Londons Sin

13 Chapter Thirteen


Gerard, bem assustado, ainda assistia a cena. Começou a andar para trás, ainda em estado de choque, começando a correr em seguida.

Uma boca se afastou. Estavam surpresos.

- Você ouviu?

- Alguém esteve aqui. Melhor trancarmos a porta. – assim o fazendo, voltou para onde se encontrava.

- Você não se preocupa?

- Hoje ainda descobriremos quem é. Assim, será mais fácil de se resolver. Agora continue... – o Frei descia a cabeça de um dos seminaristas novatos até abaixo do umbigo.

Gerard continuou a correr até o quarto de Thomas. Lá chegando, começou a bater na porta desesperadamente. Thomas atendeu, ainda sonolento.

- Eu aceito.

- Aceita o quê?

- Vamos logo pegar o diário do Frei, antes que eu me arrependa.

Frank havia chegado ao castelo. Estava atrasado. Temia a reação do autoritário rei. Precisava do emprego. Era humilhante, mas preciso.

Foi até a ala dos serviçais e trocou a roupa. Ao colocar o chapéu engraçado, olhou para seu reflexo no espelho. Era estranho alegrar uma pessoa se por dentro estava sofrendo.

- Frank! Por Deus! Ainda bem que chegou. – Megan Carter, uma senhora corpulenta, cozinheira do palácio, veio a seu encontro.

- Ele me chamou?

- Sim. Assim que acordou. Está de péssimo humor. Hoje você terá muito trabalho.

- Como sempre. – suspirou. – Bem, vamos à forca, digo, ao trabalho. – disse enquanto arrumava o chapéu no lugar de ficar.

Megan riu. Frank já saía, quando Megan disse:

- Ah! Não avisei... A princesa Mary virá hoje com o marido Guilherme.

- Que bom! Enfim uma boa notícia. Assim poderei, pelo menos, respirar.

- Sim. – Megan acariciou o rosto do rapaz que poderia ser seu filho. Não entendia como havia adquirido tanto carinho por ele. Era uma senhora solteira. Não tinha filhos e sua família havia se mudado para Escócia, limitando qualquer contato que fosse. Desde que vira Frank pela primeira vez, se encantou com a simplicidade do rapaz. Era muito atencioso e carinhoso. Acabou por “adotar-lhe” como filho.

Frank se retirou dali. Caminhava rapidamente. Quando chegou ao trono, encontrou um Rei nada satisfeito.

- Onde esteve, infeliz?

- Aceite minhas desculpas, majestade. Houve alguns imprevistos, que me fizeram atrasar...

- Serviçais não têm imprevistos. Tem um compromisso para comigo deveria cumpri-lo. Agora faça o seu trabalho. Faça-me rir.

- Sim senhor. Conhece a piada do “Não e nem eu”?

- Iero, está na hora de renovar suas piadas. – Jaime disse com mal-humor muito aparente.

- Mil perdões, alteza.

Frank se sentia aflito. Não sabia quanto mais duraria seu emprego. Não levava o maior jeito para a coisa. (Ou levava?) Continuou fazendo seu trabalho, conseguindo arrancar raros sorrisos do rosto do soberano Rei.

- Rápido, rápido. – Thomas sussurrava da porta, enquanto vigiava.

- Calma. Não consigo abrir. – fez uma pequena força. – Pronto. – exibiu o diário como um triunfo.

- Vamos logo embora daqui.

- Vamos.

E saíram os dois jovens (e atentados) seminaristas com um tesouro em mãos.

Horas mais tarde, no quarto de Gerard, ambos apenas olhavam para o diário. Nenhum doa dois teve coragem o suficiente para lê-lo.

- Por que mudou de idéia? Por que quis pegá-lo?

- Hoje vi uma coisa que me assustou bastante. Até agora estou com medo.

- O que viu?

- Não quero comentar sobre isso. – Gerard ficou vermelho.

- Começou, termina.

- É que... é... nem sei por onde começar...

- Do começo?

- Engraçadinho. É uma coisa muito séria e você fica aí brincando.

- Então desembucha.

Gerard respirou fundo antes de começar a contar toda a história para Thomas, ouvia a tudo tão surpreso quanto ele.

- OMG!

- Por isso quis pegar o diário. Se o Frei teve coragem de fazer o que fez, não sei mais do que ele teria coragem...

- Eu tava desconfiado. Mas a certeza assusta...

- Então, vamos ler?

Gerard abriu o diário e iniciou-se a leitura.

\"Frank\"