Dezesseis

Depois de uns tempos, liguei para vovó. Ela merecia saber sobre minha cerimônia. Quando ela atendeu, eu fui logo dizendo:

– Está falando com a nova alfa.

Ela ficou feliz e me parabenizou. Perguntou como foi e eu resumi a história toda. Depois ela perguntou quando eu voltaria para não casa e eu disse que não sabia. Enquanto não fosse resolvido o assunto da guerra, eu não voltaria.

– Sinto muito, vó. Preciso ir. Mande lembranças a Josh. E diga que eu o amo muito.

Desliguei e saí da cabana. Era a hora dos treinos. Todos lutaríamos para nos preparar para a guerra. Então eu poderia descontar a raiva que sentia em alguém.

E sobre Paul... Entendi que o que eu sentia por ele era apenas físico e que ele poderia mesmo ser meu pai. Então meu amor por ele seria amor de uma filha por um pai. Tudo resolvido!

Me surpreendi ao chegar no campo de batalha. Todos estavam sentados em um círculo e pareciam esperar por mim. Me sentei ao lado de Anne e esperei Paul começar.

– Tenho informações úteis para a batalha. Mason, por favor.

Mase se levantou e ficou na frente de todos. Ele olhou para mim e sorriu.

– Bem, como todos sabem, eu estive investigando o território com Jesse e descobrimos algumas... Coisas sobre os orientais. Eles são em cerca de duzentos e não sabem lutar tão bem. – pelo olhar dele, vi que ele experimentara – E são totalmente carnívoros. Eles matam humanos e... – ele engoliu em seco – Os comem.

Anne e eu nos entreolhamos e vi que ela estava tão nauseada quanto eu.

– E... Você quer dizer... De verdade?

– Não, Angel! – Mason bufou – Eles matam humanos de mentira.

– O quê mais? – gritou Anne.

– Eles não confiam tanto uns nos outros. São facilmente descontrolados e não têm... Estratégias. Eles querem mesmo massacrar nosso grupo. E então devemos treinar hoje. Dar o nosso melhor. Eles atacarão, no máximo, em cinco dias. Podemos morrer na luta e se fracassarmos eles tomarão controle de tudo. E eu sei que pareço um estraga prazeres, mas é verdade. E então? O que me dizem? Vamos lutar? Ou ficaremos parados, assistindo eles nos matarem?

– Luta! Luta! Luta! Luta! – gritaram todos, juntos.

– Isso mesmo! – um sorriso apareceu nos lábios de Mason.

Tive a chance de quebrar muitos narizes, mas eram meus amigos que lutavam comigo, então me controlei. Treinamos o dia todo e, à noite, Mason e eu fomos nadar no rio.

– Você daria um bom alfa, Mase. – comentei.

– Oh, yeah? – ele riu – Não. Eu seria péssimo.

– Seu discurso mexeu com todos.

– Sou bom com palavras.

– Certo. Mas eu acho que seria um bom líder.

– Valeu, mas não nasci para isso. Você é.

– Mase, eu...

– Ei, ei, ei! Você é a líder! Sem discussão.

– Tudo bem.

– E... Eu estive pensando... Esta pode ser nossa última noite juntos e...

– Nossa! Que pensamento otimista, Mase. – revirei os olhos.

– Não é isso. quis dizer outra coisa.

Ele saiu da água e foi para sua cabana. Curiosa, o segui. Ele estava deitado na cama. Seminu. Com um sorriso nos lábios.

– Ah, entendi!

– O quê acha?

Corri para seus braços e ele uivou baixinho. Começamos a nos beijar intensa e avidamente. Mason estava meio preocupado, mas tentou não demonstrar. Com a guerra perto, não sei como conseguimos nos entregar à paixão daquele jeito. Mas o fizemos.