enganado. Zack era um hacker, mestre em sistemas e tecnologia. Não havia um desafio do tipo que ele não conseguiria passar. Por isso sua mãe sempre dizia que era o geniozinho dela.

Isso o fez sorrir e quebrou sua concentração por completo.

Deixou o controle sobre o painel de comando da nave Imperatriz e suspirou. Sua cabeça estava começando a doer, talvez fosse melhor tomar alguns vaporizadores de crânio na cabeça, isso poderia aliviar o desconforto.

Levantou-se para ir a enfermaria e na metade do caminho resolveu parar em seu quarto.

Dominic estava em seu tamanho normal tirando um cochilo. O quarto estava novinho em folha, com novos móveis embutidos, uma parede completa de vidro — sendo barrada por cortinas -, as tubulações aparecendo no teto e nas paredes, o estranho cinza do metal por toda parte, até o seu closet parecia uma parede comum.

Mas tentando não focar no layout esquisito que os piratas gostavam, seus olhos caíram sobre um Dominic adormecido, respirando suavemente, dormindo de barriga para cima. Os lábios rosados estavam entreabertos, seus cílios eram espessos contra as maçãs do rosto bastante proeminentes, seu nariz fino e empinado, seus cabelos longos e escuros distribuídos por todo o travesseiro eram muito admiráveis. Ele era impressionante e sempre que pensava que era seu, uma alegria borbulhava em seu ser.

Queria fazer algo por ele.

Sim, talvez lhe comprar presentes.

Até que se lembrou que estava pobre outra vez.

Grunhiu e sentou na cama, olhando para suas mãos. Ele precisava de dinheiro, não tinha dito a nenhum de seus amigos, mas tinha trabalhado muito desde que chegou na Margosha, auxiliando Kimm na criação de armas para combater a Federação. Precisava de garantias, não queria aceitar doações de seus amigos, pois sabia que era muito capaz de arranjar grana por si mesmo. Mas isso estava lhe deixando exausto, tinha trabalhado dia e noite de acordo com o relógio universal, tinha abdicado de dar atenção a Dominic, que estava sempre sozinho, ou mesmo atenção aos seus amigos.Não teve um divertimento sequer e por causa de sua concentração exagerada, até esquecia de cuidar de si mesmo.

— Zack?

Olhou para Dominic que esfregava os olhos e se sentou.

— Dormiu bem?

— Sim. Você já terminou? — Ele tinha aquele olhar de saudades que disse a Zack que ele não estava sendo um bom namorado, por deixá-lo sozinho durante tanto tempo.

— Por agora, sim. — Engoliu em seco.

Dominic se arrastou para sentar ao seu lado, com as pernas dobradas ainda sobre a cama e inclinou-se contra o seu ombro, descansando a cabeça lá.

— Eu senti sua falta.

— Eu também, Nic.

Estavam tão perto e ainda assim ficaram tão longe. Zack não entendia por que razão se sentia um pouco nervoso ao lado do saturniano. Principalmente quando ele estava em sua forma humana. Suas mãos começavam a suar, certas partes de seu corpo começavam a formigar e seu coração batia mais forte. Era como se fosse entrar em pânico, mas sem realmente entrar.

Não era uma sensação ruim.

Não tinha nada a ver com desespero.

Abraçou Dominic de lado e ergueu seu rosto para se inclinar e beijá-lo ali mesmo.

Por todos os deuses das religiões existentes, era tão bom beijá-lo. Com um braço em torno da cintura e os dedos da outra mão se embrenhando nas madeixas escuras dos cabelos de Dominic, Zack o beijava lentamente, aproveitando a intensidade do momento, a aproximação, o calor que emanava da pele do saturniano, dos suspiros que arrancavam dele. Eram todos pequenos detalhes que não podia ignorar.

Podia se arriscar a dizer que aquilo não era um simples gostar… era mais do que isso.

Sentiu as mãos de Dominic em seu peito, espalmando sobre a roupa que usava. Será que ele podia sentir quão rápido e forte seu coração batia naquele momento?

Deixou o beijo se aprofundar, suas línguas se encontrando, saboreando o tão amado gosto de seu amante, sentindo um calor incomum atravessá-lo, uma necessidade imensa de tomar Dominic como seu.

Seu amante caiu sobre a cama, ofegante e Zack tirou a camisa e desabotoou a calça. Subiu na cama para ajudar Dominic a tirar as roupas dele, mas a forma como o saturniano corou disse a ele que estava prestes a ficar minúsculo novamente, por isso se afastou. Às vezes era engraçado como Dominic podia ser tão tímido.

— Okay, eu vou me virar.

— Só… só um momento.

Ouviu o farfalhar de roupas, mas não ousou se virar. Estava se mordendo para ver Dominic nu outra vez. Os braços do saturniano se envolveram em seus ombros e foi abraçado por trás. Como estava nu na parte superior do corpo, foi capaz de sentir o corpo nu de Dominic em suas costas. Arrepiou-se e ficou tão excitado que podia sentir doer o confinamento de seu membro na cueca.

Eles já tinham feito amor antes, normalmente Dominic pedia para apagar as luzes ou faziam por debaixo das cobertas… mas desta vez ele não tinha pedido por isso. Zack estava torcendo para que não. Era tão mais excitante quando se podia ver tudo.

Dominic beijou seu ombro e passou a língua por seu pescoço, fazendo-o tremer. Suas mãos deslizaram pelos seus bíceps fortes. Foi capaz de sentir os mamilos durinhos tocando-lhe as costas e sua orelha ser mordiscada e puxada entre os dentes. Não foi capaz de segurar um gemido que retumbou em sua garganta.

Dominic sabia provocar.

Deixou-o tocá-lo e ser abraçado por trás, recebendo mais beijos em seus ombros e costas.

— Tire o resto. — O saturniano sussurrou em seu ouvido.

Engolindo em seco, Zack se levantou e olhou de relance para um Dominic sentado de forma tão sensual na cama olhando para ele com fome. Adorava quando ele ficava assim.

Abaixou suas calças e cueca juntas e imediatamente seu membro pulou para fora, tão ereto que doía, já úmido na ponta. Subiu na cama e Dominic se arrastou, tentando fugir dele, rindo quando foi pego, mas tentando escapar. Zack não o deixou ir e o puxou para o seu corpo, abraçando-o de forma que podia senti-lo por completo. O toque de suas peles juntas os fez gemer em uníssono e Dominic fechar os olhos enquanto mordia o lábio inferior.

Tão lindo.

Beijou seu rosto, sua mandíbula, até chegar aos lábios, mais uma vez se aprofundando em um beijo apaixonado e carregado de desejo. Podia sentir Dominic da mesma forma contra ele, tão duro, seu pau deixando um rastro molhado em sua barriga.

— Quero fazer todo tipo de coisas com você, Nic. — Zack disse ofegante beijando a orelha dele. Levou uma mão entre as pernas do saturniano, fazendo ele abri-las, tocando suavemente o interior das coxas e subindo seus dedos pela virilha. Dominic se contorceu embaixo dele, soltando um som doce quase como um choramingo.

Voltou a beijá-lo com intensidade, um beijo molhado e quente. Zack era o tipo de homem que amava beijar e Dominic era o tipo de homem que um beijo era capaz de fazê-lo gozar. Eram a combinação perfeita.

— T-Tem uma coisa que eu gostaria de tentar. — Dominic se afastou do beijo, olhando-o um pouco atordoado.

— E o que seria? — Zack não conseguia manter suas mãos longe e começou a fazer cócegas no saturniano que começou a rir em desespero.

— Zack! — Ele riu e se contorceu na cama, tentando se afastar. — Pare! — Mas Zachary estava amando sua reação. Ele finalmente parou e Dominic enxugou as lágrimas do riso. — Você é demais!

— Eu sei. — Sorriu com todos os dentes e se sentou na cama, esperando. — O que é?

— Deite-se. — Ele disse nervoso e Zack obedeceu.

Seu companheiro estava mais solto depois da crise de risos e claramente excitado. Era doce ver o rubor se alastrando pelas bochechas e por todo o corpo. A forma como seus cabelos lisos caíam em cascatas pelos ombros e costas era bonito também. Zack nunca amou um homem antes… nunca amou ninguém na verdade, Dominic era o seu primeiro. E ele tinha uma beleza que não se comparava com a de nenhuma outra pessoa que já conheceu antes, seja suas antigas namoradas ou parceiros de uma noite. Dominic brilhava e o fazia ver o mundo com cores mais vivas.

Isso era porque…

Sua onda de pensamentos foi interrompida no segundo em que o rosto de Dominic pairou sobre o membro ereto de Zack. Ele não iria…?

Oh, ele iria.

E ele fez.

Suas costas saíram da cama com a sensação maravilhosa de estar dentro daquela boca quente e úmida. Dominic era inexperiente e mesmo assim estava sendo tão incrível. Engoliu um alto gemido, mas não foi capaz de esconder quão ofegante estava. Mais pré-sêmen escapou da ponta e seu amante lambuzou seus lábios com aquilo.

Zack ia morrer. Ele definitivamente ia morrer.

Dominic tomou o máximo que podia em sua boca e chupou com gosto. No segundo em que encostou na garganta dele, foi demais. Zack o segurou pelos cabelos e o puxou delicadamente para cima para não machucá-lo.

Precisou cada grama de seu ser para não gozar.

— Eu… você… uau… — Disse tentando se recuperar.

O saturniano riu, seu sorriso era a coisa mais linda do mundo. Ele parecia tão satisfeito com o que tinha feito. É claro, quase o levou a morte, isso sim.

— Agora que você já tentou o que queria… — Zack o empurrou para a cama e subiu em seu corpo, prendendo-o com seu peso. Dominic não parava de sorrir. Céus, como queria beijá-lo. Pegou a garrafa de lubrificante de debaixo do travesseiro. — Agora é minha vez.

Zack o fez ficar de barriga para baixo e beijou as nádegas de seu amante. Elas eram lindas e tinham uma curva muito sensual, além de covinhas, e muito delicadamente começou a prepará-lo. Usou tanto lubrificante quanto fosse necessário, pois não queria que Dominic sentisse desconforto. E após o segundo dedo, julgou que ele já estava pronto.

— Preparado?

— Humm… — Foi tudo o que ouviu.

Zack se posicionou sobre ele, inclinando o tronco sobre ele e o segurando por seus cabelos macios, então lentamente afundou nele, arrancando um leve gemido. Dominic o acolheu tão bem… que era o paraíso.

— Tão apertado, Nic… você me enlouquece.

— Zack… — Ouvi-o suspirar. — Mais…

Começou a empurrar para dentro dele, deslizando no calor acolhedor daquele canal. Era tão maravilhoso que podia sentir estrelas por detrás das pálpebras. Dominic mordia o punho para abafar sua voz, mas Zack o tirou do caminho.

— Quero te ouvir gemer… — Disse no ouvido dele, enquanto investia mais duro em seu traseiro. — Diga meu nome.

— Zack! — Dominic se movia com ele na cama, não apenas seu traseiro tentava ir de encontro ao seu pau, como o membro dele estava se esfregando na cama. Zack acariciou seu couro cabeludo fazendo sua cabeça pender para o lado, então segurou firme nos cabelos dele, enquanto mordia e beijava seu pescoço.

— Estou te machucando?

— Não… — Dominic o puxou para beijá-lo. Foi um pouco desajeitado pela posição em que estavam, mas isso não importava.

Zack saiu dele e ouviu um protesto que quase saiu como um palavrão. Ele quis rir, mas fez melhor, o virou na cama e o puxou para o seu colo, empalando-o novamente com seu pau em uma posição que fez o sexo muito mais profundo.

A expressão no rosto de Dominic beirava ao sofrimento. Ele estava gostando… e saber disso trouxe ainda mais prazer a Zack. Beijava-o por toda parte e sentia as unhas de seu companheiro arrastando em suas costas, deixando vergões. Grunhiu com a forma tão íntima em que estavam e deixou-se deliciar com a visão de seu amante nu em seu colo, completamente exposto e com seu pau esmagado entre os seus abdomens.

— Ah, Zack… por favor… Zack… — Dominic não parecia ter mais vergonha alguma do que faziam. — Vo-Vou gozar!

Zachary continuou o seu mover sensual, beijando atrás da orelha de seu amante e segurando com firmeza em sua bunda. Ele era tão maravilhoso, era tudo o que conseguia pensar. Sua mente estava entrando em transe, já sentia a tão familiar sensação de prazer se alastrando da espinha para todo o corpo, e nisso, Dominic gozou entre eles, sêmen revestindo seu peito e seu canal se apertando com força, estrangulando o pau de Zack, tirando dele tudo o que tinha para dar, até a última gota.

Extasiado com a sensação monstruosa, tudo o que fizeram foi ainda permanecer na mesma posição, tentando recuperar a respiração. Dominic tinha virado geleia em seus braços. Seus suspiros lhe faziam cócegas no pescoço, para só então entender que ele estava cheirando-o.

Zack o abraçou com carinho, tomando aquele momento como mágico. Queria permanecer assim, enterrado nele para sempre. Era tão perfeito, mesmo que já…

Espere…

Mas que…?

Ele não usou preservativo.

—*-*-

Keesa não tinha visto Gav durante todo o dia.

Estava ansioso para vê-lo. Muito ansioso.

Era essa sensação que os gêmeos diziam sentir por Askell? Antes não entendia, pois achava que ser um pet apenas o levaria ao sofrimento e que tudo o que teria seriam hematomas por todo o corpo. Mas seus hematomas não tinham nada a ver com dor. Era apenas as mãos fortes de Gav que lhe deixavam marcas quando ele amava o seu corpo.

Apenas pensar nisso lhe fazia estremecer.

Não era só sobre o sexo. Mas amava muito ter a presença do comandante, poder dormir ao lado dele. Ter a liberdade para tocá-lo como quisesse.

Era claro que ainda o respeitava como amo e pet, mas só ter essa permissão bastava para fazê-lo se sentir melhor.

Quem sabe um dia poderia deixar de ser um pet para se tornar algo maior… para não precisar mais esperá-lo no quarto e poder estar com ele comandando a nave…

Por Deus, o que estava pensando?

Sentou-se na cama, surpreso consigo mesmo pelo rumo de seus pensamentos.

Isso nunca aconteceria. Aceite.

Você tem a vida dos sonhos de qualquer outro pet. Não pode desejar mais do que isso.

Você tem comida de qualidade mais vezes no dia do que quando vivia em sua colônia na via láctea. Pode dormir na cama de seu amo e abraçá-lo, usufruindo o melhor calor que poderia desejar. Podia sorrir, falar, ter amigos. Estava seguro naquela nave e ninguém iria machucá-lo. Ninguém tinha sido rude ou grosseiro com ele. Então por que ainda não estava satisfeito?

Sacudindo seus pensamentos para longe, levantou-se ansioso quando a porta se abriu. Era quase como se fosse o cãozinho de estimação e certamente balançaria o rabo se tivesse um.

Gavrel entrou com sua habitual carranca, mas que logo se transformou em um sorriso quando o viu.

O coração de Keesa podia pular para fora das costelas depois disso.

Como o comandante sempre fazia, ele se aproximou, prestes a tocá-lo. Mas ele nunca, nunca o tocava sem antes se banhar. Era estranho ouvi-lo dizer que “você é a única coisa pura e limpa nesta nave”. Tal lembrança fez suas bochechas flamejarem.

— Vou tomar um banho. — Gav anunciou. — Tem uma caixa branca no closet, quero que use o que está nela, okay?

Keesa assentiu sem pensar duas vezes.

Procurou no closet a caixa e a encontrou bem visível aos olhos. Quando a abriu, havia uma nova camisola lá. Tão transparente quanto a que usava. E apesar das roupas que vestia, Keesa sempre colocava um shortinho por baixo, pois não queria sair por aí mostrando suas joias. Gavrel não reclamou, então estava tudo bem.

Só que desta vez, quando Keesa se vestiu com a nova camisola, que parecia muito feminina para o seu gosto, não colocou nada por baixo. O pijama tinha mangas compridas e era tão curto que caso se abaixasse apenas um pouco, seu traseiro já ficaria todo de fora.

Gav tinha um gosto peculiar.

O tecido parecia cetim, era estranho, mas era macio, de cor vermelho-escuro que, olhando no espelho, combinou com a cor castanha de seus cabelos e olhos. Pelo reflexo, viu o pirata sair do banheiro, vestindo apenas uma toalha na cintura e outra usando para enxugar os cabelos.

— Ficou bom em você.

Keesa sorriu e foi para a cama, subindo nela e sentando-se comportadamente ao lado de seu dono. Ele cheirava bem e estava sem o tapa-olho.

— Está feliz em me ver. — Gavrel disse com satisfação. Ele podia ver com aquele olho diferente o que o coração de Keesa sentia. — Não sabe como me faz bem.

— Senti sua falta.

— Eu sei. — Ele se inclinou para dar um beijo suave em seus lábios. — Pensei o dia todo em você.

— Mesmo? — O coração de Keesa voltou a bater com tanta força que doía.

— Sim. Você é tudo o que me importa agora. — Gav jogou a toalha de seus cabelos para o chão e puxou Keesa para o seu colo. Imediatamente sentiu sua ereção acordar, assim como algo duro debaixo de sua bunda.

Gavrel o tomou em um beijo longo e molhado, e Keesa foi capaz de se deliciar com a proximidade, com o aroma pós banho e o cheiro masculino de seu companheiro. E naquela mesma posição, Gav o amou e se alimentou dele, sugando mais da ambrósia que seu sangue representava para ele e lhe proporcionando o melhor orgasmo que podia existir.

Não havia sensação mais gostosa do que transar com ele ao mesmo tempo em que era mordido. E mais uma vez, foi tão intenso que o fez inconsciente por minutos.

Até que foi acordado novamente, desta vez deitado, com beijos em seu peito, os cabelos grossos de Gavrel lhe fazendo cócegas com as mãos deslizando por toda parte em sua pele.

Keesa sempre obtinha mais do que dava.

— Você acordou. — Recebeu um sorriso de satisfação. — Foi mais rápido desta vez.

Sua resposta foi o riso e seu olhar de carinho. Tocou os cabelos dele e o viu fechar os olhos, aproveitando sua carícia.

— Eu tenho uma surpresa para você.

— Surpresa? — Keesa ficou ansioso.

— Sim. Convidei todos os passageiros da Imperatriz e nossos amigos mais íntimos para um passeio amanhã em Plenitum Estelar.

— O que é isso? — Ele estava tão feliz mesmo sem saber o que era, que sentou na cama, sorrindo que nem bobo. — Um passeio, sério?

Gavrel se deitou. — É um planeta que fica algumas horas daqui. Ele é bem grande e tem umas coisas lá que você vai amar.

— Sério? — Keesa mal podia esperar! Ele queria muito esse passeio. — Mas… por quê?

— O quê? Como assim por quê?

— Por que vai me levar? Digo… eu sou só um pet. — Encolheu os ombros. — Talvez queira ir com seu amigos… deve ser mais interessante.

Gavrel ficou olhando para ele e fez uma careta quase com raiva. Keesa se encolheu, tentando descobrir o que o fez zangado.

— Aquantis tinha razão… — Ele murmurou, olhando para o teto.

— O quê?

— Nada.

Mesmo sem saber o que estava mal, Keesa se deitou ao lado dele e descansou a cabeça em seu peito, sendo abraçado de volta.

— Não importa o que é, quero que seja o meu acompanhante. Estou sem tirar férias há anos e nada e nem ninguém vai nos atrapalhar desta vez. Estamos camuflados nesta região.

Keesa olhou para ele e sorriu. Se era assim… ele jamais discutiria.

Seus dedos deslizaram em lentos círculos pelo peito de Gav. Estava tão feliz e ansioso. Ele dormiu sendo abraçado pelo calor que tanto amava e ainda ouviu ser sussurrado em sua orelha “meu Keesa”.

Continua...



Notas finais
Obrigada por ler ♥