Notas iniciais
Hey Ghosts! Sorry pela demora, estou atolada de trabalho pra fazer e tudo mais... Ensaiar minha peça (sim, eu criei uma e sim, sou a personagem principal, uma assassina e.e) e tals... Bem, agradeço por não terem me matado ainda e um aviso: VIVEMOS DE REVIEWS, BABIES e leiam as notas finais, por favor!!

Bem, depois de uma conversa superinteressante e divertida sobre nossos futuros – Que se extinguirão tão rápido quanto uma chama ao vento... Certo, essa parte é um baita exagero, mas enfim, é só pra dar aquele ar de suspense. – resolvemos que deveríamos treinar em equipe com nossos amigos que batem muito bem da cabeça – “lqjvblrwikejrbgvlwiuvbrwçkrevbçuir”, isso foi uma reclamação de Lycan, que provavelmente significa: “retire isso ou eu arranco seus braços”. Bem, tentarei seguir com a narração sem mais interrupções, não é Lycan?! “bflregwlkjrbvuawjefbqlkvre”... Acho que isso foi um “É claro.” Alguém entende a língua dos rugidos, ganidos e latidos? Porque preciso de ajuda. Enfim, continuando...–, treinando todos os dias depois das aulas ou depois das reuniões dos clubes e dos ensaios que às vezes tem. Resumindo: só ia chegar em casa depois das 21:00 p.m. e totalmente morta de cansaço. Que felicidade.

Fui para a primeira aula, que era de Runas e encontrei Luke. Por termos de sentar em dupla e como aquela era a primeira aula da matéria, eu escolhi Lucian como parceiro (para o resto do ano!) e sentei ao lado dele, que sussurrou uma pergunta que tenho certeza que meus pais e irmão queriam me fazer.

– O que o sr. White queria com você? – Franzindo as sobrancelhas e com um olhar super curioso, deixei-o no vácuo. Sim, sou uma amiga muito legal, tanto é que dei um sorrisinho mega fofo.

O nome do professor era Guilherme, o sobrenome eu não faço ideia de como pronunciar. Até o professor sentiu pena dos alunos e pediu que nós o chamássemos apenas de Guilherme, ou de professor...

–... Ou mestre, ou até mesmo Sr. Incrível. Eu realmente não ligo, ouviram? – Sério, o professor era hilário! Eu amei o cara! Ele não era muito bonito, não muito, okay? Mas tinha sua beleza. Acho que o senso de humor compensou bastante isso. Tipo, ele era alto, magro, tinha um sorriso lindo, olhos castanhos, tinha o cabelo escuro e tinha a risada de um papagaio imitando um elefante com dor de dente.

– Que tal Mestre dos Magos? Dumbleodore? – perguntou um aluno atrás de mim que eu conheci na aula de Feitiços onde ele é minha cobaia e atual parceiro na matéria, Christopher Fairchild, acho.

– Creio que Dumbleodore deveria ser o professor de Feitiços de vocês, mas acho que eu fico com Mestre dos Magos, Christopher. Provavelmente o professor Lorenzo, ou Enzo, gostaria de ser chamado de Snape, já que é a cara dele. – o professor dá um sorrisinho sacana e todos nós começamos a rir. – Sim, hoje, embora só shadowhunters frequentem essa aula, temos 1 Nephilim e um anjo aqui. Quero que cumprimentem Lilian Potter Grayhouse e Lucian... Qual o sobrenome que tem usado aqui na Terra, filho?

– Write. Luke Write é o nome que uso aqui, sr. Schweinsteiger. – Alguém me ensina como pronunciar isso, por favor?

– Certo. Bem, Estes são Lilian Grayhouse e Luke Write. Legal, legal. Maravilha. Vamos ao trabalho, pessoal. Decidam quem será a cobaia e vamos aos testes! – Aí o professor tentou dar uma risada maligna, mas saiu como uma foca engasgando.

Bem, essa foi uma das únicas aulas divertidas do dia. Depois das aulas, tive o encontro do grupo de Teatro e escolheram papéis pra nós encenarmos. Fiquei com o papel de Julieta, enquanto que Romeu ficou entre Vincent (eu sei, ECA!), Luke e Kostas, um descendente de gregos. Eu tive que encenar primeiro com Luke, depois com Kostas e por ultimo com Vincent, o que foi um porre. Tom – passei a chamar Anthony de Tom só por preguiça de falar Anthony – passou pelo nosso “pequeno” anfiteatro, que era um pouco menor e muito parecido com o Coliseu e ficou observando os testes. Ele ficou tão entediado quanto eu, quando eu repetia várias e várias vezes o mesmo texto para os três e nada de os professores escolherem. Tom tomou iniciativa e começou a falar a parte de Romeu referente ao texto que estava sendo representado. Encenamos juntos e no fim do ato todos aplaudiram. Eu fiquei ruborizada, os garotos estavam boquiabertos e os professores ficaram parecendo peixes. No fim de tudo isso, Anthony apontou para Vincent e disse que ele seria um Romeu adequado. Sim, eu quase o matei, mas lembrei do que poderia acontecer então me refreei.

Começamos a ensaiar e no meio de um dos atos, aparece um cara LINDO de morrer! Sério! De parar o trânsito! – Só de lembrar fico morrendo de calor... – Era meio moreno, tinha cabelos negros como o carvão, olhos azuis esverdeados (ou seriam verdes azulados?) e um físico de matar. Ele sentou ao lado dos professores, que estranharam, mas nada disseram. Ao fim daquele ato, ele se levanta, pede permissão para encenar rapidamente o pai de Julieta e assim o faz. Que excelente ator! E que voz! A voz dele era poderosa e parecia que trovões ressoavam a cada palavra que ele dizia, seu tom era grave e eu me arrepiava a cada sílaba por ele dita. – Não me julguem, eu estou na puberdade! Meus hormônios estão à flor da pele! – Quando terminamos, ele se curvou em agradecimento, com uma fluidez incrível de gestos e movimentos.

Após muitas exclamações e indagações, eu decidi fazer a pergunta do século: “Quem é você?” disse eu, com certo receio e admiração.

– Não me reconhece mais, criança? Eu sou Lycan, seu protetor. – Devo dizer que quase desmaiei. Se não fosse Kostas, eu teria ido ao chão.

– Como? Que? Oi? Ahn? – Como eu sou inteligente, fala sério. "Concordo plenamente, sua idiota.", disse meu subconsciente.

– Lembra-se do que eu disse quando nos conhecemos? Eu sou um lobisomem, portanto, posso tanto ser homem quanto lobo quando eu quiser. – Ele disse, se esticando. Meu Deus, aquele homem maravilhoso, perfeito era aquele lobo nojento que... MEU DEUS! ELE ME VIU TROCANDO DE ROUPA!!

Acho que ele percebeu pela minha expressão que eu estava pensando nas vezes que troquei de roupa na frente dele, nas quais eu pedi a opinião desse infeliz. Eu havia esquecido completamente aquele detalhe, sinceramente! Eu vou mata-lo! Aaaaaaaaaaaaaaaaargh.

– Ei, ei, ei, ei, ei. A culpa não é minha e acredite, eu não vi nada, eu juro! – Ele disse rindo. Eu estava tão puta da vida que joguei nele tudo o que havia na minha frente e em minhas mãos: roteiro, cadeira, sapato... Quase joguei Kostas, mas Vincent me segurou. Odeio meu irmão, fala sério.

– Eu vou matar você, seu tarado! Vincent seu filho de uma Hera, me larga ou eu mato você também! Luke me ajuda aqui, porra!! – Sabe o que meu querido anjo da guarda estava fazendo? Rolando de rir da minha situação! Estou indignada com o nível dos anjos hoje em dia.

Quando eu me acalmo, Vincent me solta, eu respiro fundo e me recomponho. Assim que todos acham que nada mais vai acontecer, eu estalo um tapa naquele rosto perfeito de Lycan, que começa a rir! Morram todos, é o que eu sempre digo. Quando eu realmente estou mais calma, os professores nos liberam e eu vou marchando a passos largos para a sala de Tom. Quando entro lá, fecho a porta com tudo na cara de Lycan, que logo após isso entra GARGALHANDO.

– Pra quê tudo isso, gente? – Diz Tom, arqueando a sobrancelha, confuso.

– Esse pulguento! A culpa é toda dele! Ele OUSOU me espiar enquanto trocava de roupa! – A expressão confusa de Tom aumentou até parecer um grande ponto de interrogação, até que eu expliquei que aquele era Lycan, aquele lobo pulguento e mal educado.

Sabe o que aconteceu? Tom riu. Riu muito. Ele gargalhou alto, jogando a cabeça pra trás. Eu fiquei um tanto “irritada” com aquilo, tanto é que usei um feitiço básico e o derrubei da cadeira, mas o filho da puta continuou rindo. Ele riu mesmo quando chegamos ao ginásio. Ele riu até que Nightmare deu um big coice nele. Tá certo que doeu em mim também, mas eu ri muito.

Algumas horas mais tarde, eu cheguei e me deparei com uma cena maravilhosa: Meu pai soltando fogo a torto e a direito (literalmente), minha mãe rindo junto com meu irmão, Luke e Lucy. Eu adivinhei que Vincent ou Luke tinham dado com a língua nos dentes. Assim que papai nos viu – ele viu apenas aquele lobo fedorento e cheio de pulgas que ainda estava na forma de deus grego – quase tostou Lycan, o que foi hilário. Mamãe passou as próximas 2 horas tentando fazer meu pai não fazer churrasco de lobisomem. Bem, e quanto a mim? Eu fiz o mesmo que meu pai, oras. Até que meu irmão falou que quando Lycan apareceu, eu quase babei e fiquei com cara de bunda. Aí foi a vez de Lucy e Luke me segurarem para não eu matar Vincent. Resumindo: a noite foi beeeeeeem longa.

Notas finais
Queria a opinião de vocês sobre esse capítulo em especial. Se gostarem, poderei fazer os próximos (a partir do 8º) nesse estilo, com interrupções nas narrações e etc. Bjs e até a próxima, seus liendos.