Long Road...
2 Capítulo 2 - I Can't be Perfect
Melody POV’s
Logo senti algo macio deslizando sobre minhas bochechas.
- Finalmente, cinderela. – Harry sorriu pra mim, deixando á mostra suas covinhas. Louis, sem perder a oportunidade, meteu os dedos nas covinhas de Harry, que riu.
- Nossa, eu dormi tanto assim?! – perguntei, me levantando do ombro de Harry, mesmo não querendo sair dali.
- Sim, já são 2h da manhã. – ele disse, e eu o olhei assustada.
- Bem, eu tenho que ir… – me levantei num pulo, me despedindo de todos eles apressadamente.
Abri a porta no maior silêncio e suspirei aliviada por estar tudo apagado, meu pai estava dormindo, eu acho. Fechei a mesma, e a luz se acendeu. Droga!
- Onde você estava, mini puta? – meu pai me perguntou, com uma voz de… nojo (?)
- Não tem o direito de falar assim comigo – bufei – e eu estava ali do lado, pai, fazendo nada demais. Como o senhor está?
- Não te interessa. – me cortou, e ah quer saber? Cansei de me preocupar com ele. – Fora de casa, anda, não quero nenhuma vadia sob meu teto, como se não bastasse sua mãe!
- O quê? – o olhei indignada – Tudo bem, eu vou, por pura vontade. Não aguento respirar o mesmo ar que você, cafajeste.
Subi até meu quarto, que tava mais pra um hospício e peguei todas as minhas coisas importantes, enfiando em uma bolsa qualquer. Desci correndo, enxugando as lágrimas; agora eu estaria sozinha.
E saí correndo dali. Literalmente.
Niall POV’s
- Está bem Josh, eu vou aí te buscar. Mas em que hotel você vai ficar? – perguntei á Josh, um amigo nosso que estava vindo passar uns tempos em Londres. Na verdade, eu teria de buscar ele na estação de trem, já que ele morava em uma cidade perto daqui.
Então, ele me deu o endereço e levantei, mesmo sendo tarde.
- Aonde você vai, cara?! – Louis me olhou espantado. – São quase 3h da manhã.
- Eu sei, mas tenho que buscar Josh na estação de trem. – suspirei.
- Quer companhia? – ele perguntou, e eu assenti. Pelo menos teria um tagarela ao meu lado pra me divertir.
Já que não era muito longe dali, optamos por ir até a estação andando. A noite não estava lá muito bonita, mas ainda sim era de se admirar.
- Então, Melody é legal, huh? – falei á Louis, esperando uma opinião dele.
- É, mas acho que Harry já tá caído por ela, então…
- Ei! – o cortei – Não falei nesse sentido, falei no sentido amiga.
Ri da malicia toda que ele tem na cabeça, e voltei minha atenção á conversa.
- Ah, é sim, ela não é que nem todas as garotas… ela é especial – ele sorriu, e eu assenti.
Caminhamos mais um pouco, e logo chegamos na estação. Não estava muito movimentada, mas também não estava vazia. O trem de Josh só chegaria daqui á 20min, resolvemos então ir até uma lanchonete que era um pouco depois do matagal que tinha na estação de trem.
- Espera – Louis me parou, e pareceu analisar algo.
- Mas oq…
- Shhh! – ele pediu e eu assenti. Tentando seguir seu ouvido, notei algo de estranho também.
- Hey dad look at me
Think back and talk to me
Did I grow up according to the plan ?
And do you think I’m wasting my time doing things I wanna do?– sua voz era suave, e não me era estranha. As notas do violão eram delicadamente tocadas, e isso só podia ser…
- MELODY? – Eu e Louis falamos juntos em um tom alto.
Logo ouvimos o tom de uma nota desafinada e um suspiro de susto.
- Você está aí? – perguntei.
Melody POV’s
- Respondo ou não? – sussurrava pra mim mesma. Era melhor eu me afastar deles, certo?! Quer dizer, mal passou um dia com eles e já considero eles meus amigos, e se eu iria embora, eu não poderia sentir falta deles.
- Responde, sabemos que é você. – foi a vez de Louis gritar.
- Oque vocês querem? – gritei de volta, e não ouvi uma resposta, quando ia voltar a tocar, ouvi passos se aproximando. – Droga.
- Oque faz aqui?
- Tá tentando nos evitar?
- Não! E, nada, só tocando. – falei, rapidamente. – E vocês? São três da matina, não deveriam estar em casa?
- Eu que lhe pergunto – Lou arqueou a sobrancelha. – Tocando essa hora? Agora diz a verdade, né.
- Certo – olhei pra eles, que acabaram se sentando do meu lado. Segurei o choro, e falei: — Sabe, não tenho lá uma das melhores famílias de Londres. Ou melhor, não tinha, porque agora nem pode mais se chamar de família. Mas enfim, éramos felizes, até que minha mãe morreu – olhei pra baixo. Não chorar. Não chorar. Vamos! Você é forte. – e meu pai, sei lá, se revoltou e virou um alcoólico maluco, mas mesmo assim, eu amo ele. Só que ele me viu voltando da casa de vocês, e, bem, me expulsou de casa. Agora eu tava tentando achar uma solução pra isso tudo.
- Porque não falou com a gente? Você vai ficar lá em casa, né?
- Vocês piraram?! Eu não… – ia falar, mas Niall me interrompeu.
- Claro que vai, idiota – deu um tapa em Louis – tem dois quartos de hospedes, um pra ela e um pra Josh.
- Mas…
- É, e vai ser bom ter uma garota lá – eles conversavam animadamente como se eu não estivessem ali.
- E eu disse que aceitava? – falei, em um tom maior. E eles fizerem biquinho, droga! Não dava pra resistir. – Tudo bem, eu aceito.
Em meio á comemorações, Niall soltou um grito.
-Droga, esquecemos de Josh! – falou, e saímos correndo atrás do tal Josh.
Depois de uns 10 minutos correndo de volta á estação de trem e ouvindo Niall falar “Estou com fome, estou com fome…” achamos o tal Josh.
- Oi. – ele me lançou um sorriso encantador, que faria qualquer uma se derreter, e beijou minha mão.
- Opa, pode acabando com isso – Louis o fuzilou com o olhar, e ele se encolheu. – Vamos, os meninos nos esperam.
- Tá. – dei de ombros, e acabei apostando corrida com Niall até a casa deles.
Chegando lá, estávamos ofegantes e rindo que nem duas hienas.
- Oque houve?! Mel?! – Zayn nos olhou espantado. – Falem baixo, Liam e Harry já estão dormindo.
- Tá, mas… eu… água… – Niall falou, entrando e indo até a cozinha. Segui ele e nós bebemos água, ainda sem parar de rir.
Harry POV’s
Acabei acordando com algum barulho, e desci. Encontrei Louis, Niall e Josh conversando.
- E ai, dudes?! – falei, meio sonolento.
- Como assim você acordou? Você não tava dormindo?
- Se eu acordei, eu tava dormindo, anta – revirei os olhos – Mas é, com a barulheira de vocês acabei acordando. Que horas são?!
- 4h30 – ele disse e eu assenti.
- E do que estão falando?
- Sobre Mel – Josh pronunciou seu nome com os olhos brilhando, e senti uma pontada de ciúmes por ele a chamar pelo apelido, hm. Espera, o que?! Eu não sinto ciúmes dela, não mesmo. Ou será que sim? Argh!
-Ele gostou dela. – Niall disse, e Louis me olhou como se esperasse algo.
-Ótimo. – falei, e sai. Quando cheguei em meu quarto me lembrei de uma coisa… como ele conheceu ela?
Ia descer pra perguntar isso, mas ouvi um sussurro em um dos quartos de hospedes, entrei nele e encontrei uma anja com a cabeça no travesseiro.
- Por favor, pai, não faz isso… – ela sussurrava, provavelmente estaria sonhando.
Com passos de formiga, cheguei mais perto da mesma e abaixei, ficando de sua altura. Tirei uma mecha de seu cabelo do olho, e ia tirar seu pulso da cabeça, mas quando toquei nele, automaticamente ela recuou e abriu os olhos.
- Melody? – perguntei, assustado. Por mais que estivesse escuro, eu consegui sentir algo em seu pulso, e minha visão tinha se adaptado á escuridão; eu avistei seu pulso, e avistei também oque havia nele.
- Espera, oque faz aqui? – ela perguntou, se levantando.
- Porque faz isso? – perguntei, olhando-a com vontade de poder ajudar. Ela abaixou o olhar, e me senti um idiota por perguntar isso. Pra falar a verdade, eu ainda estava meio sonolento, e não estava processando as coisas muito bem. Eu via Melody como minha pequena, minha pequena garota, e como se eu tivesse que proteger ela, por mais que sentisse algo á mais pela mesma. Suspirei. – Me desculpe, eu só queria ajudar e…
- Tudo bem – sorriu, mesmo que forçado. – São só coisas, tá bem? Não se preocupe.
- Mas, conte comigo. – falei, depositando um beijo em sua testa.
- Harry? – me chamou.
- Sim? – sorri á ela.
- Eu sei que pode parecer, ahn, estranho, mas… dorme comigo hoje? – ela perguntou, e logo abaixou o olhar com a bochecha corada. Abri um sorriso amarelo; não malicioso, claro que não.
- É claro, pequena. – falei, e deitei ao lado dela, abraçando-a. Senti suas bochechas ferverem ao ouvir seu novo apelido, e sorri com isso, sorri com o efeito que causava nela… É o mesmo que ela causa em mim.
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