Notas iniciais
Mais um! Mais um!

Lizza saiu correndo de dentro do buraco do Salgueiro. Ela mirou a árvore e exclamou: — Immobilus! — o lampejo incolor antigiu o centro da árvore a paralisando.
Lizza entrou dentro do castelo as pressas. Sentia os pulmões arderem, a garganta seca e a dor no corpo. Sentia a queimadura no braço. E só parou, quando escutou a voz da Professora Minerva no segundo andar.

– Isso não é possível. — Dizia ela, parecia estar chocada com algo. — Não pode ser possível! Norberto! Como isso foi acontecer? A porta da Câmara foi selada para sempre!

– O que houve Professora?! — Era a voz ofegante de Teddy.

– A Câmara foi re-aberta Theodore. — Disse ela séria.

– Mas isso é impossível! — Exclamou ele.

– Nada é impossível Theodore. — Era a voz do Diretor. — O que mais me choca é a pessoa que o monstro levou para a Câmara.

– E quem foi?

– Victoria Puddlelaker. — Respondeu a Professora.

– Mas da última vez foi minha madrinha. Uma garota. — Lembrou ele.

– O que choca não é por ser uma garota. Mas que a garota escolhida pelo monstro, seja da casa de Salazar Sonserina. — Disse Minerva.

Lizza pôs a mão na boca. Foi a irmã mais velha de Daphenee...

***

Quando Teddy virou o corredor e viu Lizza. Ele logo a abraçou.

– Por Merlim! Ainda bem que está viva!

– Soube o que houve em Hogsmeade?

– O ataque de Trevistas? Soube. Deixaram vazar informações e por isso meu padrinho não foi a Hogsmeade. Estavam atrás dele.

– Do contrário, mandou um garoto, que no minimo é pertubado para me arrancar informações.

– Edward Godrics? — Indagou ele.

– Sim. Como sabe?

– Ele me mandou uma carta. Ele não foi por ordem de meu padrinho. Ele foi por que é intrometido.

– Enfim. O que vão fazer a respeito da irmã de Daphenee?

– Não sabemos. Dessa vez é diferente...

– Diferente como?

– Dessa vez, temos a certeza de que ele voltou para matar...

***

Daphenee recebera alta no fim do dia. Estava ansiosa para saber as noticías de Lizza. A mesma desceu a escadaria e entrou no terceiro andar. Saiu de corredor e entrou em corredor. Pegou o atalho do segundo andar e parou quando viu uma mensagem na parede em tom escarlate.
'A pureza deve prevalecer. A sujeira deve ser varrida. Na Câmara, ela jas. Para que das fontes jorrem a pureza de vosso sangue'. — Daphenee riu, com certeza alguma brincadeira de alguém da Sonserina. Continuou descendo, até chegar nas masmorras

Ao chegar nas masmorras. Katherina Alecsander a fitara. Já a irmã estava com arranhões na face e a expressão vazia. Jack e Antony Norrels a viram e abaixaram a cabeça.

– O que houve? Foi o Bituri, ele derreteu algo?

– Não... — Disse Katherina.

– Minha mãe mandou um berrador, foi isso? — Os irmãos Norrel's balançaram a cabeça em negativa.

– Vocês estão me assustando, é sério. Digam logo.

– Victoria foi levada para a Câmara Secreta. — Disse Katherine sem expressão.

– Parem de brincar com uma coisa dessas.

– Não estamos brincando. Rebastan nos contou. — Disse Scorpius.

– Não... Você fez isso Katherine? Pediu a sua mãe?

– Apesar de estar brigada com você. Tori é minha amiga e eu nunca a machucaria. — Disse Katherine.

– Não... Minha irmã não... — Daphenee desabou no chão. Começara a derramar lágrimas. O mundo girava. Ela se abraçava. Katherine vinha em sua direção. — Vai me bater Katherine? — Mas não foi isso que ela fez. Ela a abraçou. Katherine sempre foi orgulhosa e jamais pedia desculpas, mas aquele abraço foi sua forma de pedir perdão. Em seguida veio Katherina. Depois, todos no salão vinheram prestar apoio.
Quando a soltaram, ela perguntou:

– Alguém sabe onde é a entrada da Câmara?

– Meu pai me disse uma vez que era no segundo andar. Mas ela foi selada para sempre. Não tem como abrir novamente. — Disse Scorpius.

– E o que era o monstro?

– Um Basilisco. — Disse Jack. — Mas ele foi morto a 20 anos atrás.

– Temos que pesquisar sobre o assunto. Se há algum sucumbo que possa ter ressurgido o monstro ou coisa do tipo. — Comentou Katherina.

– Eu sei quem pode ajudar. — Disse Daphenee.

– Ai, não! Vai chamar a Rosenfelt? — Resmungou Katherine.

– Sim, eu vou. — Respondeu. — Katherine, ao menos uma vez esqueça o sangue. Ele não vale nesse momento. O sangue apenas vai jorrar.

– E qual é a sua ideia? Os professores não podem dar autorização para a área restrita da Biblioteca. — Disse Antony.

– É por isso que vamos invadi-la durante a noite. Quando todos estiverem dormindo. — Disse Katherina como se fosse obvio.

– E como pretende invadir uma Biblioteca mágica no meio da madrugada? — Perguntou Scorpius.

– Eu posso ajudar. — Uma voz veio atrás de todos. Exibindo uma capa velha que lhe deixava meio invisível, alí estava Alvo Severo Potter.

***

Ao encontrar com Daphenee. Lizza contou o que havia acontecido em Hogsmeade. Daphenee a contou sobre a irmã e o que havia descoberto. Katherina contou seu plano a Lizza, que no começo achava no minimo estúpido. Mas contando em detalhes, todos concordaram que poderia dar certo.

– Então, a meia noite. Todos se encontrem no segundo andar, no banheiro da Murta Que Geme. — Disse Lizza.

– Feito. — Disseram todos.

***

Na hora do jantar. Daphenee estava na comunal da Sonserina, arrumando suas coisas. Preparou uma poção do silêncio para regarem os sapatos e não fazerem barulho e foi ao seu quarto deixar a comida de Bituri. Quando voltou a sala. Fechou a mochila e a pôs no sofá. Katherina estava entrando na comunal com vários copos de café. Deu um para cada.

– Precisamos de energia. Então dei uma refoçada. — Comentou ela.

– Colocou água da privada dentro disso? Tem um gosto horrivel. — Falou Scorpius.

– Bebe logo essa droga, garoto. — Disse Katherine. — Isso é uma poção e não o cházinho das cinco da tarde.

E assim fizeram.

***

Lizza desceu as masmorras e esperou Katherina sair. Quando ela saiu, Lizza a contou sua ideia sobre novas integrantes ao grupo. Katherina apreensiva disse:

– Quais?

– Lilian Crawford e Jamilly Alice Grace da Corvinal e Rose Weasley.

– Rose Weasley? Fala sério.

– Ela disse que sabe a senha do cadeado. — Falou Lizza dando de ombros.

– E porque a patricinha da Crawford e a tal da Jamily?

– Crawford é especialista em feitiços ilusórios e de memória. Jamily é especialista em linguas. E ela consegue falar com os animais.

– Que seja. Eu sou especialista em torturar e colocar o terror, e daí?

– Daí que isso só funciona em último caso Katherina! — Exclamou Lizza irritada. — Chega de perguntas.

***

Meia noite chegava e todos se preparavam na comunal da Sonserina. Alvo entrara na capa com Katherina e Daphenee. Todos regaram os sapatos com a poção do silêncio e pegaram o atalho que Scorpius mostrara de baixo da escada de pedra. Era chegado a hora de eliminar os infortúnios.

***

Lizza, Lilian, Jamily e Rose, se encontraram no sexto andar. Próximo a estatúa que dava charadas. Correram a escadaria o mais rápido que conseguiam descalças, foi quando tropeçaram em algo peludo — Madame No-r-r-r-a. O miado do bichano foi alto o suficiente para atrair a atenção de Filtch. Passos vinham do quinto andar e ele dizia 'eu vou matar quem machucou minha gata!'
Lilian deu um giro no ar com a varinha e uma especie de barreira estava ao redor delas — Ilusorium Refinarum.
Desceran o mais rápido que conseguiram para o terceiro andar. Rose escorregou no piso ao chegar no segundo. Mas todas conseguiram chegar no banheiro da Murta Que Geme que estava interditado.

– Quem está aí?! — Perguntou a fanstama.

– Sou eu Murta. Lizza. E estas são algumas amigas, e alguns amigos vem aí também.

– Ah, Lizza. Meninos no banheiro não! — Resmungou.

– É só por hoje! E Murta, eles são uns gatinhos. Vem o filho do Harry Potter também! — Disse Crawford tentando animá-la, o que pareceu dar certo, já que deu uma risada estranha de vergonha.

– Está bem. Só hoje.

Era meia noite e meia quando os Sonserinos chegaram ao banheiro. Daphenee sentia a mochila pesar. Não se lembrava de ter posto tanta coisa assim.
Katherina se pronunciou, e começou a dizer os passos do plano. Todos entenderam e respiraram fundo.

Ao chegarem no quarto andar. O andar mais arriscado para se estar (pois havia o escritório do Diretor, a sala e o dormitório dos professores e a Ala Hospitalar). Rose arrombou a tranca da porta. Entrando na biblioteca Scorpius, Jack e Antony ativaram suas varinhas em seus 'Lumus Máxima'. Alvo ficou na capa junto com Katherine e Lilian na porta de entrada para vigiar. Lizza, Daphenee, Katherina, Jamily e Rose estavam na frente da porta da sessão reservada.

– Alohomora. — Disse Rose e destrancou a porta. Dirigiu-se ao portão e ajustou a senha. Agora estavam oficialmente dentro da área restrita.

– Me sinto uma criminosa. — Comentou Lizza.

– Se sinta uma Robin Hood. — Brincou Katherina.

– Vamos nos separar. — Aconselhou Rose.

Lizza foi a sessão de animais e abriu sua mochila. Apanhou um livro chamado 'Ofidioglossia' de Salazar Sonserina e um chamado 'Grimório Da Selva' de Skylar Brotherhood.
Katherina apanhou a edição completa de 'Hogwarts e seus segredos' de Rowena Corvinal e 'Os 4 amuletos' de Helga Lufa-Lufa.
Jamily apanhou 'Magia mui maligna' de um autor desconhecido e 'Bestas Universais' de Herpo, o sujo.
Daphenee apanhou um chamado 'Grimório Da Antiga Arte' de Alvo Dumblendore e 'Contos Da Morte' de Merlim. Ela folheu o livro e encontrara algo sobre marcas.
Rose apanhou apenas um chamado 'A Cura Para Tudo' de um romancista que antes fôra do partidário de Voldemort.

Quando ia fechar a mochila. Daphenee achou que a mesma estava cheia de mais. E decidiu tirar tudo a sacudindo. Nesse instante, uma enorme cobra cai do fundo.

– Bituri! Já disse para não entrar na minha mochila! — Brigou ela com a cobra de cabeça achatada. A cobra lambia seus dedos. — Tudo bem, eu desculpo você!

Quando todas fecharam as mochilas e estavam saindo da sessão, Scorpius atravessa a entrada dizendo:

– Filtch vem aí!

Rose trancou as portas bem rápido. Todos que estavam lá fora adentraram. Lilian exclamou:

– Todos se escondam!

Ela se enfiou de baixo de uma mesa e todos fizeram o mesmo. Erguendo a varinha, a mesma re-ativou o feitiço de ilusão. Bem na hora. Filtch entrou na Biblioteca.

– Quem está aí?! — Vociferou o velho. Tateando no escuro, acabou tropeçando em Bituri. A cobra cuspiu ácido em seu pé e o mesmo gritou, berrou e xingou. Filtch estava como um touro velho embravecido. Desistindo de procurar, ele se foi, mas trancando a porta da Biblioteca.

– Esse velho trancou a porta! — Disse Scorpius.

– Não brinca Scorpius! — Disse Rose em tom sárcastico.

– E agora? — Perguntou Lilian.

Daphenee apanhou um frasco da mochila e colocou nas presas de Bituri:

– Tapem os narizes. — Ordenou. Todos obedeceram e então lançou o frasco contra a maçaneta que derreteu e a porta destrancou. Ambos correram para fora da Biblioteca e foram para suas comunais o mais depressa o possível. Mas ambos com um sorriso no rosto. A operação 'invasão na meia noite a Biblioteca', foi absolutamente um sucesso!

Notas finais
Até qualquer momento. Assim que eu escrever, posto mais.