Notas iniciais
Muito obrigado a todos aqueles que estão me acompanhando!!!!!!! PS: desculpem se o capitulo estiver ficado pequeno...

Capitulo 2

“Um sonho nada comum”

>Salem, Oregon.

Dias atuais

Jayden acabara de desligar o telefone. Ligara para sua mãe para agradecer o presente, mas ela dissera que não tinha comprado um.

Atordoado, Jayden pegou o anel e subiu para seu quarto. Ele sentou na cama e avaliou o presente. Uma duvida não lhe sai da cabeça, senão fora seus pais que mandaram o anel, então quem foi? Embora a duvida persistisse em sua cabeça, ele não conseguia deixar de entrar em transe com a beleza do anel.

O rubi parecia prender uma pequena chama, que dançava ao som da música da vida. A pequena fagulha dançava com a ferocidade do sangue. Já a música, era suave, trazida por uma leve brisa, que vinha dos côncavos da vida. Já os dragões, pareciam travar uma batalha violenta, competiam para adquirir a honra de libertar a pequena flama, que dançava nesse ritmo sangrento.

Jyaden percebera algo não tinha visto antes, cinco letras estavam cravadas delicadamente na parte interior do anel, as letras estavam minuciosamente colocadas em um ponto estratégico.

Jayden tentou ler, mas conseguiu apenas identificar as cinco letras:

Iisng

Que não lhe faziam sentido algum, olhou mais atentamente, então as letras ficaram borradas, e começaram a se mexer.

Espantado, jayden derrubara o anel, que quicou e fora parar debaixo da cama. Ele se agachou e pegou o anel que estava no chão, sentando-se ali mesmo.

Olhou atentamente, lera a nova palavra que se formará.

–Ignis– Leu em voz alta.

“parece um nome”, pensara Jayden

Apesar de ser uma palavra nova, Jayden ainda não entendia seu significado.

Deitou-se na cama e ficou observando o rubi, e a pequena chama que dançava, no ritmo daquela batalha infinita entre dragões. Então adormeceu.

O sonho era inicialmente tranquilo. Ele estava caminhando numa floresta, o sol a iluminava de certa maneira, fazendo com que ela ganhasse vida, como se até as árvores tivessem consciência própria, apenas o observando passar.

Andara por bastante tempo, passando por várias árvores que eram impossíveis de estarem em um mesmo clima. Passara por vários animais que não eram adaptados a um mesmo habitat, mas lá estavam eles, com uma nova cadeia alimentar, onde os humanos não estavam no topo. Andara até encontrar uma clareira, e lá estava um pequeno casebre. Ao se aproximar, Jayden viu que era feita de madeira, e esta, já estava velha e cheia de cupins e o telhado mostrava alguns buracos. Ouviu um ruído vindo da velha cabana, decidiu então entrar.

Dentro do casebre, tinha apenas uma mesa de madeira muito velha, e duas cadeiras na mesma condição. A maneira como as cadeiras estavam afastadas da mesa, indicava que alguém acabara de se levantar delas.

Jayden fixou o seu olhar para o chão, vendo uma coisa que o surpreendera. Deitada no chão estava uma garota de em média onze anos, trajava um vestido rosa com alguns babados na ponta, e pequenas sapatilhas da mesma cor. Usava um enorme laço branco na cabeça, para amarrar os longos cabelos cacheados.

E lá ela jazia como se a brincar, a vida lhe foi tomada, e não tinha a intenção de voltar.

O sangue da garota escorrera até atingir os pés de Jayden. Então ele soube que a garotinha tinha sido assassinada, e o que é que a tivesse matado, ainda estava por perto.

Saiu do casebre com intenção de fugir, ao sair, viu que algo estava diferente na floresta. O sol tão quente e vivido que se ergueu no alto, como se para esquentar as almas das criaturas que viviam na floresta, fora substituído por uma lua vermelha, uma lua com a cor do sangue, daqueles que foram enterrados naquela terra. Com a lua veio a noite, que fora banhada pelo medo, e espelhava o sussurrar da morte. As folhas das arvores murcharam e caíram, como se toda a vida que outrora possuíam tivessem sido roubadas.

A frente de Jayden estava uma figura negra, como se as sombras tivessem sido reunidas para formar um único Ser, formando um pequeno pedaço do Caos. Esse ser tenebroso escondia a face com a marcara chamada Persona, esta era dividida em dois, uma parte alegre e outra triste. Jayden via como se a parte infeliz sofresse pela loucura e malevolência adquirida pela parte sorridente.

Esse Persona era diferente do que vira em seu primeiro sonho. O primeiro Persona usava um smoking marrom e elegante e uma cartola da mesma cor, uma bengala tinha nas mãos e no rosto usava uma mascara branca incrustada de pedras negras.

–Quem é você?- Perguntara Jayden com a voz trêmula. Sua pergunta não foi respondida.

O Persona começara a andar em direção a Jayden, que se assustará com o subido movimento. O passo ficara mais rápido, e Jayden sabia que se ficasse parado, o que o esperava não era algo bom, então logo se pós a correr.

O chão estava lamacento e as folhas que não mas pertenciam árvores se juntava a terra molhada, dificultando a correria de Jayden. Ele corria com todas as suas forças, porem Persona sempre estava em seu encalço.

Jayden corria, mas o ambiente parecia não mudar. Descera e subira o mesmo relevo, não tinha qualquer planta rasteira ou vida animal. As árvores eram grandes e negras, seus galhos eram retorcidos, como se estivessem morrendo e a lua parecia não mudar de lugar, parecia esta lá apenas para ver o espetáculo diante de si. A lua era um espectador que não se incomodava perante o ínterim e apreciava aquele espetáculo sombrio e tenebroso, a lua era como um carrasco, que vê a morte de perto e gosta de ouvir os seus lamentos.

Jayden perdera a noção do tempo, pareciam horas que estava ali, ou até segundos, chegara até a parecer minutos, mas o seu tempo logo parara de contar, pois errara ao se distrair, e pela justiça ou injustiça, pagara por seu erro.

Jayden se viu caindo em direção ao solo lamacento, e logo viu o porquê. Grandes e espinhosas rosas se entrelaçavam aos seus pés, as rosas eram vermelhas como sangue, e pareciam sorrir diante da malevolência do ato.

Jayden tentou tirara as rosas que o impediam de continuar, mas seus espinhos perfuraram a pele. Jayden olhou para frente à procura de Persona, este não tardaria a chegar.

Percebeu Jayden que por onde seu assassino passava qualquer sinal de vida, parecia extinguir-se. Aquele Persona era um ser que se contentava em andar de mãos dadas com o Caos, era um ser Arcádio, que por onde passava, deixava o horror instalado, e esse era o seu registro.

Visto que não conseguia tirar as rosas, Jayden voltou o seu olhar para frente em busca de Persona, mas não precisou procura-lo, pois este estava a sua frente, em pé, olhando atentamente sua vítima.

Com interesse perdido, Persona levantou o braço; era a coisa mais distinta de um braço que Jayden já vira. O braço era marrom e rachado, como se feito de rocha vulcânica, a mão era translucida e tinha um brilho azulado, já as grandes e pontudas unhas, eram vermelhas. Jayden não sabia se era sua cor natural ou se era o sangue da garotinha do casebre.

Jayden só conseguiu ver um borrão quando o braço se moveu em uma velocidade maior do que ele pudesse acompanhar. Mesmo não vendo o braço, Jayden sabia onde as unhas iriam cravar, e seria no seu peito esquerdo. Então sua suposição se concretizou.

A dor fora instantânea, ela era tão grande aponto de ser comparada a agonia eterna, era tão tortuosa a ponto de mudar os princípios e caráter de um ser, era tão excruciante que fazia o Ser trair e ser traído. Foi então que soube que o vermelho das unhas eram de sangue.

Jayden, com um grito de agonia, se acordara. O suor grudava seus cabelos na testa, e os olhos fitavam o quarto escuro. Ficou aliviado em perceber que estava em seu quarto, e não naquela floresta, onde a morte o esperava.

O sentimento de alívio durou poco, pois uma leve ardência vinha de seu peito esquerdo. A ardência aumentou de intensidade, até virar uma dor agonizante.

Jayden olhou para seu peito esquerdo, uma mancha vermelha começou a se espalhar pela camisa.

Ele não podia acreditar no que via, e não acreditava, tanto que levantou a camisa esperando ver um pequeno saquinho de sangue falso, mas em seu lugar vira uma profunda ferida da qual jorrava sangue e pus.

Jayden se desesperara, como aquilo poderia esta acontecendo? Ele estava apenas sonhando, não estava? A dor em seu peito dizia que não. Algo o estava atormentando, se ele não estivesse acordado antes, o que poderia ter acontecido?

Jayden olhara para o relógio eletrônico, este mostrava 23h59min, não acreditava que tinha dormido tanto, mas isso não importava, precisava ir para o hospital. Quando se levantou, viu quando o relógio passou a mostrar meia-noite.

A dor que mal o deixava se mexer, parecia ter diminuído, e a mancha vermelha parou de expandir-se. Jayden levantou a camisa, e se surpreendera com o que vira. O sangue começara a coagular, e aferida se fechava a uma velocidade sobre humana, Jayden calculara, que se continuasse numa velocidade constante, a ferida, estaria fecha dali a quarenta e cinco minutos. O alivio substituirá o desespero, mas como sempre, ela nunca dura mais do que deveria.

O relógio marcava meia-noite e um, quando a parede do lado direito de Jayden explodiu em vários fragmentos.

Notas finais
Obrigado por terem lido ate o final!!!!!!!!!!!!!! Por favor, deixem comentários!! :]