Notas iniciais
Estou de volta, andei um pouco afastado por falta de tempo mas agora voltei com todo gás e pretendo atualizações toda semana, aguardem...

Um grito estérico ecoa de dentro da floresta, Sierra corre desesperadamente por entre árvores e arbustos, que arranham completamente seu corpo. A todo momento a jovem olha para trás, na esperança de ter despistado alguém que a perseguia. A floresta parece ficar mais escura e densa à medida que a jovem corre mata a dentro. Já ofegante, ela pensa em diminuir o ritmo para descansar, achando que conseguira despistar a criatura, quando novamente olha para trás, vê uma sombra negra se aproximando rapidamente, em prantos a jovem corre ainda mais desesperada, até que se descuida e tropeça numa raiz de árvore e vai ao chão. Desesperada, a jovem chora ainda mais e começa a rastejar na tentativa de se afastar da criatura que a perseguia. De repente a criatura cai de uma árvore e se posiciona sobre seu corpo, era um lobo, mas não um lobo qualquer, ele parecia enorme mesmo que sobre quatro patas, seu pelo era negro e muito volumoso, seus dentes amarelados, salivava e espumava a medida rosnava. Sierra conseguiu se levantar lentamente e a fera se levanta também ficando sobre duas patas, cara a cara com ela, o que a faz gritar desesperadamente antes que a fera lhe estraçalhe a garganta.
Um silêncio corta toda a floresta, apenas o som de pássaros voando nos céus é ouvido, então Sierra se levanta novamente completamente ensanguentada e diz:
– É sério que ele precisa me lambuzar toda desse jeito?
– Corta! — Diz o diretor enquanto Sierra se encaminha até ele. — Minha estrela, essa
cena é o ápice do filme, precisa ser o mais sangrenta possível. — Explica ele.
– Ápice do filme? Explique-me como matam a protagonista no meio do filme? — Sierra se irrita.
– Você nunca assistiu Psicose?
– Olha, eu não sou como essas estrelas que ficam dando piti por besteira, mas o seu filme é uma droga! Eu aceitei seu convite pelo filme ser rodado na minha cidade natal e ter a chance de visitar meus amigos, mas tente contratar um roteirista de verdade e conversamos. — Diz Sierra se encaminhando ao seu camarim, completamente ensopada de sangue falso.

– Você ainda não me contou como foi seu reencontro com a Sierra. — Emily indaga Tom enquanto os dois caminham pelas calçadas repletas de vendedores.
– Disse sim. — Tom é evasivo enquanto digita uma mensagem no celular e o guarda no bolso.
– Não, você não falou, vai me contar os detalhes, vocês voltaram?
– Ah, foi legal.
– Só isso!? Você não a vê a anos e é só isso?
– Bom, nós conversamos um pouco, relembramos o passado… Tava tudo muito bom até cair a ficha de que ela não vai ficar, só está aqui para gravar um filme.
– Nossa, que bad, você tava falando com ela agora?
– Tava, ela me disse que o filme está ficando péssimo e está pensando em abandonar ele.
– E isso quer dizer que ela vai embora novamente.
– Sim. Mas é até bom que isso aconteça, com tanta coisa acontecendo em Santa Maria, não quero ela aqui, não quero envolvê-la nisso.
– Não fala assim. — Diz Emily se colocando na frente de Tom impedindo-o de continuar andando. — Você não pode desistir da sua felicidade por causa de um grupo de loucas que ainda nem sabemos o que realmente querem.
– Mesmo assim, não quero envolvê-la nisso, ela será a primeira que irão atrás assim que descobrirem que temos alguma relação.
– Eu entendo você, entendo mesmo, mas não pode deixar isso afetar sua vida.
– Como você consegue? Não se preocupa com o Edu?
– O tempo todo, tenho medo a todo momento que ele me liga, tenho medo que alguma coisa aconteça com ele, e o pior, a culpa será minha. Não durmo direito desde que a Kerina se foi, pensando que ele também pode ir por minha causa.
– E isso não te aflige, digo, você se preocupa o tempo todo e mal dorme, não seria mais fácil afastar ele?
– E deixar de viver por causa dela? Afastar ele de mim seria o mesmo que perder ele. Eu amo aquele idiota e prefiro tê-lo por perto onde eu possa protegê-lo.
– Não estou conseguindo nem me proteger, quem dirá proteger alguém, e eu me sentiria muito mal se algo acontecesse com Sierra por minha causa.
– Olha, vamos encontrar esse profeta e parar toda essa loucura antes que ela comece. — Diz Emily enquanto seu telefone vibra e ela o retira do bolso para ver. — É uma mensagem do Safira, ele disse que achou uma pista. Viu!? É um sinal! Vamos! — Diz enquanto pega na mão de Tom para levá-lo até o encontro de Safira.

Enquanto na casa de Edu, o jovem rebelde entra no quarto de seu irmão sem bater, ele se senta na cama ao lado de Vinícius e começa a folhear uma das inúmeras revistas em quadrinho que se encontram em cima da cama. Seu irmão apenas o ignora e continua com seu headphone, ouvindo Queen, enquanto lê uma revista do Homem-Aranha.
– Nossa, eu não sabia que o Superman tem um filho. — Diz Edu folheando uma revista. Logo ele percebe que Vinícius continua ignorando-o, então o cutuca com o cotovelo e fala mais alto. — Nossa, não sabia que o Superman… — Ele para de falar ao notar que Vinícius continua ignorando-o, então ele pega o celular do jovem e despluga o headphone.
– Ei! O que você está fazendo? — Diz Vinícius indignado.
– Falando sobre o Superman. — Diz Edu abrindo a revista novamente. — Eu não sabia que ele tinha…
– Isso eu percebi desde a primeira vez que falou. — Diz Vinícius o interrompendo.
– E por que me ignorou?
– Você não gosta do Superman!
– Que mentira! — Ele solta um sorriso sem graça enquanto Vinícius o encara seriamente. — Tem razão. — Diz Edu enquanto joga a revista na cama. — Mas então me diz, como foi na escola hoje?
– Edu, o que está fazendo?
– Estou tentando passar um tempo com meu irmão caçula. — Diz Edu afagando os cabelos de seu irmão rechonchudo.
– Ta ai uma coisa que eu tenho certeza que você não gosta. — Responde Vinícius colocando o headphone novamente no celular.
– Ei! — Edu retira o headphone da cabeça de seu irmão. — Estou tentando conversar com você.
– Mas esse é o problema. — Ele se senta na cama e encara seu irmão. — Em nenhum momento, você nunca se importou comigo, só vivia por ai na farra e pegando garotas.
– Calma ai cara, eu tô do seu lado!
– Do meu lado? Como você ficou nas inúmeras vezes que me perturbaram por conta do meu peso? Das vezes que me bateram na escola? — Vinícius diz entre lágrimas.
– Espera, te bateram na escola? Quem fez isso?
– Você é inacreditável. — Diz ele rindo enquanto enxuga as lágrimas do rosto. — Some, me deixa aqui sozinho no momento que mais precisei de você para tirar “férias”, agora que voltou acha que pode consertar tudo milagrosamente.
– Eu sei que fui um péssimo irmão, mas sim, eu voltei e quero reparar meus erros, quero ser uma pessoa melhor, um irmão melhor. — Diz Edu enquanto Vinícius pega suas coisas na cama e se levanta.
– Você tem 10 anos de história para reparar, boa sorte! — Diz o jovem saindo do quarto e deixando o irmão sozinho refletindo. Edu em seguida pega seu telefone.
– Você pode vir pra cá? — Diz o jovem com voz fraca e então desliga.

Notas finais
Eapero que tenha gostado, não esqueça: Crítica, sugestões ou duvidas é só deixar aí nos comentários. Eu adoro um feedback.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.