Londres: Minha Amada Cidade Vampírica.
1 Capítulo único
23 de março do ano 2001
Já era tarde quando tudo começou, eu estava sentada na minha cama admirando a lua cheia, sentindo o cheiro horrível que vinha da rua, minha arma já estava engatilhada, os passos no quintal me alertavam, o frio estava sendo insuportável, logo eu? Uma criança simples veio parar neste mundo maldito. A Porta se abre lentamente, uma mão pálida aparece e logo some, a silhueta de um homem me desperta de meus devaneios, a arma de ouro já estava virada para a cabeça do cidadão que estava em pé ao lado do meu guarda-roupa, maldita hora que eu fui inventar de sair de casa pra ir para Londres! Sou muito burra, mas agora é tarde, este agora me olhava com seu olhar incandescente, suas presas já abertas brilhavam com a luz da lua, suas enormes unhas, apesar de me fazer sentir inveja, não me intimidava, eu estava armada até os dentes, minhas vestes já rasgadas, uma calça jeans, uma camiseta verde musgo, um tênis de cano longo e uma jaqueta de couro preta, ah sim, e é claro, minhas luvas pretas e a touca do Jack Esqueleto feia a mão pela minha irmã, era pouco e estava resgado e sujo de sangue, mas era meu estilo, e apesar de eu estar apavorada, eu estava me divertindo, ao fundo uma música oriental tocava, eu cantava, tremia e estava alerta, tudo ao mesmo tempo, era um loucura, mas agora tenho que parar de graça ou irei morrer.
-Diga-me infeliz, o que desejas de uma pobre mortal como eu? Sangue? – Indaguei com receio e o mesmo nada disse! É um desgraçado mesmo, mas eu estou de fato aliviada, ele não respondeu, pode ser e pode não ser... Como sou idiota não? Claro que é! Vou me esconder em algum andar na parte de cima... Ah inferno! Está tudo cercado, resta-me apenas uma única saída, e não acredito que eu o farei, mas se não fizer, irei morrer... Droga, droga, droga!
-MÃNHÊÊÊÊÊ! –Dei um único berro, e logo ela veio, em seus curtos fios louros escuros e seus olhos verdes, com uma pistola de prata na mão, minha mãe Ângela sempre estava impecável, era incrível isso, seu vestido preto rasgado caia bem em seu corpo, que louco! Agora saio correndo em direção à janela, há muitos deles lá fora, mas desta vez não tenho escolha, eu tenho que sobreviver até chegar ao Brasil, e preciso estudar mais sobre as regiões, não quero viajar nunca mais!
-Apresse-se! –Ela berrou pra mim, pulando da janela, o barulho dos tiros eram ensurdecedor, mas enfim, eu tinha que aguentar, o impacto da arma por causa dos disparos deixava meu ombro doendo, eu ainda não havia aprendido a atirar com aquela coisa.
-Para a direita!
-NÃO! Tem muitos deles ai! –Ela me avisou, mas sou teimosa, fazer o quê? Ninguém é perfeito baby! Assim que virei a esquina, muitos já estavam olhando para mim, fiquei cercada, assustada e com um sorriso idiota no rosto.
Antes que eu morra, vamos ás apresentações. Olá! Eu Sou Susan, não, eu não sou um zumbi ou uma menininha de anime ou mangás se é isso o que pensou pela história relatada acima, eu sou uma aprendiz de Hunter, meus pais são, e tem milhares de vampiros que não respeitam a sociedade humana, há lugares que não somos muito bem vindos, apesar que Hunter nenhum é bem vindo em lugar algum, mas enfim, tenho 16 invernos, Conheço feitiçaria, mas ultimamente está sendo inútil contra eles, os presentes dados por papai são lindos, mas estão sendo inúteis também, eu não sei usar armas, eu preciso apenas sair deste pais dos infernos e voltar para a minha caminha, meus mangás, meu chocalhos... Ah que saudades dos meus mangás, mas tenho que primeiro viver ou não lerei mais nenhum, sou uma Otome muito viciada, e irei explicar-lhes como tudo começou. Sou filha caçula de três irmãos, todos somos Hunters, caçamos todos os tipos de criaturas que não são humanas, somo os Winchesters da vida, mas com menos conhecimentos, pelo menos eu, e acabamos por querer viajar para Londres, minha amada Londres, e ao chegar aqui, fomos reconhecidos, e a três semanas nós corremos dos vampiros que aqui residem, e estamos tentando ir embora, não vou mentir, sou burra, faço brincadeira fora de hora, fraca, medrosa e muito aérea, se rirem de mim... Eu deixo... Vamos voltar para a História, em 3,2,1 DESCONGELOU!
-Temos que ir logo ali, deixa a gente passar vai! –Apontei para onde estava um avião de nossa família, mas os irritantes nem se quer olharam, comecei a correr em círculos, e eles ficaram a me olhar como seu eu fosse uma coisa muito estranha, e eu era mesmo! O que tem?! Eu sou louca! Continuei a correr, até tomar velocidade, em seguida tirei duas espadas que havia ganho de um mago, aquilo sim era da minha área, corri e peguei impulso em um deles, enfiando a espada, mas o plano falhou quando a espada não soltou e eu cai, dando risada, e numa estratégia de mestre, soltei a espada e me joguei no chão, passando por debaixo das pernas de um homem, um vampiro, que ficou me olhando como quem diz: “Ela não vai fazer iss... ELA FEZ! FILHA DA PUTA!” Mas sabe, eu não ligo não, fui para perto da minha mãe que me olhava com espanto, o que foi? Eu sei ser inteligente quando quero, começamos a correr até o avião, meus irmãos e meu pai já estavam lá dentro, dando cobertura, mas nem era de chocolate, e me atrapalhava mais do que me ajudava, ficamos cercadas, eu com uma espada e ela com duas pistolas de ouro, deceparam alguns, um soco forte de um deles me jogou para o alto, fiquei em cima de um poste, olha que linda, sou a deusa do mundo, TEEN TITANS! Dei risada e logo vi que um deles começou a me atacar com uma espada, fui rápida, dei alguns golpes, fui arremessada longe, minha mãe em sua velocidade anormal, atacou dois, estávamos cercados, eu precisava de ajuda apenas para fazer fogo e nada mais, mas quem disse que a loira fazia? Imagine, se ferrar é mais gostoso! Revirei os olhos e comecei a atacar, eu parecia uma Barbie desviando dos ataques deles, cai no chão e não vi mais nada, fui acordar no avião.
-O Que houve? –foi o que consegui dizer, mas ninguém respondeu, notei que havia algo estranho, eu sentia a falta de alguém, e quando me dei conta dei um salto e fiquei olhando ao redor, a gente ainda não tinha decolado, um de meus irmãos estavam sumidos, e logo eu o avistei no meio daquelas coisas, saquei a espada que estava na bainha, minha mãe pediu para eu ficar.
-Não! Ele é família, e eu vou ajuda-lo.
-Você irá morrer!
-Estou disposta a correr esse risco. –Foi minha ultima palavra, pulei do avião e fui em direção a aquelas coisas, comecei a corta alguns, logo senti uma garra na minha perna, ela estava com um corte enorme, mas meu irmão ainda estava lá.
-Venha! Eu te carrego! –Gritei estendendo a mão para ele, que segurou sem frescuras, o que pra mim foi um verdadeiro milagre divino.
-Salvo pela irmã caçula.
-Cala a boca!
-Ui nervosinho, ADORO UM HOMEM BRAVO! – Comentei isso com humor, sentindo-o me dar um tapa na cabeça, e outro arranhão nas costas me fez ligar o turbo, entrei correndo no avião, coloquei-o no chão e fui olhar os ferimentos, e vi que faltava um dedo meu, na verdade a ponta do dedo antes do mindinho e depois do maior, fiquei assustada, mas já estava acostumada, por pouco não perdi o olho direito, então, aquele mero ferimento não me abalou, sentei-me no banco e senti o avião decolar.
-Valeu. –a voz do meu irmão me fez rir, eu o olhei e acenei com a cabeça, pedi para que colocassem uma boa musica oriental e me dessem um bom mangá, e como a heroína era eu, consegui meus pedidos, chegamos ao Brasil sem muita complicação, apenas as brigas com meus irmãos. Nunca mais viajo pra lugar nenhum sem saber das criaturas!
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