Lonely

53 You're not that bad


Notas iniciais
OLÁAAAAAAAAA, EU SEI, DEMOREI. DESCULPEM-ME FELIZ NATAL ATRASADO GENTE, ia postar ontem mas eu tava muito bêbada, natal é assim para mim aksokaosk. Esse é um flashback de bem antes de tudo, foi quando Effy conheceu Daryl e tudo mais, espero que curtam.. E Lariisilva, obrigada pelo o amor, tá aí os flashbacks que dão saudades. Obrigada por tudo

P.O.V Effy

Flashback

“Minha mãe me mandou para casa da minha avó, engraçado aquilo pois ela acha que vai resolver as coisas, ela morava em uma pequena cidade onde todos sabem da vida do outro e nunca tem nada divertido para fazer, nunca tem nenhuma diversão que tem nas cidades grandes.

Acabei de chegar na casa dela, droga. Minha mãe nem quis entrar, apenas me deixou na porta e fez: “Não mate sua avó do coração.” É até interessante ela dizer isso pois era ela que quase tinha um ataque, isso tudo foi porque eu fugi de casa, é. Emily veio comigo, ela não aguentava ficar sozinha e eu também nem sei se a família dela começou a punir ela também.

Bati na porta e minha avó atendeu retirando seu sorriso do rosto, OK, eu já tinha me acostumado com aquilo. Entrei sem ao menos ela pedir e joguei minhas coisas no chão, Emily foi mais educada e falou com ela direito, droga, ela sempre era assim, não entendia como ela conseguia ser tão calma.

– O quê você fez dessa vez? – Perguntou minha avó com um copo de Vodca na mão e bebendo, a velha não tinha o menor medo de morrer, eu não entendia como minha mãe queria que eu aprendesse algo com ela. Essa velha bêbada.

– Fugi – Respondi simplesmente, Emily desceu as escadas e falou com ela se sentando na ponta da escada envergonhada.

– Essa aí também? – Minha avó perguntou com aquele desgosto dela.

– É, velha – Eu respondi e ela riu sarcástica.

– Sabe, um dia você tem que parar com essas coisas, quem já se viu? Vocês tem apenas 14 anos – Ela falou.

– Olha quem está me aconselhando – Eu retruquei.

– Ah, cale a boca – Ela falou, aparentava estar bêbada mas não se deixou levar por nada, ela queria me punir, mas não iria conseguir. – Você – Ela apontou para Emily. – Você vai para a casa dos Summers onde tem uma adorável família e uma garotinha para você conhecer – Ela começou a coordenar, eu neguei com a cabeça mas Emily aceitou na hora, ela não queria contrariar a velha. Ela ia subindo para pegar as coisas e minha avó continuou. – Já você, Elizabeth, você... Eu tenho uma pessoa especial para lhe apresentar – Ela falou e senti dá calafrios em Emily. Má sorte a minha, pensei.

Emily subiu para pegar sua bolsa, eu permaneci no mesmo lugar bebendo um pouco da bebida da minha avó. Vodca velha, eu gostava daquilo.

Emily desceu e saiu com minha avó, fiquei bebendo, aquela bebida não tinha mais aquele gosto ruim, que descia ardendo, era igual a água, e eu tinha apenas 14 anos, quase 15, nossa. Faltava menos de dias para eu fazer 15 anos, não era liberdade, não era nada. Minha avó voltou um tempo depois e saiu me arrastando para a rua, ela não parecia em duvida para onde ir mas também não saiu do lugar. Atravessamos a rua e ficamos parada por perto, eu me encostei numa moto que tinha na casa da frente e peguei um cigarro, acendendo e tragando.

Minha avó bateu na casa da frente, era velha e estranha, parecia uma garagem de carros, ou consertos, sei lá. Era um tanto bizarro porque eu nunca tinha visto aquela casa. Um homem saiu da casa, olhando para cara da minha avó. Ele era um pouco mais velho, mas não deixava de ser bonito, é, para quê minha avó queria me colocar junto daquele homem? Ele aparentava ser grosso e um total caipira daquela cidade.

Ele parecia ser tão diferente das pessoas daquela cidade, sei lá. Mais fechado, tranquilo, porém um tanto grosso. Eu já entendia ele, eu era assim, entendia as pessoas quando dava.

– Daryl, essa é minha neta, Elizabeth – Ela apresentou, ele permaneceu no mesmo lugar, calado e me encarando.

– Effy – Corrigi minha avó e ele parecia não entender. – Meu nome é Effy – Falei.

– Então por que ela lhe chamou de Elizabeth? – Ele retrucou, eu fiquei um tanto surpresa, ele não era tão ruim assim.

– Eu não sei, ah, vamos lá, ela é velha – Eu falei e minha avó quase se engasgou com sua Vodca que estava bebendo na rua.

– Calma! – O caipira falou para minha avó, me deu vontade de falar uma coisa mas eu me engasguei com as palavras, eu não iria fazer aquilo com minha avó.

– Então é isso... Você acha que isso – Falei apontando para Daryl e falando com minha avó. – Você acha mesmo que ele vai me mudar? – Eu perguntei irônica e rindo.

– O Dixon pode ser mais do que imagina – Ela falou olhando para Daryl.

– URG! Você pode arrumar alguém da sua idade, velhota – Falei enojada com minha avó, Daryl levantou as mãos para o alto nervoso.

– Não é assim, garotinha – Ele falou.

– Ah, nem vem com essa de garotinha – Eu reclamei.

– Você reclama demais – Ele falou irritado.

– O quê fucking nós fazemos nesse fim de mundo? –Perguntei irritada, ele deu de ombros.

– Divirtam-se – Minha avó falou tirando o seu time de campo, arg, ela iria me deixar mesmo com aquele homem?

– Vamos lá – Ele falou seguindo até a moto, eu fiquei parada no mesmo lugar e ele veio e me puxou reclamando. – Você já andou de moto? — Ele perguntou e eu fiquei calada. – Ótimo, acostume-se – Ele retrucou sentando na moto e me esperando, eu bufei irritada e me sentei andando com ele, eu não sabia aonde estávamos indo, mas eu não queria que aquele momento parasse, ele andava rápido, não dava medo e sim uma sensação de liberdade, doce liberdade que eu não tinha. Logo chegamos em um bar, os motoqueiros e homens me olhavam estranhos, eu nem ligava, Daryl entrou na minha frente e nem foi atrás de mim ou nada. Que homem bipolar. Ele se sentou no bar mesmo e eu me sentei na cadeira ao lado, eles não me deixariam tomar nenhuma bebida, ele estava tomando cerveja.

– Quero Whisky – Eu falei e ele bufou quase cuspindo sua bebida fora.

– Sua avó quer você fora de problemas – Ele falou bebendo sua cerveja de novo, eu tirei a cerveja da boca dele.

– Ela quer mas eu não, por favor, antes que eu saia daqui e você me encontre longe – Eu falei irritada, ele puxou a bebida para ele e pediu a minha bebida, tomei a minha num gole só e ele se impressionou comigo.

– Por que sua avó lhe chamou de Elizabeth? –Ele perguntou do nada.

– Ela é louca, gosta de me chamar assim – Murmurei bebendo mais. – Não me chamam assim desde os meus... 6, 4 anos, eu acho – Falei.

– Faz um longo tempo – Ele falou bebendo.

– É, faz mesmo – Eu falei.

– Sua avó está preocupada com você – Ele falou do nada de novo.

– Muitas pessoas estão – Eu falei bebericando um pouco da minha bebida. – Eles te olham diferente – Falei para ele me referindo ás pessoas.

– Eles não sabem nada sobre mim – Ele falou, eu concordei.

– Você não é um cara tão ruim assim, Dixon – Falei e ele concordou. Jogamos conversa fora por alguns momentos e depois ele decidiu me deixar em casa, chegamos lá rapidamente mas a sensação de liberdade daquela moto era sensacional, é claro que eu já havia andando de motos antes mas eu gostei tanto dessa vez.

Chegamos lá e ele me deixou na porta de casa me esperando entrar, ele estava preocupado comigo, ele não era aquele bad boy que todos viam.

– Boa noite, Stonem – Ele falou entrando em casa.

– Boa noite, Dixon – Falei entrando na minha e vendo minha avó largada no sofá, parecendo uma louca que havia chegado das festas e com a garrafa de Vodca na mão, tirei a Vodca de sua mão e arrumei ela no sofá, ela resmungou e voltou a dormir. Eu subi as escadas para o meu quarto, Emily estava lá, dormindo, descoberta, ela me parecia cansada, eu sorri vendo que ela ainda estava lá comigo, ela sempre estava comigo.

Coloquei um lençol nela e me deitei ao seu lado, encarando ela um pouco e depois me rendendo ao sono...”

Notas finais
amo vcs, meus xodós