Lonely Star
16 Romance em meio ao conflito P: 02.
Notas iniciais
N: Natasha.
Uma coisa é ele está de volta. Mas ele está com você é outra totalmente diferente. Bruce me ignorava. Eu tento me aproximar, mas ele não quer e se recusa a dizer porque. Eu preciso dele de volta para mim. Eu o amo e passei muito tempo o procurando para ele me evitar? Não aceitaria isso, obrigada. Eu escolhi investir nele. E eu vou investir.
– Bruce. — chamei, e ele logo tirou os olhos do microscópio.
– Ah... oi! Eu... estou ocupado. — falou pausadamente, tentando buscar as palavras.
– Tenho experiência o bastante com mentiras para saber que isso é uma. — me debrucei no balcão.
– Você é incrível...
– Agora o importante: está ou não está me evitando? — o interrompi e o surpreendi.
– Te evitei por meses...
– Não. Você não me evitou. Você literalmente fugiu de mim.
– Natasha...
– Fiquei tanto tempo louca para te encontrar e você...
– Pretende continuar a me interromper? — suspirei e o encarei, dando-o a deixa de continuar – Eu não fugi só de você. Depois do incidente em que o Hulk perdeu o controle, todos o temem; eu o temo. E tenho medo por você. — ele segura minha mão — Por favor, me entenda. Eu não queria ir, eu queria fugir com você, mas... eu nunca me sentiria bem sabendo que você corre perigo comigo.
Puxei minha mão e me afastei: — Eu já disse mil vezes: você não é um perigo para mim e eu não tenho medo de você. Muito pelo contrario: eu te amo e não quero que você fique pensando o contrário.
– Você merece alguém muito melhor do que eu!
– Mas eu quero você! — segurei seus braços e o olhei nos olhos.
Acho que posso dizer que estávamos desesperados um pelo outro. Para chegar ao ponto em que eu cheguei, de dizer aquelas três palavras que você sabe muito bem quais são, eu tinha que estar no meu limite. E pela expressão facial dele, era um sentimento recíproco. Confirmado pelo beijo que trocamos em seguida: urgente e apaixonado.
Bruce apertou minha cintura com força e segurei seu rosto. Mas algo ficou estranho. Ele me aperta mais forte, e chega a doer. Chamei seu nome durante um breve afastar de lábios. Só deu tempo disso. Ouvi o som de tecido se rasgando e o empurrei, mas o dente dele acabou cortando meu lábio inferior. O observei se afastar e respirar. Suas veias estavam visíveis e sua pele esverdeada. O tecido rasgado era da minha blusa, que agora tinha um buraco atrás.
– Foi por isso. Foi por isso que eu me afastei. — ele afirmou.
– Bruce...
– Poderia ter sido muito pior. Entendeu porque me afastei?
– Eu nunca tinha dito que amava alguém. Hoje foi a primeira vez. — uma lágrima desceu pelo meu rosto. Eu não queria, mas achava necessário — Investir em você foi a única decisão que eu pude tomar por mim mesma, e eu disse sim. Nunca pensei que diria "sim" à uma paixão, muito menos ao amor. Você me permitiu isso, Bruce.
– E você não estender? Que eu te afastei porque te amo?
– Não pedi para você me deixar. E eu não quero isso.
Ele acariciou meu rosto e me beijou novamente. Dessa vez, simples e calmamente. De uma forma em que nada saísse do controle. Do jeito que deveria ser.
N: Julia.
Quando o ensaio da banda acabou, decidi ficar um pouco mais. Eu fiquei sentada nos degraus da igreja depois que os outros foram. Somos oito. Quatro garotos e quatro garotas. As garotas são eu (Julia Stark), a doce e amigável Lucy Nohan, Hayley Pucketh, que é a mais séria e profissional, e Tayts Parker, que é extrovertida e meio louca. Os rapazes são Collin Jones, um cara com cérebro e humor, Jason Saroyan, que é o happer do grupo e namorado de Tayts, Austin Owen, um perfeito palhaço, e Thomas Harrys, britânico e com sotaque fofo.
Geralmente, eu acompanho Tayts até a casa dela, mas dessa vez os pais e o irmão dela vieram busca-los. Ela é parecida com uma amiga que fiz no Brasil, a Thalita, mas não a vejo há muito tempo. Então, eu fiquei sentada nos degraus da escada da igreja e fiquei pensando na vida.
– Achei que iria para a Torre. — Jones não me surpreende, já que percebo sua chegada.
– Acho que vou para a Base. — admiti.
– Não te assustei?
– Boa sorte tentando.
– Está parecendo a Katniss! — comentou rindo e se sentando ao meu lado, me abraçando pelos ombros – Deprimida e séria.
– Talvez eu fassa uma trança e vire arqueira como Clint.
– O que aconteceu?
– Por que a pergunta?
– Porque eu fiz comentários engraçados e você não riu. Tem alguma coisa errada e eu te conheço o suficiente para saber que você não está bem. Percebi quando você começou a dançar. A coreografia era muito agitada e exigia que fossemos espontâneos. Você executou os passos, mas não fez isso, então — suspirou — ficou sem graça.
– Você é franco. — observei.
– Tá, mas o que aconteceu com você?
– A Noite das Mulheres não teve um final muito legal. — afirmei.
– Me deixe adivinhar: tratada como criança?
– Não. Eu simplesmente não estou afim de falar.
– Você é pouco discreta. Diz que tem um segredo, mas conta pra todo mundo.
– Hey! — me ofendi – Eu não consigo guardar muita coisa pra mim, mas eu não saio postando nas redes sociais. Eu tenho meus amigos de confiança pra isso!
– Lista? — ele pediu.
– Deus em primeiro lugar, é claro. Você, o pastor, Steve, meu pai, Zoe e você... espera, falei você duas vezes. — acabei rindo do próprio erro. Jones riu também.
– Lista longa! Se eu estou nela, me conta. Me contou tudo o que estava sentindo quando aquele seu inimigo apareceu e eu acredito que eu mereço saber se ele atacou de novo.
– Na verdade eram dois. Chicote Negro e o esqueitista com extrimes. Mas não foram eles. Provavelmente, um grupo envolvido com tráfico humano. Um grupo de crianças de madrugada na rua com poucos adultos responsáveis é um alvo em potencial. — falei – Ainda bem que estávamos lá.
– Pois é. chega a ser difícil de acreditar. E olha que eu acredito até nas histórias do meu tio Hank. — ele concordou com a cabeça. O tio dele é um cientista chamado Hank Pyn, e eu já ouvi muito sobre ele.
– Deus usa quem ele quer, até mesmo a Nat, que marcou o dia e a hora que saímos. Mas, as vezes a perfeição Dele é difícil de se compreender. — respirei fundo e pensei se contaria ou não. Então contei – Uma garotinha morreu da mesma forma que Pietro Maxmorff: baleada e em meus braços. Não pude fazer nada. Senti como se não tivesse cumprido minha obrigação. Me senti culpada pela morte dela...
– Culpada? É sério?! — ele interrompeu desacreditada – Você não é uma assassina. As pessoas a chamam de Guerreira de Coração Puro por isso, Julia.
– Elas também me chamam de Capitã de Ferro.
Ele arregalou os olhos. — É sério?
– Vi em um programa de TV. O apresentador se referiu a mim assim mês passado e depois, li uma matéria que disse o porque: inteligente e divertida como o Homem de Ferro, mas com os ideais e o forte caráter semelhante ao Capitão América. Faz sentido? Eu sou eu! Não eles! O povo não sabe o que acontece nos bastidores.
– Eu compreendo, mas para de lembrar do Maxmorff! Você disse que foi escolha dele!
– Foi escolha minha ir no lugar de Clint. Estava tudo muito confuso, o garoto estava preso, e eu não queria que ele tivesse concordado quando eu disse que era mais rápida e ágil.
– Você tem a péssima mania de tomar responsabilidades que não são suas para si. Eu me importo com você. Não quero que se sinta culpada. — falou segurando minha mão.
Meu corpo esquentou como uma garrafa térmica quando se coloca chocolate quente: de dentro pra fora. Jones tem olhos azuis. Isso eu já sabia há tempos, mas eu nunca antes eu tinha mergulhado neles dessa forma. Nunca tinha sentido aquilo. No que eu estou pensando?! É meu amigo! Só amigo! Nunca gostaria de mim desse jeito! Espera! Dês de quando eu gosto dele desse jeito? Gosto? Estranho.
– Heróis tem a mania de assumir responsabilidades.
– Estou começando a achar que você não é uma garota normal.
– O que o faz dizer isso?
– Garotas normais não misturam dourado e prateado na mesma roupa. — Jones quebra o clima primeiro que eu.
Encarei meu anel: dourado. O bracelete quase a caminho do meu ombro: prateado como os brincos pequenos que eu não podia ver em minha própria orelha. Não segurei e caí na gargalhada. Ele também. Para isso servem os amigos: te fazer rir em tempos de funeral.
– Vou indo, ou minha mãe vai surtar. — falou se levantando.
– Vou também! — me levantei sorrindo.
– É assim que eu gosto! — ele comemorou – Detesto ver meus amigos tristes, principalmente minha melhor amiga.
– Eu sou?
– Há muito tempo! — rimos e seguimos cada um o seu caminho.
Eu precisava disso. Da verdade me dando um tapa de volta para a realidade. Sim, tenho a péssima mania de assumir responsabilidades que não são minhas, mas isso constrói meu caráter. A parte altruísta dele. A parte que me torna o que infelizmente infla meu ego: uma heroína.
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