Notas iniciais
Heeeeeeey Ghosts! Como estão? Enfim, já nos desculpamos então ótimo. Aqui está o 3º capitulo, como prometido. #Bea

“Cara... Que dor de cabeça dos infernos!...”. Minha cabeça estava latejando de dor e não conseguia abrir meus olhos. Eu ouvia as pessoas me chamando e até sentia a presença delas, mas eu não conseguia vê-los. Até que eu ouço a voz da minha mãe e do meu pai. “Como eles podem estar aqui? Eles estão em casa...”. Eu ouço meu pai murmurando um feitiço e logo consigo abrir os olhos.

– Lily, você está bem? Deem espaço, agora! – Meu pai diz e vejo que há, literalmente, fogo em seus olhos e que Anthony estava deitado ao meu lado, apagado.

– O que... – Digo e me lembro do que aconteceu. – Mãe... Minhas asas... O que aconteceu?

– Ninguém sabe ao certo, criança. Sobre suas asas: você ainda as tem, só precisa se recuperar um pouco mais. – meu avô acaricia meus cabelos e vejo que há sangue me rodeando.

– O que... é isso? De quem é esse sangue? – meus pais se olham nervosos e é meu pai que responde.

– É seu sangue, Lilian. Você caiu de uma altura suficiente para matar um mortal, mas como você não é uma simples mortal simplesmente teve alguns ferimentos, alguns um pouco graves, mas um dos descendentes de Raziel usou uma runa em você, embora não tenha tido muito efeito. Por isso eu tive que usar um feitiço para te trazer totalmente de volta. – Papai nunca usa magia, a não ser que seja de extrema necessidade. Ou seja: Eu provavelmente estava entre a vida e a morte, talvez mais pra morta do que pra viva.

Eu sento e olho pro professor. Mamãe percebe o que quero perguntar e sorri pra mim, com um brilho estranho nos olhos.

– O que aconteceu com seu professor foi o seguinte: você caiu, Lucian se soltou, socou seu professor. Eu e seu pai chegamos e ele socou seu professor mais uma vez. Ele está apenas desmaiado, não se preocupe.

É nisso que dá quando seus pais e seu anjo da guarda estão no seu colégio. Vovô estava se segurando pra não rir de Anthony, que acordou e se sentou com uma bela careta. Papai me ajudou a levantar e disse que, se eu quisesse, ele poderia fazer um feitiço para me “arrumar”, afinal eu estava totalmente suja de sangue e com um baita galo na cabeça. Eu aceitei e ele o fez, deixando um perfume de sândalo e cachoeiras no ar.

Me afastei da minha família e fui ajudar Anthony a se levantar e – sabe-se lá como – uma esfera de energia (?) com um brilho às vezes azulado, outras vezes avermelhado, surgiu entre nós. Ficou parecendo uma cena de Harry Potter, no casamento de Gui e Fleur, antes dos Comensais aparecerem. Mas aquela esfera simplesmente desapareceu quando nós soltamos nossas mãos. Vovô e papai olharam assustados àquela cena, enquanto mamãe parecia estar confusa. Louise estava a ponto de desmaiar, totalmente pálida. Já eu e Anthony... Olhamos surpresos e assustados um pro outro e só Deus sabe por que começamos a rir. Todos ficaram com uma cara que praticamente dizia: “Eles são loucos ou o que?”, mas nós não ligávamos e novamente caímos no chão, mas dessa vez foi de tanto rir.

Longos minutos depois, paramos pra respirar, morrendo de dor de barriga. Nos ajudamos a levantar e a esfera voltou a aparecer. Olhamos um pro outro e praticamente entendemos o que o outro queria dizer: Deixaríamos a esfera crescer pra ver o que aconteceria. Dessa vez, não precisamos manter o contato físico, precisávamos apenas nos concentrar e unificar nossos pensamentos, o que pareceu bem fácil não sei por que.

A esfera cresceu e adquiriu o formato de uma porta. Nós a abrimos, não com a intensão de passar por ela, mas sim com a intenção de ver o que havia ali dentro. Nossos passados passavam como cenas de filmes ali, se unificando e mudando. Foi quando a criatura apareceu. Parecia parte das cenas, mas a coisa foi se aproximando e ganhando altura, largura e velocidade. No início parecia apenas uma, mas outra apareceu logo atrás e ambas pularam em cima de nós. Todos gritaram, mas se mantiveram estáticos.

A primeira criatura era um cavalo alado negro como a noite e seus olhos eram cinzentos como uma tempestade se formando. A segunda criatura que definitivamente estava me sufocando era um lobo gigante que às vezes parecia um Husky siberiano também enorme, do tamanho do cavalo. Embora meu cachorro/lobo tivesse uma cara assassina, ele estava apenas me lambendo. Quando Anthony me olhou enquanto sofria do mesmo jeito que eu (sim, o cavalo estava dando um banho nele), era como se pudéssemos ler nossos pensamentos.

– Isso não era necessário. De verdade. – diz Anthony, com uma careta.

– Concordo plenamente. – eu digo, sorrindo.

Do nada, ambos saem de cima de nós e o lobo morde meu braço, mas não com força, apenas para me ajudar a levantar. O Pégaso faz o mesmo com Anthony e eles nos entregam toalhas (?), as quais usamos para nos secar.

Eu acaricio o lobo e ele me olha com alegria, produzindo um grunhido no fundo da garganta que me faz rir. “Qual é o seu nome, hein garotão?” eu penso e logo ele responde de alguma forma em minha mente: “Meu nome é Lycan, o primeiro lobisomem da face da Terra.”. Provavelmente ele percebeu que aquilo me deixou bastante surpresa, porque ele mordiscou meu braço e me olhou com aqueles grandes olhos azuis.

Acho que a mesma coisa havia acontecido com Anthony, pois a cara dele era de puro espanto, enquanto o Pégaso olhava pra ele com uma cara de deboche. Nem os animais eram normais, fala sério.

– Lilian, Anthony, preciso falar com vocês. Digam a todos os outros para saírem daqui. – diz Gabriel, com uma cara séria, pensativa.

Foi o que Anthony fez, fincando apenas eu, Louise, Anthony, Gabriel, Luke, mamãe, papai, Vincent (que chegou atrasado) e Lucy. Louise havia se recuperado e nos olhava como se fôssemos aberrações, o que me deixou meio nervosa. Acho que Lycan percebeu e rosnou para ela, que se encolheu e se afastou, deixando o lobo satisfeitíssimo consigo mesmo e vovô ainda mais pensativo, como se fosse possível.

– Bem, acho que temos aqui um caso extremamente raro, quase impossível de se acontecer. – começou vovô. Acho que Anthony estava um pouco nervoso também, pois se aproximou de mim e de seu Pégaso. – Uma vez, há exatamente três mil anos, um casal de gêmeos nasceu sendo ambos Nephilim. Quando completaram 15 anos, foram a uma floresta, onde foram vítimas de um grupo de assassinos e ladrões. Ambos sabiam que eram Nephilins, mas o que não sabiam era o que aconteceria depois: Quando a menina foi atingida por uma espada, o menino foi em seu socorro. Ela estava gravemente ferida, pois a lâmina havia atravessado seu peito, mas lutava bravamente para permanecer acordada e salvar o irmão. Quando se tocaram, a mesma esfera apareceu sobre eles e dois animais surgiram, sendo eles um cavalo alado e um lobo gigante. Com a ajuda dos animais, eles mataram todos os homens que os havia atacado, mas não viram que uma mulher estava à espreita, esperando o momento perfeito de atacar. Quando o menino foi erguer sua irmã, a mulher lançou uma adaga envenenada. O lobo matou a mulher, mas já era tarde demais, ambos estavam morrendo. Antes de morrerem, os irmãos se deram as mãos e prometeram um ao outro que se veriam novamente, em uma outra encarnação. Três mil anos se passaram e eu achava que você, Lilian, e seu irmão eram a encarnação desses dois jovens e muito poderosos irmãos, mas agora eu percebi que não era o seu irmão, mas sim Anthony White, descendente direto do pai dos gêmeos, Miguel.

Minha reação? Bem, eu fiquei totalmente paralisada e com certeza fiquei com uma cara que expressava puro terror, pois logo meu avô sorriu tentando me reconfortar. Anthony estava arfando, parecia que estava tendo uma crise de asma. Mamãe e papai estavam chocados, assim como Vincent. Louise havia saído correndo e Luke estava apenas sorrindo, como sempre, como se nada tivesse acontecido. Lycan estava saltitando ao meu lado, enquanto o Pégaso alinhava suas penas. A primeira coisa que meu subconsciente me disse foi: “Você não devia ter dito que as coisas não podiam piorar.”.

Notas finais
Shazan! O que acharam? Comentem ou sofrerão a ira de Hades! MUAHAHAHAHAHAHA #Bea (ainda) P.S.: Estou mais hiperativa que o normal, me deixem.