Livros Na Estante
21 Capítulo 21
Notas iniciais
- Creio que irá ter erros de digitação... Mas logo,logo irei arrumar!
Beijos ♥
**Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo
A noite foi chegando rapidamente, mas eu não queria sair dos braços do Victório.
- Vamos?
- Pra onde? — perguntei.
- Visitar o Nicolas...
- Vamos... Já tinha até me esquecido do pobre Nicolas — falei.
Nos levantamos do sofá e fomos andando na direção do ambulatório sem falar nada, apenas escutando o barulho das pessoas ao nosso redor conversando.
- Será que a Emma ainda está lá? — perguntei.
- Ela foi visitar ele? — perguntou o Victório.
- Aham...
- Bom, não sei — falou ele abrindo a porta do ambulatório. — vamos saber agora!
Entramos no ambulatório e umas três pessoas estavam deitadas em camas, apenas dormindo. Havia vários enfermeiros e o local era bem confortável.
- Vocês estão procurando alguém? — perguntou a enfermeira.
- Na verdade sim... O Nicolas — falei.
- Nicolas?
- Isso... Ele desmaiou hoje mais cedo e...
- Ele está ali Angela — falou uma outra enfermeira.
- Ah! Aquele é o Nicolas! — ela sorriu. — Me desculpem, é que eu ainda não gravei os nomes... Sou nova aqui
- Ah, tudo bem — dei um sorriso falso. — Podemos ver ele?
- Podem sim! — falou ela.
Fomos andando até a cama do Nicolas, e eu percebi que aquelas pessoas estavam muito doentes. Pálidas, magras e dormindo.
- E ai amigão! — falou o Victório tocando a mão do Nicolas.
- E ai cara... — falou ele com a voz falhando um pouquinho.
- Oi Nick — falei sorrindo.
- E ai Nieta — falou ele.
- Você está melhor?
- Não muito, estou sentindo umas dores abdominais e muita dificuldade para respirar. — falou ele.
- Mas você irá ficar bem, não se preocupe — falei.
- É... Eu espero
- Vai ficar sim cara! Energia positiva! — falou o Victório.
- A Emma veio me visitar hoje — falou ele se sentando na cama. — Ela é... Engraçada — falou ele sorrindo torto.
- Isso é verdade! Sempre quando estou mal, ela me anima — falei sorrindo.
- E então... Quando você irá sair deste lugar? — perguntou o Victório.
- Eu ainda não sei.. — ele tossiu um pouco. — Mas acho que vou ficar aqui por alguns dias.
- Espero que você saia logo — falou o Victório.
- É eu também... — falei.
- Gente, agora vocês terão que sair... O Nicolas precisa descansar e tomar os remédios dele. — falou a enfermeira. — E está quase na hora de jantar!
- Tudo bem... Temos mesmo que ir — falou o Victório. — Tchau cara, fica bem tá? E se cuida!
- Isso mesmo! — sorri. — Se cuida Nick — falei dando um beijo na bochecha dele.
- Podem deixar... Vou me cuidar!
Saímos do ambulatório e fomos procurar a Emma, que estava em alguma parte do acampamento.
- Aonde será que essa menina se meteu?
- Olha, eu não sei não — falou o Victório. — Será que ela não está no dormitório?
- É pode ser... Vamos lá!
Fomos até o dormitório e a Emma não estava lá... Aliás, parecia que todos haviam sumido. Fomos no refeitório mas também não havia ninguém lá. Fomos em todas as salas em que tínhamos aula, mas não havia ninguém lá também. Fomos até o lago e nada.
- Cadê todo mundo? — perguntei.
- Não sei não... — Falou ele olhando para os lados.
Andamos mais um pouco por dentro dos matos, e não achamos ninguém.
- Vamos no ambulatório — falei.
- O que você vai fazer lá?
- Quero ver uma coisa...
Fomos correndo até o ambulatório, chegamos lá e tomamos uma surpresa.
- Cadê todo mundo? — falou o Victório com um certo medo na voz.
- Não... Sei... — falei. — Mas... todos estavam aqui agora pouco!
- Isso é possível? — falou ele andando dentro do ambulatório.
- Shiu! acho que tem alguém aqui — falei sussurrando.
''Galileu, vá lá em cima! Acho que alguém está lá!''
- Ouviu isso? — sussurrei novamente.
-Ouvi! — o Victório sussurrou de volta. — vem pra cá!
Corri até ele e nós nos abaixamos atras de uma cama. Alguns segundos depois apareceu um homem magro e alto e ele segurava uma arma na mão. Ele foi andando em nossa direção bem devagar. Olhei para o Victório e pude ver o medo em seus olhos. Então ele sussurrou em meu ouvido.
- No três a gente corre em direção do janelão atras de nós. — falou ele.
Balancei a cabeça na positiva. Então ele fez a contagem nos dedos: ''um'', ''dois'', ''três''
- CORRE!
Nos levantamos rapidamente e corremos na direção do janelão, que para nosso azar estava fechado. Nos batemos com tudo no vidro, fazendo com que ele se quebrasse em vários pedaços. Caímos no lago e começamos a nadar, olhei para cima e pude ver o homem nos olhando de lá apontando a arma na nossa direção.
- Nada rápido! -falou o Victório
Nadamos o mais rápido que pude. Chegamos na margem do lago completamente tremendo e sangrando. Minha testa, meu braço e perna estavam cortadas, e o Victório também estava na mesma que eu.
- Você está bem? — perguntou ele.
- Apesar de tudo... Sim estou! — falei tremendo. — E você?
- Também estou... Agora temos que sair daqui! Logo,logo eles virão atras de nós
Nos levantamos e corremos o mais longe possível dali. O tempo estava mudando, fazendo frio e eu acho que iria começar a chover a qualquer momento.
- Quem será que ela aquele homem?
- Um dos Baudelaire...
- Como você sabe?
- Foi ele que me matou na outra vida.
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