Notas iniciais
Está one é um presente para minha mais que linda, mais que fofa e mais que tudo Miyuki ki espero que goste fiz especialmente e somente para vc minha flor.
É isto.
Boa leitura.

O Conde entendiado relia pela decima vez os documentos em suas mãos, estava cansado e suas vistas doíam, não saberia dizer a quanto tempo estava ali sentado sob a poltrona em seu escritório mas seu lado infantil gritava por alguma diversão.

A porta de madeira trabalhada é aberta e por ela um serviçal excepcionalmente alinhado entra empurrando com calma um carrinho recoberto por uma toalha extremamente branca, e inteiramente coberto por inúmeros doces.

O Conde manteve sua pose de Senhor de inúmeras posses, mas em seu interior uma excitação borbulhava, e esta reação divertia muitíssimo o criado.

Era essa uma das poucas alegrias que aquele criado detinha na sua função de serviçal obediente.

Fazer seu Mestre onipotente agir como uma simples criança mimada e adoradora de doces.

–Bocchan é a hora do chá. -Ciel balançou a cabeça em concordância sem desviar os olhos dos saborosos doces. -O chá de hoje é... -o mordomo foi impedido de continuar com seu falatório por uma movimento de mão do menor, algo como se ele espanta-se uma mosca, Sebastian revirou os olhos em divertimento diante da impaciência de seu pequeno contratante.

–Desejas algo em especial, Bocchan? -o mordomo perguntou aproximando o carrinho da mesa do escritório, para que seu pequeno mestre pode-se visualizar todos os doces.

Minuciosamente Ciel olhava os saborosos criadores de caries, com o dedo fino entre os lábios completamente em duvida dentre quais deles escolher.

Sebastian também queria sua parcela de divertimento, impaciente com a demora de seu amo resolveu que tomaria a frente da situação.

–Posso lhe indicar um? -perguntou, e com eximia habilidade escondeu do menor o sorriso malicioso que surgia em seus lábios.

–Oh... Sim Sebastian, e qual me sugeri? -falou o pequeno arregalando os olhos, com as papilas gustativas produzindo um extra de saliva.

–Este aqui. -apontou o mordomo.

–Este, e oque este tem de especial? -perguntou o Conde enquanto alcançava com a mãozinha pequena o guardanapo e o colocava em seu colo.

–É um doce extremamente saboroso Bocchan, feito com as suas adoradas amoras e coberto por uma calda de açúcar cristalizado, doce como uma nuvem. -o mordomo sorriu colocando o doce em um pires próprio para servir sobremesas.

–Acredito eu, Sebastian que nuvens não sejam doces. -falou o menor arqueando uma sobrancelha.

–Liberdade poética, Bocchan. -o servo sorriu mais uma vez, estava quase com os dedos enluvados cruzados, esperando que inocentemente seu amo aceita-se o doce.

–Está bem Sebastian, e como se como isto? -perguntou o Conde, movimentando o doce com o garfo de prata.

–Segure-o na mão, Bocchan e o coloque na boca. -falou sem dar muita importância ao fato, oque na verdade era uma grande mentira.

O fato era que o servo havia pintado o doce como algo requintado e extremamente saboroso, oque não era nem de longe a verdade era algo simples vendido em qualquer esquina fedorenta de Londres por um preço baixíssimo para que qualquer criança pudesse se deliciar com o sabor açucarado.

O doce não passava de um simples pirulito de amora na cor roxa, coberto por uma camada fina de açúcar derretido, mas oque aguçou os sentidos do servo ao ver a iguaria na volta de sua ida ao mercado foi o formato...

Uns cinco ou seis centímetros, uns três de diâmetro, cilíndrico, redondo... Sugestivo.

O pequeno Conde estranhou os modos rudez nos quais o doce deveria ser consumido, mas deu de ombros estava entendiado e nada melhor para melhorar seu humor extremamente oscilante do que um doce.

Segurou pela base aonde se encontrava um pequeno palito, olhou curioso para o alimento em suas mãos e mais uma vez deu de ombros o colocando por inteiro na boca sentindo-se extremamente desconfortável, era grande demais para caber por inteiro em sua cavidade bucal, resolveu que seria melhor o afinar com a ajuda de sua linguá, começou lambendo de baixo para cima, percebendo que o gosto era realmente muito bom.

O mordomo simplesmente observava a cena, encobrindo suas verdadeiras reações...

Reações estás que seriam severamente punidas se seu jovem mestre descobrisse.

Quando novamente o cão de guarda da rainha introduziu o pirulito em seus lábios, melando os dedinhos com uma mistura de saliva e açúcar derretido, Sebastian ofegou se remexeu desconfortável e se posicionou atrás da poltrona de seu amo, aonde poderia se esconder mas observar a cena de camarote.

–Hum...É bom... -o menor murmurou baixinho apreciando o doce de olhos fechados.

–Gostas Bocchan? -pergunta a figura negra, os olhos rubros brilhando em excitação.

–Hum, sim é gostoso. -o pequeno responde com toda a inocência que seus doze anos lhe confidenciam.

–Então acertei? -pegunta novamente, segurando com extrema força a guarda da poltrona, como se aquele fosse um remo que pudesse lhe puxar de volta para a sua sanidade.

–É, podemos se dizer que sim, apesar de que minhas mãos estão completamente sujas. -fala o Conde encarando o doce e deslizando o dedinho indicador de cima a baixo de uma ponta a outra, e finalizando o ato ao levar o digito aos lábios o chupando, fechando os olhinhos e soltando um baixo gemidinho de apreciação.

Em contra partida o mordomo teve que omitir o gemido que desejava deixar-lhe os finos lábios, ao perceber uma pequenina quantidade de saliva há escorrer pelo cantinho da boca de seu mestre, a saliva tinha adquerido um tom levemente lilas.

–Bocchan. -chama baixinho o criado.

–Sim. -Ciel responde nunca desvirtuando sua atenção do doce.

–Deixe-me ver sua boca? -o mordomo pergunta indo um pouco mais para o lado para que pudesse visualizar melhor a boca de seu amo.

–Oque? -o Conde pergunta descrente retirando o pirulito dos lábios e arqueando as sobrancelhas ruborizando de um modo que faz o mordomo morder os próprios lábios para controlar ímpetos luxuriosos que lhe assolam.

–Abra a boca deixe-me ver sua linguá. -a figura negra diz levando as mãos enluvadas ao queixo da criança, abrindo com suavidade a cavidade úmida e quente por onde saiam palavras cruéis.

–Mas oque...

–Está roxa Bocchan, sua boca está completamente roxa. -ele diz visivelmente abalado se controlando de tal forma que chega doer. -O pirulito deixou sua boca e língua roxas.

–Oh...É mesmo? -Ciel pergunta rindo sapeca como a criança que era e que tentava esconder.

–Sim. -responde o criado.

–Quero ver, me de um espelho Sebastian. -o pequeno amo pede.

–Mas até eu trazer um espelho Bocchan, sua saliva ira sumir com a coloração de sua linguá. -Sebastian diz os olhos brilhando em um vermelho assustador, algo que alguém já experiente saberia definir como luxuria e desejo, mas que aos olhos de uma criança nada significavam.

–Mas eu queria ver. -o pequeno murmura, Sebastian adorava dar doces ao seu Bocchan porque isto o deixava igualmente doce.

–Aqui. -Sebastian poem o dedo indicador em haste diante dos lábios do menor. -Lamba meu dedo, minha luva é de um tecido claro e limpo e nela ficara a cor de sua boca. -ele diz temendo ser desmascarado, mas ansioso para ter sua ideia acatada.

Ciel arqueia uma das sombrancelhas em duvida, a ideia lhe parecia deveras estranha.

–Rápido Bocchan antes que suma a cor.

Com o rosto em chamas o menor resolve que seria melhor fechar os olhos, não saberia o porque de se sentir tão desconfortável com aquela situação, aproximou os lábios entre abertos do digito do mordomo, ansioso Sebastian diminuiu a distancia rapidamente introduzindo com calma o dedo dentro da cavidade molhada, reprimiu um suspiro ao sentir o calor que ultrapassava o tecido branco da luva e aquecia seu dedo de pele extremamente gelada, apertou com a outra mão o braço da poltrona revirando os olhos quando sentiu a linguá circulando o indicador, teve que utilizar seus poderes demoníacos para poder controlar a vontade de macular ainda mais aquela criança, ali mesmo naquela mesa cheia de papeis e documentos importantes.

Desgostoso observou a boca diminuta lhe abandonar, o olhinho visível piscar algumas vezes antes de se abrir.

–Viu? -ele falou para o pequeno amo a sua frente.

–Ohh... -Ciel surpreso deixou que uma gostosa risada saísse de seus lábios, abismado por ver no digito de seu mordomo a coloração roxa proveniente de seus lábios. -Incrível Sebastian! -falou abafando o finzinho de sua risada afinal um Conde não deveria ser visto por ai as gargalhadas.

–Gostou, Bocchan devo fazer deste um doce de seu cardápio habitual? -perguntou o nefasto criado.

–Sim. -respondeu simples e curto o pequeno amo, voltando sua atenção para a sua xícara ainda vazia.

Percebendo seu descuido o mordomo rapidamente serviu-lhe o chá.

E assim foi a hora do chá, era só mais uma tarde.

Eram assim algumas tardes, na mansão dos Phantomhive.


Fim

Notas finais
E então gostaram comentem sim.
E vc principalmente viu Miyuki ki
É isso Bjinhos até
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!