Looking for Another Rainbow
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Finalmente chegou o dia que eu esperava: A carta de Hogwarts chegou.
Eu acordei sonolenta em meu quarto, que estava um pouco desarrumado, mas com a ajuda da varinha da minha mãe o guarda roupa vai voltar a estar organizado pelas cores e as ocasiões que eu iria usar (de sair, pijamas, bermudas...), também não haveria meias pelo chão, nem sujeira. Mas uma coisa continuava arrumada, minha prateleira com meus livros e discos (livros de todo tipo, trouxas, tinha um que bem no futuro só existiria a América e em um país chamado Panem, e por causas de rebeliões cada distrito "tipo estados" tinham que mandar um tributo feminino e masculino para a Capital "a capital do país" para lutarem até a morte e sobrar apenas um Vitorioso). Sobre esta prateleira tinha outra com artefatos trouxas que eu me interessava, achava eles muito interessantes.
Mas meu orgulho estava logo abaixo destas coisas. Um armário baixo, de madeira de carvalho, pequeno, porém fundo tinha uma coleção admirável de tudo que havia no quintal de casa, plantas do jardim e todo tipo de pelos de animais e insetos que tinha pela casa. Minha grande ambição: Se tornar uma mestre em poções, eu sempre me interessei por esta arte, então guardava ingredientes para o prepara de poções deste cedo e gostava de misturar coisas na panelinha de minha mãe para ver no que ia dar.
Sentei em minha cama e olhei para a parede coberta por pôsteres de quadribol, minha banda predileta, Avenged Sevenfold e algumas fotos de minha família e amigos.
Cresci ouvindo de Hogwarts e as aventuras que minha família tinha passado por lá, outro orgulho meu, minha família, embora ficasse um pouco chateada de não ter feito nada para contribuir este orgulho.
Meu nome é Lucy Potter. Isso mesmo Potter, P-O-T-T-E-R. Talvez você nem tenha prestado atenção no meu primeiro nome, que é LUCY, isso mesmo Harry Potter, sou parente dele, de certo você já deve ter escutado falar nele, aquele que derrotou Voldemort. Eu sou neta dele, filha de Lilian Luna Potter e de cara desconhecido que, simplesmente, sumiu do mapa quando descobriu que minha mãe estava grávida, o filho da mãe, mas hoje ela esta com um cara muito legal chamado Tom (irônico, eu sei), desde então eles vem me criando, ela trabalho no Departamento de Transportes Mágicos, e ficou famosa, não apenas por ser filha de Harry Potter, mas por revolucionar o pó de flu, deixando a "viagem" mais confortável. E ele trabalha no Departamento de Execução de leis da Magia e ajuda a criar as leis. O engraçado que depois desses feitos da minha família todos esperam grandes coisas de mim, sem nem mesmo me conhecer. Já faz tanto tempo que Harry, Rony e Hermione " brilharam" (Não que eles tenham deixado de ser influentes hoje), que eu não sei como reparam em mim, talvez as perdas ainda estejam bastante frescas nas memórias deles. Contra-argumentei comigo mesma.
Enfim, resolvi que era hora de descer, cheguei lá em baixo e vi meus pais (sim, eu chamo Tom de pai) conversando animadamente sobre uma notícia que saíra ontem sobre alguma coisa que se dá pra a coruja e ela voa melhor, uma coisa assim. Minha mãe comentava que seria uma ótima ajuda, enquanto ia passando a geléia na torrada.
-‘Dia – falei baixinho para não atrapalhar.
-Bom dia Lucy, como você deve saber, tem uma carta para você no corr...
Mas não ouvi o resto porque um barulho forte de algo quebrando cortou a fala da minha mãe. Fiquei olhando para ela abobada e depois abaixei a cabeça para olhar meus pés, e vi que eu tinha quebrado a xícara de chá.
Esqueci completamente que a tão preciosa carta chegaria hoje, ao invés disso eu fiquei reclamando da vida lá em cima. Saí correndo enquanto ouvia Tom murmurar “reparo”. Cheguei na frente de casa quase tremendo de felicidade, lia a carta aos pulinhos e um frio na barriga:
ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA HOGWARTS
Diretor: Minerva McGonagall
(Ordem de Merlin, Primeira Classe, Grande Feiticeira).
Prezada Srª. Potter,
Temos o prazer de informar que V.S.a tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários. O ano letivo começa em 1º de setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de julho, no mais tardar.
Atenciosamente,
Neville Longbotton
Diretor Substituto.
Logo atrás do pergaminho, tinha outro:
ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA DE HOGWARTS
Uniforme:
Os estudantes do primeiro ano precisam de:
1. Três conjuntos de vestes comuns de trabalho (pretas)
2. Um chapéu pontudo simples (preto) para uso diário
3. Um par de luvas protetoras (couro de dragão ou similar)
4. Uma capa de inverno (preta com fechos prateados)
As roupas do aluno devem ter etiquetas com seu nome.
Livros:
Os alunos devem comprar um exemplar de cada um dos seguintes:
Livro padrão de feitiços (1ª série) de Miranda Goshawk
História da magia de Batilda Bagshot
Teoria da magia de Adalberto Waffing
Guia de transfiguração para iniciantes de Emerico Ewitch
Mil ervas e Fungos mágicos de Fílida Spore
Bebidas e poções mágicas de Arsênio Jigger.
Animais fantásticos e seu habitat de Newton Scamander
As Corças das trevas: Um guia de autoproteção de Quintino Trimble.
Outros Equipamentos:
1 varinha mágica
1 caldeirão (estanho, tamanho padrão 2)
1 conjunto de frascos
1 telescópio
1 balança de latão
Os alunos podem ainda trazer uma coruja OU um gato OU um sapo.
LEMBREMOS AOS PAIS QUE OS ALUNOS DO PRIMEIRO ANO NÃO PODEM USAR VASSOURAS PESSOAIS.
Obvio que eu ia usar o meu caldeirão de ouro maciço, e ia trazer os meus outros livros de poções.
-Obaobaobaobaobaobaobaoba!! –exclamava e mostrava a carta para todo mundo, mesmo que eles já soubessem.
-Mããããe, quando a gente vai comprar meu material lá no Beco Diagonal? (rimo, eu sei)
-Não sei filha, quem sabe próxima semana? –respondeu ela.
-Por que não hoje?
-Querida, hoje não tem como, vou passar o dia fora lá no ministério com essa massa de imigrante de bruxos que estão chegando aqui no país as coisas estão uma loucura, pode ser próxima semana então, combinado?
-Ok, ok... – Eu falei vencida. –Pai?
-Fala Lucy.
-Vamos treinar quadribol?
-Não vai dar hoje, pode ser amanhã?
-Há, você está com medo!
-Não, eu tenho que ir trabalhar. – Ele falou calmamente, mas agora com um sorriso no rosto, ele continuou – Espere amanha, vou te derrubar da vassoura.
Vou voltar ao meu quarto e conviver com o tédio.
Gostaria de jogos quadribol hoje, mas parece que não vai dar, sabe, eu sou apanhadora, eu sei, eu sei, parece clichê, mas é o que eu sei jogar, porque, sinceramente, eu sou um desastre como artilheira, e também tenho um pouco de medo de bolas fortes e então também não serviria para goleiro nem batedor, o que me restou foi o pomo, o que me serviu muito bem! Mesmo usando óculos (família) consigo focalizar a pequena bola, e quando eu vôo tudo parece ficar mais claro, e só existe eu e o pomo, Tom, pelo contrário é um ótimo batedor, e já foi convidado pelo time nacional para jogar, mas decidiu um trabalho mais neutro.
Junto com a leve brisa que entrava pela janela, entrou uma coruja preta, que eu já conhecia, ela se chamava Leroy e pertencia a minha amiga chamada Tomika e trazia um pequeno pergaminho, nem mesmo colocado em um envelope que continha essa simples frase:
Oiiiii, apareça aqui pelas onze.
Desci aos pulos os degraus de minha casa, cheguei lá em baixo e vi minha mãe colocando uma capa marrom, quase aparatando.
-Mãe, a Tomika acabou de me mandar uma carta me convidando para ir a casa dela onze horas, eu posso?
-Não sei filha, não será incomodo para a Sra. Merlin?
-Não acho que não, ela esta de folga de Gringotes por umas duas semanas eu acho.
-Huuuuum, ok então, mas não invente de querer dormir lá, ou qualquer coisa, e se você quiser pode convidar ela para passar o fim de semana aqui, ok?
-Entendi, até mais tarde!!! –respondi feliz e com um sorriso no rosto abracei-a, bem apertado.
-Ok, ok, Lucy, já deu, ahãm, ta ta entendi, eu te amo, eu preciso respirar/trabalhar, da pra me soltar?
-Ahaaam, te amo mãe!
-Tchau
-Tchau
Cheguei ao quarto quase voando de felicidade, e rabisquei um “ok” no verso do pergaminho, e despachei a coruja de volta.
Eu não sei por que eu estou tão feliz, é só uma carta, mas é meu ingresso para sair dessa monotonia que eu estou há dez anos, ficar ouvindo e não fazer nada, essa é a coisa mais chata do mundo, as mesmas historias mil vezes e agora vou poder viver minhas próprias aventuras. Mesmo que quando eu era menor minha mãe me obrigou a estudar em uma escolinha trouxa (-Eu preciso trabalhar, e você não pode ficar em casa sozinha) e quando ninguém entendeu por que o meu feijão cresceu da noite para o dia em meu algodão, ela decidiu que era melhor me tirar de lá.
Eram dez para onze, quando sai de casa e segui para a direita, minha casa ficava muito perto da dela, apenas quatro ruas para a direita e uma para a esquerda. O sol quente batia em cheio em minha pele bronzeada e ela ardia levemente, mesmo eu estando de short e blusinha soltinha eu sentia calor, e estava louca para estar em um lugar fresco, caminhei observando tudo. O parque trouxa onde crianças alegres brincavam de correr sendo observadas pelos seus pais que comentavam o jornal matinal. O engraçado de morar em Londres é que é um lugar totalmente trouxa e temos que nos adaptar, minhas roupas em sua maioria são trouxas, por exemplo, também não podemos praticar quadribol ou se não nossos vizinhos iam se perguntar o que fazíamos tão longe do chão.
Eram onze e dois quando eu bati na porta e onze e quatro quando ela atendeu. Ok não sei por que eu falei as horas, mas ta. Não esperei ser convidada e entrei na bela casa fresca, e fui em direção da cozinha pegar um copo de água e só depois de quase me engasgar com o segundo copo cheio que eu dei um abraço apertado nela e ela não perdeu tempo de começar a falar, e quando ela começa, não para mais.
-Oi, imagino que já esteja pensando quando vamos ao beco diagonal.
Era assim, curta e direta.
-Sinto se vou te decepcionar, mas minha mãe só vai poder próxima semana
-Na verdade eu esperava isso, estou sabendo que o ministério esta agitado por causa dos imigrantes- ela comentou.
-Maldade, não acha? Tipo quem liga se as pessoas gostarem de tapetes voadores, deixa eles, o que realmente importa é se o professor de poções é bom, e que ele não vai estragar a matéria e que eu e você vamos para a Grifinória, e se a comida de lá é realmente boa, ou se próximo ano eu vou poder entrar no time, isso é realmente, mas é só próximo ano, então não preciso me preocupa tanto, mas quero ir bem na aula do vôo, mostrar logo meu potencial, sabe? E trazer pontos para a Grifinória, isso é realmente importante, temos que vencer essa coisa, além de tudo temos que arranjar tempo para relaxar, tipo, não ir lá pensando em estudar, e tenho um monte de ideias para fazer no tempo livre. VAI SER TÃO LEGAL!!!
-Aaaaah eu sei, também quero muito tudo isso, talvez tirando a parte do quadribol, sabe como eu sou na vassoura né? Hahaha, também podemos aproveitar e ver os meninos bonitinhos, não acha?
-Claaaaaro, hahaha.
Passamos uma tarde de conversa animada, falando sobre tudo, música, garotos, Hogwarts, é claro, comentei com ela que estava disposta à assaltar as estufas e o que for preciso para conseguir ingredientes, e disse que poderia deixar a mala um chumbo, mas ia levar todos os meus livros trouxas, principalmente o que eu estava lendo recentemente, contava a história de uma garota no futuro, não tão no futuro como Jogos Vorazes (aquele que comentei antes), tipo uns 200 anos daqui, e era em um país chamado Illéa, a antiga América, era uma monararquia (acho que é assim que se escreve) com reis e rainhas e tals, e quando o príncipe completava dezenove anos tinha a seleção, uma garota de cada província ia para o castelo para ser uma “filha de Illéa” e se casar com o príncipe, em uma espécie de competição. Nunca fui muito fã de romances, mas esse era tão fofo, porque ela tinha um namorado (muito chato, em minha opinião) antes de ser selecionada, daí tudo ficava complicado, e o príncipe é uma graça de tão bonitinho.
Comecei a contar as histórias que eu lia para ela, já estava em O Senhor dos Anéis: As Duas Torres quando ela me olhou com um rosto irradiando tédio e um olhar cansado e um sorriso levemente irônico nos lábios. Quando ela finalmente bocejou eu falei:
-Se você quiser que eu pare, é só falar. –E com uma piscadela eu continuei, mas desta vez eu carregava um sorriso irônico no rosto.
Notas finais
Eu escrevi "MONARARQUIA" por querer, por que é uma bruxa falando de uma coisa trouxa;
Espero que tenham gostados;
Até o próximo capitulo, Xoxo
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