Loki e Sigyn: Um conto secreto
7 Capítulo 7: Noite
Notas iniciais
Loki pagou ao curandeiro pelo serviço prestado, ele e a esposa saíram da cabana de mãos dadas e caminharam em direção ao cavalo de oito patas. Ela riu lembrando-se de quando ela mandou o Loki dar o brioco para o cavalo. O príncipe percebeu o sorriso zombeteiro e fez uma careta, depois ele deu um tapa na bunda dela.
– Quero te apresentar meu filho, Sleipnir. O cavalo mais rápido dos nove reinos. Sleipnir essa é Sigyn, minha atual esposa, sua madrasta.
Sigyn sorriu e acariciou o pescoço do animal, Sleipnir relinchou animado. Aparentemente ele havia gostado de sua madrasta. Sigyn ainda usava o vestido de noiva, porém estava um pouco sujo. Loki montou no cavalo e a ajudou a subir. Após um dia de cavalgada eles chegaram a Asgard, os portões foram abertos e Sigyn ficou encantada com a beleza do lugar, não era a toa que seu marido queria tanto voltar para casa. Não havia nada parecido com aquilo em Midgard, era como estar em um conto de fadas.
O deus deixou o cavalo nos estábulos para que ele alimenta-se do feno. Loki e sua esposa caminharam para dentro do palácio, muitas pessoas ficaram boquiabertas. Um dos guardas avisou ao casal que Odin requisitava a presença dos dois na sala do trono. Mas antes de apresentarem-se ao Pai-de-Todos eles tomaram banho, uma das servas levou um simples vestido verde para Sigyn. Loki usou uma roupa casual que estava em seu antigo quarto.
Ambos caminharam lado a lado até a sala do trono, uma multidão já estava aglomerada. Muitos cochicharam ao ver os dois entraram juntos, o braço da Sigyn estava sendo segurado pelo braço direito do Loki. O príncipe havia entrado de cabeça erguida, sua esposa fez o mesmo.
– Tu não és bem vindo Loki, mas tenho ouvido teus feitos. De que tu e uma mulher chamada Sigyn, ao qual presumo ser esta ao teu lado. Livraram um povo de um tirano, mas tuas maldades ainda são superiores. Forçaste uma mulher a casar contigo, sendo que tu poderias tê-la salvo sem um matrimônio. Quero que vá embora, tua esposa fizeste nada, ela pode ficar.
– Eu não quero ficar se meu marido for expulso, ele fez coisas terríveis, mas valorizo seus bons atos. Eu o amo, se for banir ele, terá de me banir junto.
– Impressionante, mesmo com a oportunidade de livrar-se de teu marido ainda insistes em ficar com ele. Mesmo este sendo um monstro odiado por muitos. Vejo que não é mais humana, pois bem. Eu a declaro a deusa da fidelidade. Loki sua sentença foi reduzida, poderás ficar em Asgard, porém deverás sempre estar ao lado de tua esposa.
Loki sorriu, dias atrás aquela sentença teria sido um fardo. Porém as coisas eram diferentes agora. Frigga sorria ao ver a nova nora, após a audiência a mãe adotiva do deus aproximou-se do casal.
– Desejo parabeniza-los pelo casamento, Loki meu filho, não esqueça de dar-me netos.
– Não preocupe-se mão, um dia tu terá eles. Por enquanto é cedo demais, quero aproveitar meu momento de recém casado.
Loki olhou para Sigyn e ela o retribuiu com um sorriso, ambos despediram-se da rainha e caminharam para os aposentos do príncipe. Eles entraram e trancaram a porta, Sigyn se jogou na cama e suspirou.
– Nossa, finalmente podemos descansar de verdade.
– Concordo, agora que estamos em casa e fora de perigo podemos aproveitar melhor o tempo juntos.
– Coloca tempo nisso, vamos viver muito mais do que humanos. Quem sabe durante esse tempo juntos tenhamos filhos.
– Tu serias uma mãe adorável, eu não tenho certeza se serei um bom pai para nossos futuros filhos.
– Você é impaciente, mas acredito que se dará bem com eles.
O deus deitou do lado dela e sorriu maliciosamente, ela deu um tapinha no braço dele e riu. Ele a pegou pela cintura e a beijou, as mãos dele passeavam pelas curvas da nova deusa. As mãos dela entraram embaixo das vestes e acariciaram as costas dele. Lentamente Loki começou a remover o vestido da esposa, beijando o corpo perfeito dela. Sigyn removeu a parte superior do marido, deixando-o apenas com a calça de couro. Loki retirou as botas e as jogou para um canto qualquer, seus lábios encontraram-se com os dela novamente. As mãos do deus removeu a roupa íntima da deusa, seus beijos desceram para os seios dela. Enquanto isso ela removia a calça dele, revelando o membro viril ereto. Ele ficou sob ela e a penetrou cautelosamente para não machuca-la. O corpo da deusa estremeceu ao senti-lo dentro de si, a fazendo soltar um leve gemido.
Ela o olhou nos olhos, isso fez o deus sorrir. Ao beija-la ele começou a mover os quadris, soltando um leve gemido rouco de prazer. As unhas da deusa arranhavam levemente as costas do deus. Gradualmente Loki foi aumentando a velocidade dos quadris, Sigyn mordeu forte o pescoço dele e chupou. O deus mordeu o lábio inferior dela deixando o lábio bem avermelhado.
Sigyn começou a gemer um pouco mais alto a medida que as estocadas do amado tornavam-se cada vez mais fortes e velozes. Da mesma forma Loki gemia rouco no ouvido dela. Ambos diziam os nomes um do outro e por vezes falavam "eu te amo". Seus corpos eram apenas um, os dois moviam-se em harmonia. Quando entraram em frenesi não sabiam mais quem era quem, o prazer havia tomado conta de ambos. Um calor subia e os dominava, seus corpos foram ficando suados pela movimentação descontrolada. Por fim o ápice chegou para ambos ao mesmo tempo, assim que os corpos deles relaxaram, eles beijaram-se e sorriram. Loki deitou a cabeça no sob o peito da amada para ouvir o coração e a respiração dela. Tais sons era música para os ouvidos do deus, ela acariciava os cabelos negros como penas de corvo dele enquanto sorria.
Pela manhã ambos visitaram Roy de Ferro para fazer as alianças. O ferreiro sorriu e disse que já havia feito antes dele chegaram a forja, ele tinha ouvido a notícia sob o repentino casamento do príncipe banido com uma humana muito bonita. Eles agradeceram e retornaram a Asgard, como Sigyn era a duquesa do reino ela recebeu um lugar de destaque no conselho de Asgard. Ela e Frigga viviam conversando e tornaram-se grandes amigas, Loki estava feliz por ela não ficar avulsa num reino tão diferente de Midgard.
Um ano depois o casal teve o primeiro filho Nárvi e posteriormente Váli, ambos eram meninos fortes e astutos. Por vezes deixavam o pai louco, apesar de eles aprontarem muito ele ainda amava-os, Sigyn cuidava bem deles, ensinava-lhes muitas coisas e sempre estava presente em suas vidas. De vez em quando o casal trocava farpas, mas sempre terminava em uma noite quente na cama. Em Midgard a polícia havia desistido das buscas pela estudante da USP, ela entrou para o registro de desaparecidos e tornou-se um dos mistérios mais comentados pela universidade durante alguns anos, a verdade tornou-se lenda e a lenda tornou-se mito.
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