Notas iniciais
Bem, esse é o primeiro capitulo, nele vocês começam a entender como Tom descobriu que era um bruxo. Nesse capitulo seus personagens ainda não aparecem, mas devem aparecer no próximo. Fanfic também postada no SS, la já tem 13 capítulos, ainda há vagas e você pode mandar a sua ficha, mas se você mandar esteja ciente que seu personagem aparece a partir do capitulo 14, se bem que vou tentar postar os outros 12 capítulos aqui no Nyah o mais rápido possível, pros personagens de vocês aparecerem logo. Boa leitura...

E é aqui que a nossa história se inicia... Muito tempo antes do menino que sobreviveu, o famoso eleito, nascer. Muito antes da era dos marotos ou de Severo Snape. Essa história se inicia em tempos também sombrios, mas mais calmos do que a década de 70. Viviamos em uma época onde Gellert Grindewald, causava total terror no mundo bruxo. Nossa maior preocupação era nunca cruzar com esse terrível bruxo e com as boas notas em Hogwarts. Sequer sabíamos que 20 anos mais tarde, nos preocuparíamos com um terrível bruxo, cujo único objetivo era matar por diversão. Essa história não é a mais feliz do mundo, se você espera por uma, não prossiga. Acomode-se, pegue um lanche, que eu vou lhes contar a história da minha vida.

31 de Dezembro de 1937, Londres

Estava em frente a um orfanato. Foi a primeira vez que eu vi um, na minha vida. A rua parecia silenciosa e eu observava o homem a minha frente. Tinha cabelos pretos e uma barba para fazer e um semblante tranquilo, que me trazia paz.

— O que viemos fazer aqui, padrinho? – eu perguntei sem entender.

— Você não queria saber como eu fazia para ajudar os nascidos-trouxas e mestiços a entrar para Hogwarts? – perguntou o homem sorrindo.

— Sim – respondi confuso. Mas o que isso tinha haver com estar naquele lugar, que meio que me assustava?

— É isso que viemos fazer aqui, vamos entrar – disse ele me fitando através de seu óculos meia-lua e logo adentramos no lugar, que me parecia horripilante.

Após meu padrinho falar com a diretora daquele lugar e ela parecia tão terrível quanto aquele lugar, ficamos esperando um menino, que a diretora iria chamar, eu ainda não havia entendido o que fazia ali.

Logo, chegou um menino que eu jamais esqueceria. E aquela foi a primeira vez que eu o vi, Tom Riddle. Alguém que mudaria a minha vida para todo sempre.

— Quem são vocês? – ele perguntou alarmado e em um tom desafiador. Eu percebi por trás de toda a pose desafiadora, havia uma pessoa insegura ali, pois parecia ter medo de alguma coisa.

— Tom, este é o Sr. Dumberton... desculpe, Dunderbore. Ele veio lhes dizer... bem, vou deixar que ele mesmo diga. — disse a mulher que parecia a diretora daquele lugar, tentando apresentar o garoto ao homem. O garoto fitava a mim e ao meu padrinho com curiosidade.

A Sra. Cole logo fechou a porta, nos deixando sozinhos. Era um pequeno cômodo vazio exceto por um guarda-roupa velho e uma cama de ferro. Tom estava sentado em cima dos cobertores cinzentos, as pernas esticadas à frente, segurando um livro e fitava eu e o Dumbledore, curioso, analizando-nos de baixo para cima. Se Dumbledore já nao esperasse essa reação, poderia ficar até intimidado. Eu apenas o olhei da mesma forma, de baixo para cima.

Não havia traços dos Gaunt no rosto de Tom. Mérope realizara o seu último desejo: ele era uma miniatura do pai bonitão, alto para os seus onze anos, pálido e de cabelos escuros. Os olhos de Tom se estreitaram ligeiramente ao registrar a excêntrica aparência de Dumbledore. Houve um momento de silêncio.

— Como vai Tom? — perguntou Dumbledore o fitando curiosamente, quebrando o silencio e estendendo a mão para Tom.

Tom aceitou a mão e se cumprimentaram. Dumbledore puxou uma cadeira de madeira para junto de Riddle, fazendo-o parecer um paciente e a sua visita em um hospital.

— Sou o professor Dumbledore.

— Professor? — repetiu Tom Riddle. Mostrou-se preocupado. — É como um “doutor”? Por que está aqui? Ela trouxe o senhor para me examinar? – perguntou inseguro e eu fiquei com pena dele, ele parecia com medo, ser criado naquele lugar não deve tê-lo deixado nas melhores condições, se eu mesmo já estou horrorizado com aquele lugar e aquela diretora com expressão severa, imagina ele.

— Não, não – Dumbledore sorriu.

— Não acredito no senhor. Ela quer que nos examine, não é? Fale a verdade! – disse Tom irritado.

Tom disse as três últimas palavras com uma força tão altissonante que era quase assustadora. Era uma ordem, e, pelo jeito, ele já a dera muitas vezes antes. Seus olhos tinham se esbugalhado e fixavam, sérios, Dumbledore, cuja única reação foi continuar sorrindo agradavelmente. Decorridos alguns segundos, ela parou de encarar o meu padrinho, embora parecesse ainda mais desconfiado.

— Quem é o senhor? — perguntou Tom, que parecia preocupado.

— Eu já disse. Meu nome é Dumbledore, e trabalho em uma escola chamada Hogwarts. Vim oferecer a vocês uma vaga em minha escola, sua nova escola, se quiserem ir.

A reação de Tom ao ouvir isso foi surpreendente. Pulou da cama e se afastou de Dumbledore, furioso.

— O senhor não me engana! O hospício, é de lá que o senhor é, não é? “Professor”, claro, pois eu não vou, entende? Aquela gata velha é que deveria estar no hospício. Nunca fiz nada a Amandinha nem ao Dênis Bishop, e o senhor pode perguntar, eles dirão ao senhor! — esbravejou Tom, irritado.

— Eu não sou do hospício — replicou Dumbledore pacientemente. — Sou professor e, se vocês sentarem e se acalmarem, posso lhes falar sobre Hogwarts. É claro que se vocês preferirem não ir, ninguém irá forçá-los...

— Gostaria de ver alguém tentar — desdenhou Tom.

Tom não facilitava, parecia tão assustado, mas ainda assim não saia da defensiva. Eu no lugar dele faria o mesmo.

— Hogwarts — continuou Dumbledore, como se não tivesse ouvido as últimas palavras do garoto — é uma escola para pessoas com talentos especiais...

— Não sou louco – se ofendeu Tom.

— Sei que não Hogwarts não é uma escola para loucos. É uma escola de magia.

O garoto se calou. Seu olhar vazio de expressão, mas o olhar correndo de um olho de Dumbledore para o outro, como se tentasse apanhar um deles, ainda tentando entender a situação.

— Magia? — repetiu num sussurro.

— Exato.

— É... é magia, o que sei fazer? – perguntou Tom curioso.

— Que é que você sabe fazer? – perguntou Dumbledore.

— Muita coisa — sussurrou Tom. Um rubor de excitação subiu do seu pescoço para as faces encovadas; parecia febril. — Sei fazer as coisas se mexerem sem tocar nelas. Sei fazer os bichos me obedecerem sem treinamento. Sei fazer coisas ruins acontecerem a quem me aborrece. Sei fazer as pessoas sentirem dor, se quiser. Eu tenho esse dom.

Suas pernas tremiam. Ele se adiantou cambaleando e tornou a se sentar na cama, olhando para as mãos, a cabeça baixa como se rezasse.

— Eu sabia que era diferente — murmurou Tom para os seus dedos trêmulos. — Sabia que eu era especial. Sempre soube que havia alguma coisa.

— Bem, você estava certo — disse Dumbledore, que já não sorria, mas observava o Riddle com atenção. – Você é um bruxo!

Tom ergueu a cabeça. Seu rosto se transfigurou: havia nele uma felicidade irreprimível, mas por alguma razão isso não o tornava mais bonito; pelo contrário, suas feições finas pareciam mais brutas, sua expressão quase bestial.

— O senhor também é bruxo? — perguntou Tom curioso e eu apenas observava a tudo – E ele? – apontou para mim.

— Somos – respondeu Dumbledore.

— Prove — replicou Tom Riddle imediatamente, no mesmo tom de comando que usara quando dissera “fale a verdade”.

Dumbledore ergueu as sobrancelhas.

— Se, como imagino, você estiver aceitando a vaga em Hogwarts...

— Claro que estou – respondeu Tom prontamente.

— Então vai se dirigir a mim chamando-me de “professor” ou de “senhor”.

As feições do Riddle endureceram por um instante fugaz antes que Tom respondesse, em um tom irreconhecivelmente educado:

— Desculpe, senhor. Eu quis dizer: por favor, professor, pode me mostrar...?

Dumbledore tirou a varinha do bolso interno do paletó, apontou-a para o guarda-roupa velho a um canto e fez um aceno displicente.

O guarda-roupa pegou fogo.

Tom pulou da cama, urrando de fúria, todos os seus bens deviam estar ali dentro mas, quando avançou para Dumbledore, as chamas desapareceram, deixando o guarda-roupa intacto.

Olhou do móvel para Dumbledore, então, com uma expressão cobiçosa, apontou para a varinha.

— Onde posso arranjar uma dessas? — perguntou Tom.

— Tudo a seu tempo — respondeu Dumbledore. — Acho que tem alguma coisa querendo sair do seu guarda-roupa.

De fato, ouvia-se alguma coisa chocalhando baixinho. Pela primeira vez, Tom Riddle pareceu amedrontado.

— Abra a porta — ordenou Dumbledore.

Tom hesitou, mas atravessou o quarto e escancarou a porta do armário. Na prateleira mais alta, acima de um trilho com umas poucas roupas, uma caixinha sacudia e chocalhava como se contivesse ratinhos frenéticos.

— Tire-a daí — disse Dumbledore.

Tom apanhou a caixa trepidante. Pareceu nervoso.

— Tem alguma coisa nessa caixa que você não deveria ter? — perguntou Dumbledore.

Tom lançou a Dumbledore um olhar demorado, penetrante e astuto.

— Suponho que sim, senhor — disse finalmente com uma voz inexpressiva.

— Abra-a.

Tom tirou a tampa e virou o conteúdo em cima da cama, sem olhar. Logo viu um ioiô, um dedal de prata e uma gaita-de-boca oxidada. Uma vez fora da caixa, eles pararam de tremer e mexer sobre os cobertores finos.

Eu observava a tudo entre encantado e surpreso, só vi Dumbledore fazendo magia uma vez na vida.

— Você os devolverá aos donos com suas desculpas — disse Dumbledore calmamente, tornando a guardar a varinha no paletó. — Saberei se fez isso. — E alertou: — Em Hogwarts, não toleramos roubos.

Tom não parecia sequer remotamente envergonhado, como se estivesse acostumado a roubar coisas, continuara a encarar Dumbledore com um olhar frio e avaliador. Por fim, dissera com uma voz monótona:

— Sim, senhor.

— Em Hogwarts — continuou Dumbledore — ensinamos não apenas a usar a magia, mas a controlá-la. Vocês tem usado os seus poderes, decerto sem saber, de um modo que não é ensinado nem tolerado em nossa escola. Você não é o primeiro nem será o último a deixar que a sua magia fuja ao seu controle. Mas é preciso que saibam que Hogwarts pode expulsar alunos e o Ministério da Magia, porque existe um Ministério, castiga os que desrespeitam as leis, ainda mais severamente. Todos os novos bruxos têm de aceitar que, ao entrar em nosso mundo, se submetem às nossas leis.

— Sim, senhor — repetiu Tom.

Era impossível saber o que ele estava pensando; manteve o rosto impassível ao tornar a guardar os objetos roubados na caixa de papelão. Quando terminou, virou-se para Dumbledore e disse com atrevimento:

— Não tenho dinheiro.

— Isto é facilmente remediável — disse Dumbledore, tirando uma bolsa de couro do bolso. — Há um fundo em Hogwarts para os que precisam de ajuda para comprar livros e vestes. Você talvez tenha de comprar alguns livros de feitiços e outras coisas de segunda mão, mas...

— Onde se compram livros de feitiços? — interrompeu-o Tom Riddle, que tinha apanhado a pesada bolsa de dinheiro sem agradecer, e agora examinava um maciço galeão de ouro.

— No Beco Diagonal. Trouxe a sua lista de livros e materiais escolares. Posso ajudá-lo a encontrar tudo...

— O senhor vai nos acompanhar? — perguntou Tom Riddle erguendo a cabeça.

— Certamente, se você...

— Não preciso do senhor — retrucou Tom. — Estou acostumado a fazer tudo sozinho. Eu ando toda a Londres desacompanhados. Como se chega a esse Beco Diagonal... senhor? — acrescentou ele, ao surpreender o olhar de Dumbledore.

Dumbledore lhe entregou o envelope contendo a lista de materiais e, depois de orientar o garoto exatamente como ir do orfanato ao Caldeirão Furado, acrescentou:

— Você o verá, embora à sua volta os trouxas, as pessoas que não são bruxas, não o vejam. Perguntem por Tom, o dono do bar, é fácil lembrar, porque tem o mesmo nome que você...

Tom Riddle fez um movimento de irritação, como se tentasse espantar uma mosca insistente.

— Você não gosta do nome “Tom” ?

— Tem muita gente com esse nome — murmurou. Então, como se não conseguisse se conter, como se a pergunta escapasse de sua boca involuntariamente: — Meu pai era bruxo? Ele também se chamava Tom Riddle, me disseram.

— Receio não saber dizer — respondeu Dumbledore em tom gentil.

— O senhor nao sabe, ou nao quer me dizer? — perguntou Tom em um tom atrevido.

Dumbledore ficou em silencio, até que Tom quebrasse o silencio novamente:

— Minha mãe não deve ter sido bruxa ou não teria morrido — disse o garoto mais para si mesmo do que para Dumbledore . — Deve ter sido ele. Muito bem, depois de comprar o que precisamos, quando vamos para essa tal Hogwarts?

— Todos os detalhes estão na segunda folha de pergaminho no seu envelope — informou Dumbledore. — Você embarcará na estação de King’s Cross no primeiro dia de setembro. Há também um bilhete de trem aí dentro.

Ele assentiu. Dumbledore se levantou e estendeu mais uma vez a mão. Segurando-a, após trocar olhares comigo, com certeza em duvida se falava aquilo na minha frente, Tom disse:

— Posso falar com as cobras. Descobri isso quando fui ao campo, nos passeios, elas me acham, sussurram para mim. Isto é normal nos bruxos? — perguntou Tom.

Não é normal — respondeu Dumbledore, após breve hesitação — mas há ocorrências.

Seu tom era displicente, mas os olhos estudaram curiosos o rosto de Riddle. Os dois se encararam por um momento. Então, o aperto de mão se desfez. Dumbledore estava à porta.

— Até mais, Tom Verei você em Hogwarts.- disse Dumbledore sorrindo gentil, logo saindo dali.

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Eu sequer imaginava, mas aquele dia apenas fora o inicio de tudo, a primeira vez que vi Tom Marvolo Riddle pela primeira vez e jamais me esqueceria daquele dia...

Notas finais
O que acharam do capitulo? Deixem reviews...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.