Loja de Games
1 One-shot
Notas iniciais
As três garotas andavam rapidamente pelas ruas movimentadas para chegarem logo à galeria de lojas que havia por ali.
— Você vai adorar a loja, amor – Sereny dizia animada para a amiga, puxando-a pela mão entusiasmada e ansiosa.
— Você já disse isso seis vezes, Ny – Ana deu risada da animação da amiga.
— Mas ela tem razão, Aninha – Camila puxava o outro braço de Ana com a mesma excitação da irmã mais velha. – Quando chegarmos lá você vai ver!
— Eu não tenho dúvidas – Ana riu. – Vocês duas falam tanto dessa loja e desses vendedores maravilhosos – as duas irmãs coraram violentamente.
Não era uma galeria de lojas muito grande, mas tinha uma grande variedade de mercadorias. A Dragon Point ficava no final do corredor da direita e as três garotas atravessaram a passos largos pelas pessoas no caminho para chegarem ao balcão de vidro, onde Kouyou arrumava alguns pedidos. Os olhos do loiro encontraram os de Sereny sorrindo.
— Olá, garotas – ele acenou amigavelmente.
— Oi Kouyou – Camila cumprimentou dando risada.
— Oi Kou – Sereny falou timidamente e as outras duas riram.
— Oi – Ana sorriu encabulada.
— Trouxeram uma amiga hoje? – o rapaz perguntou abrindo um lindo sorriso.
— É sim – Sereny sorriu da mesma forma. – Esta é a Ana de quem eu tanto falo, Kou-chan! Ela veio passar o dia conosco e resolvemos trazê-la pra finalmente conhecer a loja de onde vêm os DVDs dela – a morena deu risada.
— É um enorme prazer conhecer uma cliente tão dedicada – ele disse. – Fique a vontade, viu?
— Isso mesmo – Takanori apareceu por trás de Camila, enlaçando-lhe a cintura e beijando-lhe o pescoço. – Fique a vontade! Eu sou o Taka, Ana, muito prazer!
— O prazer é todo meu – a garota disse com timidez.
As garotas ficaram vendo todos os DVDs nas prateleiras, comentando alegremente e Sereny e Camila listavam os que a amiga precisava ver, enquanto Ana dava risadas.
— Kouyou, você pegou de novo meu joystick? – uma voz forte e enfurecida as fez desviar a atenção para o rapaz loiro que se aproximava.
— Pra que eu ia querer o seu joystick? – o loiro parou de assistir ao anime que passava na televisão e se virou para encarar o outro que o acusava.
— Porque você é um ladrão desgraça... – o outro parou a frase quando seus olhos encontraram os de Ana e ela lhe sorriu. – Oi – ele falou um pouco sem graça.
— Oi – ela respondeu timidamente.
— Eu... Nunca vi... Você por aqui... – o loiro se aproximou quase hipnotizado e as faces pálidas da garota ganharam uma tonalidade rósea. – Eu sou... – o rapaz franziu o cenho por um momento tentando se lembrar do próprio nome.
— Akira – Takanori soprou para o outro, dando risada.
— Akira, isso! Sou Akira da loja de games aqui do lado... – ele apontou para a loja onde trabalhava, sem graça.
— Sou Ana – a garota sorriu ainda encabulada.
— Eu adoro esse nome! – ele falou animado. – Ele é lindo!
— Obrigada... Akira é um nome muito legal também!
— Quer dizer “o inteligente” sabia? – o rapaz completou entusiasmado, esquecendo-se completamente o que tinha vindo fazer na loja dos amigos ou que havia outras pessoas ao redor.
— Não que isso signifique alguma coisa pra ele... – Kouyou sussurrou e os outros quatro deram risadas.
— Que interessante! – ela sorriu e Akira nem escutou o comentário de Kouyou.
— Você gosta de games, Ana? – ele deu um passo em direção a garota, colocando as mãos nos bolsos e abaixando o rosto para o chão.
— Eu acho muito legal, mas não sei jogar... – ela explicou.
— Eu posso te ensinar se você quiser – o rapaz disse alegremente e segurou a mão da garota, puxando-a para a sua própria loja. – O movimento hoje está bem fraco... Segunda-feira é um dia horrível para jogadores...
— Por quê? – ela perguntou quando ele a fez sentar no banquinho ao lado do dele.
— Porque nós passamos o final de semana inteiro jogando até de madrugada e temos que levantar cedo para trabalhar ou estudar... Não é uma vida muito saudável... – ele fez uma careta e a fez rir.
-É... Não parece mesmo...
Akira estendeu um dos controles para a garota e conectou ao vídeo game. Mesmo estando sem graça, Ana pegou o controle sorrindo encantadoramente.
— É muito fácil, você aperta esse botão aqui – ele indicou o botão da esquerda – para pular e esse daqui – ele indicou o da direita – pra correr... Vamos começar com um fácil só pra você treinar, certo?
— Certo – a garota assentiu olhando com um pouco de ansiedade para a tela em que iniciava o jogo.
Era um jogo que ela não conhecia e tão pouco se importava, o rapaz estava sendo tão atencioso e gentil tentando ensiná-la que estava encantada. Akira era o rapaz mais bonito que ela já vira na vida. E fazia seu coração disparar a cada olhar mais demorado.
Ana passou pela primeira fase sem problemas com a ajuda dele, mas a segunda a atrapalhou um pouco e ela perdeu.
— Não tem problema, não tem problema... – ele falou reiniciando o jogo. – Você foi muito bem!
— Bem mal, né? – ela deu risada.
— Não, não foi não... Foi só a primeira vez... Olha, eu vou te mostrar... – ele começou um novo jogo e passou sem problemas das cinco primeiras fases do jogo.
— Você é ótimo nisso – Ana disse fascinada e as faces de Akira coraram.
— Que isso... Faz tanto tempo que eu não jogo esse daqui... Estou meio enferrujado, sabe? – os dois se olharam cúmplices e desviaram rapidamente envergonhados.
— Deve ser muito legal trabalhar numa loja assim... – a garota disse, mudando de assunto e olhando a sua volta para os jogos enfileirados nas prateleiras. – Trabalhar com uma coisa que você adora...
-Não é ruim... – ele deu risada, concluindo a fase sete. – Ajuda a pagar as contas... Só é ruim porque... – ele arregalou os olhos e mordeu o lábio, se calando.
— Por quê? – ela riu da expressão dele.
— Não é nada não... – ele disse envergonhado.
— Vai... Você pode me contar, Akira... – ela colocou a mão sobre o ombro do rapaz e ele desviou os olhos da tela para olhá-la nos olhos, o que o fez ser devorado e perder o jogo.
— Não vem muitas garotas aqui, sabe? – ele riu sem jeito e deu de ombros. – Não faz muito o gênero delas...
— Ah... Isso é verdade... – ela riu divertida.
— Yutaka e eu ficamos mesmo impressionados quando suas amigas começaram a ir à loja do Kouyou e do Takanori... Lá também não é um lugar muito popular com garotas...
— Aposto que ficaram assustados... – Ana brincou.
— Fizemos uma aposta... – ele deu risada. – Eu tinha certeza de que elas estavam indo lá só por causa deles dois... Yuk achou divertido apostar contra mim... Ainda mais quando nós descobrimos que as duas entendiam mesmo do assunto... – ele fez uma careta.
— Elas são bem diferentes mesmo... Você nunca poderia imaginar... – a morena deu risada. – Não imagina as artimanhas sórdidas que usaram comigo pra me viciar tanto quanto elas duas são...
— Ah... Conhecendo aquelas duas como eu conheço... Acho que posso até adivinhar... – os dois deram risada.
— Mas eu adorei, no final... Então, sou grata a elas... – a garota deu de ombros.
— É... Eu também sou... – Akira disse e só depois foi perceber que não devia ter dito.
— Por que também? – ela questionou-o divertida.
— Bom... – ele corou e se aproximou mais da garota. – Eu sou grato a elas por terem te trazido até aqui hoje...
Ana também ficou corada e olhou para o chão, envergonhada e com um sorrisinho delicado dançando em seus lábios. Akira afagou carinhosamente o rosto da garota, fazendo-a olhá-lo e uniu os lábios dos dois lentamente. No começo, ela se assustou com tal ato, mas foi relaxando e pousou a mão no ombro forte do rapaz, correspondendo àquele carinho tão gentil.
O rapaz se afastou ainda mais lentamente, o rosto voltado para o chão, envergonhado.
— Gomenasai... Eu... Não devia... Ter...
— Deixa disso... – ela sorriu ainda mais amigavelmente, erguendo o rosto bonito do vendedor com o dedo indicador e trazendo-o para selar os lábios aos seus timidamente.
— Hoje foi mesmo um péssimo dia para dizer ao Yutaka que ele podia chegar tarde... – Akira disse, segurando a garota contra seu peito e ela deu risada. – Eu tenho que ficar aqui sem poder sair... – ele se lamentou.
— Eu não acho que eu vá sair daqui por um bom tempo... – a garota disse ainda rindo, inclinando-se para trás e olhando as duas amigas absortas nos rapazes da outra loja. – O que quer fazer? Quer me ensinar outro jogo? – ela brincou.
— Talvez daqui a pouco... – ele trouxe o rosto dela para o seu novamente. – Eu tenho uma ideia bem melhor para agora... – ela sorriu.
— Mas e a loja? Não vai ter problema se aparecer algum cliente?
— Problema? Não... Segunda é realmente um dia fraco de movimento... Ainda bem... – os dois deram risada e o rapaz uniu os lábios aos dela mais uma vez.
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