Notas iniciais
- Espero que gostem do novo capítulo!
- Creio que irá ter erros de digitação... Mas logo,logo irei arrumar!
Beijos ♥
**Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo

- Alguém está com fome? — pergunta Rosalina.

- Não — todos respondem quase que sincronizadamente.

- Tudo bem então — sorri Rosalina. — Bom, se alguém quiser ir ao banheiro, temos vinte minutos até que a Luiza chegue... Depois disso será três horas de viagem até o Lago e mais duas horas até o acampamento. — Fala ela olhado para um pedaço de papel que tem todos os nossos horários.

- Tudo bem, eu vou no banheiro... — fala Emma.

- Eu também vou — fala Victório.

- Vamos fazer o que no Lago? — pergunto.

- O acampamento fica do outro lado do lago... Então vamos de carro até lá e logo depois iremos pegar uma balsa até o outro lado do lago.

- Aaah... — falei.

- E quem é essa Luiza? -pergunta o Nicolas que acaba de dar um gole na garrafinha de água.

- A Luiza é tipo uma guia, ela leva todos os línguas-mágicas até o acampamento e lá ela dá instruções e dicas para os campistas. — responde Rosalina.

Ficamos ali na praça por algum tempo, até que avisto uma mulher nos vigiando de longe.

- Não olhem agora, mas tem uma japonesa nos encarando... — falei tentando disfarçar.

- Japonesa? — questionou Rosalina que acabara de olhar bruscamente para trás. — É a Luiza gente! — falou ela sorrindo.

Andamos na direção da Luiza que estava do outro lado da calçada encostada em uma parede grafitada.

- Luiza! — falou Rosalina abraçando a japonesa simpática. — Como você está?

- Estou bem obrigado! — respondeu ela. — E você? Como está?

- Estou bem obrigado... — a Rosalina parou por dois segundos e logo lembrou que nós estávamos lá. — Ah! Esses são os novos aprendizes — falou ela apontando para nós.

- Olá! — falou ela dando um'' tachuzinho '' com a mão. — Bom, acho melhor a gente ir logo... Está ficando tarde! — falou ela abrindo a porta de um carro preto e pequeno. Na verdade, ele era pequeno só por fora, mas por dentro era razoavelmente grande. No banco de trás ficou: Eu, Emma, Victório e Nicolas. E no banco da frente a Luiza e a Rosalina.

Depois que todos se ajeitaram nos seus lugares, o carro começou a andar. As janelas estavam fechadas, o ar-condicionado ligado e estava tocando uma musica leve no rádio que eu conhecia. Meu avô escutava ela sempre no final da tarde. Ela se chama Blue Monday da banda Flunk. É uma musica leve mas que ao mesmo tempo, pode ser pesada como uma rocha... Mas isso depende do momento em que ela está sendo escutada, entende? É tipo assim, quando eu estou naqueles dias que eu só quero ficar sozinha e trancada no meu quarto, essa musica é como um veneno; porque ela acaba alimentando pensamentos obscuros meus. Mas se eu estou naqueles dias de tranquilidade, ela me faz completamente bem.

- Ei, Tem alguém ai? — perguntou a Emma batucando levemente a minha cabeça.

- Ai Emma — reclamei. — O que foi? — falei sorrindo.

- É pelo jeito você não me escutou...

- Desculpa... — falei dando um sorrisinho torto. — E o que foi que você falou mesmo?

- Perguntei se você queria amendoim — falou ela colocando três dentro da boca. — E então... Você quer?

- Quero, me dá um pouco... — estendi a mão.

- Toma — falou ela me entregando um saquinho cheio. — O Victório não gosta e o Nicolas tem alergia.

Nossa, tinha até esquecido que o Victório estava aqui...

- Ah... — respondi.

Agora acabara de começar uma musica engraçadinha e harmônica que me fazia lembrar da infância, quando eu brincava no jardim da minha avó e arrancava flores e levava para ela e uma outra mulher... Acho que era a minha mãe, ou apenas uma amiga... Não me lembro muito bem. A propósito, o nome da canção é Home da banda Edward Sharpe and The Magnetic zeros. O cenário também mudara, agora estamos em uma estrada completamente vazia, apenas árvores grandiosas, mato e um céu incrivelmente azul e repleto de estrelas, com uma lua cheia e gigante.

- Agora vocês podem abrir as janelas. — falou a Luiza.

- Até que enfim! — falou Nicolas abrindo desesperadamente a janela.

O ar estava fresco e agora eu podia escutar o barulho dos insetos e podia ver os vagalumes piscando na escuridão da floresta que nos cercava.

- Há quanto tempo já estamos trancados neste carro? — perguntou Nicolas.

- Acho que umas duas horas... — respondeu Luiza. Mas não se preocupe, só falta mais uma hora de viagem até o lago.

De onde estávamos todos podiam ver o lago, cristalino e com aparência de traiçoeiro. Andamos por mais uma hora até que a Luiza estacionou o carro no acostamento.

- Tudo bem, vamos descer. — falou ela.

- Já chegamos? — perguntei.

- Sim, agora vamos andar e pegar a balsa. — falou ela num tom meio frio.

- Vamos deixar o carro aqui? — perguntou a Emma.

- Sim, daqui a pouco alguém aparece e pega ele. — falou ela fechando a porta do mesmo. — Bom, sem mais perguntas, vamos andando! Já estamos atrasados.

Andamos por uns cinco minutos e chegamos até a uma pontezinha, onde havia um homem sentado no meio dela.

- Ei! — gritou Luiza.

Mas o homem não respondia e nem mesmo se virava para olhar para nós.

- Ei! Estou falando com você!! — gritou ela mais uma vez. Mas o homem não reagia.

- Vou lá dar uma olhada — falou Victório.

- Não! — falei num tom meio alto. E todos olharam para mim. — Eu acho melhor não... — continuei. Tentando estabelecer o tom de voz na altura normal.

- Não se preocupe Antonieta... Não vai acontecer nada comigo

- Não estou preocupada — falei revirando os olhos.

Ele era teimoso, muito teimoso. E por ser desse jeito, desobedeceu e foi em direção ao homem que estava a uns quatro metros de nós. De longe pudemos ver a expressão de espanto estampada na cara dele.

- ESTÁ MORTO! — gritou ele. E foi neste momento que todos nós nos aproximamos para ver o falecido homem.

- Ai meu Deus! — falou Nicolas.

- Nossa olha isso cara! — exclamou Emma; que agora estava com seus olhos arregalados.

O estado do homem era deplorável. Seu rosto estava completamente deformado, como se algum bicho tivesse devorado o rosto dele. Seus olhos foram arrancados e seu nariz também, e ainda tinha um resto de boca... Se é que aquilo pode se chamar de boca...

- O que faremos agora? — perguntou Nicolas.

- Seguiremos nosso rumo — falou Luiza friamente, e nesse momento ela começava a me assustar. Aonde está aquela japonesa gentil que nós conhecemos no inicio da viagem? penso.