Lorienos Na Escola!

4 Educação Física? Não Pode Dar Certo...


Notas iniciais
Desculpem a demora, tive um pequeno bloqueio criativo na hora de fazer esse capítulo, mas tá aí, aproveitem!

POV SEIS

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Bom, depois da luta da noite passada com o Nove, não posso dizer que ele não mexeu comigo. Digo, ele é um idiota completo, mas não deixa de ser atraente. O problema é que acho que ele percebeu que fiquei meio desnorteada quando ficamos muito próximos na batalha, pois agora ele vive andando sem camisa pelo apartamento. Então resolvi entrar em seu joguinho também. Ele vai brincar de me seduzir com seu corpinho? Então eu vou brincar de seduzi-lo com o minha sensualidade feminina natural. Bom, pelo menos funcionou com o russo...

De manhã, enquanto tomávamos café da manhã antes de irmos para a escola, Nove se juntou a nós, sem camisa novamente. Naquela hora resolvi entrar no jogo dele. Fui para o meu quarto e peguei um shorts jeans que batia um pouco acima da metade de minhas coxas, uma regata preta justa e uma rasteirinha. Como estava calor, fiz um rabo de cavalo alto também.

Quando voltei para a cozinha novamente, sua reação foi cômica: ele derrubou a torrada que estava em sua mão e cuspiu um pouco do café que estava em sua boca. Me senti um pouco incomodada com ele me encarando descaradamente, mas é apenas um jogo. E foi ele quem começou...

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POV JOHN

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Ok, quando a Seis voltou para a cozinha trocada para a escola, tive que dar o melhor de mim pra não encará-la, ainda mais porque Sarah estava bem ao meu lado. Olhei para Sam e vi que ele estava vermelho, provavelmente tentando desviar o olhar, como eu fiz. O único que não parecia abalado com Seis, além dos Cêpans, era Oito. E isso realmente me deixou para baixo, pois comecei a acreditar que Henri estava certo quando disse que lorienos não amam humanos como amariam um outro lorieno. E acho que está óbvio pra todos que Oito e Marina se gostam...

Enfim, Seis pegou uma maçã e a mordeu, olhando sugestivamente para Nove. Ok, isso foi estranho. Depois vou ver o que ela está planejando. Bom, os dois se encararam por um tempo, então Henri falou para nos apressarmos, ou chegaríamos atrasados para a aula. Então subimos pra escovar os dentes e fomos pra escola.

As duas primeiras aulas eram Educação Física, com todos nós juntos. O professor era o Sr. Parker, um homem alto e forte, já com seus 40 e poucos anos. Todos colocamos as roupas de ginástica que ficavam nos vestiários e fomos para a quadra, que era bem grande. Quer dizer, as quadras eram bem grandes, já que haviam duas delas, separadas por uma rede que ia até o teto, com aberturas do tamanho de portas nas pontas para os alunos passarem.

– Bom, como hoje é a nossa primeira aula juntos, faremos um jogo básico de vôlei. Separaremos meninas e meninos.

– Típico. – Seis diz baixinho, revirando os olhos. – Vai ser mais fácil que vencer o John numa luta.

– Ei! – Eu digo, olhando pra ela, que está rindo.

– Então vamos lá. – Sr. Parker diz. – Eu dividirei os times.

Então ele foi falando os nomes e os dividindo. Eu acabei ficando no mesmo timo que Nove, Sam e Oito. E pude perceber que Marina, Seis, Ella e Sarah também haviam ficado no mesmo time. Acho que o treinador quis colocar novatos contra veteranos, pra ver nossas habilidades. No time adversário só haviam jogadores de futebol ou basquete. E, como pude perceber, no time adversário das meninas havia praticamente só líderes de torcida e umas meninas bem altas, provavelmente jogadoras de vôlei da escola, ou até mesmo basquete.

Todos nós trocamos olhares que diziam “Vamos vencer, mas sem chamar atenção”. Exceto o olhar de Nove, que dizia mais “Vai rolar sangue aqui e eu vou ser o culpado”. Fui até ele pra lhe avisar de não pegar muito pesado, mas ele disse pra eu relaxar. Mas não confiei muito, já que ele não tirou o sorrisinho sinistro de seu rosto.

Como só tinha o treinador Parker pra nos “ensinar”, jogaríamos dois times de cada vez, não usaríamos as duas quadras. Seria um jogo dos meninos de 15 minutos e um jogo das meninas de 15 minutos também. O treinador apenas explicou as regras básicas e nos mandou para a quadra. Nós iríamos primeiro.

Fomos para nossas posições. Eu fiquei primeiro como levantador, e Nove ficou... Bem, na posição depois da minha. Tiramos na moeda quem começaria com a bola e o time adversário venceu. Tudo correu bem nos 10 primeiros minutos, nós estávamos ganhando fácil. Eu e Nove até recebemos elogios. Porém, no finalzinho do jogo, Nove mandou um garoto para a enfermaria, pois deu uma cortada um tanto forte e acertou o nariz do cara, que começou a sangrar. Muito. Muito mesmo. De verdade. Sério.

Mas não foi nada demais, ele não recebeu advertência nem nada do tipo. Vencemos tranquilamente, mas não acho que os jogadores de futebol ficaram felizes. Recebemos vários olhares mortais depois.

Então as meninas foram para a quadra.

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POV MARINA

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Eu estava realmente animada pra jogar. Sempre gostei de vôlei. Mas também estava com medo de acontecer algo ruim. Tipo, muito ruim. Como o que Nove fez com aquele pobre garoto. Mas ignorei esse sentimento e fui para a quadra com as meninas. Eu realmente queria vencer, essas líderes de torcida pareciam se achar melhor que todas nós. E, pelo o que eu pude perceber, a Seis também pareceu querer isso, pois seus olhos estavam meio negros e um sorrisinho esquisito se formava no canto de seus lábios. Sorte que estamos no mesmo time, senão eu com certeza ficaria com medo.

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POV SEIS

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Quando fomos chamadas para ir à quadra, fui direto para aquela posição que fica logo depois da do levantador (que era a Ella). Por telepatia, falei pra Ella fazer um bom levantamento pra eu cortar em uma delas e surpreendê-las. E pode ter certeza que eu vou mirar na cara.

Bom, o saque começou com elas. Recebi a bola e mandei pra Ella que me devolveu com um ótimo levantamento. Então pulei e cortei, colocando um pouco mais de força que o necessário (intencionalmente...). Ia acertar bem na cara de uma líder de torcida, mas ela colocou as mãos na frente e acho que quebrei sua unha. Merda. Se quer deixar uma garota irritada, quebre a unha dela. Acho que ela vai me perseguir até a morte agora. Pelo menos, é o que eu faria se alguém quebrasse a minha...

– Srta. Elizabeth! – O treinador me chama, meio bravo. – Qual é o problema?

– Hum... Não é esse o objetivo? – Pergunto, me fazendo de estúpida.

– O objetivo é fazê-las deixar derrubar a bola, não mata-las!

– Ah, qual é! Ela só quebrou a unha! O Nov... Stanley – me corrijo rapidamente. – acertou o nariz do outro! – Eu disse. Se eu for afundar, todos afundarão comigo.

– Mas o dele não foi intencional! – Ele diz. Pff... Se ele soubesse...

– Ah, e o meu foi? – Digo, indignada. Nessa hora a quadra já estava silenciosa, nos olhando como se fosse uma partida de ping-pong. Ouço a voz de Ella em minha cabeça “Seis, se acalme, não faça besteira.” Respiro fundo.

– Já chega, Elizabeth. – Odiei ser chamada assim... – Vai ver o diretor. Agora.

– Qual é! Isso é estupidez! Eu só quebrei a unha dela, não foi nada demais! – Eu digo, olhando para a Garde buscando apoio.

– Hum, desculpa interromper treinador, – diz Sam. Às vezes eu amo o Sam. – mas é o segundo dia de aula. Por que não deixamos essa passar e acabamos logo com esse jogo?

O treinador considerou o que Sam disse e se deu por vencido.

– Ok, mas na próxima não vou tolerar esse tipo de atitude, entendido? Terei que dizer o mesmo para você, Sr. Worthington. – Nove assentiu com a cabeça e me lançou um olhar mortal. Apenas sorri.

– Sim, sim. – Eu disse, aliviada por não ter que receber outra detenção.

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POV JOHN

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Ok, isso foi hilário. Quando a Seis fica brava com alguém que não seja você é engraçado. Eu teria rido, mas acho que o treinador teria se zangado comigo um pouco. Quando o jogo das meninas continuou, Nove começou a rir na arquibancada. Eu e Oito apenas o acompanhamos.

Bom, no final o time das nossas meninas venceu, o que era meio óbvio pra nós. Então, quando deu o sinal da segunda aula, o treinador disse que teríamos uma típica partida de Dudgeball. É tipo Queimada, só que com mais bolas e a mão é "livre". E quem for queimado, pode voltar se alguém do time dele agarrar a bola do adversário no ar. É bem divertido.

Bom, no Dudgeball o treinador misturou meninos e meninas, mas novamente separou novatos e veteranos. O que significa que venceremos fácil. Mais fácil que irritar a Seis. Que ela não me ouça...

Enfim, o jogo começou legal, queimamos vários do time deles e eles apenas alguns dos nossos. Sam parecia um poste: ficava no cantinho, parado, defendendo das bolas com as mãos. As meninas uniram forçar e miravam todas em um de cada vez do time adversário. Deixavam a pessoa sem chance nenhuma. Eu, Nove e Oito estávamos jogando normalmente, pegando bolas no ar e acertando os outros facilmente, e sem jogar muito forte.

Estava tudo bem, eu ainda não havia sido queimado nenhuma vez. Então três miram em mim de uma vez. Dou alguns passos para trás pra tentar desviar das bolas, mas acabo trombando em alguém e caindo em cima da pessoa. Pelo gemido que ouvi, um homem que não era.

Abri os olhos e encontrei os olhos faiscantes de Seis. Estávamos muito perto. Perto demais. Eu podia sentir sua respiração e seus batimentos cardíacos. O que me preocupou, já que isso significava que ela também podia sentir os meus, e tenho certeza de que estavam em um ritmo muito mais acelerado que o normal.

Ficamos assim, meio sem saber o que fazer. Então Seis diz, sorrindo:

– Sabe, eu não vou conseguir me levantar com você em cima de mim.

Dou uma risadinha nervosa e coro, saindo de cima dela. Ajudo Seis a se levantar a vou pra arquibancada, já que acabei sendo acertado por uma das bolas nas costas. Fico um tempo encarando a parede, respirando fundo e tentando organizar os pensamentos. Então olho pra Sarah, que não está com um olhar muito dócil no momento... É, sempre achei que, se eu morresse, morreria pelos Mogs, ou pelo Setrákus. Mas acho que quem acabará me matando será a Sarah...

Notas finais
Gostaram? Críticas são sempre bem-vindas! ;)