Loop - Feitiço do Tempo
10 Revelações
Notas iniciais
— Você matou a Kerina!?
— Mestre. Ela era um problema para nós, estava nos enfraquecendo.
— Você sabe o quão poderosa era aquela velha? O quão valiosa ela seria se eu absorvesse suas habilidades, você tem noção do que você acaba de fazer!? — Ele se levanta.
— Mestre Ford, ela cometeu um erro, mas não é nada que não possamos resolver. — Diz Tamara tentando contornar a situação.
— Saíam todas! — Ele volta a se sentar.
— Mas mestre.
— Eu mandei saírem! — Ele grita e as três irmãs imediatamente se levantam retirando-se. Ao saírem elas cruzam com Wanda entrando.
— Problemas no paraíso?
— O que você quer?
— Ei, calma. Só vim ver como está meu pequeno Félix. — Ela se abaixa e começa a acariciar o tigre branco que se encontra ao lado da poltrona de Iam.
— Eu com tantos problemas e você aí fazendo brincadeiras.
— Você precisa relaxar mais, já pensou em umas férias? Que tal o Brasil?
— Wanda. Me responde uma coisa.
— Claro!
— Por que você voltou?
— Aí Iam, eu acho que você está ficando velho, eu já lhe respondi isso querido. — Ela se levanta e da a volta pela sua frente, passando a mão em seu rosto e parando atrás de sua cadeira. — Eu senti que você precisava de mim.
— Você acha mesmo que pode mentir para mim? — Ele ri. — Nem todo o seu poder de persuasão é capaz de me enganar. Algo aconteceu que a fez retornar. Você nunca se importou com nada disso, sempre quis sair daqui e quando consegue você volta por minha causa? Você não me engana Wanda! Ou você está fugindo de algo ou procurando algo.
— Eu não sei do que você está falando. — Seu semblante muda e ela se retira da sala. Iam se vira para seu felino e diz.
— Você é o único que está sempre ao meu lado. — Contudo ele o ignora e vai atrás de Wanda.
Emily e Tom fitam de longe os bombeiros apagarem o incêndio na loja de Kerina. A ruiva chora vendo os destroços, mas logo ela se vira e começa a caminhar na direção contrária. Tom a segue, os dois caminham em silêncio até que chegam a casa de Tom.
— Não precisava me trazer em casa, eu poderia vir sozinho.
— Eu ainda sou sua guardiã.
— Eu sei, mas também estou aqui se você precisar, pra qualquer coisa você pode contar comigo. — Ele pega em sua mão porém a ruiva insiste em voltar seus olhos para o chão. — Não fique assim ruiva, conversa comigo! — Ela o ignora, retira as mãos do domínio de seu amigo vira as costas e sai. Tom tenta chamar sua atenção, contudo ela continua a ignorá-lo. O jovem então entra em sua casa e logo encontra Victória.
— Aconteceu algo com a sua amiga? Ouvi você gritando.
— Ela perdeu uma pessoa da família, está chateada. E o nome dela é Emily!
— Você sabe que sou péssima para guardar nomes, as vezes me esqueço até do seu.
— Você é inacreditável.
— Ei, relax!. Você sabe que eu tenho esse jeito, mas sempre estarei aqui com você. Ok? — Tom apenas consente com a cabeça, estava cansado de mais para debater. — Bom, se precisar de algo sabe onde me encontrar. — A loira sobe correndo as escadas e se tranca no quarto. Tom sobe as escadas também, porém vai para o lado oposto de sua irmã, ele entra no banheiro e tira sua roupa. Ao entrar no chuveiro sua cabeça fervilha de pensamentos, mas o que mais lhe perturba é o nome que Helena lhe disse ao sair da loja de Kerina.
Na casa de Eduardo, seu irmão Vinícius joga vídeo game no quarto, quando Edu chega e bate na porta que se encontrava aberta.
— Ei pirralho, me empresta seu controle, o meu não está funcionando. — Diz Eduardo entrando no quarto de seu irmão.
— Não tem televisão no seu quarto. — Diz Vinícius sem tirar os olhos da tela.
— Você cresceu, ta diferente.
— Edu, você saiu por um ano, eu continuo o mesmo.
— Dá atenção pro seu irmão. — Eduardo desliga a TV e senta ao lado de Vinícius.
— Ei!
— Estamos conversando, como estão as coisas?
— Você voltou a duas semanas e só agora vem conversar comigo?
— Eu estava ocupado. Não muda de assunto, me diz, como estão mamãe e papai?
— Os mesmos, ele mal sai da empresa, ela sempre fazendo compras, ninguém me dando atenção. Mais um ano normal na casa dos Miller.
— Entendi. — Ele fita o chão como se lembrasse de algo. Nesse momento Barbara entra no quarto.
— Ei, conversei com o reitor da faculdade. Consegui reabrir sua matrícula de administração, você começa segunda.
— Sem nem me consultar?
— Se não quisesse dançar a minha música, não largasse tudo na Inglaterra. — Ela sai e fecha a porta.
— Realmente, nada mudou. — Ironiza Edu olhando para a porta se fechando.
— Irmão, por que você voltou?
— Está me expulsando? — Eduardo começa a lhe fazer cócegas.
— Não! — Vinícius se acaba em rir. — Para Edu.
À noite caí e todos na casa de Tom dormem tranquilamente, do nada a porta se abre sozinha e uma sombra entra na casa, ela sobe as escadas e se encaminha até o último quarto do corredor, a sombra adentra o quarto e chama por um nome.
— Verônica! — A voz grossa e tranquila acorda a mãe de Tom que ao avistar aquela figura parada ao pé de sua cama, imediatamente se levanta curvando-se diante dele.
— Mestre Ford, a que lhe devo essa visita?
— Você não cumpriu sua parte no acordo.
— Mestre! — Ela exita. — Eu não sei do que o senhor está falando. — Diz sem olhar para cima.
— Sabe sim, você lhe deu uma guardiã, ou acha que eu vou acreditar que o encontro dele com Emily foi por acaso.
— Mestre! — Sua voz treme.
— Não minta para mim, Verônica. — Ele se abaixa junto a ela. — Mesmo toda a sua proteção de mãe não irá tirar Tom do destino dele. Você o protegeu, o pôs sobre suas asas, com medo que ele cumprisse seu destino e viesse até mim, mas todo o seu esforço será em vão. — Ele se levanta. — Tom é meu Verônica, ele me pertence. Cumpra sua parte no acordo, ou perderá muito mais do que apenas o seu filho. — E em meio as escuras do quarto, Iam desaparece.
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