Notas iniciais
Olá meus amores!!! Primeiro que agradecer muito as recomendações da Barbara e da Lelatudop, fiquei imensamente feliz!!!!
Também quero agradecer a Flora pela msg privet que me mandou...
Bom, como já devem ter percebido não gosto de alterar demais a personalidade da personagem, por isso tenho que me desafiar a escrever cada capítulo!
Espero que gostem do que escrevi... Nossa fic esta chegando ao fim de sua primeira parte...
Chega de lerolero né...

Harry sabia que já não havia como parar o que começava a acontecer entre aqueles dois, no fundo de seu coração acreditava que Draco a amasse, afinal de contas um sonserino como ele não faria nada que pudesse arriscar sua vida se realmente não se importasse com Hermione.

Estava decidido a fazer com que o garoto deixasse a amiga em paz quando foi para a masmorra onde estavam alojados, porém quando percebeu a enxurrada de emoções que Draco tentava esconder em seu tom de voz e a forma como falava dela... Acabou saindo de lá decidido a fazer o possível para ajudá-los, mas sem tirar os olhos de cada passo que Draco Malfoy.

***

Hermione tinha acabado de tomar um banho depois de um longo tempo deitada em sua cama pensando em tudo o que tinha acontecido desde que saíram de Hogwarts no fim do sexto ano. Na verdade ela pensava mais precisamente no período em que Draco e ela começaram a se tratar da melhor forma que podiam... Pensou em como se sentiu quando ele a tocou de forma mais íntima há algumas semanas atrás.

Claro que já tinha tido contato físico com Draco, e não podia negar que toda vez que o tocava sentia o corpo quente e formigante, sentia-se ansiosa e envergonhada... Mas aquele beijo! Deus! Não era capaz de pensar em uma única coisa que não fosse ele tocando seu corpo e sua boca, da forma como se encaixava perfeitamente ao corpo dele e de como podia sentir que ele a queria!

- Não sei como falar com ele agora... – suspirou mais uma vez enquanto vestia uma roupa qualquer, mas tarde precisava ir até a biblioteca fazer um trabalho para a aula de DCAT e então voltaria tarde o suficiente para não encontrar com Draco acordado.

Sabia que uma hora ou outra ele iria encurralá-la, mas não sabia se estava pronta para ter essa conversa agora e nem se estará algum dia.

Ela abriu a porta devagar, mas sabia que não adiantaria, se Draco estava na sala ele com certeza iria saber que ela estava lá. Mas para sua surpresa, assim que abriu a porta de seu quarto, deu de cara com Harry saindo do quarto do loiro.

- O que esta fazendo aqui Harry?

-Ah! Oi Mione. Eu vim falar com o Malfoy sobre uma coisa, — Harry parecia extremamente desconfortável, tinha sido pego no pulo e não sabia como escapar das perguntas da amiga. – mas já terminamos, é melhor eu ir... hã.... eu combinei com a Gina e já estou atrasado.

- Harry Potter! O que você falou com o Malfoy? – as mãos na cintura indicavam que ela estava decidida a descobrir o que estavam falando.

- Não é nada Mione, coisas da guerra.

- Você está mentindo! Você falou não foi? Sobre o que eu contei na biblioteca?!? – a voz antes alta, agora esta baixinha e insegura... Draco iria ficar muito bravo por ela ter contato justamente ao Harry sobre aquela noite.

- O que vocês tanto falam na frente do meu quarto? – Pronto era o fim para ela, a pessoa que menos queria encontrar agora estava encostada no batente da porta logo a sua frente, ele parecia nervoso, seus músculos estavam rígidos, mas seu rosto continuava inexpressivo como a maior parte do tempo.

- Isso não é da sua conta Malfoy! – Estava acuada e para reverter a situação com certeza atacaria. Draco levantou uma sobrancelha e um sorriso rápido passou pro seus lábios, ela queria mesmo entrar nessa?

- É! Quando estão gritando na frente do meu quarto...

- É a frente do meu quarto também!

- Então temos um sério problema aqui Granger. – gostaria muito de conter o sorriso sínico que ameaçava brotar em seus lábios, mas pelos céus! Como gostava de irritá-la só para saber que podia mexer com seus sentimentos, que a presença dele à afetava tanto quanto a dela a ele.

- Bom... Vocês dois tem coisas a resolver, então eu vou ver a Gina. – Harry falou baixinho, não fazia muita questão de chamar a atenção de Hermione naquele momento. Virou-se e saiu silenciosamente enquanto os dois continuavam discutindo.

- Mas isso é um absurdo! Harry diga ao Malfoy que ele esta sendo ridi... Harry??? – Só então ela percebeu que ele não estava mais no salão comum da torre. E então toda aquela coragem para estar com Draco novamente sumiu.

- Ele já foi há um tempo. – Draco deixou de lado a implicância quando percebeu o quanto estava tensa a garota a sua frente.

- Eu... Eu vou também, estava indo a biblioteca. – E toda a independência se foi da voz dela, sentia o coração acelerado e as mãos quentes. Mordia o lábio enquanto pensava em um jeito de escapar o quanto antes.

- Podemos conversar? — Céus como ele podia agir como um leão em um minuto e em outro como um gatinho meigo?!? Era claro que ele não podia vê-la, e também suas expressões ainda não mudavam o suficiente para ajudá-la, a saber, o que ele realmente estava pensando, mas a voz... A aquela voz sempre a fez sentir-se arrepiada.

- Preciso ir fazer o trabalho. – Estava acuada, não podia encará-lo ainda. Falou enquanto se virava para a saída.

- Por favor, Hermione. – Depois de algumas vezes vendo-o mais de perto ela podia dizer quando ele estava ansioso e nervoso, pois passava a mão repetidamente nos cabelos.

- Ok, mas tem que ser rápido.

- Vamos até seu quarto. – Sabia que Draco era dominador, e por vezes teve vontade de mandá-lo a merda por querer mandar nela. Mas naquele momento sentiu arder o ventre por pensar estar com ele em um quarto. – Podemos ficar na sala se está com medo Granger, mas o que quer que eu faça com você não me interessa se vai ser na sala ou no quarto. – Draco sorriu ao sentir o cheiro dela, sabia que ela estava atraída por si, agora só precisava fazê-la entender que acima de desejá-la ardentemente, não era só a vontade da carne que o levava até ela – Mas acredito que agora que Potter tem a senha da torre ele pode vir a qualquer momento.

- Venha! – ela o pegou pela mão e o arrastou para seu quarto, encostou a porta e se voltou a ele mais uma vez. – O que quer Malfoy?

- Por enquanto conversar. Pode me dizer onde tem uma poltrona?

Ela o guiou até uma poltrona próxima a janela, ele pode sentir os fracos raios de sol banharem seu rosto. – É um bom lugar para leitura... – e mais uma vez ele suspirou, apesar de não acreditarem sim, ele amava ler e por vezes se perdia no tempo quando tinha um bom livro em suas mãos, apesar de não ser obcecado como Hermione Granger.

- E então? – Oh! Sim, ela estava na defensiva... Tinha se sentado na cama que não ficava muito longe da pequena poltrona.

- Por que esta fugindo de mim? – Ele foi rápido e limpo em sua pergunta.

- Não estou.

- Sim está, e você sabe disso. Por favor, não ache que sou um idiota. – Ele estava sentado com as mãos entrelaçadas juntas da boca e com os olhos sempre fechados. Parecia um interrogatório dos filmes trouxas que sempre via com seu pai.

- Por que me beijou? – perguntou baixinho, estava nervosa e não sabia o que fazer com as mãos que insistiam em ficar se embramando sobre seu colo.

- Responda a minha pergunta, que eu respondo a sua. – Parecia mais um jogo, ambos não sabiam o que fazer para expressar o que sentiam.

- Tive medo. – poderia ter sido qualquer outra resposta, mas esta o deixou desconcertado e surpreso... Hermione tinha medo dele? Mas esperou silenciosamente até que ela terminasse de falar. – Medo de que estivesse só brincando, ou tentando me afastar por achar que eu estivesse aqui só por pena ou culpa.

- Céus! – Imediatamente trouxe seu corpo para frente, procurando pelo aroma o local onde ela estava. – A beijei porque a amo! Por que não podia agüentar não tocá-la! Por que a desejo! Desejo tanto que me atormenta o sonhos por noites, só por imaginá-la em minha cama!

Ela estava em silêncio, algo não muito comum para Hermione Granger. Ele sabia que ela estava envergonhada pelo que tinha dito. Sabia que ela era diferente das outras com quem esteve, as quais ele apenas dizia o que queria e elas iriam de bom grado dar-lhe umas boas horas de prazer carnal.

- Por que me salvou Draco? Por que continuou ao lado da Ordem depois da guerra, não cumprimos nossa parte, infelizmente sua mãe morreu!

Teve vontade de rir, sim era verdade a Ordem da Fênix não foi capaz de proteger sua mãe assim como ele desejava a principio. Mas, tudo tinha mudado agora.

- Eu não era bom Hermione, e não sou agora. O que fiz: as maldades, as torturas e as pessoas que matei e traí... Tudo isso faz parte de quem eu era, e talvez de quem ainda sou, pelo menos uma parte. É verdade que a Ordem não cumpriu a sua parte do nosso acordo... É verdade que queria ter a minha mãe aqui... Meus objetivos eram outros. Mas então, você entrou na minha vida, e tudo mudou!

- Não esta mentindo está? – ela parecia uma criança suplicando para que não lhe tirassem uma fantasia.

- Venha... – ele estendeu a mão esperando que ela o tocasse, e assim ela fez, tocou levemente a mão fria com a ponta dos dedos, e não pode evitar um sobre salto quando ele lhe segurou a mão dando-lhe um bote rápido e preciso, trazendo-a para seu colo. E mais uma vez estava rígida, com os músculos todos alertas para correr caso precisa-se. – Não vou machucá-la, então relaxe. Vou manter minhas mãos aqui – abaixou as mãos e apertou os braços das poltronas. – Agora coloque a mão sobre meu peito, sente?

Ela o tocou devagar com as mãos pequenas, diferente das outras vezes em que se tocaram ele estava quente, o coração batia descontroladamente, e a cada vez que ela movia os dedos os batimentos ficavam mais fortes.

Draco tinha se encostado à poltrona, respirava de forma desregulada e curta, enquanto as mãos apertavam os braços da poltrona. Segurava-se ao máximo para não tocá-la, não queria que ela fugisse outra vez.

Precisou serrar os lábios para evitar o ronronado que brotou em seu peito quando ela deslizou o dedo por uma de suas cicatrizes e ainda mais quando ela tentou ajeitar-se em seu colo fazendo uma pressão deliciosamente tentadora em seu membro.

- Está assim por mim? – como ela podia ser malditamente inconsciente da sua sensualidade? Ou estava sendo malditamente perversa por testá-lo?

- Sabe quão difícil é manter minhas mãos longe, e ainda faz isso para me provocar não é?

- Pode me tocar Draco. – ela sussurrou em seu ouvido, deixando que seus cabelos fizessem cócegas no nariz do loiro.

- Não diga isso! Depois não posso parar... Sabe o quanto me custou acalmar-me depois daquele beijo? – Não podia resistir, adorava afundar as mãos naqueles longos cabelos castanhos. Afastou-a um pouco, ainda não era certo... Primeiro ela tinha que entender o que sentia por ele.

- Provavelmente tanto quanto custou a mim. – Disse com a voz baixinha, enquanto sentia a leve ardência tomar conta do seu couro cabeludo, e estranhamente sentiu o prazer fluir pela corrente sanguínea enquanto ele a segurava um pouco mais longe de seu corpo.

- O que sente por mim Hermione? Por que pediu a diretora para estar comigo? Por que cheira a vontade e a excitação estando em meus braços pequena?

-...

- Responda pequena, não precisa ter vergonha do que sente...

- Pedi para vir porque me preocupei só deus sabe como quando soube o que tinha acontecido contigo... Por que desde há algum tempo atrás meus pensamentos voltam até você mesmo que eu não queira, mesmo que encha minha mente com outras coisas, sempre volto a você Draco.

- Sim... Diga-me o restante hm. – ele a trouxe vagarosamente para si, e enfiou o rosto em seu pescoço, sentindo o cheiro bom que ela exalava, tentando ao máximo controlar a vontade que tinha de beijá-la por toda a vida.

- Sinto-me elétrica quando me toca como faz agora, perco o rumo e não consigo pensar coisas coerentes. É diferente quando estamos assim tão próximos, parece que outra personalidade me preenche e me faz querer conhecer coisas que nunca me atrevi apensar. Fico quente quando me toca, e quase me dói quando tira as mãos de mim.

- E o que é tudo isso Hermione? Diga, diga para mim pequena... Só deus sabe o quanto preciso ouvir isso. – ele lentamente arrastava o nariz sobre a pele branca e aveludada, uma das mãos ainda em seus cabelos, enquanto a outra passeava por sua cintura.

- Eu te amo.

Não precisava de mais nada nesse mundo, quando a ouviu disser que sentia-se da mesma forma que ele, seu coração se aliviou como se a muito estivesse carregado com pedras. Apesar da excitação daquele momento tão intimo entre os dois, a paz o invadiu e inundou sua alma já tão cansada das duras batalhas pelas quais passou.

- Eu te amo muito mais... – apenas deslizou seus lábios sobre os dela, tão macios, tão doces e tão amargos. Sorriu quando ela lhe pediu que deixasse explorar-lhe a boca com a língua. Estavam em um beijo calmo, porém avassalador tinha vontade de tocá-la e apertar-lhe as coxas fartas e esbeltas. Queria tê-la inteira em sua cama.

Mas ao mesmo tempo em que o amor entre eles beirava a loucura por quererem se tocar de forma mais íntima, ainda assim era um amor puro, calmo e paciência... E assim ambos andavam nos extremos de um sentimento a tanto tempo desejado.

Ele passou uma das mãos em suas costas, e a oura por suas pernas antes de levantar sem nenhuma dificuldade aparente, antes de falar: — Diga-me onde esta sua cama?

- Três passos a frente, mas Draco...

- Shiii...fique quietinha, não vou devorá-la no jantar... – e sorriu tranqueira para ela.

Ele andou e agilmente a colocou na cama, sem dificuldades... Deslizou as mãos pelas pernas dela e sorriu quando a ouviu gemer baixinho, tirou-lhe os sapatos antes de tirar os seus próprios e ajeitar-se na cama ao lado dela.

- Só quero um pouco de carinho. – ele falou dengoso, deitando a cabeça em sua barriga e a abraçando para impedir que fosse a algum lugar. – Estou um pouco cansado, há semanas não durmo bem.

- O que quer que eu faça? – ela perguntou rindo da forma como ele tinha se aninhado a ela.

- Não pergunte isso, ou irei responder coisas que você ficaria envergonhada pelos próximos 10 anos! – ele levantou o rosto para lhe falar. – Mas no momento, quero apenas que afague meus cabelos... já lhe disse, isso me acalma.

- Você ainda é muito mandão.

- E você uma rata de biblioteca. – falou sonolento demais, estranho...

- Nunca vai deixar de ser um Malfoy não é? – ela perguntou um tanto quanto irritada.

- Nunca vou deixar de amá-la Hermione... – ele respondeu baixinho, mas ela pôde ouvir claramente.

- Eu amo você Draco. — Então voltou a acariciar os cabelos prateados até que adormeceu com ele em seu colo.

Algumas horas mais tarde

Hermione acordou assustada, até que se lembrou do que tinha acontecido e que Draco estava em sua cama adormecido também. Ela o olhou por alguns momentos, não queria acordá-lo... mas quando o olhou seu rosto foi tomado pelo pavor. Draco estava suando e tremendo, os olhos semi-abertos estavam cinzentos e opacos.

- Draco! Draco! – mas ele não respondeu... – Oh meu deus!!!

Ela saiu do quarto e correu pelos corredores de Hogwarts, gritando para que alguém ajudasse.

- Senhorita Granger acredito que terei de descontar 50 pontos da Grifinória por todo esse estardalhaço!

Hermione parou de correr imediatamente quando ouviu a voz da diretora e olhou para trás. Seus olhos encheram d’água quando correu e segurou as vestes da velha professora.

- Professora! O Draco... por favor o ajude!!!!

- Acalme-se senhorita, o que houve com o Sr. Malfoy?

- Ele esta mal, parece convulsionar!! Por favor, vá rápido!!!!!

- Oh meu Deus! Me leve até ele! – e então as duas correram em direção a velha torre....

Notas finais
Bom foi isso, espero que tenham gostado. E que entendam essa natureza de DOM que o Draco tem, pois é bem assim que o vejo. Apesar de estar rendido de amor pela Mione, não queria fazê-lo bobão e submisso a esse amor.
Por isso gosto desses dois extremos que sempre acaba aparecendo em cada capítulo XD
Logo logo tem mais...
Muito obrigada mais uma veza...amo vcs!!
Bejoks Lyah-chan