LoKastel: Butterflies thirsting for blood
5 Extermínio.
Notas iniciais
Centro de Bones, sábado — 25/08/2008 — às 20:24 da noite.
Minah e Akiha estão andando pela cidade de Bones para retornar a seu apartamento. O centro, onde haviam vários arranha-céus e prédios diferentes, tinha como seu ponto forte as lojas, que era o que menos faltava neste lugar, assim como pessoas andando de um lado para outro. As duas estão conversando, mas sem parar de andar.
— Minah , por que você não entrou na guerra de bolinha de papel? – Pergunta Akiha olhando para frente.
— Bem, aquela sua amiga me lançou vários tipos de bolinhas de papéis. Então pensei que seria impossível vence-la. – Minah responde.
— Acredite se quiser, mas ela foi campeã três vezes seguidas no campeonato de bolinhas de papel na escola.
Minah olha para Akiha.
— Ei, pode algum dia me levar para a sua escola? – Ela com um rostinho angelical.
— Claro que sim! Mas... – Akiha se lembra daquela garota de cabelos azuis que tinha visto no outro dia na escola. Ela então começa a ficar com um pouco de receio. — Eu acho que por causa dela não poderei mais ir para lá.
Minah fica confusa.
— Como assim "por causa dela"? – Minah começa a desconfiar.
— Ow, nada não. – Diz ela fingindo estar feliz.
— Hmm... – Minah começa a pensar em uma possibilidade. Após três segundos, o espírito que falava com ela naquele dia aparece ao seu lado.
Minah POV on
— Minah ! – Diz o espírito flutuando ao meu lado. — Será que ela está falando da Viollete?
Começo a pensar nesta possibilidade.
— Pode até ser verdade, mas o que ela estaria fazendo em uma escola? A não ser que seja... o Larcadia!
Minah POV off
Akiha fica confusa e olha para Minah .
— O que é um Larcadia?
— Bem, na verdade, o "Larcadia" é um tipo de armadura, onde o mesmo dá um poder estrondoso e inigualável para o usuário. Esta armadura, caso for usado para o mal, pode trazer a completa destruição deste mundo, senão o universo. Por isso, preciso encontrar todas as partes do Larcadia para que eu possa sela-los e deixá-los em um lugar seguro. Mas... Uma bruxa chamada Viollete também está atrás desta armadura, mas ainda não sei o motivo. – Ela explica, enquanto o espírito some.
— Entendo... Mas seria esta Viollete uma garota que possui uma cauda de gato preto?
— Sim. Frederica Viollete, A bruxa dos milagres. Além de ser a bruxa mais forte do universo, ela pode entrar no "mundo dos kakeras". Este lugar é onde são encontrados universos extremos como simples pedaços de vidro, o que dá a ela o controle e decisão de destruir ou não um universo.
— Ué, sendo assim... O que ela estaria fazendo neste mundo? E pior, por que ela deseja ainda mais poder?
— Não só ela, mas sim sua amiga Yukino também está aqui. As duas vieram para cá pois o Larcadia foi espalhado neste mundo, e como eu falei antes, eu não sei o que Viollete deseja com o Larcadia. Sendo assim, não posso deixa-la pegar este, pois... Seu poder iria crescer demais e ninguém conseguiria se opor contra ela. Uma recomendação minha é ter o maior cuidado com ela. Como mostrado na casa de Yoko, você tem um poder especial. Isto faz com que você seja um alvo de extermínio dela.
— Desculpe, mas eu não consegui entender o que você está tentando dizer.
— Sabe, explicarei melhor quando chegarmos em seu apartamento.
— Ok...
*****
Alguns minutos depois, as duas chegam próximo ao prédio onde Akiha mora. Só que um detalhe começa a incomodá-las. Haviam vários soldados de preto, vários carros de polícia e tanques de guerra, além de todos os moradores de seu prédio estão sendo revistados e presos. Pareciam ser as forças armadas prendendo prisioneiros perigosos.
— Akiha, o que está acontecendo? – Diz Minah sem entender o que estava ocorrendo. Ela se esconde atrás de Akiha, para que se sentisse mais segura.
— Não sei, mas... – Akiha começa a andar em direção a seu prédio. — Preciso saber o que está acontecendo com eles.
Minah segue os passos de Akiha, mas ainda permanece atrás da mesma. Ela parece estar assustada com os soldados.
Enquanto as duas andavam, elas viam alguns caminhões de guerra contendo vários moradores presos, várias pessoas sendo rendidas e postas nos caminhões. Algumas entravam e saiam com tornozeleiras eletrônicas e outras com coleiras de choque. Era estranho, mas Akiha não estava com medo, e sim preocupada. Ao contrário de Minah , que parecia estar com medo, não do que estava acontecendo naquele lugar e sim dos soldados.
Ambas chegam em frente ao apartamento, mas são surpreendidas com várias armas sendo apontadas por soldados.
Um dos soldados pega um rádio comunicador e começa a falar.
— Senhor Fuyuki Sougetsu! Capturamos mais duas indivíduos. Uma das duas é criança, possuindo cabelos de cor azul-aço, quase roxo e de olhos roxos. A outra já é uma adolescente pelo que parece, tendo cabelos castanhos e com pontas avermelhadas, possuindo olhos de cor azul-clara.
Uma voz calma pode ser ouvida perfeitamente do comunicador. O mesmo era tão alto que deu para Akiha e Minah ouvirem.
— Não vejo motivo para tê-las aqui conosco. Então... – Uma voz feminina kawaii aparece gritando no comunicador.
— Não mate elas! – Ouve-se um som de alguém caindo da cadeira. — Soldado, traga-às para cá rápido!
O soldado fica sem ter o que dizer, então obedece as ordens e desliga o rádio comunicador.
— Vocês ouviram, precisamos levá-las até nosso comandante e... Sua capitã.
Todos falam "Sim senhor" e começam a prender as duas, colocando algemas de energia. Este equipamento era inédito, já que ninguém os usava.
Akiha e Minah não mediram esforços, mas ficaram implorando por respostas do que estava acontecendo ali. Mas nenhum dos soldados respondeu, somente as levou até um dos caminhões de guerra.
Minah se lembra de uma coisa que sofreu no passado envolvendo esta mesma polícia e fica traumatizada. Mas tenta não gritar para não piorar as coisas e se mantém de um jeito para que Akiha não se preocupasse com ela.
*****
Alguns segundos depois, eles chegam em uma base móvel, e ao entrar no mesmo, as soltaram e saíram de lá, fechando as portas para que elas não fugissem . As duas ficam olhando para toda base, e o que viam era várias máquinas e computadores avançados, armas anormais e tipos diferentes espadas.
— Então vocês chegaram, garotas. – Diz um homem sentado atrás de uma mesa perto as duas.
— Quem é você e o que está acontecendo com meu apartamento? – Diz Akiha nervosa.
— Não é nada de especial, somente recolhendo algumas... coisas importantes. – Este homem se levanta e anda até Minah , que estava paralisada ao vê-lo.
Este tem uma estatura alta, aproximadamente 1.78m. Possui longos cabelos de cor cinza, que chegam até suas costas. Possui também olhos de cor rosa. Este usa um terno totalmente branco, sapatos também da mesma cor e sua gravata é da mesma cor que seus olhos.
— Minah , por que está com medo dele? – Diz Akiha preocupada com Minah .
— Eu... Eu... – Minah fica com dificuldades de falar. Ela começa a suar demais e a tremer muito também.
— Ela está com medo da presença do meu aprendiz. – Diz uma garota sentada em cima da uma estante.
Esta tem uma estatura baixa, de aproximadamente 1.52m de altura. Possui longos cabelos brancos, que cobrem parte de suas costas. Seus olhos possuem um tom vermelho sangue. Ela usa um vestido de inverno, todo branco. Sendo por baixo do vestido, um outro vestido fino de cor preto. Ambas as peças de manga comprida. Seus sapatos são brancos, assim como duas meias.
— Seu aprendiz? – Akiha pergunta.
— Sim! Faz tempo que eu sou mestra dele, mas ele odeia admitir isso. – Ela começa a rir.
— Você sabe que isso não é verdade. – Diz o homem tentando manter a calma. Ele fica frente a frente com Minah e segura o queixo da mesma. — Então, você se chama Minah Furude, sim?
— Pare com isso! – Akiha pega de sua bolsa um tipo de barra de ferro pequena e o bate fortemente no homem. Mas isto não foi algo tão efetivo, pois mesmo usando sua força total, o homem conseguiu o segurar com apenas um dedo.
— Uma garota que tem em sua bolsa uma barra de ferro? E ainda vens atacar-me? – Ele ri e solta o queixo de Minah , que permanece paralisada e olhando para o homem. — Eu não gosto de bater em garotas, por isso nem tentarei. Mas é melhor você não tentar fazer isto novamente, ou se não serei obrigado a fazer algo que não quero.
— Ora seu... – a garotinha aparece atrás de Akiha de alta velocidade. Ela a perfura com uma seringa no braço esquerdo, e a mesma começa a desmaiar.
— Aprendiz! – Diz a garotinha chamando a atenção do homem e segurando Akiha, que já estava desmaiada. — Ela é da família Yagami, sabia? Eu sei que você sentiu aquela barra mais quente que o normal. Observe como está a parte em que a Yagami segurou. – Ela aponta para a barra que está ainda sendo segurada por ela. A parte em que Akiha segura está derretendo. — Por isso não pude deixá-lo matar as duas, já que uma é minha conhecida do passado e a outra é uma Retex.
— Retex, né? – Um sorriso enorme aparece no rosto do homem. — Perfeito. Parece que nossa busca acabou.
— Ok, vou levá-las até meu quartinho especial para poder brincar. – Ela põe Akiha em seu ombro. Era incrível, já que com aquele tamanho, não era normal e nem possível uma criancinha carregar uma adolescente tão facilmente no ombro. Ela anda até Minah e segura sua mão.
— Lai... Laila? – Minah olha lentamente para a garotinha, que dá um sorriso alegre.
— Não se preocupe, eu não a matarei como fiz com sua cidade. Aquilo são "águas passadas", ok? – Ela começa a puxar Minah pela mão, e a mesma a acompanha sem pensar. Parecia estar impossibilitada de pensar, ou mesma hipnotizada.
A garotinha leva as duas para o tal "lugar especial", enquanto o homem ainda permanece de pé.
Fuyuki POV on
Parece que a busca pelo Retex deste lugar acabou. Minha filha soube exatamente qual o lugar exato onde tinha um Retex, e isso me deixa surpreendido. Eu parabenizo sua sabedoria, mas isso não é o suficiente para acabar com a menina das borboletas. Precisamos de mais caçadores de bruxas para conseguir matar este demônio para sempre. Mesmo assim, não podemos deixar de lado os Retex, que possuem um poder semelhante, só que com a força de matar bruxas.
Pelo menos, temos em nossas mãos uma arma que será bem eficaz contra este demônio. Mas é claro que não podemos deixá-la viva por muito tempo. Quando retirarmos seus poderes, aí sim poderemos matá-la. Mas... Estou com vontade de destruir algo, então, por que não destruir este prédio e mais 100 metros de distância daqui?
Ando até um dos computadores e pego um rádio comunicador.
— Soldados, voltem para a base. Deixem todos os seres que encontraram próximos daí é voltem para os caminhões, carros e tanques.
Um dos soldados responde "Sim senhor" e desliga o aparelho.
Alguns minutos depois, todos os soldados, dentro de seus respectivos veículos, já estavam longe daquele local. Eu estou em meu escritório sentado em minha cadeira. Em minha frente está uma mesa, e em cima da mesma há vários papéis confidenciais, um computador e um telefone.
Olho para a janela e vejo que já estamos longe daquele local.
— Parece que daqui já podemos agir, não é mesmo, Lither? – Digo dando um sorriso.
Uma voz parecida com a de um monge idoso soa pelo ar.
— Desejas usar todas as pessoas de lá como sacrifício?
— Claro. – Digo olhando para minha arma. Este é uma espingarda branca com detalhes em prata e o gatilho de diamante. — Além do mais, não importa qual seja o sangue para que o pacto seja executado, não?
— Sim, mas não acha isto injusto?
Risos. — Você deseja e muito meu sangue. Tenho sorte de não ter que usar minha filha para isso, pois se fosse necessário... Não excitaria.
— Ok, ativando o modo de renovação de pacto, Lumen No Chi!
Um círculo mágico de luz aparece em cima do apartamento de Akiha. Mas seu diâmetro era bem maior, chegando a mais de cem metros. As pessoas ficavam impressionadas ao olhar para o círculo, elas acharam aquilo tão bonito, mas ao mesmo tempo estranho.
Uma luz é emitida pelo círculo, que deixa todos assustados. A mesma era como se fosse uma cúpula gigante sendo posta por todo aquele lugar. Quando a "cúpula" chega no chão, dentro do mesmo nasce uma luz extrema, como se fosse um raio. E em poucos milésimos, a "cúpula" se auto destrói, e todos os seres vivos presentes no mesmo desapareceram, deixando o local completamente vazio.
— Ow – Digo impressionado com o que vi. — É assim que é feito o pacto de sangue em conjunto?
— Você sabe que sacrificar pessoas para que seu pacto seja mais longo é algo realmente terrível. Então, optei em não matá-las lentamente, e sim fazendo-os morrer instantaneamente.
— Lither, você é tão bonzinho. – Digo rindo. — Mas um dia saberá o porquê de eu estar fazendo isto. – Me levanto de minha cadeira e ando até a janela, onde olho para o céu e vejo a lua cheia.
— Você está pensando em sua filha?
— Não, e sim em Himeko, a irmã dela. As duas se odeiam, mas eu a convidei aqui para me ajudar a preparar um plano de invasão a primeira igreja católica.
— Se as duas não se entendem, então por que a fez vir para cá?
— Uma das duas irá ganhar, e a que perder não só será expulsa, mas também será dada como "comida" para os "cachorros". – Dou um sorriso.
— Você é mesmo o cara mais desprezível do mundo. Ainda não sei como eu fiz pacto com você.
— Sim, sou desprezível sim. Mas, deixemos isto de lado e vamos observar o jogo, Lither.
— Sim, mestre Fuyuki Sougetsu.
Fuyuki POV off
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