LoKastel: Butterflies thirsting for blood
2 As duas Bruxas.
Notas iniciais
Escola Guru Stayt no centro de Bones, sexta – 24/08/2008 – ás 12:43 da tarde.
Akiha está na enfermaria da escola. Ela se mantém inconsistente, enquanto Yoko está ao seu lado, sentada e olhando para sua amiga com esperança de vê-la voltar ao normal.
Yoko POV on
Akiha, o que aconteceu com você? Eu ainda não entendi o motivo de você ter desmaiado.
Mas... Será que foi eu? Tipo, eu fiquei fugindo de você, então consequentemente, você teria que correr atrás de mim. Bem... Já sei! É só eu culpar Sora! Yes!!!
Sou muito inteligente.
Hmm, mesmo assim, desejo logo que ela volte ao normal. Não quero perder mais uma amiga desde aq...
Yoko POV off
Akiha começa a piscar seus olhos e a mover partes de seus dedos. Isso deixa Yoko com uma feição mais alegre, pois era um motivo de felicidade ao ver que sua amiga voltou ao normal.
— Yoko? – Akiha sussurra.
— Hã? Akiha! – Yoko grita e espontaneamente dá um abraço em Akiha, que ainda estava bem debilitada.
— Yoko, pare. Só tá piorando as coisas. – Akiha sussurra novamente, mas Yoko não ouve pois está gritando e repetindo o nome dela várias vezes.
Yoko fica alguns segundos abraçando Akiha, até que a mesma fica nervosa e dá um golpe de karatê no pescoço de sua amiga.
— Aí! – Yoko solta Akiha e fica caída em cima da mesma durante alguns segundos.
Yoko olha para os longos cabelos de Akiha, até que percebe que nas pontas do mesmo não estavam em sua cor natural, e sim vermelho.
— Ei! – Yoko se levanta e fica. sentada, mas põe a mão no cabelo de Akiha e a mostra sua cor. — Foi você que pintou os cabelos?
— Yoko... – Diz Akiha de um jeito triste. — Eu tive um pesadelo horrível, e nele aparecia que meu irmão seria morto por mim.
— Que? – Yoko solta os cabelos de Akiha e começa a rir. — Não acredite em pesadelos, pois os mesmos quase nunca se tornam reais. Pode acreditar em mim. — Carinha fofa.
Akiha pega seu próprio cabelo e olha para o mesmo.
— Não, eu tenho certeza de que aquilo era verdade. Já que lá, eu estava com a cor dos meus cabelos em um tom avermelhado. E para a minha tristeza, olha isso.
— Mas então, como as pontas de seu cabelo estão avermelhadas? Quando eu a trouxe aqui, seus cabelos estavam totalmente negros. Não tem como alguém ter vindo aqui para pintar seu cabelo de vermelho, já que eu estava aqui todo esse tempo esperando por ti.
Criam-se gotas de lágrimas nos olhos de Akiha. Parece que ela se emocionou ao ouvir aquilo. — Você esperou por mim Todo esse...
Yoko interrompe a fala de Akiha, pondo sua mão na boca dela.
— Tá, tá. Não precisa se emocionar deste jeito.
Akiha enxuga suas lágrimas e dá um sorriso a Yoko.
Yoko sussurra. — Mas é claro que eu preferia ficar paquerando os garotos.
Akiha ouve e fica brava.
— Ei! – Ela dá um soco no nariz de Yoko. A força foi tamanha que a levou até a parede. — Sua pervertida que fica com todos! AFF, você realmente não tem jeito.
Yoko se levanta com um pouco de dificuldade, e obtém um belo sangramento nasal. Ela então fica com a mão no nariz, para amenizar o sangramento.
— Akiha! Aquilo era brincadeira! – mas era um pouco verdade.
— Cara, que falsidade. Mas OK, acho que já me recuperei. – Akiha olha para os lados, mas não encontra um relógio. Então ela pergunta a Yoko. — São quantas horas?
— Hmm... – Yoko retira do bolso de sua calça um relógio. — São... 12:51. – Ela guarda o relógio novamente em seu bolso. — Ah, quase esqueci. Nossa turma terá mais uma aluna, mas achei estranho isso acontecer, já que estamos meio que no final do ano.
Akiha POV on
O que? Uma aluna nova surgiu na nossa turma? Mas como se o ano já está prestes a acabar?
Bem, não sei o porquê, mas acho que tem algo haver com aquela garota. Mas quem é ela e por que eu desmaiei ao vê-la?
Espera! Ela também apareceu no meu sonho. Será que... Não, melhor não pensar nisso. Já estou cansada de pensar naquela menina.
Akiha POV off
— Yoko, podemos por favor sair daqui? – Akiha está mais alegre do que antes.
Yoko anda até o lado da cama de sua amiga.
— Claro que sim! Além do mais, já era para nós termos saído daqui desde que você se recuperou.
Akiha sai da cama com calma, calça seus sapatos e anda com a ajuda de Yoko até a saída.
*****
No centro de Bones, ás 18:54 da noite.
Akiha andava pelo centro de Bones, entrando e saindo de algumas lojas. Ela estava em busca de novos mapas, pois os dela foram rasgados por Yoko sem querer.
— Yoko sua cretina, – Akiha resmunga — por culpa sua, tive que sair a uma hora dessas para procurar novos mapas! Muito obrigado por ter feito aquilo. – Sarcástica.
***** Flash Back on *****
Apartamento Lontty, terceiro andar, às 16:13 da tarde.
Yoko vem segurando sua amiga, para lhe ajudar a entrar dentro de casa. Ao entrar, Yoko a põe sentada em sua cama, enquanto ela se sentava em uma cadeira próximos a alguns mapas com inúmeras marcações.
— Bem, pelo menos cheguei em casa. – afirma Akiha. — Mas... Sério, o que aconteceu após eu desmaiar? Quem me levou até a enfermaria? – Diz ela se acomodando em sua cama.
— Bem, primeiramente eu fiquei gritando feita maluca atrás de ajuda, depois um monte de alunos foram e me ajudaram a levá-la até a enfermaria. Sendo que a diretora pediu para que nós fossemos mais silenciosos ao carregá-la. Mano, que raiva daquela chata! – Exclama Yoko.
— Vai entender o que ela tinha em mente. – Akiha se deita.
— Hmm... – Yoko fica observando todas as anotações e marcações presentes no mapa. — Vamos ver o que ela tanto procura.
Dez minutos depois...
Akiha já estava dormindo, enquanto Yoko fora pegar um café para beber.
Yoko já com o café na mão, se senta no mesmo lugar onde ela estava antes.
— Ah cara, que delícia de café. Ainda bem que... – Ela avista um mosquito voando por cima de seu copo. — Olha só que interessante... – Yoko põe o copo com metade do café em cima dos mapas e pega um jornal debaixo da mesa. — Agora mosquito estúpido, você vai aprender a não voar em cima do café dos outros!
Yoko começa uma perseguição contra o mosquito. Ela bate em todos os lugares com o jornal, até mesmo no rosto de Akiha, que não acordou por "um fio".
Depois do aperto ao acertar Akiha, ela fica ainda mais nervosa e com vontade de matar o mosquito, que estava parado em cima de seu café. Yoko pega seu jornal, segura com tanta força que o mesmo começa a rasgar. Ela então dá uma super "Jornalada" no mosquito, mas o mesmo foge, e o que é acertado é o copo com café, que é derrubado e todo o café dentro do copo cai em cima dos papéis e mapas.
Yoko entra em um estado de desespero. Ela rapidamente tira o copo dali, pega os mapas molhados com café e os leva até o banheiro.
— Rápido, rápido! – Yoko entra no banheiro e imediatamente abre a torneira, onde põe os mapas. — Pelo menos isso eu acho que vai funcionar.
As manchas de café saíram, mas os mapas começaram a se desmanchar, até que os mesmos foram totalmente destruídos pela água.
— Eh... – Yoko fica pálida e sem ter o que falar sobre a tragédia que fez.
Yoko volta para o quarto de Akiha e pensa em uma maneira de contornar este problema, até que em alguns segundos, uma solução aparece em sua mente.
— Já sei! – Ela estala os dedos. — É só eu fazer isso! – Ela pega um papel e começa a escrever nele. Após o terminar, ela sai do apartamento.
Passam-se duas horas e Akiha acorda.
Akiha POV on
— Hã? – Digo me levantando da cama. — Hnm... Parece que acabei dormindo. Que droga... Ow, uma carta. – Pego a carta que está em cima da mesa.
— Hmn...
"Foi mal Akiha, mas parece que algumas coisas ocorreram na minha casa, então fui obrigada a ir lá. A sim, em relação as anotações e os mapas, bem, eu estava sentada direitinho, olhando a paisagem pela janela, até que apareceu um cachorro da janela em que eu estava e acabou cortando todos os papeis. Eh... E só foram suas anotações. Que coincidência, não? Ashuashuqshquahs... Bem, espero que entenda. By Yoko Yotora"
— Sua... Sua... AFF! Ela não tem jeito. – Jogo a carta no lixo.
Não estou nervosa, mas sim calma. Além do mais...— Penso em voz alta. — Ficar nervosa não vai trazer minhas coisas de volta! Terei que comprar outro, pelo visto.
Ponho minha jaqueta branca, que possui poucos detalhes vermelhos e negros, e ando até a saída do meu quarto.
***** Flash Back and Akiha POV off *****
— Bem, deixarei isto de lado. – Sorriso maligno. — Amanhã Yoko verá do próprio remédio! – Akiha dá risos perversos.
Ela continua andando pelo centro de Bones atrás de mapas novos. Até que ela começa a ouvir um som de choro, parecia ser de uma criança. Akiha então começa seguir este som, para descobrir de onde o mesmo vem.
Depois de alguns segundos, Akiha se depara com uma criança sentada no chão e encostada a uma caçamba de lixo.
Esta criança tem aproximadamente 1.34m de altura, longos cabelos azuis forte. Esta usa uma camisola verde um pouco rasgada, mas não possui short ou saia, e sim somente a camisola cobrindo seu corpo. Ao ver de Akiha, parecia que s garotinha havia sido espancada ou abandonada e deixada a própria sorte.
— Ei. – Akiha está com pena da garota. Ela se agacha para falar com a criança. — O que houve com você?
A criança olha para Akiha chorando. Seus olhos tem um tom roxo claro, e quando Akiha viu estes olhos, logo se sensibilizou por ela.
— Eu... Não posso... Dizer. – A criança estava com dificuldades de falar, pois estava soluçando demais. — Não me lembro... O que aconteceu.
— Então... Qual é o seu nome?
— Furude... Minah.
— Está com fome? – ela se levanta e estende a mão a Minah. — Venha comigo, eu te ajudarei.
Minah ainda soluçava, mas as lágrimas em seus olhos foram diminuindo de pouco em pouco.
— Sério? – Diz Minah com dúvida.
— Claro! – Exclama Akiha. — Vamos comer alguma coisa, pois você parece estar com fome. Irei aproveitar também para comprar os mapas de uma vez.
Minah segura a mão de Akiha e se levanta.
— Obrigada.
Elas duas saem dali e vão a uma lanchonete próxima dali.
*****
Próximo dali, duas garotas estavam em cima de um prédio, assistindo tudo.
Uma tinha uma altura de 1.60m, seios de tamanho médio, cabelos loiros curto e olhos vermelhos. Usa um chapéu rosa e um vestido de mesma cor, com uma fileira de pérolas próximo a cintura. Possui algumas presilhas parecidas como gravatas borboletas presas em várias partes de seu vestido e em seu chapéu. Ela usa um par de luvas longas preta e um par de meias brancas com listras rosas.
A outra tinha uma altura de 1.54m, possui seios menores que a primeira, longos cabelos azul aço e olhos roxos sem pupila e sem emoção. Ela usa um vestido parecido com as de empregadas francesas, um Gothic Lolita preto e branco, com uma fita azul em cima de seus seios. Ela usa sapatos pretos e meias brancas, possuindo inusitavelmente uma calda de gato preto com um laço azul no final.
— Parece que Minah já foi pega, não? – Falava a loira.
Risos silenciosos. — Ela está sendo somente um peão no meu xadrez, onde será usada como uma pequena isca para pegar a torre, cavalo, ou mesmo o Rei. – afirma a de cabelo azul.
— Você adora mesmo pensar em xadrez. – Diz a loira olhando para o céu.
— Pode me fazer um favor?
— A famosa bruxa dos milagres me pedindo um favor? – Surpreendida. — Estou realmente sem ter o que dizer.
— Pare de enrolar. Você é a bruxa da certeza, e tem tanto poder quanto eu e Laila juntas. – Diz ela olhando para a loira.
— Sua chata, diga logo o que você quer. – Ela já sem paciência.
— Vá até o mundo das kakeras e fale para Laila não me atrapalhar mais, pois parte dos meus planos já deram errado por causa dela.
— OK... Mas por que você mesmo não faz isso? – Retruca a loira.
— Por que tenho que observar a herdeira do Clã Yagami. A garota tem poderes excepcionais, mas ainda não sabe os usar. Pior, nem sabe que os possui.
— AFF! Vou lá falar logo com Laila e aproveitar para fazer algumas coisas.
Ela desaparece em formas de doces rosas.
— Bem, faça o que quiser, mas não me atrapalhe. Pois se eu perceber que você está sendo um fardo a mim, não terei pena de mata-la. Pense antes de agir, OK? – Risos silenciosos.
Fale com o autor