Notas iniciais
Olá de novo, sei que a unica pessoa que está lendo é a Ana, tanto que ela fez 2 perfis só pra reclamar da historia e foi a unica que comentou, mas tenho que admitir está sendo divertido escrever, espero que seja divertido ler, então divirtam-se!

... e quando olho pra ele, bem, lá está ele, sou considerada alta entre as mulheres, e até chego a ter a altura de alguns homens, mas surpreendente não sou mais alta que ele, acho que ele é até mesmo mais alto que eu.

Eu sei que estou delirando no momento em que olho seu rosto, ele não deve ter mais de 25 anos, dois anos mais velho que eu, mas tinha o rosto cansado como o de um senhor que muito já viu na vida, ele era moreno com o cabelo um pouco maior do que o costume e um ar de cansado e de...raiva?

Ele me olhava com certa superioridade, não aquela do tipo: sou melhor que você portanto saia do meu caminho, algo mais como: típico. Ele estava com um sorriso meio debochado e reparando agora acho que ele está um pouco mais longe do que eu tinha imaginado de primeira. Chegou mais perto e disse:

– Posso te fazer uma pergunta?- com uma voz meio rouca e forçada, não sei por que mas me deu calafrios, acenei com a cabeça- Por acaso você é uma daquelas pedras que caem do céu? Como se chamam?... Meteoros, isso, você é um meteoro?

Pra minha sorte, eu já ouvira essa pergunta de um dos pretendentes que papai me apresentou, portanto sabia responder com altura e elegância.

– Não ,porque? Vai dizer que sou tão bela e misteriosa quanto um?

– Na verdade ia dizer que é tão inconveniente quanto, aparece do nada com uma calda vermelha exuberante, cai na plantação dos outros e fica lá parado durante eras, não fazendo coisa alguma, impedindo gente decente de trabalhar- quase pulei de surpresa quando ele disse aquilo, em que país um homem corteja uma mulher a chamando de grande pedra inconveniente?- Agora inconveniente, pode sair do lugar? Tem um senhor querendo passar e a sua...- me olhou com sarcasmo- exuberância não deixa por que você insiste em ficar parada aí.

Quando olhei para trás vi que realmente tinha um senhor de uns 60 anos, carregando quatro baldes de agua, me olhando envergonhado e assustado. Na mesma hora saí do caminho, e o senhor murmurou um pedido de desculpas e seguiu caminho a frente, olhei para o homem misterioso e ele me olhava com certa curiosidade, ia perguntar aonde ele tinha aprendido a se com portar como uma mula, ou qualquer coisa que restaurasse a minha dignidade, quando seu olhar pulou de mim para algo mais atrás.

Na mesma hora reconheci que era meu pai, ele usava uma roupa arrumada e cinza, algo como um tipo de terno mais informal, ele parecia zangado, como sempre. A pergunta era, ele estava zangado porque eu atrasei ou por que eu estava acompanhada de um cara, com quase a minha idade e muito mais bonit... e ele se foi. Não, falo sério, ele sumiu, tentei acha-lo em todos os lugares possíveis mas ele sumiu, maravilha.

– Franchesca- ouvi meu pai chamar com raiva e desaprovação- oque você pensa que está fazendo parada aqui sozinha? Você está atrasada!

– Pai eu...

– Não quero saber, vamos logo, antes que me faça passar por outra humilhação- me pegou pelo braço e foi andando pra dentro da cafeteria, por sorte ninguém tinha reparado e continuavam conversando, um moço abriu a porta e acenou com a cabeça quando nós entramos, mas o ignoramos, papai mudou a posição da mão para parecer que ele só estava me acompanhando, passamos por um mar de mesas e pessoas sentadas em volta cumprimentando quase todas, essa é a parte boa de ser filha do banqueiro da cidade, todo mundo te conhece.

Acabamos parando em uma mesa onde um homem estava sentado de costas para nós. Meu pai deu uma tosse forçada e disse:

– Franchesca, quero que conheça Don Juan, Don Juan, minha filha Franchesca.- Foi quando ele virou e percebi que ....

Notas finais
Uhn, só queria avisar que como Ana ão teve nenhum dialogo com esse homem misterioso, eu tive que criar a personalidade e a conversa, obrigado Ana por deixar tudo mais fácil. Até o próximo!