Lobos de Veneza
14 O jogo da verdade
Notas iniciais
Pov Daenerys
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– Sabe, eu ouvi uma conversa interessante do meu marido com seu pai uma vez. A voz soou antes que ela pudesse bater na porta — Eles mencionaram você muitas vezes, o que aquilo queria dizer? Cersei fez uma pausa, talvez esperando a pessoa do outro lado da linha responde-la. — Porque não era como se seu pai estivesse reclamando de você. Parecia que eles estavam compartilhando um segredo... Sobre sua mãe talvez? – Do que você está falando? Daenerys gelou ao reconhecer aquela voz. Era Jon. Cersei não estava falando ao telefone, era mais uma de suas horas com Jon e, pelo visto, estavam tendo uma conversa muito pessoal. Havia ido até ali porque precisava, desesperadamente, conversar com alguém e a psicóloga lhe parecera a melhor das opções. Sabia que deveria dar meia volta e ir embora, porém, ao invés disso, escorou-se na madeira fria para escutar melhor a conversa. Não fazia por mal, mas havia um lado seu (o curioso) que não conseguia controlar muito bem.– Disso mesmo que você ouviu, jovem Stark. Cersei falou cada sílaba de modo petulante. — E eu sei mais do que você pensa. – Você não sabe nada. O outro retrucou.– Posso não saber de tudo, mas sei, ao menos, quem é a sua mãe. – Sabe? A voz de Jon soou dois tons mais alto. Daenerys ouvira algumas histórias pelos corredores, enquanto procurava saber mais do misterioso garoto que sempre lhe desafiava com palavras insolentes, alguns alunos comentavam que Jon era o bastardo da família Stark, fruto de um caso que seu pai tivera com uma mulher que nunca, nem sequer, vira o rosto. Era impossível que Cersei soubesse alguma coisa, não era? Então guarde essa sua sabedoria para você. Jon prosseguiu elevando ainda mais a voz — Acho que o seu marido não vai gostar de saber que a esposinha fica ouvindo suas conversas, o que você acha?– Jon Stark...– Tenho que ir agora O tom dele mudara abruptamente — mas, mais uma vez, obrigado pelo aconselhamento.A maçaneta girou e a porta abriu-se de repente, Daenerys só teve tempo de virar, de costas para a porta, e espremer-se contra a parede, na esperança de fundir-se a ela e não ser notada pelo furioso Jon que sairia daquela sala. Se ele a pegasse ali e soubesse que estava escutando sua conversa, todo o ódio que ele sentia por ela só aumentaria e, não sabia bem o motivo, sentia-se angustiada só por pensar nessa possibilidade.Escutou os passos dele se afastarem, até ficarem completamente inaudíveis. Suspirou aliviada, não havia sido pega. Talvez, ele estivesse tão enraivecido que qualquer coisa, ou qualquer pessoa, não lhe fosse visível naquele momento. Virou-se para encarar a porta de madeira do consultório e teve de sufocar um grito, quando viu Cersei a encarando com um sorriso zombeteiro nos lábios.– Targaryen. Disse.– Eu não escutei nada. Falou automaticamente, de forma que, até a mais ingênua das pessoas, perceberia sua mentira. Tudo bem, eu ouvi uma parte. Corrigiu-se Mas não foi de propósito, eu precisava conversar e todos os meus amigos estavam na aula e eu realmente, realmente, realmente precisava...– Entre. Cersei gesticulou teatralmente. – Não precisa, porque eu tenho aula e...– E quer seguir o Jon Stark e lhe perguntar o que aconteceu, não é mesmo? Exatamente. Aquela era exatamente a vontade dela, sair correndo atrás dele e perguntar o que diabos fora aquilo. Mas não poderia fazê-lo, por três motivos. Um, eles não eram, nem minimamente, amigos, para que se intromesse em sua vida. Dois, Jon a odiava com uma força tamanha. E três, se ele sequer desconfiasse que a garota que ele tanto detesta, ouvira uma de suas conversas pessoais, a situação só pioraria. – Cersei, por que eu iria atrás do Stark? Cruzou os braços sobre o peito para manter a pose de majestade.– Porque você, a grande rainha dos dragões, está perdidamente apaixonada pelo bandidinho. Sentiu seu rosto aquecer e teve de conter sua vontade sair correndo dali. Como Cersei poderia falar dessa maneira? Ela era a psicóloga do colégio e, mesmo que não gostasse de um aluno, deveria trata-lo com profissionalismo. Não se preocupe, você não é a única a gostar do jovem Stark. Parece que as garotas, e até alguns garotos, são atraídos por problemas. – Até onde eu sei, você não pode se meter na vida dos alunos assim. – Estou no meu horário de intervalo, então não tente me obrigar a agir como sua psicóloga. – O quê? Dany sufocou o riso Isso é inacreditável, tem noção do quão infantil é esse pensamento? Não vou agir como uma profissional porque estou no meu horário de intervalo. É tão... ridículo. – Talvez seja. A mais velha deu de ombros. Você sempre pode reclamar para o diretor.– É por isso então? Por isso que você falou todas aquelas coisas para o Jon? Disparou, inerte em sua curiosidade e fúria recentemente adquirida Porque se você está no seu intervalo, pode feri-lo? – Então você admite que estava escutando a conversa? Que feio. – Eu não fiz de propósito, é só que eu...– Se sentiu atraída a saber mais sobre o garoto mistério. Cersei falou e Dany a odiou ainda mais. Porque ela estava certa, absolutamente certa. Tudo bem, Daenerys, não é como se você tivesse cometido um crime. E, se você quiser conversar comigo agora, podemos entrar na minha sala.
– Pensei que fosse seu intervalo.– Exatamente, Daenerys, é meu intervalo. E se você estiver curiosa sobre algo, poderá perguntar.– Quer dizer que se eu perguntasse sobre a história da mãe do Jon, você me contaria? Indagou, sentindo-se animada com a nova possibilidade de descobertas. – Cersei, eu preciso falar com você. Uma voz grave soou antes que Dany obtivesse sua resposta. Arya Stark está causando problemas na aula novamente, acredita que ela está batendo num novato? Um novato! Se o Ned não fosse tão meu amigo eu já teria expulsado ela e aquele... Daenerys! – Diretor Robert. Fez uma leve menção com a cabeça. Não era pra estar na aula? – Não se preocupe, eu já estava de saída. Respondeu ajeitando a bolsa sobre o ombro e seguindo em direção aos elevadores. Uma vez dentro do cubículo de metal, permitiu-se soltar o ar que estava preso em seus pulmões. O que fora tudo aquilo? Era informação demais para um primeiro dia de aula. Na verdade, era informação demais para uma vida toda. Sempre achara que Cersei não era uma profissional comprometida, mas ali, ela se mostrara pior do que imaginara. Mas, se olhasse pelo lado bom, talvez pudesse tirar certo proveito do caráter duvidoso de sua psicóloga e desvendar alguns dos mistérios que Jon carregava. Aquilo, fuçar a vida de uma pessoa secretamente, era errado e ela bem sabia disso, no entanto, seu lado curioso fora despertado e não saciaria até que descobrisse o máximo. Retirou de dentro da bolsa a pequena agenda cor de rosa e abriu-a na primeira página, onde estava colado o horário. A primeira aula, de química, já havia sido perdida, mas, por sorte, se apressasse um pouco os passos, conseguiria chegar pontualmente para a próxima. Artes. As portas do elevador se abriram num click e ela saiu em disparada para a sala de aula. Os acontecimentos daquele dia ainda martelavam em sua memória, confundindo-se uns com os outros, mas ela tentava espanta-los, deixaria para pensar em tudo quando estivesse em casa e sozinha. Livre da máscara que sustentava no rosto, a máscara da rainha dos dragões.Cumprimentou algumas pessoas que, assim como ela, iam para suas aulas. Não as conhecia, aquelas pessoas, mas sorria para cada uma delas, mesmo que, secretamente, quisesse manda-las a merda. Chegou à sala e mais pessoas a cumprimentaram, sorriu forçadamente mais uma vez e mais outra e depois voltou toda a sua atenção para o livro que carregava na bolsa, não o estava lendo realmente, mas aquela era uma boa tática para ignorar os outros sem parecer ríspida. – Ih, eu não sabia que aqui na Itália os livros eram lidos de cabeça para baixo. Levantou o olhar e deparou-se com uma garota, ruiva e mal vestida, que nunca tinha visto na vida, com as mãos apoiadas sobre sua mesa, ostentando um sorriso sarcástico. Idiota, quem ela era pra falar assim?– Quem é você? Perguntou com desprezo.– Alguém que sabe ler. A garota rebateu, pegando o livro de suas mãos e girando-o Assim, de cabeça para cima. Vai fazer mais sentido, tenta aí. – Quem você pensa que é? Espalmou ambas as mãos sobre a carteira, se levantado para encarar a ruiva de igual para igual. Sentiu os olhares dos outros alunos, que até então estavam imersos em suas próprias conversas, sobre si. Aquilo seria um prato cheio para eles, durante todo o tempo em que estudou ali, Daenerys só brigara uma vez, com Sansa, outra maldita ruiva e, ela sabia, os seus súditos ansiavam por uma nova confusão envolvendo seu nome. – Quem você pensa que é, Daeny? Virou a cabeça mais para o lado e o que viu fez seu coração falhar uma batida, Jon envolvendo os ombros da ruiva em uma espécie de abraço, surgindo para salvá-la de seu ataque de raiva, como um... Namorado faria?– Vocês se conhecem? – Eu diria que muito bem. – Eu perguntei pra ele. Cuspiu entre dentes.– Eu diria que muito bem. Jon apenas ecoou a resposta, mas, antes que pudesse perguntar mais alguma coisa ele prosseguiu em seu costumeiro tom de zombaria Não que seja da sua conta, majestade. – Qual é o seu problema, Jon? A pergunta disparou sem que pudesse controlar. – Acho que nós já tivemos essa conversa, Daeny. Ele aproximou-se do seu ouvido. E, é melhor você parar de se importar comigo, pelo menos na frente dos outros. Ou seu status pode cair. Não teve tempo de respondê-lo, a professora entrou na sala dando bom dia alegremente, não percebendo, ou ignorando, a aura obscura que pairava ali. Batendo palminhas e pedindo que seus alunos cessassem a conversa por favorzinho, Mel, como gostava de ser chamada, deu início a sua aula. Apesar do seu estilo hippie e fora de moda, aquela era a professora preferida de Daenerys, às vezes, pedia-lhe para assistir a suas aulas mesmo que não estivessem no horário, só para desanuviar a mente. – Bem, como hoje é o primeiro dia de aula e temos alguns muitos novatos na turma, vou propor um joguinho de conhecimento, que tal? – Eu acho um saco. Uma voz lá atrás disparou, reconheceu-a como sendo da ruiva.– Ygritte, seja mais positiva, eu sei que você adorou a ideia. Mel respondeu alegremente, chamando a novata pelo nome que, surpreendentemente, já sabia. Talvez, tivesse estudado os formulários dos seus alunos antes da aula. – Você sabe que não. Ela rebateu quase cantando e algumas risadinhas foram ouvidas, inclusive da professora.– Okay tudo bem, afastem as carteiras para o canto e sentem-se no chão em um círculo. Ninguém se moveu. Se vocês demorarem muito para fazer o que eu peço, acho que terei de cancelar o show de talentos desse ano...– Não, professora! Não precisa disso não. Um aluno qualquer disse levantando-se e arrastando sua carteira. Vamos lá, pessoal. Atendendo ao pedido dele, ou a ameaça da professora, um por um, a contra gosto, os alunos fizeram o que tinham de fazer. Daenerys foi a última a sentar-se no círculo e acabou entre duas meninas que desconhecia completamente. Do outro lado, sentados perto um do outro, estavam Jon e Ygritte.– Pois bem, o que as crianças acham de um jogo da verdade? Nada melhor para se conhecerem hã? Mel cantou balançando uma garrafa de plástico e colocando-a no chão logo em seguida. Eu tenho que dar uma saída, mas eu volto daqui a pouco. Podem começar sem mim, okay? Para iniciar, a pessoa apontada pelos fundos da garrafa faria a pergunta e, a pessoa apontada pela outra extremidade, responderia. Depois, quem estivesse do lado de quem girou a garrafa primeiro, teria sua vez de gira-la e assim sucessivamente. Como ninguém moveu um centímetro sequer para girar a garrafa, a professora mesma teve de fazê-lo, o objeto girou algumas vezes e parou com a tampa apontada para Daenerys. Sentiu os olhares de todos sobre si e respirou profundamente, aquele dia seria muito pior do que pensara. – Pode fazer a pergunta. Disse para a garota, cuja também não sabia o nome.– Não estranhe a pergunta, é que eu sou nova aqui, mas eu ouvi que você é como uma rainha aqui... É verdade?– Sim. Respondeu simplesmente e o garoto, que estava ao lado da novata girou a garrafa, ela parou em Daeny novamente. – É você de novo! Até a garrafa se rende a grande rainha. Ele e mais alguns riram daquela piada idiota e ela forçou-se a fazer o mesmo. Okay, vamos lá, a minha pergunta é... No baile desse ano, você irá comigo. Verdade?– Acho que não. Respondeu entre uma risada abafada. Logo a garrafa girou outra vez e outra. E incontáveis vezes mais, sem que ela prestasse atenção ao que estava acontecendo, as pessoas a sua volta riam e conheciam umas as outras. Pela primeira vez, desejava que a aula de artes acabasse, para que pudesse sair dali correndo. Vez ou outra, ouvia a risada de Jon, proveniente de alguma piada que a tal Ygritte lhe sussurrava no ouvido. Sentia o seu estômago contorcer-se diante daquela cena. Voltou o olhar para a garrafa que girafa rapidamente, como um bailarino enfurecido no meio do palco. Aos poucos o objeto foi perdendo a velocidade e parou, com a tampa apontada para ele.– Minha vez de responder então. Jon sorriu e endireitou-se, Dany viu algumas garotas abanaram-se e insinuarem-se para ele, tão tolas... Por favor, Sam, faça uma pergunta de verdade, nada dessas coisinhas sem graças.– Você que manda, Snow. – Snow? Ygritte perguntou, intrometida. – É, ruiva, uma brincadeira nossa. Manda a pergunta, Sam.– Não vou pegar tão pesado, porque tu é brother. Mas, vamos lá... Quantas aqui dessa sala tu já comeu?
– Uooooooou! Um garoto, o mesmo que a perguntou sobre o baile, urrou seguido por outros. Algumas garotas esconderam as mãos entre o rosto e, automaticamente, Dany entendeu a resposta. Muitas. Muitas mesmo.– É mais fácil contar quantas eu não comi. Jon respondeu e piscou para o amigo.– Idiota. O xingamento escapou dos seus lábios sem que pudesse controlar. Como resposta, o Stark a mandou um beijo no ar e ela teve de se controlar para não mostra-lo o dedo do meio. Ninguém se importava com quantas ele já havia ficado, expor aquilo era demais. Uma atitude tão nojenta a incomodava. Isso me enoja. Sinceramente, o que pode haver de benéfico em expor com quantas você já ficou? — Ele manteve o sorriso no rosto, o que só a irritou ainda mais. Isso só acontece porque você nunca teve uma mãe pra te educar. – O quê? A expressão dele mudou de divertida para possessa em um piscar de olhos. Quem você pensa que é pra falar da minha mãe dessa forma?– Que mãe? Você a tem, por acaso? Levantou-se dando alguns passos na direção dele. Havia gostado daquilo, conseguiu provoca-lo uma reação pela primeira vez. Jon fechou os olhos e respirou fundo, também se erguendo do chão logo em seguida, por um momento, pensou que ele fosse batê-la. Mas ele nada fez. Apenas a encarou com um olhar... Decepcionado?– Você não acha que expor a vida de alguém dessa forma que é nojento de verdade? A ruiva também se colocou de pé, ao lado de Jon. Por que a resposta dele te incomodou tanto a ponto de ter uma atitude tão baixa? Por acaso, Daenerys, você gostaria de estar na lista do Jon?– Mas ela está. Jon respondeu voltando a costumeira pose. Eu inclusive fui o primeiro dela. Ele sorriu largamente. Dany não conseguiu encontrar o que respondê-lo, aquela mentira era tão absurda. Mas, se vocês querem saber detalhes, eu lhes conto, senhoras e senhores. — Ele aumentou o tom de voz. — A grande, magnífica e majestosa rainha dos dragões, perdeu sua virgindade em um armário de vassouras, com um cara que ela mal conhecia. – O-o que você disse? Sentiu seu sangue gelar nas veias, ninguém a não ser ela sabia daquela história. Ela e... ele. O garoto. Ai meu Deus. – O mascarado que comeu a rainha dos dragões? Jon gesticulou exageradamente, como se estivesse apresentando uma peça de teatro, então girou sobre um dos pés e parou bem na frente dela, dizendo as palavras lentamente. Fui eu. Fui eu, Daenerys Targaryen. – Por que você fez isso? Queria chorar, mas não conseguia. O seu estado de choque era tão grande que não sabia como reagir diante daquela situação. Alguns dos alunos cochichavam entre si e soltavam risinhos, outros estavam chocados demais, assim como ela, e não tinham qualquer reação. Por que você fez isso? Tornou a perguntar, sentindo-se cada vez mais fragilizada. – Porque você pediu. Respondeu sorrindo. Você me pediu desesperadamente que fizesse amor com você. ele fez aspas com os dedos. E, pode não parecer Daeny, mas eu sou cavalheiro, jamais negaria um pedido desses.– Você é a pior pessoa do mundo.– Sinceramente? Não pareceu isso quando nós estávamos lá... Ou hoje mais cedo, quando você quis que eu te beijasse...– Cala a boca, cala a boca. Rosnou Eu jamais iria querer...– Isso... é verdade Daenerys? Uma das garotas da sala perguntou, uma daquelas que volta e meia estava atrás dela em busca de uma vaga nas líderes de torcida. Seu nome era Lilly, ou algo assim. Você implorou para que o Jon tirasse sua virgindade num armário?– Eu não sabia que era ele! Quase gritou. – Pior ainda. Outra garota falou. Implorou por um desconhecido...– É, talvez, nossa grandiosa rainha dos dragões também não tenha tido uma mãe para educa-la não é? Sabe, uma mãe pra te ensinar a se dar ao respeito. Jon disse cada palavras amargamente e então se aproximou dela Talvez, Daeny, nós sejamos um pouco parecidos. Não o respondeu, apenas correu dali o mais rápido que pode. Sem se importar se a aula já havia acabado ou com o que iam dizer dela. Correu porque precisava sair daquele lugar o quanto antes. Correu porque queria livrar-se daqueles olhares de julgamento. Correu, correu até ficar com a respiração curta e sem forças nas pernas. Correu e então, juntamente com suas lágrimas, permitiu que seu corpo caísse.
Notas finais
RELLOOU
Sentiram minha falta?
O hiatus demorou mais do que eu pensei, sorry.
Mas vamos lá, esse capítulo é um prato cheio pra quem gosta de tretas hahaha. Então, quem pisou mais na bola, Jon ou Daeny?
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